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terça-feira, 3 de abril de 2012

E deu Barcelona, com reforço extra


O Barcelona levou a melhor sobre o Milan, e garantiu a classificação para as semifinais da UEFA Champions League. O jogo ficará marcado pela aparição do árbitro Björn Kuipers, que acabou envolvido em dois lances polêmicos de penalidade, cujo segundo foi o mais discutível, e que acabou definindo o confronto. 

Mesmo podendo contar com Adriano, Guardiola preteriu o lateral esquerdo, deixando um trio defensivo com Puyol, Mascherano e Piqué, e adiantando Dani Alves como um ponta direita para se juntar à Messi e a Cuenca, que foi a surpresa na ponta esquerda. No meio, um losango com Busquets, Xavi, Iniesta e Fábregas, este no vértice mais adiantado, auxiliando Messi no comando do ataque. 

A formação foi interessante para se analisar a partida, visto que houve um encaixe com o 4-3-1-2 do Milan, que jogava recuado e explorava os contra-ataques rápidos, repetindo a mesma tática do San Siro. Mesmo assim, o Barcelona teve a iniciativa, e conseguia trabalhar a bola na intermediária ofensiva e abria posição para o arremate. Antes dos 10 primeiros minutos, o time já havia chegado duas vezes, ambas com Messi, uma em uma de suas tradicionais arrancadas, e cujo arremate foi bem defendido por Abbiati, e no segundo, uma linda jogada envolvendo Dani Alves e Fábregas, que “pifou” o argentino com liberdade na cara do gol para errar o alvo.

Eis que exatamente aos 10 minutos, ocorre um dos lances de discórdia na partida. Mexès erra a saída de bola e deixa de graça para Messi, que tem toda a liberdade para avançar. O argentino tenta passar para Xavi, que não conseguiu dominar e no rebote oferecido pela zaga do Milan, Messi acabou derrubado por Antonini, em um lance discutível, mas que eu marcaria. Messi cobrou no canto direito de Abbiati e marcou 1x0.

O Milan sentiu o gol, e custou a entrar na partida, que até então era dominada pelo Barcelona. Aos poucos, o time de Alegri começava a diminuir a porcentagem de posse de bola, e no primeiro chute que deu em todo o jogo, marcou com Nocerino, em uma jogada iniciada por Robinho, que serviu Ibrahimovic para acionar sob medida o volante italiano que chutou cruzado para empatar. 

O Barcelona seguiu com maior volume de jogo, e poderia ter retomado a liderança no placar em conclusões de Xavi e Messi, porém foi em um escanteio da discórdia que seria gerado o pênalti que originou o segundo gol catalão. Em uma cobrança de Xavi, Nesta e Busquets se agarraram e puxaram camisa como ocorrem normalmente várias vezes em todos os jogos, porém o árbitro Björn Kuipers resolveu aparecer e marcar o pênalti, que eu sinceramente não marcaria. Messi cobrou no canto esquerdo de Abbiati e marcou o 2x1.

O Milan iniciou a segunda etapa mais adiantado, e procurou pressionar o time espanhol, que já tinha uma nova formação, desta vez no 4-3-3, com Daniel recuado e Iniesta adiantado como ponta esquerda e Cuenca na direita. Iniesta seria responsável pelo terceiro gol aos 8 minutos, quando Messi puxou um rápido contra-ataque e, com uma conclusão bloqueada, acabou servindo o meia para marcar o terceiro gol catalão, que acabou liquidando a partida. 

Depois desse lance, o jogo minguou, e se resumiu a tentativas de ataque do Milan, enquanto o Barcelona era mais efetivo e perdeu a chance de ampliar com Thiago Alcântara e Adriano. Pelo lado do Milan, ficou apenas na tentativa, visto que o time teve apenas três arremates em todo o jogo, sendo um deles o gol da primeira etapa, e pouco assustou o Barça, estando mais preocupado com o fator arbitragem. O time contou com a entrada relâmpago de Pato, que entrou no lugar de Boateng e ficou apenas 13 minutos em campo, sentindo novamente uma lesão e dando lugar à Maxi López.  

No fim das contas, com ou sem ajuda da arbitragem, o Barcelona foi superior em campo, terminando com 60% de posse de bola e 21 arremates, contra apenas 3 do Milan. A retranca italiana conseguiu neutralizar em partes a periculosidade do ataque catalão, que mesmo assim fez a diferença e construiu o escore. O Barça pegará o vencedor de Chelsea x Benfica, cujo primeiro gol foi 1x0 para os ingleses no Estádio da Luz.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Confronto aberto após empate sem gols


Em San Siro, o Milan tinha como principal objetivo não levar gols contra a máquina de jogar futebol chamado Barcelona.  Sem o principal zagueiro Thiago Silva, Alegri postou o time de forma mais compactada, esperando o Barcelona, para que em três ou quatro toques conseguisse montar um contra-ataque rápido e pegasse o time catalão desprevenido para criar chances.

Guardiola teve problemas para escalar o Barcelona, pois com as lesões de Abidal e Adriano, o time ficou sem lateral esquerdo para escalar, obrigando o treinador a improvisar, colocando Puyol na esquerda e Mascherano na zaga, enquanto o meio ficou mais contido com a entrada de Keita no auxilio a Busquets, empurrando Iniesta para jogar mais ofensivamente como um ponta, no esquema 4-3-3, que ainda tinha Messi e Sánchez no ataque. 

O Milan teve nos 20 primeiros minutos as suas duas principais chances do jogo, uma com Robinho, logo aos 2 minutos, quando o atacante pegou livre uma escorada de Ibrahimovic e isolou, enquanto que o centroavante sueco teve a sua chance aos 19, em uma enfiada sensacional de Seedorf, que lhe colocou na cara do gol mas sem conseguir desviar de Valdés em uma conclusão displicente.

O Barcelona aos poucos tomou conta do jogo, dominando a posse de bola e mostrando um maior volume ofensivo. O time catalão chegou a encurralar os anfitriões em ¼ do campo, conseguindo tocar a bola dentro da área milanista, e tendo em um tabelamento envolvendo Xavi com Messi a melhor chance da primeira etapa, quando o meia espanhol exigiu uma grande defesa do goleiro italiano. 

No segundo tempo, o Milan adiantou a marcação, aumentando a sua participação na posse de bola e truncando o jogo no meio-campo, o que fez cair o ritmo da partida, já que o Barcelona tinha dificuldades para evoluir a partir da sua intermediaria ofensiva.  Guardiola tirou Iniesta, que não fazia uma boa partida, para a entrada de Tello, e depois sacou Sánchez para entrada de Pedro.

 A entrada de ambos deixou o time menos flexível nas pontas, diminuindo o numero de chances. Mesmo assim, o time chegou a um total de 17 arremates, porém a mais perigosa do segundo tempo foi um chute cruzado de Messi, que obrigou Abbiati a fazer uma grande defesa.  O Milan também chegava mais ao ataque em comparação ao primeiro tempo, mas não criou nenhuma chance de jogo, e ainda perdeu Robinho lesionado no inicio da segunda etapa, e que foi outro que decepcionou no jogo.

No fim das contas, o jogo serviu para deixar o Milan vivo, pois o time italiano terá a vantagem do empate com gols no jogo da volta no Camp Nou. O Barcelona pareceu respeitar demais o adversário e não quis forçar uma vitória, ficando em branco depois de muito tempo, e sentindo a ausência de Adriano na esquerda, já que o time ficou capenga e dependente de Daniel Alves. Só estranhou-me a não escalação de Fábregas, que ficou no banco, ao longo da partida. Só uma lesão poderia explicar a sua não escalação.

Barcelona segue favorito porque tem melhor time, porém o Milan tem uma camisa sete vezes campeã da liga, o que deixa o duelo aberto.  

sexta-feira, 16 de março de 2012

Baba para Real; Reedição para o Barça e final dos sonhos


Nesta sexta-feira, a UEFA sorteou o chaveamento da UEFA Champions League, que tem como principal notícia a possibilidade de uma final dos sonhos entre Barcelona e Real Madrid, que acabaram ficando em chaves opostas.

Para as quartas-de-finais, o Real Madrid pegou o que se pode chamar de baba, pois enfrenta a equipe mais fraca tecnicamente, que contou mais com os deméritos dos adversários do que méritos próprios para fazer história e colocar um representante da pequena ilha do Chipre entre os oito melhores. Será uma reedição de Davi contra Golias, tamanha disparidade entre os clubes.



Bayern München e Marseille promete ser outro confronto desiquilibrado, já que os alemães retomaram a boa fase do início da temporada e contam com o sonho de decidir o campeonato em casa no próximo dia 19/05, enquanto que os franceses não estão em boa fase no campeonato nacional, além de proporcionar dois dos piores jogos desta edição da Liga contra a Internazionale, pelas oitavas-de-final. 

O Chelsea terá a oportunidade de confirmar esta nova fase sob o comando de Di Matteo no confronto contra o Benfica, que tem um bom time, mas que não tem a mesma qualidade técnica do time londrino. Uma classificação como esta, diante do bom time do Napoli, trará um animo renovado ao envelhecido time do Chelsea, mas que tem totais condições de bater os encarnados.

Já o último confronto é o mais equilibrado, reeditando os jogos do Grupo H da fase de grupos, onde os times empataram em 2x2 no Camp Nou e o Barcelona venceu em San Siro por 3x2. Os catalães são os favoritos, porém o Milan tem na camisa o peso de sete conquistas, que o torna um time copeiro. Este será o principal jogo da fase de quartas-de-finais.

Para as semifinais, aposto na classificação dos grandes, com confrontos entre Real Madrid e Bayern München, e o Chelsea enfrentando o Barcelona.  

terça-feira, 6 de março de 2012

Milan e Benfica estão entre os oito melhores


Nas duas primeiras decisões das oitavas-de-final da Champions League, Milan e Benfica garantiram a classificação para as quartas-de-final. Classificação em circunstancias distintas, já que o Milan quase viu desfeita uma vantagem de 4x0 da primeira partida, enquanto que o Benfica reverteu a desvantagem de 3x2 obtida em São Petesburgo.


No grande jogo, que eu subestimei inicialmente, tamanha a vantagem do Milan, o Arsenal usou toda a motivação das duas últimas vitórias da Champions League para ir com tudo diante dos Rossoneros. Até o treinador Wenger se contagiou e escalou um time altamente ofensivo, com o meia-atacante Oxlade-Chambelain começando como segundo volante na vaga do lesionado Arteta, enquanto que Gervinho entrou no lugar de Benayoun, que não pode atuar na competição por já ter jogado pelo Chelsea nesta temporada.

E o time foi com tudo em busca da reversão do placar. Logo aos seis minutos, abria o placar com o zagueiro Koscielny, desta vez fazendo a favor, após uma cobrança de escanteio. O segundo gol sairia aos 25 com Rosicky, após receber um presentaço do zagueiro brasileiro Thiago Silva, e depois dos gunners tivessem exigido duas grandes defesas de Abbiati em conclusões de Van Persie.  

Nem os dois gols faziam o Milan acordar na partida. O time parecia estar assistindo ao Arsenal se esforçar em busca da reversão do escore. Os gunners ainda marcariam o terceiro no final primeira etapa com Van Persie, em pênalti cavado por Chamberlain. O Milan só teve uma chance em toda a etapa, já aos 45, com El-Shaarawy recebendo na cara do goleiro Szczeny, porém se assustou com a situação e acabou chutando para fora. 

Se no inicio do jogo, eu não via nenhuma possibilidade de classificação do Arsenal, no intervalo eu confesso que passei a torcer para que o time marcasse pelo menos o quarto, para levar a decisão aos pênaltis.  Porém o Milan acordou na partida, e somado com o fim do gás do Arsenal, acabou dominando a segunda etapa, tendo uma maior posse de bola e volume de jogo, além de criar as melhores chances de gols. A melhor foi com Nocerino aos 31, quando o atacante recebe um cruzamento rasteiro de Aquilani no seu pé dentro da pequena área, porém acabou atrasando para o goleiro Szczeny, que estava batido na jogada. 

O Arsenal poderia ter feito o quarto aos 13, com um chute de Gervinho que foi desviado por Mexés, mas defendido no contrapé por Abbiati, que no rebote, virou Van Persie finalizar displicentemente na sua frente, lhe dando a oportunidade para se recuperar e afastar a jogada. Mas o time cansou, e não conseguiu dar nem a pressão final para marcar o golzinho que faltou. Mesmo assim, os jogadores saíram aplaudidos pelos torcedores, tamanha a garra apresentada na partida.


No outro jogo, o Benfica precisava apenas do escore mínimo no Estádio da Luz diante do Zenit. Os encarnados tomaram a iniciativa desde o início do jogo, porém atacavam de uma forma desorganizada contra um time montado por Luciano Spalletti para apenas se defender, tendo em boa parte da primeira etapa 10 jogadores atrás da linha do gol.

Em função disso, o time português chegou pouco na primeira etapa, principalmente com jogadas criadas por Gaitán e Bruno Cesar. O Zenit chegou apenas uma vez, em uma dupla falha defensiva do goleiro Artur e do zagueiro Luisão, que quase resultou em gol a conclusão de Anyukov, que fora defendida pelo goleiro encarnado. Somente um gol do Benfica poderia mudar esse panorama, e o tento viria a ocorrer já nos descontos da primeira etapa, depois de uma tentativa frustrada de finalização de Witsel, que fora bloqueada e sobrou para o mesmo assistir de calcanhar Maxi Pereira, dentro da grande área, para abrir o placar.  

O gol era exatamente o que o Benfica precisava para se classificar, o que obrigou o Zenit a atacar na segunda etapa, com Spalletti colocando de cara o atacante Lazovic na volta do intervalo. O Zenit se posicionou mais ofensivamente, porém não criou grandes chances, abrindo espaços para o Benfica contra-atacar. Apenas Cardozo teve três chances para ampliar, sendo uma incrível cara a cara com Malafeev, porém errando o alvo e motivando ao treinador Jorge Jesus a retirá-lo, após sucessivas tentativas frustradas. O seu substituto, Nélson Oliveira, não desperdiçou a grande chance que teve e matou o confronto já nos descontos, quando recebeu um passe açucarado de Bruno César para desviar do goleiro. O ex-corintiano foi um dos destaques da partida.  

Benfica e Milan aguardarão seus adversários de quartas-de-final. O Milan tem condições de avançar na competição, enquanto que o Benfica terá que torcer por um adversário camarada no sorteio da UEFA, pois o time não demonstra muito poderio para ir longe na Liga.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Classificação virtual Rossonera com sabor de chocolate


O Milan precisou apenas de 90 minutos para garantir uma classificação virtual para as quartas-de-final da Champions League. Precisará apenas de mais 90 minutos no Emirates Stadium para formalizar a condição, a menos que o Arsenal consiga a proeza de vencer por cinco gols de diferença no jogo da volta.


O time italiano comandado por Massimiliano Allegri aplicou uma verdadeira surra no Arsenal, que viu uma grande atuação de Robinho, autor de dois gols, além de Ibrahimovic, que marcou um e deu assistência para mais dois. Já pelo lado Gunner, Arsène Wenger optou por um sistema de pontas que não funcionou, além de deixar o prodígio Oxlade-Chamberlain no banco, e só coloca-lo quando já estava 3x0 a favor dos italianos.

O Arsenal até conseguiu ter uma maior posse de bola ao longo de grande parte do jogo, porém era o tipo de domínio inútil, já que o time tinha dificuldades para ultrapassar a linha intermediária. O Milan jogava mais recuado, buscando o seu jogo de contra-ataques rápidos, e desde o início da partida mostrou perigo. 

Nos dez primeiros minutos, o time Rossonero havia chegado duas vezes com perigo, e nem a lesão muscular de Seedorf aos 10 minutos prejudicou o time, já que logo depois aos 14, Prince Boateng receberia na entrada da área um lançamento primoroso de Nocerino, dominando a bola no peito e acertando o ângulo de Szcesny em um chute “sem-pulo”. 

O gol desnorteou ainda mais o Arsenal, e a má jornada defensiva dos ingleses o tornavam presa fácil ao Milan. Aos 37, Ibrahimovic levou vantagem na esquerda e cruzou na cabeça de Robinho para marcar o segundo, na segunda finalização em direção ao gol do time italiano na primeira etapa, mostrando 100% de aproveitamento. Se alguma outra das demais oito conclusões tivessem ido em direção ao gol, o Milan provavelmente teria definido o confronto ainda no primeiro tempo.

Wenger  perdeu ainda na primeira etapa Koscielny por lesão, logo seu melhor defensor, e ainda apostou na entrada de Henry no intervalo, para que o atacante mostrasse o estrelismo de oito temporadas atrás e buscasse uma reação.  Não só não deu resultado, como atrás a zaga continuou vazando, e Ibrahimovic em uma jogada pela esquerda tocou para Robinho chutar no canto direito e marcar o seu segundo, ao olhar desesperado de Vernaelen, que escorregou no lance e deixou caminho aberto para o brasileiro. 

Diante de tanta superioridade ainda cabia o quarto aos 33, depois de mais uma dentre tantas saídas erradas do sistema defensivo do time inglês,  que permitiu a liberdade para Ibrahimovic invadir a área e cavar um pênalti à lá brasileira, pois a meu ver não foi nada no lance. O sueco que não tem nada a ver com isso bateu e marcou o seu primeiro e fechou o constrangedor placar de 4x0 contra o Arsenal. 

Além do Barcelona, o Milan também garante a classificação virtual para a segunda fase. Ambos estavam no Grupo H na primeira fase, onde celebraram dois bons duelos, sendo um 2x2 no Camp Nou e um 3x2 a favor do Barcelona no San Siro. O Milan mostrou futebol e organização para chegar longe na liga. Precisa ter a sorte de não pegar um Barcelona, Real Madrid ou Bayer Munich logo de cara, pois chegando a uma eventual final, teria condições de disputar de igual para igual o titulo da liga contra os espanhóis. 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Técnica catalã se sobressaí à garra Rossonera



Em um dos melhores jogos desta temporada europeia, o Barcelona acabou vencendo o Milan em San Siro por 3x2, garantindo o primeiro lugar do Grupo H com 13 pontos.

Os times fizeram um jogo à altura de suas tradições, cujo foco de disputa era as vantagens que o primeiro lugar no grupo reserva, já que ambos os times já haviam garantido a classificação antecipada para as oitavas-de-final.

O primeiro tempo foi incessante do inicio ao fim, com o Milan ensaiando uma pressão inicial, natural de um time local, que apoiado pela torcida rossonera conseguiu controlar os primeiros cinco minutos, não deixando o Barcelona ultrapassar para o seu campo de ataque. Porém foram só cinco minutos, e o Barcelona conseguiu impor o seu jogo de domínio de posse de bola (65%) e troca de passes no campo ofensivo, vindo a abrir o marcador em uma infelicidade do volante holandês Van Bommel, após um cruzamento de Abidal em direção à Xavi, mas que fora desviado pelo afoito milanês.

O Milan sentiu o gol, mas eventualmente conseguia levar vantagem no improvisado esquema 3-4-3 montado por Guardiola, já que não tinha Dani Alves suspenso e Piqué poupado. Ofensivamente a equipe dava show, porém defensivamente corria muitos riscos, com Robinho perdendo um gol de dentro da pequena área, após desviar um chute mascado de Boateng. Menos mal que no minuto seguinte, Seedorf faria uma grande assistência para Ibrahimovic se antecipar à zaga catalã e empatar a partida, equilibrando o confronto tamanha garra e disposição que a equipe italiana oferecia junto à sua inflamada torcida.

Porém o Barcelona continuava perigoso, e Messi perdeu um gol tão feito quanto o de Robinho, ao receber livre na entrada da pequena área um cruzamento rasteiro de Fábregas, mas acertando o travessão. O árbitro alemão Wolfgang Stark polemizaria o jogo ao ver um pênalti Mandrake supostamente sofrido por Xavi, que Messi precisou bater duas vezes para marcar, já que na primeira o argentino abusou da famosa e agora proibida “paradinha”, anulada e advertida pelo arbitro, porém converteu na segunda cobrança.

O jogo seguia ao estilo lá e cá, com Boateng exigindo uma grande defesa de Valdés pelo lado do Milan, enquanto Messi, que já havia servido Abidal no primeiro gol, ensaiava as suas tradicionais arrancadas, obrigando Abbiati a fazer duas grandes defesas.

Allegri tentou alguma melhora com a entrada de Alexandre Pato no lugar do insosso Robinho, porém o atacante brasileiro pouco contribuiu na segunda etapa, assim como Ibrahimovic que viu a sua produção da primeira etapa cair vertiginosamente. Sobraram as individualidades de Seedorf e de Boateng. O alemão naturalizado ganês iria receber na entrada da área um rebote de um bate-rebate, e aplicaria um drible desconcertante em Abidal para depois chutar forte e rasteiro no contrapé de Valdés para empatar novamente a partida.

Porém o Barcelona não estava morto, mesmo com toda a empolgação do Milan, continuava atacando, e aos 17 Messi, efetuaria um lançamento milimétrico para Xavi apenas desviar de Abbiati para construir o gol da vitória catalã. Desta vez, o Milan acusou o golpe e foi o Barcelona que teve as melhores chances para ampliar, sendo a mais perigosa com Sánchez, desviando um cruzamento de Thiago Alcântara e exigindo grande defesa do goleiro italiano.

No fim, o Milan abusou da empolgação e da garra para tentar equilibrar a balança, porém a qualidade do Barcelona era tanta, que não foi o bastante. Só fica o agravante do pênalti Mandrake marcado pelo árbitro, que acabou influenciando no resultado do jogo, para a ira da torcida Rossonera. Independente do esquema, o Barcelona mostra-se um time imbatível, apesar das grandes fragilidades apresentadas pela sua defesa.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Empate comemorado por poucos



Na Bielorússia, BATE e Milan fizeram um daqueles jogos que acabam gerando arrependimento aos amantes do esporte, por ter desperdiçado duas horas.

O time de Borisov sequer tem estádio em condições de sediar um confronto da Liga dos Campeões, o que o faz mandar as partidas na capital Minsk, no Dynama Stadium que tem capacidade para 41mil torcedores. Já dentro de campo, o time basicamente sub-amador, vindo de um centro que ainda busca know-how no esporte, e em função das novas regras eliminatórias da UEFA consegue chegar à fase de grupos.

Nestas circunstâncias, exigia-se uma partida de bom nível do Milan, que mesmo sem ter que forçar, conseguiria uma vitória tranquila contra o adversário. E isso parecia que aconteceria, pois na primeira chance do Milan e do jogo aos 21, Robinho serviu Ibrahimovic que teve todo o tempo e liberdade do mundo para deslocar o goleiro Gutor e marcar o gol Rossonero. Robinho ainda teria aos 39 uma grande chance de ampliar, ao driblar o goleiro e acertar a trave, porém o Milan não fazia uma boa partida, provavelmente conformado com o resultado e com a superioridade técnica.

O BATE, que na primeira etapa apenas tentou marcar e controlar o Milan, aproveitou a sonolência profunda dos italianos para se arriscar mais, exigindo logo de início uma importante defesa do goleiro Abbiati. Aos 8, finalmente chegaria ao seu gol de empate, depois de uma forçada de barra de Kontsevoi em Abate, que o árbitro Rasmussen marcou pênalti que o brasileiro Renan converteria para empatar.

O Milan seguiu dormindo, e nem as alterações de Allegri surtiram efeito, com o time Rossonero pouco chegando ao ataque, enquanto o adversário também não conseguiu nenhum outro lance de perigo, e assim terminando a lamentável partida em termos técnicos, que serviu para afastar o Milan de uma classificação antecipada, enquanto os adversários comemoraram o resultado como um título, na única razão de sorrisos pós-jogo.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O castigo que veio a Cavalo



Uma das máximas do futebol é que um jogo começa efetivamente após o apito inicial, bem como termina após o apito final do arbitro do jogo. É algo tão trivial, que muitas vezes acaba sendo esquecido, voltando a ser lembrado somente após a consumação de um castigo.

Foi o que ocorreu nesta terça-feira com o Barcelona, que dominou a maior parte do jogo contra o Milan, detendo aproximadamente 70% da posse de bola, além de deixar o atônito adversário mal conseguir passar do meio-campo na segunda etapa.

O jogo já começou diferente, com Alexandre Pato levando vantagem sobre a defesa catalã na altura da meia-lua, avançando em velocidade e com liberdade intermediaria adentro, e marcando na saída de Valdés o gol Rossonero aos 22 segundos de jogo, em um dos mais rápidos gols da história da competição.

Era como se o Barcelona já iniciasse a partida com o placar desfavorável de 1x0, tendo que correr atrás e reverter o escore. Mas tinha pela frente o bom esquema hibrido do treinador Allegri, que alternava entre o 4-1-4-1 e o 4-4-2 com meio em losango para trancar o jogo do Barcelona e sair rapidamente ao ataque. Só o Milan jogava, e a tática mostrou-se eficaz até a lesão de Boateng, ainda na primeira etapa.

O Barcelona jogava em um 3-4-3, com Mascherano e Busquets, volantes de origem, sendo obrigados a compor com Abidal o setor defensivo pela falta de defensores no elenco catalão, enquanto Dani Alves se juntava aos combatentes meio-campistas Keita, Xavi e Iniesta. Eram poucas jogadas, apesar de a equipe passar aos poucos a dominar a posse de bola.

Messi, que havia colocado uma bola no poste de Abbiati aos 17, viria a tramar o gol de empate logo após a saída do milanista Boateng, ao conseguir em uma jogada levar vantagem sobre três marcadores, tocando sutilmente para Pedro, que livre, apenas teve o trabalho de escorar para as redes aos 36 da primeira etapa, pouco antes do mal estar sentido por Iniesta, e que lhe tirou da partida, com Fábregas entrando em seu lugar e fazendo com que Guardiola alterasse o esquema tático para o 4-3-3.

O jogo ficou a mercê do Barcelona, que conseguiu dominar a intermediária defensiva do Milan, alugando o seu meio-campo defensivo. O gol da virada saiu logo aos 7 minutos, em uma falta primorosamente cobrada por Villa, no ângulo direito de Abbiati, que poderia representar o principio de uma goleada, tamanho o domínio catalão.

Porém o imenso calor e o principio de temporada trouxe cansaço às duas equipes, com o Barcelona vindo a administrar a partida, enquanto o Milan partiu para um abafa e ganhou já aos acréscimos um escanteio, por onde Thiago Silva ganharia de cabeça da defesa catalã e marcaria o gol de empate.

Gols no primeiro e no último minuto da partida, de um total de 6 arremates rossoneros contra 22 do Barcelona, mas que custaram uma vitória catalã na estreia. O Barcelona jogou mais que o Milan, porém ainda está longe de seu auge técnico. Certamente o resultado e as circunstâncias em que fora formado servirão de lição para Guardiola e seus comandados.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Retorno da Alemanha invicto e com o terceiro lugar

O Colorado terminou nesta quarta-feira a sua participação na Audi Cup com mais um empate em 2x2, na decisão do terceiro lugar contra o Milan, porém desta vez ganhando nos pênaltis dos italianos e ficando com a medalha de bronze do torneio.

No inicio do jogo, tudo se encaminharia a um passeio Rossonero. Primeiro pela escalação reserva do Colorado preservando seus principais jogadores e deixando de titulares apenas Bolivar e Damião. Segundo pelo gol italiano logo no inicio, marcado de letra por Ibrahimovic, depois de uma grande jogada envolvendo Seedorf e Robinho.

Porém a meninada Colorada não sentiu o gol, vindo a equilibrar a partida, e até dominar a posse de bola na maior parte da primeira etapa. Boa parte desta evolução do Inter era em decorrência do baixo volume do Milan, que parecia estar sentindo o inicio de temporada.

Mas faltava o gol de empate, para efetivar este equilíbrio, e ele ocorreu aos 22 minutos com Leandro Damião, recebendo na pequena área uma grande assistência de Gilberto, oriunda de uma jogada individual pela direita, e que seria sua última na partida, visto que logo depois sairia para a entrada de Lucas Roggia, em decorrência de uma lesão muscular.

O Time B do Inter fazia o Milan não se sentir Milan, apesar de ter em campo praticamente toda a formação titular, com Thiago Silva, Gattuso, Seedorf, Pato, Robinho e Ibrahimovic. A equipe Rossonera só melhoraria na segunda etapa, apesar de ter trocado no intervalo só o goleiro.

Em poucos minutos, os Rossoneros chegaram quatro vezes, exigindo boas intervenções de Renan. A bola passaria pelo goleiro apenas duas vezes na segunda etapa, onde na primeira Pato acertaria a sua trave direita, enquanto na segunda o ex jogador colorado iria por os italianos na frente novamente.

Quando o jogo parecia estar sob controle por parte dos Rossoneros, que trocavam passes e chegava ao ataque, Osmar Loss resolveu mudar o panorama com alterações, colocando titulares como Andrezinho, Nei, D’Alessandro e Kléber. O Colorado ainda buscaria o empate no oportunismo D’Alessandro aos 34,e por pouco não garantiu o terceiro lugar nos 90 minutos, em duas grandes chegadas com D’Alessandro e Andrezinho.

Porém foi nos pênaltis em que se deu a consolidação da disputa, com o Colorado marcando duas cobranças com D’Alessandro e Nei, além de perder com Glaydson, enquanto o Milan perderia todas as suas quatro cobranças, com Renan pegando as cobranças de Valoti, Cassano e Alexande Pato, enquanto Oddo ainda acertaria a trave.

Dois empates, quatro gols marcados e um terceiro lugar invicto. Este é o saldo positivo do Internacional na Alemanha. Mais tarde publicarei um post sobre esta competição, que vale mais pelo know-how e possibilidade de negócios do que uma competição propriamente dita em virtude de ser um torneio pré-temporada. Porém sempre é bom ver uma equipe brasileira disputando de igual para igual com as equipes top europeias, além de podermos visualizar alguns jogadores da camada jovem que nunca recebem chances.