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terça-feira, 6 de maio de 2014

Liverpool e Atlético vacilam e veem títulos nacionais distantes

Em uma era de grande domínio financeiro em função da grandeza dos clubes no cenário internacional ou de investidores dispostos a colocar seus milhões a disposição, os Campeonatos Inglês e o Espanhol estiveram perto de sair da mesmice, porém os títulos nacionais correm sério risco de ficar nas mãos de poderosos. 

Atlético de Madrid e Liverpool ganharam a simpatia da maioria dos admiradores da Premier League e da La Liga em função de terem orçamentos mais modestos e estarem a um bom tempo na fila. O time madrileno não fatura um título espanhol desde a temporada 1995/96, enquanto os ingleses da terra dos Beatles desde o longínquo 1989/90. Ambos podem não serem mais considerados gigantes no futebol moderno, porém possuem uma gloriosa história e tradição em seus respectivos recintos e fora deles, já que possuem vários títulos europeus.

Nos seus nacionais, o Liverpool estabeleceu uma invejável hegemonia, que só foi alcançada e superada graças a era Ferguson com seus impressionantes números. Porém o time de Liverpool vive um longo jejum e ainda não comemorou um título na era da Premier League. O Atlético de Madrid disputou com o Barcelona ao longo de vários anos o posto de segunda força da Espanha, até que o time catalão se consolidasse na era Cruyf como uma das duas grandes forças do país, ao lado do sempre grande Real Madrid. 

O caso do Liverpool é mais complicado, pois está numa liga com os endinheirados clubes de Manchester (United e City) e do Chelsea. Neste ano, aproveitou-se da má fase do seu rival United e do inicio ruim de Chelsea e City para assumir a liderança, perdendo-a na virada do ano quando foi derrotado pelos concorrentes Chelsea e City, mas recuperando com o foco dos rivais voltado à Champions League. 

O time engatou 11 vitórias consecutivas, que o deixou perto do título, porém vacilou no momento decisivo com uma derrota em casa para o Chelsea e um empate em 3x3 contra o Crystal Palace, quando o time vencia o jogo por 3x0 e procurava atacar em busca do saldo de gols foi o suficiente para deixar o título nas mãos do Manchester City, que nunca deixou os Reds dispararem na tabela, e que hoje tem o título nas mãos, por ter um saldo de gols favorável como critério de desempates e dois adversários que não metem medo, o Aston Villa e o West Ham. A tendência é de vitória em ambos os confrontos, apesar de 4 pontos serem suficientes.

Na Espanha, o Atlético de Madrid surgiu como concorrente para Real e Barcelona desde o início do campeonato, ignorando o fato de seu orçamento ser infinitamente menor ao do rival local que tem o melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo, além de ter efetuado a maior transferência do mundo nesta temporada, Bale, enquanto que o outro time tem o extraterrestre Messi e não economizou para contratar Neymar. Simeone conseguiu montar um grande time com a qualidade de alguns bons jogadores que o clube conseguiu contratar ou manter e desenvolver, e conseguiu manter o embalo inicial, aproveitando-se de jornadas ruins de Real e Barça para assumir a liderança da Liga na reta final. 

O time poderia garantir o titulo com uma rodada de antecedência sem depender do último duelo contra o Barcelona no Camp Nou, porém a derrota na última rodada para o Levante (2x0) complicou a situação, já que o Atlético precisará de pelo menos um empate em Barcelona, contra um adversário que poderá ser campeão, para não ter que torcer por tropeços do Real Madrid. Seguindo a lógica, o trio deverá vencer seus jogos e o confronto do Atlético de Madrid com o Barcelona será a final do campeonato, que poderá dar o título ao Real Madrid.  

A possibilidade de ambos os times não conseguirem acabar com seus jejuns após chegarem tão perto frustra o saudosista, admirador de um futebol competitivo com velhos campeões voltando a ganhar, além de oferecer uma alternativa ao cada vez menor número de seletos campeões. Porém os times foram além da expectativa e isso já é suficiente para ser comemorado e celebrado como grandes campanhas.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Moyes não aguentou nem a primeira temporada no United

Nesta terça-feira, o Manchester United oficializou a saída de David Moyes do comando técnico dos Reds. A derrota para Everton por 2x0, ex-clube do treinador, foi a gota d’agua em uma temporada marcada por fracassos, sem que o time conseguisse renovar o plantel e disputar títulos, apesar de ter conquistado a Supercopa da Inglaterra no início da temporada. O lendário jogador Ryan Giggs assumirá interinamente o comando técnico, já que acumulava a função de assistente técnico nesta temporada.

A diretoria do Manchester levou 51 jogos para constatar que errou ao contratar Moyes, que vinha de 12 temporadas no Everton e foi considerado o treinador ideal para assumir Ferguson, apesar de não ter um grande currículo como treinador.  No Everton, Moyes não conquistou nenhum troféu, e tinha apenas a conquista da Fotball League One no comando do Preston North End na temporada 1999/00, que é considerada a terceira divisão. Porém pesava a favor do treinador bons trabalhos, que lhe rendeu três prêmios de melhor manager do ano (2003, 2005 e 2009). 

Moyes tinha a ingrata tarefa de substituir Ferguson, que levou o United a um novo patamar, com várias conquistas seguidas que deixaram o torcedor acostumado em dominar o futebol inglês, além de várias conquistas continentais a ponto de ser considerado o maior treinador da história do clube, com mais de 1500 comandados. Antes de Ferguson, o United tinha apenas oito conquistas inglesas, e o treinador assumiu o clube em 1986 na segunda divisão, levando seis temporadas para levar o time ao primeiro título do Campeonato Inglês sob o seu comando, já na era Premier League (1992/93). Desde então, foram 13 conquistas que tornaram o clube o maior vencedor inglês, superando o Liverpool, que na época detinha uma vantagem invejável.

Sua trajetória já iniciou errada ao não promover a renovação do plantel que o clube tanto precisava, já que na época de Ferguson o elenco já dava sinais de fadiga, apesar de ter conquistado a edição passada da Premier League. Com problemas crônicos no sistema defensivo, o treinador não se preocupou em trazer defensores. Ferdinand e Vidic formaram uma grande zaga, porém as constantes lesões e o envelhecimento dos jogadores deixou o setor cada vez mais frágil, sendo responsável por vários tropeços, já que as opções também não se mostraram confiáveis. 

Além disso, outros setores também precisavam de reforços, como a lateral direita onde o brasileiro Rafael não convenceu, o meio, já que o time teve problemas com a saída de bola e de cobertura qualificada, além de um winger com mais regularidade e um atacante, já que Van Persie se lesionou ao longo da temporada e Welbeck não se mostrou um substituto a altura, além de Chicharito não passar de uma eterna promessa. O único alento foi a contratação de Mata, renegado no Chelsea de Mourinho e que se mostrou um grande reforço. Enfim, o grupo precisava de uma oxigenação, que Moyes não conseguiu.

Em campo, apesar da conquista da Recopa da Inglaterra, o treinador acumulou 27 vitórias, 9 empates e 15 derrotas. Na Premier League, foram 17 vitórias, 6 empates e 11 derrotas (34 jogos), das quais seis foram em casa, algo que nunca aconteceu na era Premier League. Algumas das derrotas foram para os modestos Swansea, West Bromwich, Sunderland e Stoke City, adversários de longa hegemonia do United. O time desta temporada ostentará a pior campanha da história recente do torneio, já que desde 1992/93 o clube alternava o título, segundo ou terceiro lugar. Na melhor das hipóteses, poderá chegar ao quinto lugar, porém, ao que tudo indica, ficará em sétimo.

Imaginei que Moyes iria pelo menos até o fim da temporada, e achei prematura a sua saída, que deve ter servido mais como satisfação para com o torcedor do que uma convicção, já que era ingrata a tarefa de substituir Alex Ferguson. A sua nacionalidade e faixa etária trouxeram uma falsa impressão que Moyes poderia ser o “novo” Ferguson. Porém a escolha mostra ter sido uma falta de convicção, senão a direção manteria o treinador por mais tempo

Para o seu lugar, são especulados nomes como Jürgen Klopp (Borussia), Simeone (Atlético de Madrid) e Guardiola (Bayern Munique). A alternativa mais viável é Simeone, apesar deste ter se valorizado e que tornaria uma briga difícil, pois o treinador é especulado até para ser o substituto de Tata Martino no Barcelona.

Imagino que o próximo treinador tenha maior tranquilidade para trabalhar, pois já não terá a presença tão forte do fantasma de Ferguson, além de já estar escancarada a necessidade de reformular o plantel. Se tiver êxito, com todo o poderio econômico do United, o time voltará a brigar pelos títulos. 

domingo, 8 de abril de 2012

Domingo que decidiu virtualmente a Premier League


Neste domingo, os times de Manchester estiveram envolvidos na 32ª Rodada da Premier League. 

Em Manchester, o United venceu o Queens Park Rangers por 2x0 na base da polêmica, algo que não é raro em relação ao clube, já que muitos o acusam de ser constantemente beneficiado com erros de arbitragem. Contra o QPR, a ocorrência ocorreu logo aos 14 minutos, quando Ashley Young recebeu um lançamento de Rooney em posição de impedimento, e ainda se atirou na disputa com o Derry. O árbitro L. Manson, além de não ter sido auxiliado pelo existente impedimento, marcou o pênalti e expulsou o meio-campista adversário, além de assinalar o gol de Rooney. 

Diante da inferioridade técnica e numérica, restou ao QPR se retrancar, permitindo ao United alugar meio-campo, e ter o domínio total da partida. O ex-aposentado Scholes marcaria o segundo aos 22 da segunda etapa, em uma partida que poderia  ter se encerrado com uma grande goleada dos “Red Devils” já que o time de Fergusson teve inúmeras chances para ampliar, chegando a acertar a trave duas vezes. 

A diferença que era de 5 pontos ao início da rodada, estendeu-se para 8,  visto que o rival City foi até o Emirates Stadium enfrentar o Arsenal, e mesmo com toda a insistência e gols perdidos por parte dos anfitriões, perdeu a partida com um gol de Arteta aos 41 do segundo tempo, quando o meia se aproveitou de uma saída de bola pateticamente errada de Pizarro, tendo toda a liberdade para avançar pela intermediária e chutar no canto direito de Hart. 

Na partida, os gunners tiveram as melhores chances, chegando a acertar quatro vezes a trave, sendo duas no mesmo lance, quando o jogo ainda estava 0x0 e Walcott acertou a trave direita do goleiro Citzen, com Varmaelen e depois Benayoun se atrapalhando ao pegar o rebote e perderem dois incríveis gols que fariam inveja até o centroavante flamenguista Deivid. O City, além de perder a chance de reagir com a expulsão infantil de Balotelli, também ouviu um “Nasri whats the score?" por parte do torcedor gunner, inconformado com a ida do jogador francês para o time de Manchester por 25 milhões de euros. 

No lado Citzen, o sentimento é que a casa era de palha e caiu na primeira grande ventania. O time que chegou a ter cinco pontos de vantagem para o rival United ao longo de várias rodadas do primeiro turno, sucumbiu-se na segunda metade do campeonato, perdendo a liderança a permitindo que o adversário abrisse uma vantagem que é virtualmente irreversível, já que o City teria que descontar 8 pontos em 18 possíveis, haja em vista que a tabela ainda reserva um confronto direto entre ambos os times.

Na minha visão, o campeonato decidiu-se nesta rodada, aguardando apenas a formalização, que poderá ser justamente no clássico entre os dois clubes, que poderia terminar o que seria um sonho de titulo Citzen em um dramático pesadelo, obrigando o bilionário xeque a gastar com novos jogadores e um novo treinador, além de pagar rescisões. 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

United vence e amplia vantagem na ponta



E o Manchester United confirmou, mais uma vez, a sua sina de vitórias apertadas, que acaba lhe rotulando como o “time do além”. Desta vez a vitima foi o Blackburn no Ewood Park, em uma vitória por 2x0 construída nos 10 minutos finais, quando o time não fazia uma boa partida e chegava a ser pressionado pelos anfitriões.

O time comandado por Alex Fergusson não fez uma boa partida, principalmente em função das opções de onze iniciais do treinador, que montou o meio-campo com Carrick, Scholes e Phil Jones, que se alternavam na movimentação do meio-campo juntamente com Valência pela direita e Rooney pela esquerda, este jogando mais recuado e tendendo a fechar pelo meio. Na prática, o limitado defensor Jones virou um ponta direita, enquanto Rooney ficou demasiadamente deslocado na esquerda, o que comprometeu a evolução ofensiva do time.

Com o meio povoado, o Manchester United conseguiu dominar tecnicamente o jogo a partir de seu setor principal, dominando a posse de bola e mostrando um maior volume ofensivo. Porém parou por aí, visto que foram poucas as chances reais, principalmente na primeira etapa. As principais jogadas eram com Valência pela direita, que conseguiu deixar Chicharito na cara do gol para quase marcar ao desviar na trave e a bola batendo nas costas do goleiro Robinson e com o goleiro conseguindo se recuperar quando a bola estava em cima da linha. 

Mas foi o Blackburn que teve as principais chances da primeira etapa em suas rápidas saídas em contra-ataques, exigindo duas boas defesas de De Gea em finalizações de Hoillet e Olsson. O panorama ficou mantido em boa parte da segunda etapa, visto que Fergusson demorou para alterar o time, e como os anfitriões se deram conta que uma vitória era possível, passou a ameaçar o Manchester com mais força.

Fergusson modificou o time com as entradas de Welbeck e Giggs nos lugares de Chicharito e Jones, e mais tarde colocou Ashley Young no lugar de Scholes, aumentando o potencial ofensivo dos “red devils”. E a entrada de Young deu certo, pois no minuto seguinte ao da sua entrada (36), Valência levaria vantagem pela direita com a má marcação de Olsson e chutaria cruzado para abrir o placar. Quatro minutos depois, o meia equatoriano acharia Young na meia lua, que, de costas, girou com categoria e chutou no canto direito do goleiro, confirmando a vitória que deixou o time com cinco pontos de vantagem sobre o rival City.

sábado, 31 de março de 2012

Cada vez mais longe do título inglês


Pela 31ª Rodada da Premier League, o Manchester City tropeçou novamente na busca pelo tão sonhado titulo inglês ao ficar no 3x3 contra o Sunderland no Ettihad Stadium. E o pior é que o resultado ainda foi bom diante das circunstâncias do jogo, já que o time perdia por 3x1 até aos 84 minutos, quando contou com os oportunismos de Balotelli e Kolarov para reagir.

Para a importante partida contra o bom time montado por Martin O´Neill, o City de Mancini não teve o seu principal jogador, Kum Agüero, afastado por uma lesão que o próprio comandante Citzen classificou como “estúpida”, supostamente originada ao brincar com uma moto de seu filho de três anos.

Sem Agüero, o time do City mostrou o mais do mesmo em campo, com um maior volume de jogo e de posse de bola, porém carente de criação, em função da ausência de Nasri e de uma sequencia de atuações abaixo da média de David Silva. O meio espanhol foi muito bem marcado e até criou algumas jogadas,  cuja maioria originou em chances de gols criadas pelo ataque do City.

O time visitante mostrava uma forte marcação e saia rápido ao ataque, principalmente via Sessegnon, que foi o homem mais perigoso do Sunderland no jogo. O atacante serviu Larson para abrir o placar com um chute no canto esquerdo de Hart aos 30 do primeiro tempo. Balotelli até conseguiu o empate para o City aos 43, em um pênalti à brasileira sofrido por Dzeko, assinalado pelo árbitro Phil Dowd após dois lances confusos de Balotelli na grande área que o torcedor chiou, mas em que nenhum deles vi pênalti. 

Para coroar a primeira etapa, Sessegnon encontrou a cabeça de Bendtner já nos descontos, para levar o time visitante para o vestiário em vantagem.  Já no segundo tempo, Mancini buscou deixar o time mais ofensivo com a entrada de Adam Johnson no lugar de Micah Richards. Porém o problema Citzen era na esquerda defensiva, e foi por lá que Sessegnon lançou Bendtner em velocidade para cruzar para Larsson marcar o terceiro. 

Mancini apelou novamente para o seu ex-desafeto e agora amuleto Tevez, sacando mais uma vez David Silva, o que mostra todo um descontentamento com a má fase do meia. Depois colocou Pizarro no lugar de Miler, e o time foi pra cima do Sunderland, porém mostrando os intermináveis problemas de criação de jogadas. O time teve a sorte de encontrar dois gols pontuais, um aos 39 com Balotelli levanto vantagem individual e chutando no canto do goleiro, enquanto que no minuto seguinte, Kolarov também tentou arriscar, e contou com a má disposição do goleiro  Mignolet ao não tentar esboçar nenhuma das duas defesas, e ficando estático presenciando a bola balançar a rede.

Diante de um retrospecto negativo de 3x1 até os 39 do segundo tempo, o empate ficou de bom tamanho para o City, já que manteve a sua invencibilidade em casa. Porém, em termos de campeonato, o City facilitou a vida do rival United, visto que o time rival ainda entrará em campo diante do fraco Blackburn, podendo aumentar a diferença para 5 pontos, faltando apenas sete rodadas para o fim. 

Sem títulos e com um campeonato tido como ganho escapando das mãos dessa maneira, tudo indica que a casa de Mancini cairá ao fim da temporada. 

sábado, 24 de março de 2012

City tropeça novamente


O Manchester City foi até o Brittania Stadium pegar o Stoke City, onde é sempre difícil jogar, e não trouxe mais que um empate, graças a uma conclusão de Yaya Toure da intermediária. O time voltou a apresentar os mesmos problemas de criação e deixou o caminho limpo para o rival United aumentar a distância na liderança. 

O primeiro tempo foi ruim tecnicamente, marcado por um domínio nada produtivo de posse de bola por parte do Manchester City no campo de atauqe, enquanto o Stoke City conseguiu encaixar alguns contra-ataques no início do jogo, porém acabou encaixado na marcação sob pressão dos Citizens, assustando apenas em uma cobrança fechada de escanteio de Etherington, que poderia ter virado um gol olímpico se Zabaleta não tivesse tirado em cima da linha. 

O City, que só chegou na primeira etapa com uma finalização sem grande perigo de Balotelli, começou apertando com Dzeko logo no início da segunda, porém o Stoke voltou a conseguir encaixar contra-ataques e em um tabelamento envolvendo Crouch e Pennant, que recém havia entrado no lugar de Jerome, o grande atacante mostrou que tem habilidade ao receber o passe de seu companheiro, dominar com estilo e mandar de sem pulo da intermediária no ângulo direito de Hart, marcando um verdadeiro golaço.

O gol desnorteou o time de Manchester, que precisou da intervenção do treinador Mancini ao colocar Tévez e Adam Johnson nos lugares de Barry e David Silva. No primeiro lance após a entrada do ex-desafeto do treinador, o City empataria com um chute de fora da área de Yaya Toure, que desviou levemente na defesa e que acabou sendo aceito pelo goleiro Begovic.

O treinador Citizen mostrou ainda mais coragem ao sacar Zabaleta para colocar Milner, para promover o que seria um abafa final. O time tinha problemas de criação, já que não tinha Agüero em campo, David Silva teve uma partida apática e foi sacado, enquanto Nasri era apenas discreto.  Mas o Stoke City também modificou a equipe, e as entradas de Palacios e Jones no ataque trouxeram uma nova movimentação ofensiva, que trouxe perigo ao Manchester City e que deixou o fim de jogo aberto.

Com o empate, o City ocupa provisoriamente a liderança, já que empata em pontos com o rival United e ganha no saldo de gols, porém o adversário na luta pelo titulo ainda entrará em campo pela rodada, na próxima segunda, em jogo contra o Fulham em Old Trafford.  O time não consegue convencer desde a queda técnica de David Silva, que foi o principal jogador do time ao longo do primeiro turno, mas que vem perdendo importância  no time, e contribuindo para a queda de rendimento do time Citizen.

Gunners vencem Leões com tranquilidade


Pela 30ª Rodada da Premier League, o Arsenal pegou o Aston Villa no Emirates e conquistou a sua sétima vitória consecutiva na liga inglesa, que somada com o empate entre Chelsea x Tottenham, praticamente encaminhou a classificação do time gunner no G4 para a próxima edição da Champions League, com grandes chances de terminar em terceiro lugar.

O jogo foi tranquilo para o Arsenal, que não teve dificuldades para bater o 15º colocado na tabela.  O time tomou a iniciativa e mostrou desde os primeiros minutos um gramde volume ofensivo, tramando principalmente jogadas iniciadas nos flancos por Gervinho e Walcott, que buscavam Van Persie ou a infiltração em diagonal de elementos surpresas. E foi desta maneira que saiu o primeiro gol do Arsenal aos 15, com jogada de Gervinho na esquerda que achou o lateral esquerdo Gibbs, que se projetava em diagonal na entrada da área, para chutar cruzado e abrir o placar.

Logo depois, aos 25, sairia o segundo, desta vez com um lançamento de Song para Walcott entrar em diagonal pela direita e em velocidade, para deslocar o goleiro Given. O goleiro irlandês evitou um placar maior na primeira etapa com algumas defesas importantes, e quando não conseguiu defender, contou com a cabeça salvadora do zagueiro Warnock, que salvou de cima da linha um rebote de Van Persie. 

No segundo tempo, o Arsenal diminuiu o ritmo, visando administrar a confortável vantagem. O Aston Villa chegou a arriscar algumas chegadas ao ataque, mas não conseguiu criar efetivamente nenhuma chance, enquanto que o Arsenal continuava perigoso em suas raras chegadas, e quase marcou com Arteta e Ramsey ao longo da segunda etapa. Já nos acréscimos, o time conseguiu uma falta próxima a área que Arteta bateu com categoria para fechar o marcador. 

Faltando oito jogos para o final do campeonato, o Arsenal conseguiu uma vantagem confortável em termos de G4, já que abre oito pontos do Chelsea, atual quinto Colocado. Na briga pela vaga direta para a fase de grupos o time já ultrapassou o rival Tottenham, abrindo uma confortável vantagem de três pontos. 

quarta-feira, 21 de março de 2012

Virada Citizen Feat. Messias Tevez


No grande jogo da 29ª da Premier League, o Manchester City conseguiu bater de virada o Chelsea no Ettihad Stadium, em um jogo que marcou a redenção de Tevez com o treinador Mancini, já que o argentino deu a assistência para o gol da virada Citizen.

A partida começou com a iniciativa do City, que aplicava um significativo volume de jogo sobre o Chelsea, e criou várias chances para marcar na primeira etapa. Aos 8, Nasri acertou o travessão de Cech, enquanto que aos 28, Balotelli recebeu livre um presente de Lampard, e exigiu uma grande defesa do goleiro adversário. 

O time anfitrião chegou a ter 78% de posse de bola em seu melhor momento no jogo, enquanto que o Chelsea pouco chegava ao ataque devido a um buraco em seu meio-campo, que fora corrigido pelo treinador Di Matteo ao longo da primeira etapa, com o time conseguindo equilibrar as ações e tornando o jogo igual ao fim da primeira etapa.

Mancini acabou sagando Balotelli para colocar Barry na volta do intervalo, como forma de retomar o domínio no setor de meio-campo. O time chegou a assustar Cech em um cruzamento aberto de Nasri, que obrigou uma grande defesa do goleiro e que contou novamente com a ajuda do travessão para evitar o gol.

Porém foi o Chelsea que abriu o placar aos 14 minutos, quando houve um bate-rebate dentro da área, e a bola sobrou para o zagueiro Cahill que contou com o desvio da zaga do City em sua finalização, que acabou enganando Hart e transformando-se no 1x0.

O treinador do City resolveu colocar Tevez, além de proporcionar a entrada de Dzeko, deixando o time citizen com três atacantes. A pressão era inevitável, e o Chelsea resistiu até aos 32, quando Essien usou a mão para desviar um chute de Zabaleta, para o arbitro Mike Dean fazer jus ao apelido de “juiz dos pênaltis”.  Agüero  deslocou Cech e empatou a partida.

O time anfitrião proporcionou uma blitz final, e foi premiado com o gol da vitória aos 39, quando Nasri tabelou com Tevez, que fez o pivô e devolveu com um toquinho fenomenal para que o francês deslocasse com frieza Cech e marcasse o gol da virada, que deixa o City colado ao rival United na tabela, com 69 pontos contra 70 do rival, na disputa polarizada pelos times de Manchester.  

segunda-feira, 19 de março de 2012

United vence e continua na ponta


Em um jogo que foi realizado no último domingo, mas que vi apenas nesta segunda, o Manchester United bateu os “lobos” do Wolverhampton por 5x0 no Molineux Stadium, garantindo a liderança por mais uma rodada, já que abre quatro pontos do rival Manchester City.

O time de Manchester utilizou a sua tática de jogos fora de casa, optando por uma formação mais conservadora, esperando o adversário para roubar a bola e sair nos contra-ataques. O time da casa até esboçou uma iniciativa, criando a primeira chance do jogo com Fletcher, porém o Manchester logo após abriria o placar, em uma jogada ensaiada de escanteio, onde Rooney cobrou para Carrick escorar no segundo pau em direção a Evans, que de sem pulo abriu o placar.

O gol trouxe tranquilidade ao time de Alex Fergusson, que passou a dominar a partida, e ainda contou com duas defecções do adversário. Primeiro foi a expulsão de Zubar logo aos 39, e depois a lesão de Davis, que acabaram desestruturando ainda mais o fraco time dos lobos, e permitiram que o Manchester ampliasse o marcador ainda na primeira etapa, primeiro com Valência avançando em diagonal e em velocidade pela direita e chutando cruzado, e depois um cruzamento do equatoriano para Welbeck marcar o terceiro.

No segundo tempo, o Manchester tratou de administrar o jogo contra um adversário batido, porém quando botou velocidade, chegou com perigo, marcando ainda dois gols que selaram a goleada, ambos por Chicharito, onde no primeiro o mexicano escorou de cabeça um cruzamento para a área, enquanto no segundo recebeu um cruzamento de Valência para marcar com categoria o quinto gol, fechando o placar.  

Agora o time de Alex Fergusson pegará o Fulham pela 30ª Rodada.

sábado, 10 de março de 2012

Spurs descem ladeira após derrota em Liverpool


No outro jogo do dia que acompanhei da Premier Legue, o Tottenham foi até Liverpool pegar o Everton no Goodison Park, e continuou a sua queda ladeira abaixo na competição, ao somar a terceira derrota consecutiva.

Pelo lado dos Toffees, o treinador escocês David Moyes completava 10 anos no comando técnico do clube, e rumores o colocam no Tottenham para a próxima temporada, caso Harry Redknapp saia do clube para prestar serviços à Seleção Inglesa. 

No jogo, o Tottenham tomou a iniciativa, dominando a posse de bola, porém sem criar grandes chances. O Everton tinha os contra-ataques, e somava o maior numero de conclusões da primeira etapa. O time de Liverpool, que já havia exigido uma boa defesa de Friedel, abriria o marcador aos 22, quando Baines tabelou com Osman, que encontrou Jelavic para chutar no canto esquerdo do goleiro norte-americano dos Spurs para abrir o placar. 

O Tottenham seguia muito travado, com um esquema que desperdiçava o futebol de Bale, o melhor jogador do time, que ficava preso na ponta direita, enquanto que Modric saiu do meio para ir para a esquerda, antiga posição de Bale, mas sem trazer grande contribuição. No segundo tempo, até houve uma tentativa por parte de Redknapp em alterar a formação do meio-campo, com as entradas de Van der Vaart e Livermore, além de Saha no ataque, no lugar do discreto Adebayor.

Os Spurs melhoraram na segunda etapa, conseguindo criar mais chances, quase marcando com Modric, e com Defoe, que chegou a comemorar o gol, porém estava impedido. Porém o Everton conseguiu acertar a marcação, e as modificações de Moyes, que deixaram o time mais defensivo, surtiram efeito, com o time azul de Liverpool conseguido conter o Tottenham, que só foi ameaçar no abafa dos minutos finais, por onde Saha pegou um rebote do chute de Ekotto e acertou a trave esquerda de Horward. 

A vitória serviu para o Everton subir quatro posições na tabela, terminando a rodada em nono lugar. Já o Tottenham continuará em terceiro, cada vez mais distante dos lideres e próximo do Arsenal, que se vencer o jogo de segunda-feira contra o Newcastle, tem condições de ultrapassar o seu rival de Londres já na 29ª Rodada. 

Vitória para não dar esperanças contra o Napoli


Pela abertura da 28ª Rodada, o Chelsea recebeu o Stoke City no Stamford Bridge no primeiro jogo da liga pós era André Villas-Boas, que acabou transformando o auxiliar Di Matteo no treinador interino do time até o fim da temporada.

Pensando no Napoli, Di Matteo preservou alguns jogadores como Mata e Sturridge, colocando uma formação diferente da que vinha jogando com Villas-Boas, com Kalou e Drogba no ataque, e Mikel, Ramires Lampard e Meireles no meio. A tática mostrou-se ineficaz desde o início da partida, pois o time conseguia controlar a posse da bola, porém não conseguia avançar na intermediária ofensiva, limitando-se a bolas alçadas à área e a chutes de fora da área. 

As melhores chances do Chelsea no primeiro tiveram a participação de Lampard, primeiro em um escanteio cobrado aos 31 na cabeça de Terry, que acertou o travessão, e depois em um tabelamento com Ivanovic, onde o defensor levou vantagem de cabeça e quase encobriu o goleiro Begovic. Neste momento, o adversário já estava em inferioridade numérica, pela justa expulsão de Fuller, que deu um pisão intencional no abdômen de Ivanovic, quando este estava deitado. Não bastasse a inferioridade, quase que o Stoke facilitou a vida do Chelsea em dois vacílos do defensor Shawcross, que por pouco não resultaram em gols.

Di Matteo promoveu ainda na primeira etapa a entrada de Juan Mata no lugar de Meirelles, melhorando um pouco o volume de jogo do time da casa. Porém o adversário continuava muito fechado, dificultando as jogadas do Chelsea, e exigindo que o time continuasse finalizando de fora da área ou alçasse a bola para a área. Em um dos únicos lances de vantagem individual do time, Juan Mata encontrou espaços para deixar Drogba na cara do gol, para este driblar Bergovic e marcar o gol da vitória aos 20 minutos. 

O Chelsea até teve chances de ampliar o marcador, com Mata acertando a trave em cobrança de falta e Sturridge finalizando em um contra-ataque, porém a atuação continuou abaixo da média, mesmo com superioridade numérica ao longo de 75min do jogo. Alguns jogadores simplesmente não foram notados, como Kalou, que só me lembrei de sua escalação no time titular quando tentou sem sucesso criar uma jogada. Já o adversário pouco ameaçou, a não ser em um vacilo de Terry, que permitiu que Jerome ficasse no mano-a-mano com Cahil, e chutando à direita do gol. 

Com a bola que jogou hoje, o Chelsea não dá esperanças de reverter o placar de 3x1 da primeira partida diante do Napoli. O jogo da volta será nesta próxima semana, e só uma vitória por 2x0 ou outro placar por três gols de diferença dá a classificação aos blues.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Escalada da dupla de Manchester e queda de AVB


A maior notícia da 27ª rodada da Premier League não pode ser chamada de novidade, pois a queda do agora ex-técnico do Chelsea André Villas-Boas era apenas uma questão de tempo. 

Tinha a convicção que sua saída seria diante de uma eminente eliminação para o Napoli pela Champions League no jogo da volta das oitavas-de-final, porém o treinador não resistiu a uma derrota por 1x0 contra o West Bromich fora de casa, que combinada com a vitória do Arsenal, deixou o time há 3 pontos da zona da Champions League. 

A relação AVB x Chelsea não deu certo. O treinador foi contratado a “peso de ouro” por Abramovich no inicio da temporada para tentar resgatar o ambiente de Mourinho, já que Villas-Boas foi auxiliar do atual treinador do Real Madrid, além de ter feito uma campanha impressionante com o Porto na temporada passada. Assim como treinadores passados, Villas-Boas não soube domar os líderes grupo, que já fora responsável pela queda de outros treinadores, além de propor um esquema tático que não foi assimilado pelos jogadores, deixando a defesa desprotegida e o ataque previsível.

Para o seu lugar ficará o auxiliar Roberto Di Matteo até o fim da temporada, e o time ainda tem que reverter a desvantagem na Champions League, na Premier League e tentar a Copa da Liga. Villas Boas foi o oitavo treinador do Chelsea desde 2003, consolidando-se como o pior desempenho da era Abramovich, que trata o Chelsea como seu mais novo brinquedo, contratando e demitindo pelo preço que bem entende.

O Chelsea terá uma missão ingrata na Premier League, já que terá 11 rodadas para correr atrás do Arsenal, que tem um iluminado Van Persie. No jogo Liverpool 1 x 2 Arsenal acompanhado pelo Blog, o atacante precisou apenas de duas chances na partida para marcar dois gols, em um excepcional aproveitamento de 100%, que lhe deixa disparado na artilharia da liga com 25 gols, contra 18 de Rooney, o segundo colorado. Apenas um destes gols foi marcado de pênalti pelo holandês, responsável por 45% dos gols do time no campeonato, que o consolida como melhor finalizador da Europa na atualidade.

A briga pela liderança segue emocionante entre a dupla de Manchester, que não tiveram dificuldades para bater seus adversários. A liderança continua com o City, que ganhou por 2x0 do Bolton, em um jogo onde Mancini preservou alguns titulares como Agüero e David Silva, que ficaram no banco mas nem precisaram entrar, pois o time ainda tinha Nasri, Yaya Touré e Balotelli, autor de um dos gols.  O outro foi marcado contra por Steinsson. Já o United bateu o Tottenham em White Hart Lane por 3x1, em um jogo marcado pela eficácia, já que o time não precisou de muitas oportunidades para definir o placar. Fergusson utilizou a postura retraída dos grandes jogos fora de casa, buscando truncar o jogo. O Tottenham teve chances, perdeu gols, e quando o United pensou em atacar, acabou conseguindo marcar o primeiro, e depois o segundo e terceiro já na segunda etapa. 

O Tottenham vem de duas derrotas consecutivas, onde uma foi traumática contra o Arsenal no clássico local por 5x2, depois do time estar vencendo por 2x0. Com a vitória parcial no clássico londrino, o Tottenham abriria 13 pontos contra ao adversário, porém perdeu o jogo, e viu o Arsenal com nova vitória encostar para 4 pontos a diferença para o terceiro lugar, que tem a importância de colocar um time direto na fase de grupos da Liga dos Campeões. 

O campeonato seguirá no próximo fim de semana com a 28ª rodada, onde o City pegará o Swansea fora de casa, enquanto o United pegará o West Bromich.

domingo, 4 de março de 2012

United bate Tottenham na eficácia


No jogo que completou a 27ª Rodada da Premier League, o Manchester United foi até o White Hart Lane pegar um desfalcado Tottenham, e saiu com a vitória na base da eficácia ofensiva.

O jogo era marcado pela necessidade de vitória por ambos os times, já que o United viu o seu rival City aumentar para cinco pontos a diferença da liderança, enquanto que o Tottenham teve uma diferencia que poderia ser de 13 pontos contra o Arsenal, que ficou reduzida a quatro com as derrotas contra o rival e contra o United.

Enquanto os red devils contaram com a volta de Rooney, Redknapp não contava com o marcador Parker, além dos meias Bale e Van der Vaart nos Spurs, o que lhe obrigou a mudar a formação do meio-campo, optando por dois volantes de origem (Livermore e Sandro), além de manter o esquema com dois atacantes de posicionamento (Saha e Adebayor).

O time de Fergusson entrou com uma postura mais conservadora, com um time compactado e visando a marcação. O time não conseguia grandes jogadas ofensivas, porém conseguia truncar o jogo, dificultando a chegada dos Spurs. Mesmo assim, foi o Tottenham que teve as melhores chances da primeira etapa, com o goleiro do Manchester De Gea efetuando grande defesa em chute de Adebayor, que acabou mais atrapalhando do que ajudando na primeira etapa, visto que cometeu várias faltas de ataque, inclusive jogando de goleiro contra seu próprio time, ao atrapalhar em cima da linha um chute de Saha.

O Manchester, que estava ofensivamente discreto, foi chegar com perigo somente no final da primeira etapa, quando Ashley Cole cobrou escanteio e Rooney se antecipou à zaga dos Spurs  para abrir o placar, mostrando o quão é terrível enfrentar o time vermelho.

Na segunda etapa, o Tottenham ensaiou uma pressão inicial, semelhante a do primeiro tempo, perdendo algumas chances com Lennon e Ekoto, que chegou a acertar de raspão o travessão em cobrança de falta. Porém na segunda chegada de perigo do Manchester no jogo, saiu o segundo gol, em um vacilo defensivo do Tottenham, que deixou Nani livre após uma cobrança de lateral próxima a linha de fundo, que cruzou para Ashley Young marcar de voleio. O mesmo Young faria o terceiro aos 23, após receber na entrada da área e tendo todo o espaço para finalizar no ângulo esquerdo de Friedel. 

O Tottenham ficou batido, e Redknapp se lembrou dos jogadores que tinha no banco só na parte final da segunda etapa, quando promoveu as entradas de Defoe, Rose e Kranjcar. E foi de Defoe o gol de honra dos Spurs, após receber um presente de Giggs, que acabou errando um passe, e permitiu que o atacante avançasse com liberdade pela intermediária e acertasse o canto direito de De Gea.

O resultado serviu para deixar o United na cola do rival City na busca pelo titulo, além de oferecer um principio de crise aos Spurs, que além de deixarem a briga pelo titulo, agora terão que se cuidar com a aproximação do Arsenal na busca pelo terceiro lugar, que dá uma vaga direta para a Liga dos Campeões na fase de grupos. Ao nível das estatísticas, os Spurs completaram 26 jogos (11 anos) sem vitórias diante do Manchester United. 

sábado, 3 de março de 2012

Van Persie F.C. e o fim da invencibilidade Red em Anfield


No jogo que abriu a 27ª rodada da Premier League, o Arsenal levou a melhor no clássico contra o Liverpool graças ao oportunismo de Van Persie, que marcou nas suas únicas finalizações, e foi o responsável pela virada sensacional dos Gunners, que se mantiveram no quarto lugar e praticamente eliminaram o rival da disputa pela última vaga para a Champions League.

O jogo apresentou dois tempos distintos, com um primeiro intenso e de domínio do Liverpool, enquanto que no segundo, o ritmo caiu, enquanto o Arsenal conseguiu equilibrar o jogo, e conseguiu o gol da vitória já nos acréscimos.

No que dependesse da intensidade dos Reds na primeira etapa, e o time da casa poderia ter definido o jogo, já que foram bem superiores, desperdiçando inúmeras chances bem defendidas pelo goleiro gunner Szczesny, que pegou chutes de Henderson, Suárez, além de uma penalidade cobrada por Kuyt no canto direito e do rebote do próprio holandês no canto direito, mostrando total reflexo. O goleiro ainda viu a bola acertar a sua trave em duas oportunidades, uma com Suárez e outra com Adam, porém não conseguiu evitar um gol contra de Koscielny, ao tentar cortar um cruzamento rasteiro de Henderson.

O primeiro tempo, no fim das contas, não foi um horror para o Arsenal, pois além das grandes defesas de Szczesny, que evitaram um placar maior para o Liverpool, o time ainda contou com o oportunismo de Van Persie, que na primeira chance de marcar empatou o jogo, depois de receber na cabeça um cruzamento de Sagna. 

O segundo tempo começou tenso, com uma lesão do meia Arteta, que joga na posição de volante neste esquema de Wenger. O jogador espanhol trombou casualmente com Henderson, caindo no gramado e tendo que ser removido imobilizado de maca com auxilio de oxigênio, e levado para o hospital com uma concussão cerebral. A grande paralisação de mais de cinco minutos para o atendimento e remoção do espanhol acabou congelando o jogo, que caiu de ritmo e proporcionou uma maior contribuição dos gunners.

Quando o jogo encaminhava-se para um 1x1, o Arsenal conseguiu a virada nos pés de Van Persie já nos descontos, quando recebeu um lançamento primoroso de Song, e de primeira bateu no canto direito do goleiro, em sua segunda conclusão na partida e a terceira a gol do Arsenal em todo o jogo.  

Na base do oportunismo e da eficácia o Arsenal conseguiu três importantes pontos que lhe dão vantagem em um duelo contra o Chelsea pela quarta vaga da Champions League, além de já ter ao alcance o Tottenham, na busca pelo terceiro lugar, que já coloca um time na fase de grupos da principal competição sul-americana. 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Virada para entrar para a história


No maior clássico de Londres, não havia duvidas que neste jogo a qualidade e o desempenho recente do Tottenham o transformava em favorito em pleno Emirates Stadium, contra o desorganizado Arsenal, que parecia fadado à condição de coadjuvante.


Com van der Vaart ainda longe das melhores condições de jogo devido a uma lesão, o treinador do Tottenham Harry Redknapp manteve a formação 4-4-2, com Louis Saha repetindo com Adebayor a dupla de centroavantes que vem dando certo.  Já Wenger parecia preocupado com o ótimo meio-campo dos Spurs formado por Parker, Kranjcar, Modrid e Bale, ao escalar uma formação mais consistente com Song, Arteta, Benayoun, Rosicky e Walcott, que trabalhava muito pelas pontas, principalmente com a dupla Rosicky/Walcott.

Porém o Tottenham deu o cartão de visitas logo aos 4, com a dupla Adebayor/Saha funcionando novamente. Adebayor lançou Saha, que dentro da área concluiu de forma despretensiosa em meio a vários jogadores do Arsenal, porém com a bola encontrando Vermaelen no caminho para desviar e matar Szczesny, abrindo o placar para os Spurs.  

O Arsenal mostrou mais volume de jogo após o gol, porém estava desorganizado e parecia sem confiança. O time rondava a grande área do Tottenham, e só Van Persie teve duas grandes chances para marcar. O Tottenham aproveitava a desorganização tática os buracos defensivos para contra-atacar, quase marcando com Walker, após uma escapada pela esquerda de Adebayor, enquanto na segunda grande chance, Bale foi lançado por Modric, e caiu ao se chocar com Gibbs, em um lance onde o árbitro Mike Dean marcou o penal sem ter convicção, necessitando consultar seus assistentes. Adebayor cobrou no canto esquerdo de Szczesny e marcou o segundo.

O Arsenal, naquela altura, não merecia estar perdendo pelo volume de jogo apresentado, com algumas chances não resultando em gol por capricho, quando Van Persie acertou a trave de Friedel na sua terceira grande conclusão, e na continuidade do lance Arteta cruzou para o lateral direito Sagna fechar na grande área e se antecipar a Bale para descontar de cabeça aos 39. Quatro minutos depois, os Gunners incrivelmente conseguiriam o empate, desta vez em conclusão de Van Persie, que não desperdiçou a sua quarta chance, buscando o empate para o Arsenal, caracterizado na base da raça.

A reação do Arsenal deu uma nova cara ao jogo, obrigando Redknapp a alterar o seu desprotegido meio, promovendo as entradas de Sandro e Van der Vaart, e colocando o time no seu tradicional 4-4-1-1. Não deu certo, pois o Arsenal ganhou a confiança que faltava, e partiu pra cima no início do segundo tempo, virando o jogo aos 5, quando Rosicky tabelou com Sagna, que cruzou para o meia de carrinho se antecipar ao goleiro, deixando os Spurs ainda mais perdidos no jogo. 

Aí foi o caminho para uma goleada, já que o Arsenal seguiu atacando na base da raça e empolgação, não encontrando resistências do adversário. Walcott marcou o quarto e o quinto, ambos em contra-ataques rápidos, sendo o primeiro uma assistência de Van Persie para o meia-atacante surgir livre na direita e deslocar Friedel, enquanto que no quinto, recebeu  um lançamento longo de Song, para em velocidade desviar do goleiro. E caberia mais, se não fosse a administrada final do time da casa, ao som do “olé” de seu extasiado torcedor.

A vitória serviu para recolocar o Arsenal no quarto lugar, ganhando do Chelsea no saldo de gols. Como foi um clássico contra um time teoricamente superior, poderá trazer um novo ânimo ao time durante a reta final da Premier League, já que seria um verdadeiro milagre a desvantagem de quatro gols diante do Milan na Champions League.  Já pelo lado do Tottenham foi o adeus à disputa pelo titulo, que ficará com um dos times de Manchester. O time terá que assegurar o terceiro lugar, que já colocaria o time na fase de grupos da próxima edição da Champions League. Ainda tem sete pontos de vantagem para Arsenal e Chelsea, porém terá que tomar cuidado nesta reta final.