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terça-feira, 6 de maio de 2014

Liverpool e Atlético vacilam e veem títulos nacionais distantes

Em uma era de grande domínio financeiro em função da grandeza dos clubes no cenário internacional ou de investidores dispostos a colocar seus milhões a disposição, os Campeonatos Inglês e o Espanhol estiveram perto de sair da mesmice, porém os títulos nacionais correm sério risco de ficar nas mãos de poderosos. 

Atlético de Madrid e Liverpool ganharam a simpatia da maioria dos admiradores da Premier League e da La Liga em função de terem orçamentos mais modestos e estarem a um bom tempo na fila. O time madrileno não fatura um título espanhol desde a temporada 1995/96, enquanto os ingleses da terra dos Beatles desde o longínquo 1989/90. Ambos podem não serem mais considerados gigantes no futebol moderno, porém possuem uma gloriosa história e tradição em seus respectivos recintos e fora deles, já que possuem vários títulos europeus.

Nos seus nacionais, o Liverpool estabeleceu uma invejável hegemonia, que só foi alcançada e superada graças a era Ferguson com seus impressionantes números. Porém o time de Liverpool vive um longo jejum e ainda não comemorou um título na era da Premier League. O Atlético de Madrid disputou com o Barcelona ao longo de vários anos o posto de segunda força da Espanha, até que o time catalão se consolidasse na era Cruyf como uma das duas grandes forças do país, ao lado do sempre grande Real Madrid. 

O caso do Liverpool é mais complicado, pois está numa liga com os endinheirados clubes de Manchester (United e City) e do Chelsea. Neste ano, aproveitou-se da má fase do seu rival United e do inicio ruim de Chelsea e City para assumir a liderança, perdendo-a na virada do ano quando foi derrotado pelos concorrentes Chelsea e City, mas recuperando com o foco dos rivais voltado à Champions League. 

O time engatou 11 vitórias consecutivas, que o deixou perto do título, porém vacilou no momento decisivo com uma derrota em casa para o Chelsea e um empate em 3x3 contra o Crystal Palace, quando o time vencia o jogo por 3x0 e procurava atacar em busca do saldo de gols foi o suficiente para deixar o título nas mãos do Manchester City, que nunca deixou os Reds dispararem na tabela, e que hoje tem o título nas mãos, por ter um saldo de gols favorável como critério de desempates e dois adversários que não metem medo, o Aston Villa e o West Ham. A tendência é de vitória em ambos os confrontos, apesar de 4 pontos serem suficientes.

Na Espanha, o Atlético de Madrid surgiu como concorrente para Real e Barcelona desde o início do campeonato, ignorando o fato de seu orçamento ser infinitamente menor ao do rival local que tem o melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo, além de ter efetuado a maior transferência do mundo nesta temporada, Bale, enquanto que o outro time tem o extraterrestre Messi e não economizou para contratar Neymar. Simeone conseguiu montar um grande time com a qualidade de alguns bons jogadores que o clube conseguiu contratar ou manter e desenvolver, e conseguiu manter o embalo inicial, aproveitando-se de jornadas ruins de Real e Barça para assumir a liderança da Liga na reta final. 

O time poderia garantir o titulo com uma rodada de antecedência sem depender do último duelo contra o Barcelona no Camp Nou, porém a derrota na última rodada para o Levante (2x0) complicou a situação, já que o Atlético precisará de pelo menos um empate em Barcelona, contra um adversário que poderá ser campeão, para não ter que torcer por tropeços do Real Madrid. Seguindo a lógica, o trio deverá vencer seus jogos e o confronto do Atlético de Madrid com o Barcelona será a final do campeonato, que poderá dar o título ao Real Madrid.  

A possibilidade de ambos os times não conseguirem acabar com seus jejuns após chegarem tão perto frustra o saudosista, admirador de um futebol competitivo com velhos campeões voltando a ganhar, além de oferecer uma alternativa ao cada vez menor número de seletos campeões. Porém os times foram além da expectativa e isso já é suficiente para ser comemorado e celebrado como grandes campanhas.

sábado, 3 de março de 2012

Van Persie F.C. e o fim da invencibilidade Red em Anfield


No jogo que abriu a 27ª rodada da Premier League, o Arsenal levou a melhor no clássico contra o Liverpool graças ao oportunismo de Van Persie, que marcou nas suas únicas finalizações, e foi o responsável pela virada sensacional dos Gunners, que se mantiveram no quarto lugar e praticamente eliminaram o rival da disputa pela última vaga para a Champions League.

O jogo apresentou dois tempos distintos, com um primeiro intenso e de domínio do Liverpool, enquanto que no segundo, o ritmo caiu, enquanto o Arsenal conseguiu equilibrar o jogo, e conseguiu o gol da vitória já nos acréscimos.

No que dependesse da intensidade dos Reds na primeira etapa, e o time da casa poderia ter definido o jogo, já que foram bem superiores, desperdiçando inúmeras chances bem defendidas pelo goleiro gunner Szczesny, que pegou chutes de Henderson, Suárez, além de uma penalidade cobrada por Kuyt no canto direito e do rebote do próprio holandês no canto direito, mostrando total reflexo. O goleiro ainda viu a bola acertar a sua trave em duas oportunidades, uma com Suárez e outra com Adam, porém não conseguiu evitar um gol contra de Koscielny, ao tentar cortar um cruzamento rasteiro de Henderson.

O primeiro tempo, no fim das contas, não foi um horror para o Arsenal, pois além das grandes defesas de Szczesny, que evitaram um placar maior para o Liverpool, o time ainda contou com o oportunismo de Van Persie, que na primeira chance de marcar empatou o jogo, depois de receber na cabeça um cruzamento de Sagna. 

O segundo tempo começou tenso, com uma lesão do meia Arteta, que joga na posição de volante neste esquema de Wenger. O jogador espanhol trombou casualmente com Henderson, caindo no gramado e tendo que ser removido imobilizado de maca com auxilio de oxigênio, e levado para o hospital com uma concussão cerebral. A grande paralisação de mais de cinco minutos para o atendimento e remoção do espanhol acabou congelando o jogo, que caiu de ritmo e proporcionou uma maior contribuição dos gunners.

Quando o jogo encaminhava-se para um 1x1, o Arsenal conseguiu a virada nos pés de Van Persie já nos descontos, quando recebeu um lançamento primoroso de Song, e de primeira bateu no canto direito do goleiro, em sua segunda conclusão na partida e a terceira a gol do Arsenal em todo o jogo.  

Na base do oportunismo e da eficácia o Arsenal conseguiu três importantes pontos que lhe dão vantagem em um duelo contra o Chelsea pela quarta vaga da Champions League, além de já ter ao alcance o Tottenham, na busca pelo terceiro lugar, que já coloca um time na fase de grupos da principal competição sul-americana. 

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Evra ri por último em um ebulido clássico


Depois de ficar algumas rodadas sem assistir jogos pela Premier League, volto a postar nesta rodada, 25ª, que começou de cara com o maior clássico inglês, envolvendo Manchester United e Liverpool, e que somados ostentam 37 títulos do concorrido campeonato.

Tamanha rivalidade entre os times de cidades vizinhas já deixaria a atmosfera quente para o confronto, porém este ainda reservara o primeiro confronto entre o lateral esquerdo do Manchester Patrice Evra e o atacante Luis Suárez do Liverpool, após um suposto crime de racismo cometido pelo uruguaio do Red, e que lhe custou uma punição de oito jogos nas competições inglesas.

Logo de início, o uruguaio tratou de deixar o clima do jogo ainda mais hostil, depois de evitar cumprimentar o lateral francês do United, mostrando deselegância. Logo em um dos primeiros lances do jogo, Suárez apareceu novamente ao empurrar o zagueiro Ferdinand contra Evra, para as vaias do torcedor “Red Devil”, que venerava, com maior intensidade, cada toque de bola de seu lateral esquerdo.

No mais, Suárez só iria aparecer novamente na partida aos 35 minutos da segunda etapa, quando a bola lhe apareceu em condições para marcar o que seria o gol de desconto o Liverpool, depois desta esbarrar em Ferdinand. Naquela altura,  o Liverpool já era derrotado por 2x0 e com as modificações desesperadas do treinador Kenny Dalglish não resultarem em nada positivo, a não ser uma esculhambação no meio-campo, que fora ofuscada pelo gol do uruguaio.

Tirando os minutos de reação após o gol e a iniciativa inicial do Liverpool, o Manchester dominou toda a partida, e só não saiu em vantagem no final da primeira etapa em virtude de muitas chances de gols desperdiçadas. Porém o United aproveitou  um clima de instabilidade da equipe rival no inicio da segunda etapa para construir o escore aos 1 e 5 minutos, onde ambos foram marcados por Rooney.

No primeiro, o Shrek aproveitou um escanteio cobrado por Giggs e desviado no primeiro pau por um adversário, para pegar de primeira já na pequena área. No segundo, recebeu em velocidade um passe açucarado de Valência, que havia roubado a bola de Spearing como se fosse um doce de uma criança. 

No fim das contas, Suárez pode ter fritado ainda mais o clima de confusão, porém foi Evra que vibrou após o apito final de Phil Dowd. O Manchester dorme na liderança, porém espera o rival City que amanhã enfrenta o Aston Villa fora de casa, no Villa Park. 

domingo, 20 de novembro de 2011

Vitória maiúscula dos Reds



Em um duelo que pode ser chamado de clássico contemporâneo, Chelsea e Liverpool fizeram um jogo da altura de seus elencos, e quem levou a melhor foram os comandados por Kenny Dalglish, em uma grande atuação coletiva dos reds.

O jogo começou guinado para o lato do Chelsea, que conseguiu exercer uma inicial superioridade de posse de bola, buscando a iniciativa para criar jogadas e arrematar. Perdeu duas boas chances com Mata e Drogba, porém o Liverpool já mostrava o quão difícil seria para o time de Stamford Bridge encontrar espaços para arrematar a levar vantagem no escore.

Aos poucos o Liverpool começava a acertar a marcação, passando a frequentar com maior intensidade o seu campo ofensivo, e foi em uma pressão de saída de bola que conseguiu marcar o primeiro gol. Primeiro houve um erro de Cech, que lançou apertado para Mikel uma cobrança de tiro de meta. Mikel foi desarmado por Adam, que iniciou uma linda jogada de pé em pé envolvendo Bellamy, Suárez e por último Maxi Rodríguez, que concluiu no canto esquerdo de Cech.

Naquela altura, já não se podia afirmar a superioridade do Chelsea, pois o Liverpool já havia equilibrado as ações do jogo e já dominava a posse de bola. Em função disso, Villas-Boas foi obrigado a alterar o time no intervalo, sacando Mikel para a entrada de Sturridge, que trouxe uma maior dinâmica ao setor ofensivo e foi peça-chave para os Blues ao empatar a partida, depois de arrematar um cruzamento de Malouda, em um momento de pressão do Chelsea, que poderia ter virado o jogo.

Porém o Liverpool conseguiu novamente neutralizar a pressão dos londrinos, e quando o jogo já se encaminhava ao final, Villas-Boas foi para o tudo ou nada com as entradas dos ex-reds Torres e Meirelles. Para o azar ou não de Fernando Torres, foi o Liverpool que marcou o gol da vitória aos 41, com Adam achando Glen Johnson, que se projetou em diagonal na entrada da área e chutou no canto direito de Cech, confirmando a espetacular jornada do time da terra dos Beatles.

O Liverpool segue com uma relação paterna ao Chelsea, visto que nos últimos 10 confrontos perdeu apenas 2. Equilibrou-se em pontuação com o adversário e também com Tottenham e Arsenal, que deverão lutar arduamente por duas vagas à Champions League.

sábado, 29 de outubro de 2011

Ataque e defesa funcionam na vitória dos "Reds"



Em virtude de incompatibilidade de horários, não pude assistir a uma sequência de partidas do Liverpool, o que compromete a minha análise sobre a evolução do time do Campeonato.

Depois de dois empates em casa contra Manchester United e Norwich City, os “Reds” voltaram a vencer, ao bater o West Bromwich Albion em Hawthorns por 2x0, gols de Adam e Carroll na primeira etapa. A vitória foi tranquila pelo fato do adversário pouco ameaçar o time de Liverpool ao longo do jogo, mostrando toda a fragilidade de seu fraco sistema ofensivo, enquanto o Liverpool, em contrapartida, mostrou-se seguro defensivamente, correndo poucos riscos.

A vitória começou a ser conquistada logo aos 9 minutos, em um lance que pode ser definido como um “pênalti mandrake” supostamente cometido por Jerome em Suarez, onde o confuso árbitro teria relevado a assinalação de pênalti de seu assistente, onde Adam cobraria para colocar o Liverpool na frente. Mais tarde, um zagueiro do WBA colocaria a mão na bola em uma jogada envolvendo Carroll e que não fora assinalada pelo árbitro, o que, de certa forma, acabou compensando seu grande erro inicial.

O WBA, que inicialmente sofreu o primeiro gol, começou a reagir na partida tentando atacar o Liverpool, mas não mais do que conseguiu cercar o adversário em seu campo ofensivo, já que não conseguia passar pelo sistema defensivo do adversário, e para piorar, ainda sofreria um contra-ataque mortal no fim do primeiro tempo, em uma roubada de bola de Lucas que passou para Suarez criar a jogada na direita, achando Carroll para definir o placar.

No mais, a partida ainda reservou algumas chegadas do Liverpool que poderiam decretar um placar mais elástico, enquanto o WBA não conseguiu fazer mais do que vinha fazendo para o desespero do treinador Roy Hodgson, que teve uma breve e conturbada passagem pelo adversário na temporada passada.

O Liverpool se aproxima do G4, que dá uma vaga à próxima edição da Champions League. Porém conta o crescimento do Arsenal e a concorrência do Tottenham para esta quarta vaga, o que significará uma grande disputa de pontos entre os três concorrentes.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Festival de gols e liderança isolada

Tenho acompanhado a Premier League dentro do possível, em virtude de ter compromissos em praticamente todos os sábados pela manhã, o que me fez perder vários bons jogos do campeonato.

Nesta rodada, em especial me chamou atenção à imensa quantidade de gols marcados (38), que deixaram a média de gols em 3,8. Se Rooney não tivesse perdido bizarramente o pênalti e Torres a finalização com o gol vazio, a média chegaria a 4 gols por partida, algo que nem o nosso badalado Campeonato Brasileiro consegue.

Tantos gols na liga considerada mais equilibrada da Europa, devido à racional distribuição das quotas de TV prevendo uma liga forte, caracterizada pela menor desigualdade arrecadatória das grandes ligas europeias, o que traz um mínimo de competividade, apesar de os clubes “grandes” terem outras fontes de recursos, como ingressos e “match day”, além dos bilionários donos, dotados de grande potencial de investimento, e capazes de trazerem reforços ao nível de Agüero e Juan Mata.

Nesta rodada consegui assistir à Tottenham x Liverpool e Manchester United x Chelsea, este último em post que pode ser lido aqui. Ambas as partidas com quatro gols, que explicam a alta média desta rodada.

Surpreendeu-me a forma com que o Liverpool foi derrotado pelos Spurs, na que foi a segunda derrota consecutiva. A saída de Raul Meirelles não estava no script, enquanto a defesa foi que nem uma mãe pelo menos neste último jogo, além das expulsões de Škrtel e Adam. Mesmo assim, os Reds têm, na minha visão, a quarta força da liga, e disputará esta quarta vaga à Champions League justamente contra o Tottenham, que se mostrou muito bem comandado por Modrić, além do oportunismo de Adebayor.

O Chelsea fica em uma zona de conforto, acima de Liverpool e Tottenham, porém em um estágio inferior aos times de Manchester, que são os mais qualificados e que deverão lutar pelo titulo em um duelo regional. O time de Villas-Boas já apresentou uma sensível melhoria em relação aos primeiros jogos com a chegada de Mata, porém não está tão entrosado em relação aos favoritos, e tende a perder mais pontos que os seus concorrentes.

A briga pelo titulo ficará polarizada entre os times de Manchester. Tecnicamente o City é melhor, com mais recursos técnicos, porém não tem o entrosamento e a sorte dos comandados por Alex Fergusson. O Manchester United é um caso de estudo, pois quando joga bem goleia, como nos 8x2 diante do Arsenal, já quando joga regularmente vence bem, como os 3x1 diante do Chelsea, porém quando joga mal, também ganha, seja em uma bola rebatida ou em um erro de arbitragem, somando os pontos importantes que lhe deixam na frente.

O que poderá fazer a diferença neste duelo será exatamente o grupo, pois podem ocorrer falhas como a de Evans no primeiro duelo da UEFA Champions League contra o Benfica, que acabou custando uma vitória do Manchester na liga. Neste aspecto, o City está mais bem preparado, tendo a chance de surpreender nos confrontos diretos.

Já o Arsenal eu tenho pouco a falar, já que são apenas 4 pontos em 5 jogos, deixando o time na indigesta 17ª posição. É evidente que os gunners não lutarão para cair, porém falar em competições europeias para a caricatura de time soa como pretenciosismo, visto que pelo menos o Everton e o Newcastle mostram mais força que a equipe comandada por Wenger.

sábado, 20 de agosto de 2011

Liverpool leva a melhor no primeiro clássico



Já na segunda rodada, a Premier League promoveu o seu primeiro clássico da temporada, com o enfrentamento entre Arsenal e Liverpool no Emirates Stadium.

Uma atmosfera tensa, visto que os times estrearam com empates e necessitavam da vitória para evitar o distanciamento dos times de Manchester desde o principio da competição. Tal ambiente acabou interferindo no confronto, que geralmente costuma ser aberto e com muitos gols, porém dessa vez foi um jogo mais marcado, truncado, com a equipe mais equilibrada vencendo.

Desde o primeiro tempo, o Liverpool deu mostras que o alto investimento feito pelo clube começava a se refletir em campo, com a equipe aos poucos se organizando e conseguindo ter mais posse de bola que o Arsenal, algo raro pelo estilo de jogo da equipe londrina, que ao contrário dos “reds”, acabou sofrendo defecções importantes no elenco e não recompôs.

De chances claras, apenas uma cabeçada de Caroll pelo Liverpool, exigindo uma boa defesa de Szczesny. Já pelo lado dos gunners, além de não ter criado nenhuma chance relevante, a equipe viria a colocar mais um lesionado em seu numeroso departamento médico ao perder o zagueiro Koscielny e precisando recorrer ao jovem Miquel de apenas 18 anos, confirmando o fato de não ter grupo de jogadores.

O segundo tempo não seguiu diferente, com os reds atacando e com o goleiro Szczesny salvando nas raras conclusões da equipe da terra dos Beatles. Porém não era dia do Arsenal, que perderia o inexperiente Frimpong expulso por falta dura em Lucas Leiva, e logo depois sofrer um gol digno de videocassetada, quando Miquel tentou afastar uma bola que foi lançada por Meireles para Suárez, que recém haviam entrado, mas que acabou batendo em Ramsey e entrando no gol de Szczesny. Para terminar, um belo tabelamento entre Lucas e Meireles, que serviu Suárez para apenas desviar para o gol e fechar o placar.

O Liverpool dá esperanças à sua torcida, mostrando ter time, técnico e grupo para pelo menos voltar para a Champions League na próxima temporada e quiçá disputar o título. Já o Arsenal preocupa. Os gunners tem apenas um ponto em seis disputados e não dando nenhuma mostra que irá repor a perda de jogadores com contratações. O grupo atual é insuficiente, além de estar sujeito a lesões pelo porte físico leve dos contratados de Wenger.

As altas vaias ao fim do jogo são um prenúncio do que está por vir, já que o treinador e o time estão altamente pressionados por resultados, no que pode ser considerado como o princípio do fim de um longo casamento.

sábado, 13 de agosto de 2011

Falsas esperanças dos reds



A Premier League começou com o Liverpool tentando dar novas esperanças ao seu sofrido torcedor, que há 21 anos não sabe o que é conquistar um titulo inglês, e ainda viu o Manchester United derrubar a supremacia de maior vencedor na terra da rainha.

O treinador Kenny Dalglish, que virou ídolo por comandar a equipe no último titulo que foi no longínquo 1989/90, propôs uma reformulação do elenco, e a torcida que canta “You'll Never Walk Alone” pode ver novos nomes, como o lateral esquerdo Jose Henrique, além dos meias Adam, Henderson e Downing, que enquanto estiveram 100% fisicamente, puderam dar um novo ar aos vermelhos.

Primeiro tempo animador com o ortodoxo esquema 4-4-2 de Dalglish, que promoveu a movimentação dos meias, que jogavam em linha vertical, e que serviam os atacantes Carroll e Suárez. O uruguaio teve a chance de abrir o placar logo aos 4 minutos, quando sofreu um pênalti que ele mesmo cobrou, porém isolando. Menos mal que minutos depois Suárez apararia uma cobrança de falta de Adam para abrir o placar. O time ainda colocou uma bola no travessão com Downing, e proporcionou bons arremates com Adam, mostrando que havia condições de construir uma boa vitória.

Porém veio o segundo tempo, e a equipe simplesmente parou, e viu o adversário, que nada havia feito na primeira etapa, evoluir e começar a ameaçar. De tanto insistir, acabou cedendo o empate em um golaço de Larsson, que pegou de voleio um cruzamento de Elmohamady.

Dalglish tentou, mas nada fez a equipe voltar a jogar na segunda etapa, nem as entradas de Raul Meireles e Kuyt, que de titulares na temporada passada, viraram opções do banco de reservas com a entrada dos reforços.

Sem nenhuma competição europeia a disputar na temporada, o Liverpool terá que encontrar a sua identidade e o seu rumo, pois a primeira etapa animou, porém a segunda decepcionou, assim como foram as duas ultimas temporadas na qual a equipe não conseguiu chegar à UEFA Champions League, abrindo espaço para Tottenham e Manchester City.

Guia da Premier League

Neste fim de semana tem inicio o campeonato europeu mais rico e disputado, que é a Premier League. O Campeonato já vai para a 124ª edição, tendo o Manchester como maior vencedor com 19 conquistas, enquanto 23 equipes diferentes já tiveram o gostinho de comemorar pelo menos um titulo.

Para a temporada 2011/12, a promessa é de um campeonato ainda mais equilibrado, com três equipes brigando diretamente pelo titulo e seis pelas quatro vagas do país à UEFA Champions League.



O blog procurou localizar e agrupar as equipes conforme suas pretensões de inicio da temporada, elencando suas principais características.

Os Protagonistas

O que antes era o “big four”, agora pode ser denominado “big five” ou até “big six”, com as entradas de Tottenham e Manchester City junto aos tradicionais Arsenal, Chelsea, Liverpool e Manchester United. São estas as equipes que tem chances reais de titulo ou de classificação para a UEFA Champions League.

Arsenal

Fundação: 1886
Títulos: 13 (Último em 2003/04)
Treinador: Arsène Wenger
Destaque: van Persie
Poder de Fogo:
Expectativa para a temporada: O clube de Londres vem acumulando campeonatos frustrantes, em que começava bem, e perdia poder de fogo com o afunilamento das competições europeias, e deixava de disputar o titulo por não ter grupo suficiente. Na temporada passada foi a mesma história, com a equipe tendo uma queda vertiginosa nas últimas rodadas, que quase lhe custou a vaga de play-off para a Champions League, que acabou ficando como prêmio de consolação. Devido a essa falta de competitividade, jogadores como Nasri e Fábregas pediram para deixar o clube. Os reforços, pra variar, não animam, confirmando a filosofia de contratação de jovens jogadores para formá-los e depois vendê-los a outros clubes.



Chelsea

Fundação: 1905
Títulos: 4 (Último em 2009/10)
Treinador: André Villas-Boas
Destaque: Lampard
Poder de Fogo:
Expectativa para a temporada: O clube vem de uma temporada para esquecer, após ficar com o vice-campeonato do campeonato inglês, ser eliminada da Champions League para o rival Manchester United e não chegar às finais nem da FA Cup quanto da Copa da Liga. Com isso, Roman Abramovich não continuou com o treinador Carlo Ancelotti, tido como o culpado pela fraca temporada, e indo buscar em Porto a solução: o jovem André Villas-Boas de 33 anos, tido como o principal reforço para a temporada. O elenco, que eu sempre coloquei como o melhor da Inglaterra e equivalente à Real Madrid e Barcelona, foi mantido, apenas com a saída de Zhirkov para o russo Anzhi, onde joga Roberto Carlos.



Liverpool

Fundação: 1892
Títulos: 18 (Último em 1989/90)
Treinador: Kenny Dalglish
Destaque: Gerrard
Poder de Fogo:
Expectativa para a temporada: Os reds entram na 22ª temporada de jejum, tendo o orgulhoso posto de maior vencedor de campeonatos superado com o último titulo do Manchester, que chegou a 19 conquistas. Para piorar, a equipe nem chegou perto de disputar uma vaga para a UEFA Champions League desta temporada, deixando de participar da principal competição europeia pelo secundo ano consecutivo. Das principais, o Liverpool foi o que mais investiu, abrindo um processo de renovação proposto pelo técnico e ídolo Kenny Dalglish, que assumiu no decorrer da última temporada, e que promete reciclar o grupo de jogadores. Chegaram nomes como Jose Henrique, Adam, Henderson e Downing, este o principal reforço da temporada. Enquanto isso, outros nomes que foram contratados ao decorrer das últimas temporadas , e que não tiveram um bom custo/beneficio deverão deixar o clube, com Konchesky encabeçando a lista.



Manchester City

Fundação: 1887
Títulos: 2 (Último em 1967/68)
Treinador: Roberto Mancini
Destaque: David Silva
Poder de Fogo:
Expectativa para a temporada: A equipe que mais cresce nos últimos anos, fruto dos petrodólares do Sheik Mansour bin Zayed Al Nahyan, continua seu processo de expansão, com a contratação de jogadores importantes e a criação de um elenco galáctico. Aguero e Clichy são os principais reforços, que se juntarão a um elenco cada vez mais amadurecido e comandado pelo treinador Mancini, que o deixa pela primeira vez com chances reais de disputar de igual para igual com o seu rival United, além do Chelsea, o titulo da Premier League. Uma amostra foi dada na pré-temporada, com uma goleada de 3x0 sobre a Inter de Milão, o que faz do time forte para a disputa da UEFA Champions League.




Manchester United

Fundação: 1878
Títulos: 19 (Atual Campeão)
Treinador: Alex Ferguson
Destaque: Rooney
Poder de Fogo:
Expectativa para a temporada: Os “red devils” foram os que mais perderam jogadores do grupo para esta temporada, obrigado Fergusson a renová-lo. Das perdas, apenas a aposentadoria de Van der Sar é sentida, com o clube buscando no Atlético de Madrid a solução, com o jovem De Gea. Os outros jogadores eram membros do grupo cada vez menos utilizados, e que não serão tão sentidos. Porém a equipe investiu nos ingleses Phil Jones e Ashley Young, que deverão trazer novas opções ao forte time, que mais uma vez entra como favorito para a conquista do campeonato nacional, além de disputar com força a Champions League.



Tottenham

Fundação: 1878
Títulos: 2 (Último em 1960/61)
Treinador: Harry Redknapp
Destaque: Gareth Bale
Poder de Fogo:
Expectativa para a temporada: Depois de se classificar para a última edição da UEFA Champions League e ser eliminada nas quartas de finais diante do Real Madrid, o Tottenham bateu na trave, e não conseguiu se classificar novamente a principal competição de clubes. O goleiro brasileiro Gomes foi tido como um dos vilões pelo fracasso da equipe de Harry Redknapp na última temporada, tanto que o clube buscou o americano Friedel do Aston Villa como opção para o gol. O goleiro foi a única grande alteração no elenco do time Redknapp, que se encaminha para a quarta temporada no comando do clube que conseguiu manter as principais peças como van der Vaart e Bale. Porém durante a temporada ficou visível a falta de opções ao time, e somado às contratações dos concorrentes, deixa a equipe londrina como a sexta força do campeonato, mas em condições de disputar uma vaga para a Liga dos Campeões.



Os Coadjuvantes

Poder de Fogo:

Além das equipes fortes que disputarão as primeiras colocações, o Campeonato reserva aquelas que têm times com qualidade para ficar na parte de cima da tabela e beliscar uma vaga na Europa League. São os casos de Bolton, Everton, Newcastle, Aston Villa, Sunderland e Fulhan.


Destes, o mais forte ainda parece ser o Everton, que conseguiu manter as principais peças do elenco como o goleiro Howard, o meia Arteta e o atacante Saha. Outro que manteve a base do grupo foi o Fulham, que fez uma boa premier League no ano passado, terminando com a oitava colocação. A única alteração dos Cottagers foi a troca do comando técnico, com o holandês Martin Jol substituindo Mark Hughes.

Ainda há o Sunderland, que além de manter a base, trouxe bons reforços como Wes Brown e O’Shea do Manchester United. Os Black Cats também trouxeram destaques de equipes que foram rebaixadas ou que estão na Championship, como os casos de Gardner, Larsson e Wickham.

Já outros times perderam importantes jogadores, que os deixarão desiludidos quanto a disputa de uma vaga para competição europeia, mas que tem condições para não passar sufoco com a ameaça do rebaixamento. São os casos de Bolton, Newcastle e Aston Villa. O primeiro não teve um 2010/11 animador, e ainda perdeu jogadores importantes como Elmander e Sturridge. A equipe acabou contratando o versátil meia Reo-Coker do concorrente Aston Villa, que se somará a uma razoável base que fora mantida.

O Aston Villa foi o que mais perdeu jogadores importantes nestas duas últimas temporadas, e para esta perdeu boa parte de sua força técnica com as saídas do goleiro Friedel, dos meias Reo-Cocker, Downing e Ashley Young , e do atacante Carew. O bom goleiro Given veio para suprir a lacuna deixada por Friedel, porém o time num todo fica mais fraco tecnicamente em relação a outras temporadas.

Para terminar o giro de informação sobre os times ingleses, o Newcastle é o time que mais modificou o elenco, perdendo alguns jogadores importantes no acesso à primeira divisão em 2009/10 e na manutenção da mesma com o 12º lugar na última temporada. Saíram Nolan, Routledge, Campbell, LuaLua e Jose Henrique, enquanto vieram outros jogadores como Ba, Obertan, Cabaye e Marveaux, estes dois últimos do futebol francês. A equipe manteve a base titular, porém suas pretensões viram incógnitas, dependendo de como os novos reforços se ambientarão ao clube.

Os Ameaçados

Poder de Fogo:


A Premier League é conhecida por ter vários times que tem como o objetivo permanecer na primeira divisão. São os casos do West Bromwich, Stoke City, Wigan e Wolverhampton, que comemoram cada ponto ganho na competição. Nesse bolo há o Blackburn, equipe que vem enfraquecendo cada vez mais a cada ano, e que na temporada passada por pouco não visitou a Championship.

Poder de Fogo:


Além destes quatro times, há aqueles que voltam a disputar a primeira divisão, como os casos do Queens Park Rangers, do Norwich City e do Swansea City, este ultimo é uma equipe do País de Gales e que disputará pela pimeira a primeira divisão.