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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Novo modelo de jogo minimiza importância de Damião


Nas vitórias contra o Juan Aurich e o Caxias na última quinta-feira e domingo respectivamente, ficou definitivamente constatada uma alteração no modelo de jogo do time do Internacional, caracterizado pelo toque de bola incessante no campo de ataque, além de jogadas de aproximação e muita movimentação por parte do setor ofensivo, que acaba deixando o time menos dependente de individualidades, como o goleador Damião.

Este novo modelo de jogo “lembra” o que é praticado pelo Barcelona. Grafei o lembra para não se dizer erroneamente que o esquema colorado é uma cópia-espelho em relação ao time Catalão, o que soaria na prática como uma inverdade, visto que há diferença cultural e tática entre os dois países, que acaba inviabilizando uma cópia-total do que é muito bem exercido pelo melhor time do mundo há pelo menos três anos.



Porém algumas as características semelhantes, que mencionei no primeiro parágrafo, criam consequências parecidas com as que o time Catalão presenciou nas últimas temporadas, e que servirá como parâmetro para uma má fase de Leandro Damião, principal goleador do futebol brasileiro em 2011, e que até agora não se reencontrou na temporada 2012.

O centroavante teve uma lesão muscular em meio ao Campeonato Brasileiro do ano passado, que acabou lhe custando a sequencia de bons jogos que o levou para a Seleção Brasileira, e desde então, tem a sua importância reduzida no time Colorado.  Até agora, a má fase de Damião é referida com o fato de estar fora de forma, e como é um finalizador, precisa de ritmo de jogo para entrar em sua velha forma.  A sua qualidade técnica também já é colocada em dúvida, tanto que li e ouvi comentários de torcedores e até de jornalistas esportivos, que acham que o centroavante estava de “aniversário” durante 2011, e que a sua realidade é de um rendimento bem menor ao que foi praticado no ano anterior. 

Em 2011, podia se afirmar que o time jogava em função de Damião, enquanto que em 2012, é notável um distanciamento do centroavante em relação às demais peças ofensivas, o que deixa uma sensação de que Damião está fora de sintonia, e por consequência, estaria sobrando no time colorado.

Eu apenas abraço a ideia da má fase por condição física e falta de ritmo de jogo por ser início de temporada, porém a visível mudança de estilo de jogo do Inter, que fora intensificada pela chegada de Dagoberto (e Dátolo), permite ao time um jogo coletivo mais forte, rápido e envolvente, com a qualidade técnica de cada jogador aparecendo juntamente com a criatividade e posicionamento de cada um, formando um conjunto consistente e que permite que o time possa realizar jornadas convincentes e encantadoras, como fora visto contra o Caxias.

Damião não tem a mesma destreza e habilidade que Dagoberto, Dátolo, Oscar e D’Alessandro.  Por outro lado, o centroavante é goleador e marca gols, porém outro grande centroavante finalizador sofreu com este Barcelona de Messi. Trata-se de Zlatan Ibrahimović, que fora contratado pela bagatela de 60 milhões de euros (hoje R$ 136,3 mi) junto a Internazionale ao fim da temporada 2008/09, e que durou apenas uma temporada e meia no time catalão, saindo pela porta dos fundos como a pior contratação da história do time espanhol.

A qualidade técnica de Ibrahimović é inquestionável, porém o centroavante não se adequou ao estilo de jogo rápido praticado por Messi, Pedro e posteriormente por Villa, que acabaram formando este encaixe ofensivo que vemos hoje no time Catalão, tanto que Guardiola abdicou de contratar outro centroavante, investindo somente em Afellay e Sanchéz, jogadores rápidos e que se enquadram na característica atual do time catalão.


O que poderá acontecer com Damião é o centroavante perder a vaga no time titular para Dátolo, que assumiria a função de Dagoberto e este ficaria centralizado no comando de ataque. Porém a questão legal do limite de estrangeiros nas competições nacionais impediria esta experiência.  


Outra solução seria Dorival Jr. aperfeiçoar e personalizar ainda mais o seu sistema, criando uma mecânica de jogo que acionasse de forma mais intensa Damião, para que este esteja sempre em condições de marcar gols, enquanto os meias Dagoberto, D’Alessandro e Oscar se movimentariam para criar os espaços de criação de jogadas que seriam posteriormente finalizadas por Damião.

É um problemão e tanto para Dorival Jr. resolver nos próximos jogos....

domingo, 22 de janeiro de 2012

Dupla de Manchester vence jogos-chave

Neste domingo, a dupla de Manchester esteve envolvida nos dois principais jogos da 22ª Rodada, onde ambos venceram seus jogos e acabaram distanciando-se na briga pelo titulo, alijando definitivamente o Chelsea da disputa e deixando o Tottenham necessitar de um binóculo para poder visualizá-los.  


No primeiro jogo do dia, o Manchester City recebeu o Tottenham no Ettihad Stadium. Um jogo importante, já que se confrontavam o líder com o terceiro colocado, separados por cinco pontos.

Devido à importância do confronto, ambos os times entraram com uma postura mais conservadora, congestionando as ações no meio-campo. No início, o esquema 4-1-4-1 proposto por Harry Redknapp para o Tottenham deixava o time consistente no meio-campo, criando enormes dificuldades para o City, que foi encontrar espaços somente na parte final do primeiro tempo, quando Agüero achou espaços entre a linha de quatro jogadores do meio e de Parker, conseguindo jogadas de aproximação com David Silva e Nasri.


O Manchester City, mesmo não sendo indiscutivelmente superior na primeira etapa, conseguiu criar as melhores jogadas de perigo, porém foi na segunda etapa que os Citizens conseguiram impor a sua superioridade, abrindo o placar aos 10 minutos, quando David Silva lançou Nasri, que se projetou em diagonal da esquerda para a entrada da área, chutando forte na saída de Friedel. 


O segundo veio logo depois, com Lescott empurrando no segundo pau uma cobrança de escanteio, que fora desviada por Dzeko no primeiro, representando o início de uma definição no placar, já que o Tottenham parecia ter sentido o gol. Porém o City sentiu os desfalques de Kompany e Kolo Touré, que abriram passagem para o jovem Savić, que vacilou na jogada do primeiro gol do Tottenham, ao não conseguir interceptar um lançamento de Kaboul para Defoe, que ficou livre e driblou Hart com tranquilidade para descontar, marcando o terceiro gol da partida em 5 minutos.

O City sentiu a indefinição defensiva e permitiu que o Tottenham empatasse a partida aos 19 do segundo tempo, em um lindo chute de Bale da entrada da área, após receber de Lennon e encobrir Hart com um chute de chapa. Aos 46, por pouco que Defoe não conseguiu uma incrível virada, depois de nova falha de Savić que permitiu uma jogada de Bale, que cruzou rasteiro para o centroavante, que se tivesse a envergadura de Adebayor, impedido de jogar por uma clausula contratual, teria marcado. Mas o castigo veio no lance seguinte, em um pênalti cometido por King em Balotelli, que havia entrado na segunda etapa no lugar de Dzeko, e que viria a fazer o gol da vitória na cobrança do penal. 


A vitória Citzien deixou o Manchester United sob pressão, já que a diferença ficaria em 6 pontos em caso de tropeço diante do Arsenal. Porém o jogo era no Emirates, e a já desfalcada defesa dos “Red Devils” de Ferdinand e Vidic ficaria sem Phil Jones logo aos 15 minutos de jogo, obrigando a entrada do lateral direito brasileiro Rafael, que se juntou a Smalling, Evans e Evra no sistema defensivo.


O Arsenal dominou a posse de bola nos primeiros minutos, criando algumas jogadas de perigo, enquanto o Manchester só foi entrar literalmente na partida depois que os wingers Nani e Valência, do 4-4-2 britânico usado por Fergusson, aparecessem mais para o jogo. O português passou a levar vantagem sobreo improvisado Djourou na esquerda, e foi neste setor que encontrou Giggs para cruzar na cabeça de Valência, que se projetou em diagonal área adentro para escorar e abrir o placar aos 45 minutos.


Wenger corrigiu no intervalo o problema da sua lateral direita, colocando o jovem Yennaris no lugar de Djourou. O time voltou melhor, assim como fora na primeira etapa, chegando a encurralar o Manchester. Por ironia, veio a conseguir o gol de empate em uma espécie de contra-ataque do contra-ataque, já que o Manchester saia rápido, Vermaelen desarmou Welbeck no campo defensivo, e iniciou uma linda e rápida jogada que passou pelos pés de Oxlade-Chamberlain, que deu uma assistência açucarada para Van Persie empatar.

Para continuar o conjunto de ironias da partida, o treinador Wenger tirou Chamberlain logo após o gol, contrariando a torcida e os próprios companheiros, que pareciam não acreditar na desastrada troca do treinador francês. Para complicar ainda mais, o russo Arshavin que entrou em seu lugar não conseguiu manter o ritmo dado por Chamberlain, que até então era o melhor do Arsenal no jogo, e teve participação no gol da vitória do Manchester, ao ser fintado com enorme facilidade por Valência na direita, que concluiu para uma defesa parcial de Szczesny, e cujo rebote encontrou Welbeck, que escorou para a vitória dos “Red Devils”, que gerou uma sonora vaia da torcida gunner para Wenger tão logo o arbitro Mike Dean encerrou a partida.

A rodada deixou o City com 54 pontos, enquanto o United ficou com 51, em uma briga caseira que deverá ser resolvida na antepenúltima rodada, quando os times se enfrentarão. A vida do Tottenham em nível de titulo ficou complicada, e o time deverá focar no terceiro lugar, que dá uma vaga direta para a Champions League. O time de Harry Redknapp mostra a regularidade que Chelsea, Arsenal e Liverpool ainda não conseguiram impor, e vem, até então, merecendo com folga o terceiro lugar. Já a briga pela ultima vaga para a liga dos campeões promete ser acirrada, visto que o Chelsea não dá sinais que irá deslanchar, enquanto Arsenal e Liverpool tropeçam demais. O Newcastle está no bolo, porém não tem a mesma qualidade dos outros três times. 



sábado, 21 de janeiro de 2012

Recaída e estagnada na tabela


Pelo início da 22ª Rodada da Premier League, o Chelsea voltou a apresentar a inconstância de algumas rodadas e não saiu do zero contra o Norwich no estádio Carrow Road.

Não podendo contar com os marfinenses Drogba e Kalou, que estão a serviço de sua seleção na Copa Africada de Nações, Villas-Boas efetivou Fernando Torres no comando de ataque, além de ter as chegadas de Ramires e Lampard pelo centro, além de Sturridge e Mata pelos flancos, no esquema 4-1-4-1, que ainda tinha Raul Meirelles mais recuado, na primeira posição do meio-campo. 


Os Blues apresentaram desde o início do jogo problemas de armação ofensiva e tiveram poucas chances claras de gols, grande parte após a entrada de Malouda no lugar do lesionado Lampard ainda na primeira etapa, porém não deixaram de consagrar o goleiro canário Ruddy, que teve participação importante para segurar o escore. Quando não conseguiu defender, o goleiro inglês contou com a má fase de Fernando Torres, que recebeu livre um cruzamento rasteiro de Sturridge, porém com todo o espaço do mundo acabou chutando à direita do gol. 

O Norwich fez uma partida mais conservadora, apostando na organização tática e marcação para segurar o Chelsea, além de explorar os contra-ataques. Foram poucas oportunidades, a maioria originada e/ou executada pela dupla ofensiva Morison e Holt, que chegaram a sujar o uniforme de Cech no início da primeira etapa, mas que não trouxeram maiores preocupações ao goleiro Cech ao longo do jogo. 

Com o empate, o Chelsea continua na quarta colocação, ainda na zona de classificação para a Champions League, porém perde a chance de se aproximar do pelotão da frente, além de poder te a proximidade de Newcastle, Arsenal e Liverpool na briga pelo G4.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Vitória no início da era pós-D’alessandro


O Inter estreou na temporada 2012 com vitória de 1x0 contra o Novo Hamburgo no Estádio do Vale. Vitória que valeu pelo resultado, visando dar moral ao time que busca o entrosamento necessário para a estreia na Pré-Libertadores diante dos colombianos do Once Caldas, além de iniciar positivamente uma nova era, que não terá mais o referencial do meia argentino D’Alessandro, em saída eminente para o mercado chinês.

O gol de Oscar aos 11 minutos de jogo, após uma falha grotesca do goleiro Eduardo Martini, deu a vitória pelo escore magro de 1x0. A jogada foi em um rápido contra-ataque puxado por João Paulo, que lançou Oscar e que ficou ao alcance de Martini, porém o ex-goleiro gremista ao afastar a bola chutou em cima do meia, que teve todo o espaço e tranquilidade para concluir ao gol vazio.

No mais, o Inter criou muito pouco ao longo dos 90 minutos. O time teve dificuldades para adentrar-se na área do Novo Hamburgo, mostrando ainda falta de entrosamento e um nível de preparo físico longe do ideal, nada anormal para um inicio de temporada, e que deverão ser aperfeiçoados ao longo dos dias de trabalho e com um número de jogos na bagagem.  No segundo tempo, o problema ficou ainda mais evidente, com o Noia mandando no jogo, mas sem o sucesso de conseguir o gol de empate.



Taticamente, Dorival Jr. escalou o time em seu famoso 4-2-3-1, com Josimar e Guiñazu formando a linha de volantes, enquanto Oscar, João Paulo e Dagoberto formavam uma linha mais ofensiva, enquanto Damião ficava mais à frente no comando do ataque. Na teoria, quando o time estivesse com a posse de bola e em vias de atacar, Oscar pela direita e Dagoberto pela esquerda deveriam avançar, formando um trio ofensivo com Damião, porém pela falta de treinamento e sequencia essa evolução não ocorreu de maneira satisfatória, deixando o goleador colorado isolado no comando do ataque.

Outro problema crônico e que fora apresentado contra o Noia foi a D’Alessandro dependência, porém o meia está em vias de se transferir para o futebol chinês, que acenou com uma proposta milionária para o jogador e também para o clube, já que o passe do meia argentino está vinculado a um investidor Colorado que deseja recuperar o investimento feito no jogador em 2008. Apesar do discurso político de Luigi, que fala em manutenção do jogador em quando a transferência não for efetivamente sacramentada, o vice-presidente de futebol Luís Anápio Gomes foi realista, praticamente confirmando o desfecho da negociação, que deverá ser formalizado na próxima sexta-feira.

Sem D’Alessandro, o Inter corre para o mercado e busca outro argentino, Dátolo, com grande passagem pelo Boca Juniores entre 2006 e 2008, mas que ainda não teve brilhantismo no futebol Europeu. O jogador não se firmou no Napoli e no Olympiakos, e atualmente ostenta a reserva do Espanyol, onde raramente é utilizado. Já são três temporadas sem ter uma sequencia de jogos, o que poderá ser perigoso ao Inter, além do jogador não ter as características de D’Alessandro, já que não é um armador, preferindo jogar nos flancos como um ponta. 

João Paulo não mostrou ter envergadura para substituir D’Alessandro, já que não tem a característica de armador.  Apesar de ter participado do lance do gol, o meia teve enormes dificuldades contra o Noia, e foi substituído por Gilberto na segunda etapa. Oscar deverá fazer a função mais centralizada que era de D’Alessandro, apesar de ter jogado atuado bem na ponta direita no jogo desta última quarta-feira. Os raros avanços dos laterais também prejudicaram a evolução ofensiva do time, já que a linha ofensiva tinha dificuldades para trabalhar a bola contra a marcação adversária.

As outras alterações de Dorival contra o Novo Hamburgo foram as entradas de Jõ e Bolatti nos lugares de Dagoberto e Josimar. Não consigo aceitar ver o argentino na reserva de Josimar, que fez apenas uma partida discreta, chegando atrasado a algumas jogadas, e que por pouco não deixou o time com um jogador a menos. Bolatti entrou bem e nos cerca de 15 minutos em que atuou, mostrou melhor volume de jogo do que os 75 apresentados por Josimar.  Jô também entrou bem no lugar do discreto Dagoberto, e por pouco não marcou um bonito gol, quando recebeu de Kléber na entrada da área, fintou o zagueiro e chutou no canto de Martini, que fez uma excepcional defesa.

As entradas de Gilberto e Jô mostram que Dorival quer o Inter com três atacantes quando está com a bola, porém dois destes devem recuar para formar uma linha de três meias quando o time não tem a posse de bola. Com Oscar e Dagoberto, a evolução para o ataque ficou comprometida pela insuficiência, enquanto que com Jô e Gilberto, o excesso acabou comprometendo o balanço do meio-campo, já que ambos tinham dificuldade para voltar. Com o tempo de trabalho, esse problema será resolvido.

No próximo domingo o Inter jogará com um time reserva contra o Avenida em seu segundo jogo pelo Gaúchão. Está certo o clube em poupar os jogadores para não haver desgaste excessivo e lesões, porém o time titular jogará contra o Once Caldas na próxima quarta-feira depois de apenas ter realizado apenas um jogo oficial. 

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Brasil se rende ao carrossel Catalão


Depois da elástica vitória na final do Mundial de Clubes da FIFA, o Brasil se rendeu à concepção de futebol do Barcelona. De domingo para cá, não há um telejornal ou mesa de debate do rádio que não referencie a um estilo de jogo inovador, apesar de não ser tão novo assim, e que alguns já o consideram uma segunda versão do futebol, ou Futebol 2.0.

Para mim, e para quem lê o blog com frequência, o passeio do Barcelona sobre o Santos não foi nenhuma novidade e nenhuma coisa de outro mundo, apesar de muito renomado jornalista denomina-lo como um time de extraterrestres. Dou todos os méritos ao trabalho realizado pelo treinador Guardiola, que conseguiu dar uma metodologia de trabalho única, que faz do time imprevisível a cada jogo, porém não posso atribuir apenas ao time catalão todos os méritos da elástica vitória, que se fosse 8x0 não seria nenhum exagero, tamanhas foram as chances de gols do time catalão.

O Santos não jogou nestes últimos seis meses o mesmo futebol que deu-lhe o tricampeonato da Libertadores e a possibilidade de ser campeão mundial. Muricy Ramalho acabou se complicando com os novos reforços contratados pelo peixe em meio à temporada, ao tentar lhes arranjar um espaço e mudar a sua esquemática de jogo. No Brasileirão, o time jogou algumas partidas com três volantes, outras sem volantes de ofício e em outras com dois centroavantes de área, com a colocação de Alan Kardec. É evidente que teve o decréscimo de perder jogadores para a Seleção Brasileira, o que acabou complicando o andamento de seu conjunto.

Se levarmos em consideração apenas o Mundial, o Santos entrou com duas formações distintas em seus jogos, e que não tiveram um tempo grande de preparação. O aviso fôra dado contra o Kashiwa, e não tenho tanta convicção da classificação do Santos para a final se tivesse enfrentado o horroroso mas bem postado Al-Sadd do Qatar, que acabou em terceiro lugar. Contra o Barcelona, Muricy acabou desprotegendo o meio para aumentar o número de defensores, algo que vai de encontro à postura do Barcelona de movimentação e posse de bola no meio-campo, principalmente no campo ofensivo, transformando o que seria um antidoto em um veneno mortal. 


O Barcelona, ao contrário do que muitos imaginam, muda a esquemática jogo-a-jogo, o que proporciona surpresas ao time que o enfrenta. Nada de 3-7-0, pois o time jamais jogou neste esquema. Para esta temporada, Guardiola oficializou o esquema de 3 zagueiros e um volante de cabeça de área, que em momentos oportunos vira o quarto defensor, com Puyol fechando como lateral direito e Abidal como esquerdo.

Do meio para frente, o time é ainda mais polivalente, com os jogadores trocando sistematicamente de posição, em um esquema de rotação, que faz com que a defesa adversária fique desprotegida com a falta de cobertura, para assim o time catalão encontrar os espaços e marcar gols.  Praticamente todos os jogadores deste setor se movimentam, invertendo o posicionamento, mas sempre mantendo o esquema proposto para o jogo


Contra o Santos, Guardiola não tinha Villa e Sánchez. Preferiu não escalar de início Pedro, colocando Thiago Alcântara em seu lugar, e privilegiando as trocas de posições, já que Iniesta também já jogou na função em temporadas passadas. O 3-5-2 escondido atrás de um 3-4-3 visto contra o Al-Sadd deu lugar ao genuíno 3-4-3 contra o Santos, por onde as posições eram ocupadas pelas diferentes movimentações dos atletas. 


Guardiola apresentou a movimentação por triângulos, visto que os seis jogadores deste setor alternavam de posição dentro e fora de seu respectivo triangulo, mas sempre mantendo a esquemática 3-4-3 com as suas movimentações características. Um exemplo era a esquerda, que hora era ocupada por Thiago, Iniesta ou Fábregas. Na direita, não havia exatamente um triangulo, pois Xavi tendia a ficar pelo meio, apenas invertendo de posição com Messi e o craque argentino com Daniel Alves. 

Com o posse de bola incessante no meio-campo, o Barcelona acabou desarmando ofensivamente o Santos, que era o principal setor do time brasileiro e único capaz de desiquilibrar. Ganso e Neymar pouco tocavam na bola, enquanto defensivamente os três zagueiros santistas bateram cabeça, tanto que Muricy realinhou o esquema para um 4-4-2 ainda na primeira etapa, quando o time já corria atrás no placar.

Ficaram duas lições do jogo para o Santos e para o futebol Brasileiro: A primeira é que os treinadores brasileiros inventam demais, muitas vezes indo a desafiar a obviedade tática do futebol. Como o futebol sul-americano é muito nivelado, passa batido e muitas vezes funcionam contra sistemas não tão organizados, mas contra o Barcelona ou qualquer outro grande europeu, acabaria neste desastre. A segunda é que jogadores como Ganso e Neymar, tidos como craques mundiais, ainda estão verdes para esta concepção.  No Brasil desequilibram, porém ainda estão em um nível de promessa para o futebol mundial, não justificando salários milionários como o que Neymar ganha no Santos.

Já em relação ao Barcelona, é imprescindível a todos os fanáticos pelo esporte assistir aos seus jogos. Nem sempre o Campeonato Espanhol passa na TV Fechada, porém a maioria de seus jogos pela UEFA Champions League passa inclusive na TV Aberta, ficando acessível à maioria dos brasileiros. O time evolui a cada partida, estando em um patamar que a função de praticamente todos os titulares se desprendem de sua posição, similar a da laranja mecânica na década de 70 e que serviu de inspiração para este Barcelona. 

Mas fica uma ressalva: Nem sempre as goleadas do time catalão podem ser explicadas única e exclusivamente pelos méritos da equipe de Guardiola. Há grandes desméritos de adversários que facilitam as coisas, literalmente entrando no jogo do Barcelona. Guardo referências do Mundial de Clubes de 2009, quando o Barcelona conseguiu apenas bater o Estudiantes de la Plata na prorrogação, após estar perdendo durante praticamente todo o tempo regulamentar. O time era praticamente o mesmo de hoje, com: Valdés; Daniel Alves, Puyol, Piqué e Abidal; Busquets (Yaya Touré); Xavi e Keita (Pedro); Messi, Ibrahimovic e Henry (Jeffren).

sábado, 17 de dezembro de 2011

Cinco anos de uma partida perfeita


Neste dia 17 de dezembro, o torcedor santista não consegue conter a ansiedade pela final do Mundial de Clubes da FIFA contra o Barcelona, às 08h30min do próximo domingo. Não muito tempo distante, o Internacional conseguiu o que o torcedor santista e a maioria do povo brasileiro amante do esporte também esperam do peixe.

Na época o blog nem existia e eu também não tinha discernimento entre paixão e esporte, o que acabava me classificando como um simples e apaixonado torcedor. Talvez por ver o meu time ganhar um monte de títulos, aos poucos fui deixando de lado a paixão de torcedor, para virar um amante do esporte, mas sem deixar de torcer pelo meu time do coração.

Dentre as comemorações dos cinco anos da conquista do Mundial pelo Inter, fui ao meu acervo de jogos gravados e revi Barcelona 0 x 1 Internacional para tentar extrair informações técnicas que fizeram o Internacional bater o melhor time da época, e que indiretamente acaba servindo de lição para que o Santos também possa fazer o mesmo.


Em 2006, o Barcelona estava em um final de ciclo que o levou de volta ao roll dos vencedores. O time vinha de várias temporadas no ostracismo, perdendo espaço para equipes como La Coruña, Valência, tendo dificuldades para se classificar para a Champions League e chegando a ficar de fora na temporada 2003/04. Foram cinco temporadas em jejum de títulos entre a 15ª conquista da liga espanhola em 1998/99 para a 16ª em 2004/05. A contratação de Ronaldinho na pior temporada da equipe (2003/04) neste ciclo fez efeito imediato, pois na temporada seguinte o time conquistava novamente a liga espanhola. Não é atoa que o craque brasileiro é considerado o ícone deste “novo Barcelona”.

A “era” Ronaldinho foi marcada por duas conquistas da liga espanhola, duas supercopas da Espanha e uma Champions League. Individualmente o craque abocanhou dois títulos de melhor do mundo (2004 e 2005), e o ano de 2006 marcava o início da decadência do craque, que ficou até o fim da temporada 2007/08, quando perdeu espaço e se transferiu para o Milan. O meia Deco e o treinador Frank Rijkaard também saíram nesta janela, marcando o fim definitivo deste ciclo.

Em 2006 o Internacional marcava o início de seu ciclo vitorioso, que quase começou em 2005, caso não houvesse a “Máfia do Apito”, que acabou anulando jogos e sonegando um título brasileiro do time para o Corinthians/MSI. A manutenção da base vice-campeã brasileira foi determinante para as conquistas de 2006, que começou com a conquista inédita da Copa Libertadores e a chance de disputar o primeiro mundial interclubes da FIFA em sua história.

A tarefa colorada ficaria menos impossível com as lesões de Messi e Eto´o dias antes, que impediram as suas participações na competição. Naquela altura, Messi era uma revelação, um menino prodígio, enquanto Eto´o era o principal atacante da esquadra de Rijkaard. Sobraram para o treinador as opções do francês Giuly e de Gudjohnsen, este um islandês que recém havia sido contratado do Chelsea e que por falta de opção acabou disputando o Mundial de Clubes, já que o treinador tinha apenas Ezquerro como opção alternativa.


Na decisão, o Barcelona jogou em um esquema 4-3-3, e foi formado por Valdés; Zambrotta, Rafa Marquez, Puyol e Gio (van Bronckhorst); Thiago Motta, Iniesta e Deco; Giuly, Ronaldinho e Giuly. O jogo pelos flancos era a principal característica do time, principalmente buscando a categoria de Ronaldinho Gaúcho na ponta esquerda, com o atacante tendo a liberdade para se movimentar para o meio e buscar tabelamentos com Deco. Os laterais Zambrotta e Gio eram fracos no apoio, tanto que o treinador colocou Beletti na segunda etapa como lateral direito. 


Outra grande característica do time era a marcação sob pressão no campo do adversário, com Ronaldinho e Gudjohnsen recuando e formando uma linha de quadro elementos com Iniesta e Deco, deixando a formação em um 4-1-4-1 quando o time não detinha a posse de bola, o que facilitava a retomada e jogadas rápidas de ataque. Os constantes apoios de Iniesta pela esquerda e Deco pela direita, faziam o Barcelona atacar pelo menos com cinco jogadores, fora os raros avanços dos laterais.


Já o Internacional jogava em um 4-4-2 (4-3-1-2), e que poderia ser considerado um falso 4-3-3 formado por: Clemer; Ceará, Índio, Fabiano Eller e Rubens Cardoso; Edinho, Wellington Monteiro, Alex e Fernandão; Iarley e Alexandre Pato. Tudo porque Fernandão compunha o vértice mais agudo de um losango, porém se projetava como centroavante quando o time estava com posse de bola no campo de ataque. Pato e Iarley jogavam mais abertos, quase em linha com os laterais do Barcelona, o que facilitava a penetração de Fernandão.


Como o Barcelona tinha mais qualidade técnica, o time catalão ficava com maior posse de bola, restando ao Inter explorar os contra-ataques. Na formação inicial, apenas Rubens Cardoso atacava com maior frequência, enquanto Ceará, Wellington Monteiro e Alex tinham maiores incumbências defensivas, e eventualmente partiam ao ataque. Destes, Ceará marcava individualmente Ronaldinho Gaúcho, conseguindo brilhantemente anulá-lo, porém foi praticamente nulo ofensivamente. Monteiro conseguiu umas arrancadas, além de chutar a gol na primeira etapa, enquanto Alex estava mal no jogo, e foi substituído por Vargas no Intervalo.


O gol que deu o titulo ao Inter veio após um chutão de Índio ao campo de ataque e duas cabeceadas posteriores de Gabiru e Luiz Adriano, que encontraram Iarley que individualmente soube se livrar da marcação e esperar o “time” da jogada, pois ganhou a companhia dos companheiros que participaram ativamente do jogo aéreo no meio-campo para servirem de opções para o arremate. Gabiru apareceu na esquerda e Luiz Adriano na direita, com Iarley preferindo o primeiro que saiu na cara do gol e desviou de Valdés. Um contra-ataque perfeito, com três jogadores colorados contra quatro do Barcelona e que valeu o Mundial de Clubes daquele ano.


Um jogo que entrou para a história do futebol brasileiro e que servirá como exemplo para o Santos. Naquela noite japonesa, tudo deu certo defensivamente ao Inter, enquanto o time soube aproveitar uma das poucas jogadas de ataque que teve ao longo do jogo. O Barcelona 2011 é superior ao de 2006, bem como o Santos é superior tecnicamente ao que foi o Inter. O time de Neymar e Ganso deverá ter algumas chances de gols e necessitará de um grande aproveitamento. Por outro lado, a inconstante defesa santista terá que fazer uma jornada perfeita, pois uma chance para Messi é mais de meio gol.  

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Movimentação variada em um padrão tático uniforme

Nesta quinta-feira, o Barcelona nem precisou fazer um grande jogo no ponto de vista técnico para bater com tranquilidade o Al-Sadd por 4x0, com direito a três gols brasileiros. Guardiola se deu ao luxo de trocar metade do time que começou contra o Real Madrid, sem sofrer grandes prejuízos técnicos, devido ao seu padrão tático uniforme.

Contra o time do Qatar, apenas Valdés, Puyol, Abidal, Iniesta e Messi haviam começado a partida diante do Real Madrid. Daniel Alves, Piqué, Busquets, Xavi, Fábregas e Sánchez deram lugar a Adriano, Mascherano, Keita, Thaigo Ancântara, Pedro e Villa, cuja maioria nem pode ser considerada reserva, pois até pouco tempo figuravam no time ideal, e seguem um processo natural de rotatividade do elenco, normal no cenário europeu, e que visa preservar a integridade física dos jogadores ao poupá-los do excesso de partidas.

Porém Guardiola mantém o esqueleto do time, formado pelo goleiro Valdés, um zagueiro, que neste caso foi Puyol, um lateral-zagueiro (Abidal), um meio-campista (Iniesta) e Messi, que é fominha e joga praticamente todas as partidas. Devido ao adversário e a característica dos jogadores que entraram, Guardiola proporciona variações em seu esquema, mas que sempre acabam no seu 3-4-3, implementado como esquema tático oficial do Barcelona para a temporada 2011/12.


A primeira vez que notei claramente o esquema foi na estreia do time catalão contra o Villareal. Na época o treinador não tinha Dani Alves, e optou por escalar um 3-4-3 genuíno, com os três zagueiros que nem geralmente não são todos originalmente da posição, enquanto o meio utiliza um losango, e os três atacantes, sendo dois pontas e, geralmente, Messi centralizado. 



O esquema foi projetado para aproveitar os avanços qualificados de Daniel Alves, que há muito tempo não pode ser considerado lateral direito, chegando a ser utilizado como ponta no clássico espanhol. Com isso, Abidal ganhou a condição de titular no time, por ser mais eficiente nas questões defensivas e poder fechar o trio de zagueiros com Puyol e Piqué, apesar de Mascherano e Busquets já terem sido utilizados no setor devido à falta de zagueiros reservas no elenco. O treinador até utiliza essa característica dos substitutos para recuá-los conforme a necessidade, formando uma linha de quatro defensores com a abertura de Puyol na direita e Abidal na esquerda, como foi no jogo contra o Real Madrid.




Contra o Al-Sadd, Puyol não precisou virar lateral direito, enquanto Adriano foi um ponta direito genuíno, assim como Daniel Alves havia sido contra a equipe Merengue.  Como Pedro e Villa estavam escalados e ocupavam respectivamente a ponta esquerda e o comando de ataque, sobrou para Messi jogar na posição de armador.



Como o Barcelona detinha mais de 70% da posse de bola, o reposicionamento do time catalão ficava disponível a poucos momentos. Neles, Adriano fechava o meio campo, formando uma linha com Thiago e Iniesta, enquanto Messi caia como ponta direita. Uma vez retomada a bola, Adriano avançava para a ponta, enquanto o craque argentino centraliza-se na armação, participando ativamente do terceiro gol, onde assistiu a Keita, que apareceu como homem surpresa para marcar. 

Ter um padrão tático é um dos grandes trunfos do Barcelona versão Guardiola, que a cada temporada busca se aperfeiçoar como treinador, implementando suas novas descobertas no time Catalão. Como o time joga junto ha pelo menos duas temporadas, é fácil ao treinador aperfeiçoar o seu esquema, deixando-o transparente para todo o grupo, que sabe o que fazer em campo, de acordo com a sua designação. 

Tenho curiosidade para ver como Muricy trabalhará o Santos para a decisão. A expectativa é que o treinador utilize a mesma postura mostrada contra o Kashiwa, onde o peixe “entregou” a bola ao adversário. Como o Barcelona já tem por tradição um alto tempo de posse de bola, resta saber se o treinador conseguirá consertar os problemas defensivos apresentados contra os japoneses. Uma chance dada para Messi e companhia deverá ser fatal. 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Santos apresenta baixa posse de bola e defesa vulnerável

Nesta quarta-feira, pôde se dizer que o Mundial de Clubes da FIFA finalmente começou, pois o Santos fez a sua estreia com o Kashiwa Raysol, enquanto o Barcelona estrará na próxima quinta-feira, diante do Al-Sadd.

Do Barcelona escreverei amanhã, depois de sua estreia, porém o tema hoje é referente à estreia santista, que taticamente deixou a desejar contra os japoneses do Kashiwa, classificando-se para a final do próximo domingo na base da habilidade de Neymar, Borges e Ganso, além do fundamento de Danilo.


Muricy escalou o Santos em um esquema 4-4-2, com o meio formando uma espécie de losango, tendo em Henrique o home-base do tripé de marcação, com Arouca no vértice esquerdo e Elano no direito, enquanto Ganso completa a forma geométrica posicionado mais a frente, centralizado. Por ter nomes como Arouca e Elano capazes de fazer a função de vaivém, o esquema seria teoricamente interessante, pois ficaria equilibrado, com boa saída de bola, além da habilidade de Ganso e Neymar e do oportunismo de Borges no comando do ataque.

Porém o Kashiwa era muito bem organizado, atuando em duas linhas de quatro, além de dois atacantes em posições diferenciadas, no que poderia ser considerado um 4-4-1-1. O time japonês, treinado pelo brasileiro Nelsinho Batista, além de contar com os brazucas Jorge Wagner e Leandro Domingues, conseguiu exercer a sua característica de jogar com a posse de bola, chegando perto dos 60% ao final da primeira etapa.



Enquanto isso, o Santos se retraia quando estava sem a bola, ficando em uma espécie de 4-3-2-1, pois Arouca e Elano fechavam o tripé de volantes, enquanto Neymar ficava na mesma linha de Ganso, deixando Borges isolado ao ataque. Apesar de o Kashiwa ter a posse de bola, o time tinha dificuldades para adentrar-se na grande área do Santos, apesar de toda a vulnerabilidade defensiva da equipe brasileira, que vacilava bastante na saída de bola e no posicionamento dos volantes, que geraram apenas dois lances perigosos do time japonês no primeiro tempo, e pelo menos uns quatro no segundo , onde se tivesse melhor sorte e qualidade, o Kashiwa poderia ter complicado ainda mais a vida santista.



Ofensivamente a equipe reagia bem, com Elano abrindo na direita, enquanto Neymar abria na esquerda e Ganso ficava na armação. Ganso mostrou um melhor condicionamento em relação à fase final do Brasileirão, e foi responsável direto pelo lance do primeiro gol, ao lançar Neymar, que utilizou toda a sua habilidade e abriu o placar. Técnica que também não faltou a Borges que marcou o segundo gol logo depois, e a Henrique, que acertou o canto do goleiro Sugeno em cobrança de falta na segunda etapa, quando o jogo estava apertado em 2x1 para o peixe. Nem mesmo a entrada de Alan Kardec mudou a postura tática, já que o jogador fez a função de Elano, apesar de ser atacante de ofício.

Fica a expectativa na final do mundial, provavelmente diante do Barcelona. Também fica a preocupação, visto que os erros defensivos mostrados contra o Kashiwa não serão perdoados por atacantes como Messi, Villa, Sanchez e Pedro, alguns dos melhores do mundo. Outro fato preocupante é a postura defensiva sem a posse de bola, pois este é exatamente o jogo do Barcelona, que chega a ter 70% da posse de bola em seus jogos. Praticamente todos os times que usaram este artificio contra o time catalão se deram mal, e a defesa do Santos não se mostrou confiável, principalmente com a colocação de Durval como lateral esquerdo improvisado.

Ofensivamente o Santos poderá surpreender o Barcelona, pois Neymar, Ganso e Borges têm muita qualidade. O trio terá um número menor de chances que teve contra o Kashiwa, que já foram poucas, necessitando utilizar a política do erro zero, visto que projeto duas ou três grandes chances para o Santos na partida. Em contrapartida, a defesa do Santos terá que fazer uma partida perfeita, pois se as falhas desta quarta se repetirem, será um passeio catalão com direito a um abraço.