domingo, 28 de fevereiro de 2010

Sporting goleia Porto; Benfica e Braga agradecem

Neste domingo, o Sporting goleou o Porto em Alvalade, em jogo válido pela 21ª Rodada da Liga Sagres, vulgo Campeonato Português. Além de tirar virtualmente o adversário da luta pelo título, o resultado serviu para beneficiar o principal rival dos leões: o Benfica.

A equipe de Lisboa não tomou conhecimento dos dragões, vencendo por 3x0, gols de Yannick Djaló, Izmailov e Miguel Veloso. O jogo desde o início mostrava que seria leão, pois logo aos 5 minutos Yannick pegou rebote de bola mal afastada pela defesa portista para abrir o placar para o Sporting.

O Porto não era nem sombra daquele que havia batido há alguns dias o Arsenal pela Champions League, não conseguindo se articular ofensivamente e nem ao menos manter a posse de bola, que ficava em grande parte com os leões. O Sporting conseguiria aumentar o placar ainda na primeira etapa, com Izmailov aproveitando uma deixada de Liedson para chutar na entrada da área no canto de Hélton para ampliar.

O segundo tempo não teve nem tempo para uma reação portista, visto que logo aos 2 minutos o volante Miguel Veloso pegando novo rebote, desta vez em chute de Liedson que bateu na trave, fechando a fatura. O Sporting seguiu melhor na partida, perdendo a chance de fazer um placar mais elástico para entrar para a história, restando ao Porto apenas se fechar para evitar o escore maior.

Derrota amarga ao Porto, que tinha certo favoritismo pela sua situação perante o adversário. Uma derrota por uma diferença simples até seria aceitável, porém um escore de 3x0 simplesmente envergonha a torcida portista e praticamente tira os dragões da luta pelo título, que deverá ficar entre Benfica e Braga, com vantagem para os encarnados.

O Porto terá que se concentrar em buscar a vaga para a próxima edição da Champions League, pois já ficou há 8 pontos do Braga, atual segundo colocado. Portugal só terá duas vagas para a Champions League 2010/11, e tudo indica que Porto e Sporting terão que se contentar com a Liga Europa. Já em relação ao título, o Benfica tem grande favoritismo em relação ao Braga, que é o azarão.


Com a marca de Pato, Milan vence e mantém distancia atrás da Inter

Pela 26ª Rodada do Calcio, Inter e Milan venceram seus jogos e seguem na disputa pelo titulo desta temporada. Já a Roma acabou abrindo 2x0 em Napoli, porém permitiu a reação adversária, e com um gol sofrido no fim da partida, deixou virtualmente a disputa pela taça.

No jogo em que assisti, o Milan contou com dois gols de Pato (sendo que um foi contra, mas foi dado ao atacante) e outro de Borriello após rebote de pênalti perdido por Ronaldinho Gaúcho. No fim da partida, Alexandre Pato acabou sofrendo uma lesão muscular e deverá desfalcar o Milan no confronto da volta da Champions League contra o Manchester em Old Trafford.

O jogo começou concentrado no meio-campo, com muitos passes errados de ambos os lados e poucas finalizações. Nos primeiros 20 minutos, somente a Atalanta chegou duas vezes, sendo em chutes de fora da área de Valdés e Doni. O Milan tinha mais a posse de bola, cercava a Atalanta, porém sem criar finalizações a gol. Já o adversário jogava recuado, explorando os contra-ataques.

A primeira finalização do Milan foi só aos 22 minutos, com Ronaldinho Gaúcho emendando uma bicicleta na entrada da pequena área após cobrança de escanteio. A equipe rossonera começou a encontrar mais espaços, passando a finalizar mais. Primeiro Borriello recebeu livre, avançando e chutando a direita do gol, para em seguida o Milan encontrar seu primeiro gol na partida.

Aos 29 minutos, Ronaldinho Gaúcho de calcanhar acha Ambrosini, que cruza e conta com um desvio no meio do caminho para Pato pegar de primeira no canto esquerdo do goleiro Consigli, que tocou na bola. O Milan então se soltou em campo, com o futebol de Ronaldinho Gaúcho que estava apagado no início da partida aparecer, e foi o brasileiro que começou a jogada que culminou no segundo gol rossonero, achando Pato dentro da área, que passou pelo goleiro e quando ia concluir ao gol o zagueiro Manfredini ajudou a colocar a bola para as redes.

O segundo tempo voltou com um Milan sereno, buscando desde o início preservar o resultado, mantendo a posse de bola. Poucas jogadas eram criadas de ambos os lados, até que aos 10 minutos o atacante Valdés conseguiu da intermediária à grande área, aos trancos e barrancos, ganhar individualmente de vários jogadores do Milan e até chutar na saída de Abbiati para descontar a partida.

O Milan então acordou, e passou a atacar mais, tendo quatro minutos depois um pênalti a seu favor cometido por Manfredini em Bonera. Ronaldinho Gaúcho cobrou mal, rasteiro no centro, e o goleiro Consigli defendeu, porém no rebote Borriello acabou marcando o terceiro gol rossonero. O árbitro Luca Banti não deu a invasão do atacante do Milan na hora da cobrança do pênalti.

Após o gol, o Milan passou a administrar o jogo, tentando sair nos contra-ataques, enquanto a Atalanta tentava atacar aos trancos e barrancos, porém o máximo que conseguia eram chutes a longa distância, com a maioria longe do gol.

Para o Milan tudo estava dando certo na partida, porém Pato acabou sentindo uma lesão muscular, que deverá virar desfalque por um bom tempo, devendo perder o jogo contra o Manchester pela Champions League no próximo dia 10 de março.

Inter vence e Roma tropeça

Nos demais jogos do Cálcio, a Inter conseguiu segurar a pressão da Udinese, vencendo o adversário por 3x2 fora de casa. A atual líder do italiano foi surpreendida com um gol de Pepe logo aos dois minutos, porém Balotelli, Maicon e Milito acabaram deixando a equipe nerazurri em vantagem na primeira etapa. No segundo tempo, a Inter sofreu uma grande pressão da equipe da casa, que conseguiu descontar aos 6 minutos através de pênalti cobrado por Di Natale, e contou com Júlio César que fechou o gol e garantiu a vitória apertada.

Já no outro jogo, a Roma saiu na frente com gols de Julio Baptista e Vucinic já na segunda etapa, porém não conseguiu aguentar a pressão do Napoli, que com gols e Denis e Hamsik já aos 45 do segundo tempo, empatou a partida, complicando definitivamente as pretensões de título da equipe da capital italiana.

Com 7 pontos de desvantagem para a Inter, só resta à Roma fazer a sua parte e esperar tropeços de seus adversários. O Milan encerra a rodada há quatro pontos da líder do Calcio.


sábado, 27 de fevereiro de 2010

Barcelona tem vida difícil mas vence apertado; Real Madrid goleia e segue na cola

O Barcelona teve vida difícil neste sábado pela 24ª Rodada do Campeonato Espanhol. A equipe catalã não jogou bem, mas venceu o Málaga por 2x1 no Camp Nou, gols de Pedro e Messi, enquanto Valdo marcou o gol visitante. Com a vitória do Real Madrid por 5x1 diante do Tenerife, a distância entre os lideres segue de dois pontos a favor do Barcelona.

O jogo começou difícil para o Barcelona, que começou enfrentando uma equipe retrancada. A equipe catalã voltou a contar com o lateral direito Daniel Alves, melhorando a qualidade das jogadas pela direita. O Málaga começou assustando, com Duda cobrando falta na entrada da área e exigindo boa defesa de Valdés.

O Barcelona conseguia tocar a bola na intermediária, porém não conseguia penetrar na defesa visitante. As jogadas eram preferencialmente pela direita, com Messi e Dani Alves, que abusavam nas jogadas aéreas ou tocavam para o meio chutar de longa distância. A equipe visitante só ameaçava em jogadas de bola parada ou lançamentos para a área, ainda perdendo o experiente zagueiro Stepanov por lesão, entrando o jovem Edu Ramos no seu lugar.

A equipe catalã só conseguiu pressionar nos minutos finais, porém pecavam nas finalizações. Já nos acréscimos, Pedro conseguiu ótima jogada e cruzou rasteiro, a zaga se atrapalhou e Iniesta tentou a finalização, porém acabou sendo prensado pela defesa, perdendo quiçá a grande oportunidade do Barcelona na primeira etapa.

O Málaga voltou para o segundo tempo com uma postura mais ofensiva com a entrada de Valdo no lugar de Torres. O Barcelona começou pressionando, trocando passes até próximo à área, e contando com a dupla Messi e Ibrahimovic se destacando, com o sueco perdendo boa chance aos 6 minutos, depois de jogada do argentino, e também aos 14 minutos, após escanteio cobrado por Xavi.

A equipe visitante conseguiu acertar a marcação, dificultando as investidas do Barcelona. A equipe catalã tocava a bola na intermediária, porém não conseguia penetrar na defesa visitante, limitando-se a alçar bolas na área e em lances de bola parada. Já o Málaga segurava o jogo, atacando só em lances de bola parada e em jogada aérea.

Quando o jogo estava difícil para o Barcelona, Pedro recebeu na ponta esquerda e avançou em direção à entrada da área limpando da marcação e chutando com o pé direito para marcar o gol catalão. O gol eu animo ao Barcelona, que passou a atacar constantemente, tentando sufocar o adversário. Messi começava a se destacar, conseguindo boas jogadas pela direita, entortando os marcadores, porém faltou eficácia ofensiva para o Barcelona ampliar o placar.

Quando o jogo estava encaminhado para o Barcelona, aos 35 minutos o Málaga conseguiu dar ares dramáticos ao encaixar um contra-ataque com Obinna que lançou Valdo, que livre de marcação avançou por toda a intermediária e só teve o trabalho de desviar de Valdés para empatar a partida, no que poderia ter sido uma zebra do tamanho do Camp Nou.

O Barcelona não sentiu o gol, e foi empatar três minutos depois, quando Xavi fez um lançamento estupendo para Daniel Alves cruzar rasteiro para Messi só completar o gol em uma linda jogada coletiva da equipe catalã. Guardiola tirou Pedro e colocou Bojan. O meia-atacante ainda fez boa jogada pela esquerda já no fim da partida, e cruzou para Ibrahimovic marcar o que seria o terceiro gol, porém foi anulado pelo árbitro Rubinos Pérez por uma suposta falta do atacante sueco que sinceramente não vi.

Real Madrid também vence

Já o Real Madrid venceu o Tenerife fora de casa por 5x1, gols de Higuaín (2 gols), Kaká, Cristiano Ronaldo e Raúl. Ayoze fez o gol visitante.

Com a vitória merengue, Barcelona fica com 61 pontos, enquanto o Real Madrid termina a rodada com 59. Na próxima rodada os merengues enfrentam o Sevilla, enquanto os catalães pegam o Almería.


Vitória de virada do Arsenal é ofuscada por lesão grave de Ramsey

Em jogo válido pela 28ª Rodada da Premier League, o Arsenal venceu de virada o Stoke City no Britannia Stadium. A vitória que recolocou o Arsenal na briga pelo título foi ofuscada pela grave lesão sofrida pelo meia Ramsey, que após dividida com o zagueiro Shawcross acabou sofrendo uma fratura exposta, preocupando e apavorando todos que estavam presentes no jogo e aos que estavam assistindo a partida pela TV.

O jogo começou morno, com ambas as equipes apostando na ligação direta. Logo aos 7 minutos, em uma das cobranças de laterais características de Delap, que parecem cruzamentos, Shawcross desvia a bola e Pugh desvia de cabeça para abrir o placar.

O Arsenal, que até então só tocava a bola na intermediária defensiva, não conseguindo se aproximar ao ataque, começou a tocar mais a bola, fazendo seu jogo característico, porém esbarrava na marcação do Stoke City que era forte, não dando espaços aos “gunners”.

Pelo lado do time da casa, a baixa qualidade técnica da equipe motivava muitas ligações diretas, muitos cruzamentos e principalmente as laterais cobradas em ambos os lados por Delap.

O primeiro chute a gol efetivo do Arsenal foi sair só aos 25 minutos, quando Fàbregas pega rebote na intermediária e arrisca o chute, exigindo defesa do goleiro Sorensen.Seis minutos depois, finalmente os “gunners” chegaram ao gol, quando Fàbregas cruzou na cabeça de Bendtner que só teve o trabalho de desviar do goleiro Sorensen.

O gol acordou o Arsenal, que buscou ir mais ao ataque, enquanto o Stoke City só conseguia efetuar jogadas primárias, com muitas dificuldades técnicas para ter uma criação que objetivasse em uma chance clara de gol.

No segundo tempo, o Arsenal voltou melhor, tocando mais a bola e fazendo seu jogo característico. O Stoke City sentindo a pressão dos “gunners”, recuou seu time visando segurar o empate para quem sabe em um contra-ataque ou em uma jogada isolada chegasse ao gol. A melhor chance foi aos 14 minutos, quando Eboué exigiu boa defesa de Sorensen.

Aos 21 minutos, aconteceu o lance trágico que mudaria a história da partida. Em uma dividida com Shawcross, Ramsey acabou sofrendo uma grave fratura exposta um pouco acima do tornozelo. O árbitro ao ver o que aconteceu com o meia do Arsenal acabou expulsando o jogador do Stoke, que saiu de campo chorando. Todos os espectadores do Britannia Stadium acabaram aplaudindo a saída de Ramsey, que foi levado diretamente para a ambulância. Os jogadores de ambos os times, principalmente do Arsenal ficaram transtornados, ainda mais que em 2008 aconteceu um lance parecido que vitimou o atacante Eduardo da Silva. O respeito da TV inglesa foi tão grande, que só quem estava vendo a jogada na hora viu o que aconteceu, não passando replay nem imagens aproximadas do atendimento ao jogador do Arsenal. Wenger acabou colocando Rosicly em seu lugar.

O jogo perdeu o seu tesão devido à lesão grave, que acabou afetando emocionalmente os jogadores de ambos os lados. Wenger buscando a vitória colocou Walcott e Eduardo da Silva nos lugares de Eboué e Nasri. O Stoke também modificou, visando segurar o empate.

Com um jogador a mais, o Arsenal começou a pressionar no final, sendo beneficiado pelo árbitro que viu um pênalti de Pugh em jogada de Bendtner aos 44 minutos, que tentou colocar a bola na área e a bola bateu na mão do jogador do Stoke. Ao meu ver não foi pênalti, porém o árbitro pode ter se influenciado pelo lance da lesão e premiado o Arsenal com a chance da vitória. Fàbregas cobrou no canto direito e marcou o segundo gol, com o goleiro Sorensen chegando a tocar na bola.

Já nos acréscimos, ainda houve tempo do terceiro gol dos “gunners”, marcado por Vermaelen, depois de chute de Rosicky, defendido parcialmente por Sorensen, com Fàbregas pegando o rebote e passando para o zagueiro belga apenas tocar para as redes.

Apesar da dor, foi uma vitória importante do Arsenal, que esteve virtualmente fora das chances de título há duas ou três rodadas, porém já está somente há três pontos atrás do Chelsea e dois do Manchester United. Ainda há a tabela, que favorecerá o Arsenal nas dez ultimas rodadas, visto que a equipe já enfrentou os principais adversários e terá jogos contra times mais fracos nesta reta final, tendo totais condições de brigar com Chelsea e Manchester pelo caneco, que não vem desde a temporada 2003/04.

Vídeo da Horrível Lesão sofrida por Rampsey

Com show protagonizado por Tevez e Bellamy, City faz história em Stamford Bridge

Em um grande jogo, que abriu com estilo a 28ª Rodada da Premier League, o Manchester City fez história e venceu o Chelsea de virada por 4x2, fato que não ocorria desde 1993, e contribuindo para a perda da invencibilidade do Chelsea na temporada.

O jogo também teve seu ar polêmico, quando na apresentação dos jogadores, Bridge se recusou a cumprimentar Terry após toda a polêmica envolvendo os dois jogadores, quando o zagueiro do Chelsea e ex-capitão da seleção inglesa acabou traindo a sua mulher, e um de seus casos foi a então mulher do ex-jogador do Chelsea, e agora do Manchester City.

A pardida já começou difícil para o Chelsea, com dificuldades devido ao técnico adversário Mancini colocar o Manchester City de uma forma defensiva, complicando as ações ofensivas do Chelsea. Com um meio formado por Zabaleta, de Jong e Barry como volantes, e com Adam Johnson e Bellamy abertos nas pontas, porém jogando recuados, o City praticamente só se defendeu na primeira etapa, raramente conseguindo encaixar um contra-ataque devido a sua postura em campo.

O Chelsea tinha dificuldades para atacar, limitando-se a chutes de fora da área, lances de bola parada e lançamentos para a área. As principais chances dos londrinos foram com Malouda, pegando rebote e chutando próximo ao gol; Joe Cole, chutando para defesa de Given; e com Drogba pegando rebote de um chute errado de Lampard, e chutando por cima do gol. Já o Manchester City pouco havia produzido até então.

O primeiro tempo que estava fraco tecnicamente, ainda reservaria um fim emocionante, visto que o Chelsea chegou ao seu gol aos 41 minutos, quando Joe Cole lançou Lampard em profundidade na entrada da área, só tendo o trabalho de desviar de Given. Porém o Manchester City em uma de suas únicas chegadas já aos 45 minutos, contou com falha da defesa do Chelsea, que se posicionou mal e não conseguiu afastar um balão do City chutado para o ataque e buscando Tevez, que acabou ganhando a jogada, livrando-se de Terry e chutando fraco para Hilario não conseguir defender. O City quase virou ainda no primeiro tempo, após cobrança de falta que Lescott ganhou de cabeça, porém errando o alvo.

Na segunda etapa, Mancini reajeitou o setor ofensivo do City, que então passou a conseguir puxar os contra-ataques. Logo aos 5 minutos, a tática deu certo, e em um rápido contra-ataque Bellamy, recebeu com velocidade no meio-campo pela esquerda, avançou até a entrada da área quando chutou cruzado para virar a partida.

O Chelsea sentiu o gol, levando Ancelotti a alterar a equipe em busca da reação. Entraram Sturridge, Belletti e Kalou nos lugares de Joe Cole, Obi Mikel e Ricardo Carvalho. Mancini também alterou o City com a saída de Adam Johnson para a entrada de Wright-Phillips. As alterações deixaram o Chelsea totalmente voltado ao ataque, porém com um latifúndio defensivo que o City passou a trabalhar, principalmente com a entrada de Wright-Phillips.

O Chelsea mesmo mais ofensivo, não conseguia penetrar na defesa do City, limitando-se a lançamentos para a área e chutes de longa distancia. Já o Manchester City explorava os contra-ataques, porém foi em uma falha defensiva de Belletti que saiu o terceiro gol. O brasileiro que estava com a posse da bola, perdeu para Bellamy, que avançou área adentro e foi derrubado pelo Belleti, pênalti marcado pelo árbitro Mike Dean, que ainda expulsou o brasileiro. Tevez cobrou com categoria e fez o terceiro gol do City e seu segundo na partida.

Com um jogador a mais, e com um adversário batido em campo, o City teve o domínio das ações da partida, e procurava manter a posse de bola. Já o Chelsea jogava mais na raça, tentando de todas as formas descontar, porém tinha muitas dificuldades para atacar, ficando ainda pior a sua situação quando Ballack fez falta dura em Tevez, levando o segundo cartão amarelo e por consequência a expulsão.

Mesmo com dois a menos, o Chelsea procurava atacar, quase marcando com Anelka, que exigiu boa defesa de Given. Com o Chelsea atacando, faltavam jogadores para defender, e em outro rápido contra-ataque puxado por Tevez aos 40 minutos, que tocou pra Wright-Phillips avançar pela direita e cruzar para Bellamy fazer o quarto gol dos visitantes. O jogo ainda reservou um pênalti já nos descontos sofrido por Anelka, que Lampard cobrou para dar números finais a partida.

O jogo serviu para se ter uma ideia em como se comportaria o Chelsea sem Cech, já que o jogador se lesionou e ficará pelo menos um mês fora, perdendo o jogo da volta diante da Internazionale em Stamford Bridge. Mais uma vez o meio-campo do Chelsea não funcionou, com atuações apagadas principalmente de Ballack e Mikel, além de Malouda deixando espaços pela esquerda, já que o jogador está improvisado na função devido às lesões de Ashley Cole e Zhirkov. Para piorar, a derrota deixou o Manchester apenas um ponto atrás com o mesmo número de jogos. Dificuldades à vista para as bandas de Stamford Bridge.

Vídeo do não cumprimento de Bridge em Terry



Danilo Silva: Venda em má hora

A proposta oficial de cerca de 4 milhões de euros do futebol ucraniano está para chegar para a parceria entre Internacional e Traffic decidirem o destino de Danilo Silva. Convenhamos é um valor muito alto para um jogador que ainda não se afirmou como titular. Como base, temos recentemente a ida de Réver para o alemão Wolfsburg por cerca de 5 milhões de euros. Réver era um jogador afirmado no Grêmio, estando sempre cogitado a uma convocação para a Seleção.

Na negociação, o Inter pouco pode fazer a não ser que cubra 50% desta quantia, colocando-a nas mãos da Traffic, como fora registrado e assinado em contrato. O clube já fez seus investimentos para esta temporada, não dispondo de tal quantia, e talvez, considerando-a elevada e com risco demasiado para um esforço financeiro. O fato é que o clube não imaginaria que o jogador pudesse deixá-lo em meio a Libertadores.

Houve um pequeno vacilo no contrato de Danilo Silva, que talvez tenha servido de lição para os próximos jogadores. Imagina se tal fato acontecesse com Giuliano, que fora contratado da mesma parceira, e provavelmente com as mesmas questões contratuais? Talvez esta tenha sido uma das razões que fez o Inter comprar 100% de seu vinculo por cerca de R$ 7mi, o que é um valor alto para um clube brasileiro.

Não se podem culpar as parcerias, que geralmente são as soluções para que bons jogadores venham para os clubes. Há de se calçar bem nos contratos, analisando minuciosamente cada item, e propondo clausulas que assegurem a preservação do clube em caso de competições importantes. O Inter não pode ser considerado culpado pela perda de Danilo, porém pecou pela ingenuidade das parceiras que na realidade só querem valorizar o jogador para revendê-los para o exterior.

Como consequência da ida de Danilo Silva para o Dynamo Kiev, o Inter ficará com 24 jogadores inscritos na primeira fase, ou contará com a sorte, caso a Conmebol libere a inscrição de mais cinco jogadores, como os clubes brasileiros estão pleiteando. Os clubes alegam esta possibilidade no regulamento, porém nunca vi este caso ser aplicado na competição. É esperar para ver!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Derrota do São Paulo reforça início de dificuldades para os brasileiros

Devido a outros compromissos, não pude ver o jogo do São Paulo desta quinta-feira. Eventualmente, comento com base nos melhores momentos, porém nem isto consegui fazer nesta noite, então não comentarei especialmente sobre o jogo, e sim de forma geral, explicações para as grandes dificuldades enfrentadas pelos brasileiros até agora, assim como nos últimos anos.

A cada jogo e resultado, fica claro que os brasileiros estão enfrentando dificuldades inesperadas para a maioria dos torcedores e cronistas, porém previsível para quem acompanha o futebol sul-americano. É fato que a maioria das equipes latinas, com exceção de Vélez e Estudiantes são mais fracas que as brasileiras, sendo que algumas pelo histórico internacional conseguem fazer frente aos brasileiros por ter a “manha” do torneio.

Enquanto os clubes brasileiros, em média, têm 10 participações (uns mais, outros menos) na competição, há equipes que participam praticamente todos os anos, sabendo os atalhos para complicar os adversários, apesar de serem fracas tecnicamente em sua grande maioria, não tendo chances de levantar o caneco. As deficiências técnicas implicam no fato da grande maioria das equipes latinas priorizarem o sistema defensivo, oferecendo o famoso retrancão e causando grandes dificuldades aos brasileiros, que em sua maioria, tem um futebol mais ofensivo e mais pobre taticamente, dependendo da técnica, que está cada vez mais escassa. Estas equipes têm catimba e malandragem, que irritam os brasileiros e acabam causando muitas expulsões para nossas equipes.

Grande parte desta “irritação” dos jogadores brasileiros deve-se ao conceito de arbitragem ser totalmente diferente do Brasil em relação aos outros países que jogam a competição. Enquanto no Brasil, qualquer choque que ocasione uma queda do jogador adversário já é motivo para parar o jogo, enquanto que nos outros países a jogada segue. Por isso, os árbitros latinos não costumam marcar faltas em lances que os brasileiros se atiram, ocasionando muitos contra-ataques, e como consequência gols.

Porém o fato de não marcar falta em qualquer lance não corresponde ao fato de agressão deliberada, onde qualquer árbitro em qualquer lugar do mundo dá o cartão vermelho. O árbitro latino se espelha no europeu, tendo noção se uma jogada forte foi intencional ou culposa, coisa que ainda falta na arbitragem brasileira. Outro tipo de lance é o habito brasileiro de cavar faltas, fato que engana um ou outro árbitro, porém a maioria coíbe esse tipo de lance, deixando o jogo seguir. Deve-se a isto o fato dos brasileiros demorarem algumas temporadas até se encaixarem nos times europeus, isto quando não necessitam voltar ao Brasil.

O post serviu para demonstrar que a grande maioria dos jogadores brasileiros ainda não sabem jogar a Libertadores. Creio que todos os 5 brasileiros passarão para a segunda fase, a menos que aconteça algum desastre, porém terão que suar muito e ter muita raça para levantar o caneco, fato que não acontece desde 2006.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Corinthians e Flamengo vencem na estreia

Na sua estreia na competição, o Corinthians teve trabalho, levou um gol relâmpago, mas conseguiu vencer de virada o Racing do Uruguai. O grande destaque foi o volante Elias, que apareceu como homem surpresa em duas oportunidades, não desperdiçando as chances para marcar os gols que deram a vitória à equipe paulista.

Logo no primeiro minuto em um lançamento para a área do Corinthians, a bola desvia em um jogador uruguaio que ganhou da defesa corinthiana e sobra para Calderuccio desviar de Felipe para abrir o placar.

O Corinthians não se abateu com o gol, e começou a atacar o Cerro. Aos 10 minutos Ronaldo tocou pra Tcheco que de letra achou Elias livre apenas para desviar do goleiro Contreras. O Timão começou a cadenciar o jogo, em busca de espaços, porém o Racing também procurava o ataque, deixando o jogo equilibrado. A equipe Corinthiana cometia muitas faltas, fazendo os uruguaios alçarem bolas na área.

O Corinthians, em determinados momentos, tentava pressionar o Racing, exigindo boas defesas do goleiro Contreras, porém não conseguia se impor ao ponto de atacar de forma constante. O Racing também buscava ficar com a posse de bola, e deixava o Corinthians cadenciar o jogo até a intermediária, quando a marcação apertava e deixava o timão sem jogo. A melhor chance do Corinthians pra marcar foi só aos 44 minutos, quando Ronaldo achou espaço e chutou rasteiro para Contreras fazer grande defesa.

Mano alterou o Corinthians na segunda etapa, com Souza entrando para virar companheiro de Ronaldo no lugar de Defrederico. O Corinthians voltou pressionando em busca do gol, enquanto o Racing tentava segurar o timão como podia. Aos 12 minutos, Flores dá carrinho em Elias, levando o segundo cartão amarelo e sendo expulso.

Com um a mais o Corinthians foi com tudo para o ataque, porém estava muito afobado e errava muitas finalizações. O Racing praticamente abdicou do ataque, tratando-se apenas de se defender e tentar segurar o Corinthians com falta e muita cera. Porém o Corinthians conseguiu ao segundo gol depois que Ronaldo trocou passe com Souza que achou Elias como homem surpresa na área, só tendo o trabalho de tirar do goleiro para marcar o segundo gol corinthiano.

Com vantagem numérica e no placar, o Corinthians passou a ficar com a bola, trocando passes, e buscando atacar o Racing, que se fechou todo mal conseguia passar do meio campo. Ronaldo teve a chance de fazer o seu no final, mas o goleiro Contreras evitou com o pé após chute cruzado do atacante.

A estreia não foi tão tranquila como se esperava. Jogando contra uma equipe sem muita expressão internacional, o Corinthians acabou sendo surpreendido pelo Racing, e teve grandes dificuldades para passar pela forte defesa uruguaia. Foi preciso jogadas rápidas e o aparecimento de um homem surpresa para abrir a defesa uruguaia, e marcar os dois gols que deram a virada ao Corinthians.

Flamengo também vence
Olhei o jogo do Corinthians em full time, só vendo os gols do Flamengo.

Porém deu para ver que logo no início do jogo o rubro-negro perdeu Williams expulso por uma cotovelada infantil. Mesmo com um a menos, o Flamengo conseguiu abrir o placar com Leo Moura cobrando com categoria uma falta na entrada da área.


O Universidad conseguiu uns lances de perigo, porém teve Mirosevic expulso ainda na primeira etapa. Em igualdade numérica o segundo tempo foi do Flamengo, que perdeu várias chances, conseguindo ampliar aos 13 minutos quando o imperador deixou a marca dele. O placar só não foi maior graças ao goleiro chileno que fez grandes defesas, porém não impedindo a estreia vitoriosa do Flamengo.

Cruzeiro tem primeiro tempo difícil, mas vence bem Colo-Colo

O Cruzeiro teve dificuldades, porém conseguiu vencer na sua primeira partida em casa pela Libertadores. Após um primeiro tempo em 1x1 e com dificuldades, a equipe contou com o destempero chileno que teve duas expulsões para ter mais espaços e chegar a vitória com relativa folga.

O jogo começou com o Cruzeiro indo para cima da equipe chilena, logo marcando com Thiago Ribeiro, que recebeu passe em profundidade de Henrique e chutou cruzado para o gol. Após um inicio arrasador, o cruzeiro deu uma acalmada, enquanto o Colo-Colo começou a atacar, com os chilenos achando espaços na defesa cruzeirense para trabalhar a bola e chegar com perigo.

Aos 14 minutos, em mais uma jogada do Colo-Colo pela ponta esquerda, Paredes cruza e Miralles se antecipa a Fábio, porém coloca rente à trave. O Cruzeiro não conseguia atacar como antes, tendo apenas mais uma finalização perigosa com Thiago Ribeiro aos 19 minutos, exigindo boa defesa do goleiro, enquanto o Colo-Colo mostrava-se perigoso e continuava criando chances.

Aos 36 minutos, saiu o gol dos chilenos, quando Milalles roubou a bola de Jonathan e cruzou para Paredes tocar para o gol. Na origem da jogada, Miralles cometeu falta em Thiago Heleno, não assinalada pelo árbitro.

O segundo tempo começou com o Cruzeiro indo pra cima, aproveitando-se das constantes faltas que o Colo-Colo fazia perto da área, que gerava lançamentos para a área. A Raposa continuava com dificuldades para penetrar na defesa chilena, fazendo Adilson Baptista colocar Wellington Paulista, deixando o Cruzeiro com três atacantes.

O Colo-Colo jogava mais recuado, explorando a ansiedade do Cruzeiro em atacar para sair rápido nos contra-ataques, oferecendo perigo a Fábio. Aos 12 minutos, a equipe chilena perdeu o lateral direito Olate, expulso por segundo cartão amarelo. Logo depois o Cruzeiro teve um pênalti a seu favor de Magalhães que acabara de entrar em Thiago Heleno, que Kléber bateu com força no meio do gol, com o goleiro Prieto tocando com o pé na bola, porém sem evitar o gol.

O Cruzeiro passou a encontrar mais espaços em função de ter um jogador a mais, e passou a trabalhar a bola, encontrando espaços para finalizar. O Colo-Colo, para piorar, teve ainda o lateral esquerdo Cereceda expulso por reclamação aos 22 minutos. A Raposa aproveitou e logo depois fez o terceiro com Pedro Ken, pegando rebote após confusão dentro da área.

Aos 25 minutos, em mais um pênalti a favor sofrido por Kléber que o mesmo cobrou desta vez com categoria para marcar o quarto gol cruzeirense e transformar o jogo difícil em goleada. O Colo-Colo se fechou de vez, enquanto o Cruzeiro trabalhava a bola e buscava fazer mais gols, deixando a partida como um ataque/defesa. A Raposa teve algumas chances, porém não conseguiu ampliar.

O Cruzeiro conseguiu transformar uma partida complicada em uma goleada, também ajudado pelo Colo-Colo que teve dois jogadores expulsos pelo árbitro Óscar Ruiz. A equipe começou de forma arrasadora, abrindo o placar, porém deu uma freada enquanto o Colo-Colo cresceu no jogo, empatando a partida em um gol irregular, visto que houve falta em Thiago Heleno na origem da jogada. No segundo tempo, com as expulsões da equipe chilena, o Cruzeiro teve espaços e com três atacantes teve méritos para vencer por 4x1. Adilson terá que trabalhar a defesa cruzeirense, que apresentou problemas mostrando-se frágil.

Mourinho leva a melhor sobre Ancelotti e Inter larga em vantagem

No jogo que encerrou a rodada de ida das oitavas de finais da Champions League, a Internazionale conseguiu importante vitória contra o Chelsea no Giuseppe Meazza por 2x1. De lamentar apenas o fato de ter levado gol em casa, permitindo ao Chelsea a classificação em Stanford Bridge por uma vitória com um placar mínimo de 1x0.

O jogo mal havia começado e a Inter já acharia espaços na defesa do Chelsea para abrir o placar logo aos 3 minutos, quando Sneijder deu um toque sutil para Milito, que deu um drible desconcertante em Terry e chutou rasteiro no canto direito de Cech.

Após o gol, a Inter recuou, permitindo que o Chelsea trabalhasse a bola no seu campo de ataque, e buscando as conclusões. A Inter cometia bastante faltas, e em uma delas aos 14 minutos Drogba acertou o travessão de Júlio César. O Chelsea seguia buscando espaços e concluindo a gol, com a defesa milanesa defendendo-se como podia e dando trabalho ao goleiro brasileiro.

A Inter procurava jogar no erro do Chelsea, saindo rapidamente nos contra-ataques, tendo chance de ampliar com Eto´o, que recebeu um passe livre de Sneijder e furou na conclusão. O Chelsea não conseguia invadir a área da Inter, chutando de fora da área. A principal jogada da equipe inglesa era pelo seu setor esquerdo ofensivo, com Malouda jogando improvisado de lateral esquerdo. No fim do primeiro tempo, a equipe italiana conseguiu contar o ímpeto do Chelsea, até chegando mais ao ataque, porém chutou apenas 3 vezes ao gol, contra 12 do Chelsea, que ainda teve um pênalti sonegado pelo árbitro Mejuto Gonzalez de Samuel em Kalou.

A Inter voltou para o segundo tempo da mesma forma que no primeiro, recuada, enquanto o Chelsea buscou pressionar, conseguindo logo aos 5 minutos o gol de empate, com Kalou recebendo um precioso passe de Ivanovic, que fez grande jogada individual, com o atacante marfinense na entrada da área escolhendo o canto e chutando seco. Júlio César foi atrapalhado pelo grande número de jogadores, e apenas tocou na bola, que era defensável.

O gol não desanimou a Inter, que passou a sair para o jogo. Logo aos 10 minutos, a equipe Nerazurri retomou a vantagem no placar com Cambiasso, que aproveitou rebote, chutou em cima de um defensor do Chelsea, e no rebote acertou o canto esquerdo de Cech, que nada pode fazer.

Mourinho se animou com o gol, e precisando de um resultado maior, visto que levou gol fora de casa, colocou Balotelli no lugar de Thiago Motta. O Chelsea acabou perdendo o goleiro Peter Cech, que pisou em falso ao interceptar um cruzamento, dando lugar a Hilário.

O Chelsea seguia pressionando em busca do empate, com Lampard perdendo grande chance aos 19 minutos, depois de jogada de Anelka com Drogba, que cruzou para o inglês, que de carrinho não conseguiu desviar de Júlio César.

Mourinho colocou Pandev no lugar de Eto´o, que fez partida apagada, enquanto Ancellotti colocou Sturridge no lugar de Kalou. A Inter continuava recuada, enquanto o Chelsea tocava a bola e tentava pressionar em busca do empate, porém não conseguia penetrar na defesa italiana, abusando de alçar bolas na área através de cobranças de bolas paradas e cruzamentos.

Enfim, foi um resultado bom para ambos. A vitória de 2x1 para a Inter, enquanto para o Chelsea fica a sensação de uma derrota reversível. A equipe londrina precisa apenas de 1x0 para se classificar em Stanford Bridge. Já a Inter apostará na sua defesa, que foi praticamente impenetrável neste jogo.

Faltou uma melhor articulação no meio-campo da equipe inglesa, com as ausências de Deco e Essien, que foram bastante sentidas. Malouda quebrou o galho na esquerda, porém jogando no meio teria uma melhor utilidade. Não entendi o fato de Ancellotti não ter colocado Joe Cole durante a partida, e me surpreendi com o fato do técnico italiano começar com três atacantes de ofício, em detrimento do esquema tático que vinha usando, com um losango. Terry, Lampard e Anelka jogaram abaixo da média.

Já para Mourinho, a tática kamikaze quase deu certo. O técnico foi beneficiado pelo fato da sua equipe aproveitar uma falha defensiva do Chelsea e abrir o placar logo no início do jogo. Após recuou a Inter, que passou a explorar os erros do Chelsea, e apostando na defesa italiana que é muito forte. A tática deu certo, pois o Chelsea não conseguia penetrar na área italiana, limitando-se a alçar bolas na área e a chutes de longa distância. Júlio César fez apareceu bastante fazendo grandes defesas, só não conseguindo evitar o chute de Kalou, que fora defensável. Mourinho colocou o terceiro atacante em busca de um escore maior, porém com o receio do Chelsea conseguir o empate, acabou recuando a equipe novamente e segurou o 2x1 que será importante se a defesa fazer o mesmo papel que conseguiu fazer neste jogo.


Sevilla consegue bom resultado na Rússia

No confronto entre russos e espanhóis, quem se deu melhor foi o Sevilla apesar do empate em 1x1 contra o CSKA Moscou. Desfalcada de jogadores como Luís Fabiano e Capel, e jogando em um campo com gramado artificial a uma temperatura de 2 graus negativos, o resultado foi muito bom para os espanhóis, que agora precisam de apenas um empate sem gols em Sevilla para passar para as quartas de finais.

O jogo começou com o Sevilla parecendo que ia tomar a iniciativa na partida. A equipe tinha maior posse de bola, buscava armar jogadas nas pontas, mas não finalizava. Porém a primeira jogada foi do CSKA, quando Honda lançou Necid, que não conseguiu desviar de Palop, colocando a direita do gol. A equipe russa passou a trabalhar mais a bola, e aos 12 minutos, Honda limpou da zaga do Sevilla na entrada da área e chutou pela rede do lado de fora.

Os russos já estavam pressionando, porém foi o Sevilla que abriu o placar aos 25 minutos, quando Jesus Navas ganhou a jogada na direita e cruzou para Negredo, que apareceu por trás dos marcadores na pequena área abrir o placar. O CSKA tinha dificuldades para atacar, tendo no japonês Honda a sua única jogada perigosa, com suas finalizações a gol. Os espanhóis recuaram após o gol, chamando os russos para o seu campo e não conseguindo chegar com perigo ao ataque.

O recuo do Sevilla fez o CSKA ir para cima, trabalhando a bola e abusando nos cruzamentos, com Aldonin tendo a oportunidade de empatar aos 38 minutos quando pegou um rebote e chutou rente a trave de Palop.

Já no segundo tempo, o CSKA voltou tentando pressionar, porém sentia falta de ritmo de jogo por estar vindo de período de recesso no futebol russo. A equipe acabava errando muitos passes, enquanto o Sevilla jogava mais recuado e buscava explorar os contra-ataques.

Aos 20 minutos, finalmente o CSKA conseguiu empatar o jogo, com um grande chute da intermediária de Gonzalez, indo no ângulo sem chances para Palop. O ânimo esperado pelo gol de empate não veio ao CSKA, deixando a partida equilibrada. A equipe russa parecia satisfeita com o empate, da mesma forma que os espanhóis, deixando o final de jogo truncado e com poucas chances de gol.

Não entendi a postura do técnico russo em abdicar de buscar a vitória, fato que ficou evidente com alteração tirando Honda que era um dos melhores jogadores da equipe para colocar um volante em seu lugar. A postura do treinador refletiu a equipe em campo, visto que o CSKA praticamente não atacou após o gol.

Quarta-feira de Inter e Chelsea pela Champions League

Nesta quarta-feira serão disputados os dois últimos jogos de ida das oitavas de finais da competição, com os confrontos entre CSKA Moscou e Sevilla, e o grande jogo entre Internazionale e Chelsea. Em virtude do horário russo, os dois jogos poderão ser acompanhados ao vivo, visto que o confronto entre CSKA é os espanhóis será realizado às 14h30min (horário de Brasília), enquanto o confronto entre italianos e ingleses é às 16h45min de Brasília.

Tanto os espanhóis, quanto os russos buscam seu primeiro titulo na Champions League. As equipes já foram campeões da Copa da UEFA (antiga Liga Europa). Os russos foram campeões na temporada 2004/05, ganhando do Sporting em pleno Alvalade, enquanto os espanhóis foram bicampeões consecutivos nas temporadas 2005/06, quando enfrentaram o Middlesbroug, e 2006/07, quando ganharam do Espanyol sob o comando do técnico Juande Ramos, que curiosamente acabou treinando o clube russo na temporada passada, já sendo demitido em função dos maus resultados.

O CSKA foi o quarto colocado do último campeonato russo, cujo período de duração é similar ao do Brasil, com a temporada sendo durante o ano. Na Champions League, a equipe terminou em segundo lugar no Grupo B, com 10 pontos, somando três vitórias, um empate e duas derrotas. A classificação pode ter sido considerada surpreendente, visto que no grupo havia o atual campeão alemão, o Wolfsburg, que acabou ficando no terceiro lugar. Manchester United e Besiktas comporam o grupo. Agora sob o comando do técnico russo Leonid Slutsky, a equipe abriu mão dos brasileiros, não tendo mais nenhum em seu elenco. Nas últimas janelas, foram embora Vagner Love, Guilherme, Daniel Carvalho, Rigardo Jesus e recentemente Ramón, transferido para o Flamengo. O predomínio é de jogadores russos, cujo principal jogador é o meia Dzagoev.

Já o Sevilla é o atual quarto colocado da liga espanhola, já muito distante do líder Barcelona. A equipe ainda decidirá em maio a Copa do Rei contra o Atlético Madrid. Na Champions League, a equipe não teve dificuldades para se classificar para a segunda fase no Grupo G, que tinha Stuttgart, Unirea e Rangers. A equipe espanhola fez 13 pontos, com quatro vitorias, um empate e uma derrota. O grupo de jogadores foi pouco modificado, saindo o atacante uruguaio Chavantón que havia perdido espaço, além de Koné, que entrava eventualmente no time. Chegaram jogadores como Zokora do Tottenham e Negredo do Real Madrid. Os destaques continuam sendo o goleiro Palop, os meia Jesús Navas e Capel, e os atacantes Luís Fabiano e Kanouté.

Palpite: Os russos deverão complicar o jogo de ida, porém os espanhóis terão totais possibilidades de passarem para a próxima fase, pois tem uma equipe mais qualificada.

Junto com Milan e Manchester, o outro confronto entre italianos e ingleses está entre os mais esperados para esta fase. De um lado o tetracampeão italiano, e atual líder do Calcio, enquanto do outro está o líder da Premier League, e campeão das temporadas 2004/05 e 2005/06. Em títulos europeus, os italianos dão um banho nos ingleses, com a Inter já tendo conquistado 2 títulos da competição máxima da Europa, além de 3 títulos da Copa da Uefa. O Chelsea em toda a sua história só conseguiu chegar uma vez na final da Champions League, perdendo para o Manchester nos pênaltis na temporada 2007/08.

Para esta temporada, a Internazionale manteve a base da equipe que vem ganhando os campeonatos, porém teve perdas importantes, como a saída de Ibrahimovic para o real Madrid. Outros jogadores importantes, porém que não tinham tanto espaço acabaram saindo como o lateral Maxwell, zagueiro Burdisso e Rivas, meias Dacourt, Vieira e Mancini, além dos atacantes Crespo, Julio Cruz e Suazo. O sistema ofensivo foi todo reformado, com as chagadas do meia Sneijder, além dos atacantes Diego Milito, Pandev e a principal contratação, o camaronês Samuel Eto´o. Ainda vieram os brasileiros Thiago Motta e o zagueiro da Seleção Brasileira Lúcio. A equipe chegou a liderar com folga o Calcio, perdendo um pouco do fôlego nas últimas rodadas, permitindo a aproximação da Roma e Milan em busca do título. Na Champions League, a equipe fez uma primeira fase abaixo do esperado, terminando em segundo lugar, com duas vitórias, três empates e uma derrota, somando 9 pontos em um grupo que continha Barcelona, Rubin Kazan e Dynamo Kiev. Mourinho utiliza um esquema 4-4-2, com meio campo em formato de losango, com Sneijder encostando nos atacantes Milito e Eto´o.

Já o Chelsea disputa ponto a ponto a liderança da Premier League com o Manchester. A equipe teve totais condições de abrir vantagem, porém acabou vacilando e permitindo a aproximação dos “red devils”, que estão há um ponto atrás, considerando que os vermelhos tem um jogo a mais. Já na Champions League, a equipe fez uma primeira fase invicta no Grupo D, com quatro vitórias e dois empates, somando 14 pontos em um grupo que tinha Porto, Atlético Madrid e APOEL. Com um grupo que beira a perfeição, e com uma penalização da FIFA não podendo contratar jogadores (que já foi perdoada), o técnico Ancellotti não precisou se preocupar em contratar jogadores. Há pelo menos dois jogadores do mesmo nível para cada posição, além de grandes destaques individuais como Cech, Terry, Ashley Cole, Lampard e Drogba. O marfinense voltou da Copa das Nações Africanas empilhando gols, e salvando o Chelsea em vários jogos da liga inglesa. Taticamente, Ancelotti escala o Chelsea em um 4-4-2, também com um losango similar ao de Mourinho, porém o vértice, geralmente ocupado por Joe Cole, abre para a esquerda, criando uma jogada com Ashley Cole, que joga mais adiantado na linha defensiva. No meio ainda há Ballack e Lampard, que vem despontando positivamente na temporada, além de haver Anelka no ataque, que faz vários gols.

Palpite: Este confronto tem totais condições de ser o melhor confronto das oitavas de finais, sendo definido no detalhe. O Chelsea tem uma equipe melhor e mais equilibrada, porém a Internazionale tem Mourinho, que além de conhecer o grupo do Chelsea, considero superior a Ancellotti. Se Mourinho conseguir parar o meio-campo do Chelsea, tem totais condições de passar de fase, porém ainda acredito no grupo do Chelsea, que deverá ser decisivo para a classificação para as quartas de finais.

Os Grandes da Libertadores: Corinthians

Finalizando a série que retrata os principais candidatos ao título da Libertadores, hoje é a vez de apresentar o Corinthians. Se fosse levado em conta apenas o histórico na competição, o Timão não estaria nesta lista, porém o futebol brasileiro é capaz de fazer uma equipe que não possui tradição em competições continentais virar favorita ao titulo da Libertadores.

Dona da segunda maior torcida do Brasil, além de quatro títulos brasileiros e mais três da copa do Brasil, o Corinthians vem turbinado para o ano do seu centenário. O grande objetivo é o titulo da principal competição da América Latina, um dos únicos títulos que a equipe ainda não possui.

A equipe caiu no Grupo 1, juntamente com Independiente Medellín da Colômbia, Cerro Porteño do Paraguai e Racing do Uruguai. Dos grupos com brasileiros, é o teoricamente mais fraco, com o Corinthians tendo totais condições de ser o primeiro não só de seu grupo, como estar na frente também na classificação geral da primeira fase, que dá vantagens a partir das oitavas de finais. A segunda vaga deverá ficar com o Cerro Porteño, pela sua tradição no torneio e por manter a base de 2009, que chegou até as semifinais da Sudamericana, sendo eliminado na prorrogação pelo Fluminense.

Para a temporada 2010, o Corinthians apostou em jogadores experientes, mesclando com os jovens jogadores. Vieram jogadores como Roberto Carlos, Iarley, Tcheco e o meia Danilo (ex São Paulo), além do volante Ralf (ex Barueri). No fim do ano, a equipe não perdeu nenhum jogador importante, além de Cristian, André Santos e Douglas, que saíram na janela de agosto de 2009, deformando a base campeã da Copa do Brasil. Já no comano técnico, Mano Menezes foi mantido.

O esquema preferencial corintiano é o 4-5-1, com o meio sendo formado por dois volantes e três meias, dos quais dois são abertos podendo até compor o esquema de três atacantes de 2009, com Danilo pela esquerda e Jorge Henrique pela direita. A equipe base é formada por Felipe; Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Elias, Jorge Henrique, Tcheco e Danilo; Ronaldo. Mano ainda compôs uma variação no esquema, utilizada em alguns jogos do paulista com Iarley se tornando companheiro de Ronaldo na frente, deixando o time em um esquema 4-2-2-2.

Para a estreia, Mano não poderá ainda contar com Danilo, devendo por a campo a seguinte formação: Felipe; Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Elias, Tcheco e Jorge Henrique e Defederico; Ronaldo.

Como pontos fortes a equipe apresenta a mesma estrutura tática campeã da Copa do Brasil 2009, mantendo a maioria dos jogadores. Possui ótimas jogadas pelos lados, desafogando o meio-campo, e conta com a estrela do fenômeno Ronaldo, autor de gols importantes. Na competição, a equipe contará com a experiência de vários jogadores acima dos 30 anos, dos quais muitos são experientes na competição. Ainda terá o fator torcida, que deverá lotar o Pacaembu nos três jogos da primeira fase, impulsionando a equipe nas vitórias.

Como pontos fracos, Mano ainda sofre com a saída de Cristian, ainda não conseguindo uma reposição a altura, principalmente pela saída de bola qualificada do volante. A equipe apresenta problemas de evolução contra equipes que jogam mais recuadas, perdendo pontos importantes. Há também o lado negro da força em relação à experiência, já que os jogadores são constantemente poupados, impedindo um melhor entrosamento do Corinthians, além de desgastarem facilmente.

O Corinthians estreia hoje em casa diante do Racing do Uruguai, em busca do seu principal objetivo no centenário.

Os Grandes Times da Libertadores

Vitória Suada

A estreia do Inter na Libertadores 2010 foi com o resultado que toda a torcida queria: a vitória. Porém a forma como ela foi conquistada não foi com a tranquilidade esperada por todos, e ao contrario disso, exigiu muito suor por parte dos jogadores.

O jogo começou com muita correria, e com Quiroz conseguindo a primeira finalização do Emelec logo com 1 minuto de jogo. A equipe equatoriana marcava bastante, conseguindo conter o meio-campo colorado. Sem espaços, o Inter apostava em lançamentos principalmente pela direita, com Edu e Nei caindo nas costas dos defensores, porém em poucas vezes conseguiam levar vantagem sobre a defesa equatoriana.

O meio-campo colorado errava muitos passes, assim como do Emelec, deixando o jogo truncado e sem situações de gols. A equipe equatoriana cometia muitas faltas, dentre as quais algumas fortes, além de exagerarem na cera, ajudando a irritar a torcida colorada. O Inter continuava com dificuldades, e só foi ter uma boa chance aos 37 minutos quando Giuliano cobrou escanteio e Bolivar ganhou na cabeçada da zaga do Emelec e quase acertou o gol. O inter continuava sem ação, merecendo vaias dos torcedores quando o árbitro argentio Diego Abal encerrou a primeira etapa.

O segundo tempo começou com o Emelec indo com tudo, chegando com perigo logo no primeiro minuto. A equipe equatoriana aproveitava os espaços deixados pela defesa colorada, e em um contrataque puxado por Rojas aos 3 minutos, o meia deu um passe preciso para Quiroz , que só teve o trabalho de desviar de Abbondanzieri para abrir o placar a favor do Emelec.

O torcedor colorado, que começava a organizar uma vaia maior a cada erro do time, nem teve tempo para se lamentar, pois logo aos 7 minutos o lateral Nei recebeu na intermediária, limpou o marcador e acertou o ângulo de Elizaga com um grande chute. O gol acendeu o Inter, que começou entrou no jogo e começou a pressionar o Emelec.

Como estava apenas com um atacante de ofício, Fossati colocou logo depois Taison no lugar de Nei, que havia sentido a lesão. O garoto entrou com fome de bola, e começou a incendiar a partida. O Colorado atacava, porém tinha dificuldades para finalizar devido ao excessivo numero de erros de passes.

Já o Emelec estava recuado, e apostava nos contra-ataques, quase marcando aos 25 minutos quando Ayovi foi lançado, Pato estava fora do gol, e o zagueiro Danilo conseguiu salvar o lance prensando o chute do atacante equatoriano.

Vendo a dificuldade para chegar efetivamente ao ataque, Fossati colocou Walter e Andrezinho nos lugares e Edu e Giuliano, que não fizeram boa partida. A tática deu muito certo, e as conclusões começaram a aparecer.

Aos 42 minutos finalmente saiu o gol da vitória, com a participação dos dois jogadores que recém haviam acabado de entrar. Andrezinho lançou Walter, que ao chegar de frente ao goleiro Elizaga atrasou um pouco a bola para o lado esquerdo onde estava Alecsandro, que só teve o trabalho para colocar para as redes. Após o gol, o Inter tratou-se apenas de administrar a primeira vitória em estreias pela Libertadores.

Vitória suada, sofrida, porém importante, já que o time soma os três primeiros pontos na competição. O Internacional não atuou bem, e jogadores com potencial técnico sucumbiram. O esquema 3-5-2 que mais parecia um 3-6-1 não funcionou diante do Emelec, que conseguiu conter as ações do meio-campo colorado, fazendo o Inter abusar em lançamentos e jogo aéreo. A equipe foi só melhorar efetivamente depois que Fossati alterou o esquema, deixando o Inter com mais atacantes e com maior força ofensiva. Fossati terá que rever o esquema para o próximo confronto, senão as dificuldades deverão continuar.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Os Grandes Times da Libertadores: Flamengo

Continuando a série Os Grandes da Libertadores, hoje apresento o Flamengo, que fará a sua estreia nesta quarta-feira, na edição 2010 da competição continental.

O Flamengo foi campeão do torneio em 1981, quando tinha um grande time encabeçado por Zico, e com outros grandes jogadores como Júnior, Andrade, Raul, Adílio e Nunes. A equipe vai para a sua 10ª disputa na competição, onde em 2008 fez a sua ultima participação até então, sendo eliminado pelo América do México em pleno Maracanã, após show de Cabañas.

A equipe, que foi campeã brasileira de 2009, está no Grupo 8, composto pelos chilenos Universidad de Chile e Universidad Católica, além do venezuelano Caracas. Não é um grupo difícil, tendo o rubro-negro totais condições de se classificar, porém ao que tudo indica terá dificuldades contra os chilenos, podendo perder pontos importantes para a classificação final da primeira fase, e se vacilar até ser eliminado. O Caracas deverá ser o saco de pancadas do grupo.

Quanto ao time, a base campeã brasileira de 2009 foi mantida, assim como o agora técnico Andrade. Como saídas sentidas, a equipe teve o atacante Zé Roberto, que voltou para o Schalke 04, após término de empréstimo e o meia Airton, que terminou a temporada como titular e foi para o Benfica. Éverton, que era uma espécie de coringa, também foi negociado, porém chegaram o volante Fernando, o meia Ramón, o lateral esquerdo Rodrigo Alvim e o atacante Vágner Love, principal reforço do rubro-negro para 2010. Adriano e Petkovic, principais referências técnicas da equipe campeã brasileira, foram mantidos, porém ainda não estão ao mesmo nível do ano passado, principalmente o sérvio que estava parado, recuperando-se de lesão.

A equipe utiliza um esquema 4-4-2, com um meio-campo em formato losango, e com dois atacantes, ao contrário de 2009 que utilizava um esquema 4-5-1 com Zé Roberto se juntando à Adriano no ataque. A equipe que deverá estrear na Libertadores contra o Universidad Católica é composta por Bruno, Leonardo Moura, Álvaro, Fabrício e Juan; Toró, Willians, Kleberson e Petkovic; Adriano e Vagner Love. O chileno Maldonado, que ainda recupera-se de lesão deverá ocupar uma das vagas no meio-campo, enquanto Ronaldo Angelim recentemente perdeu a condição de titular para Fabrício, mas pela sua experiência, deverá voltar a ser o companheiro de Álvaro na zaga.

Como pontos fortes a equipe tem a manutenção do time campeão brasileiro e do técnico, apostando na força do time e no entrosamento entre os jogadores. Destacam-se as jogadas dos laterais Leo Moura e Juan, além da movimentação dos meio-campistas Kléberson e Maldonado, somado ao toque refinado de Petkovic e com o faro de gol do imperador Adriano no ataque.

Como pontos fracos, a equipe sofre por não ter um elenco tão qualificado quanto o time. Quando um jogador sai, nem sempre o reserva esta a altura e a equipe perde rendimento. A defesa sofre por ser lenta, além do sistema defensivo falhar quando os laterais/alas avançam ao ataque, nem sempre tendo uma cobertura a altura.

O Flamengo tem totais condições de terminar em primeiro no seu grupo e de obter uma boa pontuação para a fase final.

Os Grandes Times da Libertadores

Após levar sufoco, Barcelona consegue o empate e garante vantagem

No principal jogo do dia, o Barcelona teve grandes dificuldades, principalmente na primeira etapa, onde foi anulado pelo Stuttgart, que também conseguia sair ao ataque e marcou o seu gol com Cacau. Os catalães conseguiram empatar no segundo tempo, graças à Ibrahimovic. O resultado foi bom para o Barcelona que leva a vantagem para o jogo da volta, em Barcelona.

O Stuttgart começou o jogo com uma postura mais defensiva, com o sistema 4-4-2 com duas linhas de quatro, e os atacantes voltando para marcar. O técnico suíço Christian Gross, conseguiu compactar a equipe e adiantar a marcação, de forma com que não deixasse o Barcelona jogar.

Além de não conseguir jogar, os catalães viam o Stuttgart sair rápido ao ataque, trazendo perigo ao goleiro Valdes. Aos 24 minutos, saiu o gol dos alemães com Gebhart cruzando e cacau ganhou de Puyol e de cabeça abriu o placar para os alemães. O gol deu ânimo ao Stuttgart, que começou a atacar mais, e contando com os erros de saída de bola do Barcelona, chegando com perigo ao gol catalão. Quando Valdes não intervia, era a defesa catalã que conseguia afastar, evitando o segundo gol alemão.

Com dificuldades na transição entre a defesa e o ataque pelo nó tático do Stuttgart e pela falta dos laterais Daniel Alves e Abidal, o Barcelona foi chegar com perigo pela primeira vez só aos 39 minutos, quando Messi recebeu com certa liberdade na intermediária, avançou passando pela defesa e chutando para a defesa parcial de Lehmann, que ainda viu a bola bater no pé da trave esquerda e voltar para o goleiro fazer a defesa. Porém era o Stuttgart que continuava chegando, porém não conseguiu ampliar no primeiro tempo.

Já na segunda etapa, para a alegria da torcida catalã, o Barcelona conseguiu empatar logo aos 7 minutos, após um lançamento para a área, onde a zaga do Stuttgart desvia para traz, Pique escora para Ibrahimovic precisar de duas finalizações para empatar a partida, onde na primeira Lehmann fez grande defesa, e no rebote o sueco marcou. Guardiola modificou o time com as entradas de Henry e Gabriel Milito nos lugares de Yaya Toure e Rafa Marquez respectivamente.

O jogo ficou aberto, com ambas as equipes alternando lances de ataque. A chance mais clara de gol foi com o Barcelona, que após cruzamento a bola sobrou pra Ibrahimovic que livre chutou, e a bola desviou no braço de Molinaro, que estava em cima da linha, e saiu por cima do gol.

O técnico da equipe alemã Gross tentou modificar a equipe com as entradas de Kuzmanovic, Marica e Rudy. Porém a equipe acabou caindo de produção, talvez devido ao grande esforço da primeira etapa, enquanto o Barcelona que estava satisfeito com o resultado, passou a tocar a bola em seu jogo característico, colocando o Stuttgart na roda, que chegou a ficar alguns minutos sem tocar na bola. A equipe alemã até tentou pressionar o Barcelona no final, porém não teve pernas e nem força ofensiva para evitar o bom empate para o Barcelona, que pode empatar em 0x0 no Camp Nou.

Olympiacos X Bordeaux

Como estive olhando o jogo entre Stuttgart e Barcelona, acabei vendo só os melhores momentos entre Olympiacos e Bordeaux e catei informações sobre o jogo. A equipe grega entrou com uma postura mais defensiva, priorizando o fato de não tomar gols. O Bordeaux tinha dificuldades para atacar, assim como o Olympiacos, deixando o jogo fraco tecnicamente.

A equipe francesa atacava principalmente nos lances de bola parada, e em um deles aos 47 minutos do primeiro tempo, Gourcuff levantou e Ciani de cabeça abriu o placar. Na segunda etapa, após bom inicio, os franceses passaram a administrar o resultado, enquanto o Olympiacos foi com tudo em busca do empate, criando chances, e quase marcando aos 48 minutos quando o goleiro Carrasso evita o gol com uma defesa a queima-roupa. A equipe grega ainda teve asseguir um gol de Maresca anulado por falta de ataque, confirmando a vitória do Bordeaux que está muito perto da classificação para as quartas de finais.