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domingo, 3 de agosto de 2014

Inter vence Santos e se consolida no G4

O Internacional bateu o Santos no Beira-Rio pela 13ª Rodada do Brasileirão e conquistou a sua terceira vitória consecutiva na competição, subindo para o terceiro lugar com 25 pontos e já abrindo quatro pontos de distância para o  quinto colocado, o Sport.

O jogo foi bom e disputado, levando em conta o padrão de mediocridade do futebol brasileiro. O Inter foi superior durante boa parte do jogo, controlando a partida principalmente no primeiro tempo, onde teve as melhores oportunidades do jogo. Apesar de o time Colorado ter mostrado suas deficiências ofensivas em virtude de faltar velocidade na transição, o Inter conseguiu conclusões através de jogadas individuais, lançamentos diretos e chutes de fora da área, chegando a acertar a trave duas vezes, uma com Wellington e outra com D’Alessandro.

D’Alessandro foi, mais uma vez, o melhor jogador do Inter na partida, criando as principais jogadas ofensivas conscientes do time. Faltou uma melhor parceria para o argentino, já que havia pouca movimentação do meio para frente, que facilitava a recomposição do Santos, uma das melhores defesas do Brasileirão. 

Na segunda etapa o ritmo do time caiu, e o nervosismo tomou conta, fruto do legado do DVD sobre erros de arbitragem publicado pelo ex-presidente colorado Fernando Carvalho em 2009, que até hoje reflete negativamente no time quando os jogadores discordam de decisões dos árbitros nas partidas. Hoje, foi a vez de o zagueiro Paulão perder o controle e ser expulso por reclamação. Justo neste momento, que era o pior do time na partida, foi que o Inter conseguiu o gol da vitória com Rafael Moura em lance de bola parada.  Após o gol, o Inter recuou e atacou pouco, mesmo quando o adversário também ficou com um jogador a menos. 

O Inter entra animado na semana do Gre-Nal, que será disputado no Beira-Rio no próximo domingo. Uma vitória manterá o time na caça contra o Cruzeiro e ainda inviabilizaria uma boa campanha gremista, já que o clássico será marcado pela estreia de Felipão e o desejo de revanche pelos 4x1 sofridos na final do Gauchão.

Porém o Inter terá que jogar mais, já que as atuações do time ainda não sustentam a ótima posição no Campeonato. O mais difícil é pontuar, algo que o time de Abel está conseguindo, porém boas atuações respaldariam a campanha e garantiriam regularidade ao time ao longo do campeonato.  

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Inter decepciona na volta do Brasileirão

O Internacional mostrou pouco futebol e decepcionou na retomada do Brasileirão ao ser derrotado pelo Corinthians por 2x1 na Arena Corinthians, em São Paulo.  O desapontamento não foi nem tanto pelo placar, já que o Corinthians preferiu administrar o escore favorável desde o primeiro tempo e pouco se arriscou ao ataque, porém o Internacional jogou muito pouco e sequer apresentou oportunidades para ambicionar algo melhor no jogo.

Sem Aránguiz, Abel Braga preferiu colocar João Afonso como volante, enquanto Jorge Henrique seguiu prestigiado no meio-campo e a lateral direita contou com a estreia de Wellington Silva, vindo do Fluminense a pedido do treinador. O lateral direito mostrou muitas limitações e começou muito mal o jogo, tanto que os dois gols do Corinthians surgiram ou se desenrolaram no seu lado.

Aos sete minutos, Guerrero receberia um passe açucarado de Jadson para abrir o placar, enquanto que dois minutos depois, o Timão faria o segundo com Fágner entrando livre pela direita depois de jogada de Luciano na esquerda, nas costas de Wellington Silva, que naquele momento tinha uma atuação constrangedora. O lateral até conseguiu superar o trágico início de jornada e contribuiu para que o time descontasse no segundo tempo, porém deixou muitos no seu setor, por onde o Corinthians teve as melhores chances da partida, apesar do time paulista ter chegado pouco ao ataque.

O Corinthians praticamente desistiu do jogo após os gols, e basicamente administrou a partida por 80 minutos. Levando em conta as duas conclusões certas dos gols antes dos dez minutos, o time concluiu apenas mais quatro vezes ao longo do restante da partida, onde somente um foi em direção ao gol, mostrando inoperância ofensiva que fez com que a vitória não tenha sido brilhante.

Foto: AI Inter
Abel Braga percebeu ainda na primeira etapa que errou ao colocar João Afonso, que não vinha contribuindo no meio-campo além de já estar amarelado e perigando ser expulso, e colocou Claudio Winck na função. O time passou a ter mais posse de bola, porém mostrou-se burocrático e previsível, criando poucas chances. 

O Inter só viria a melhorar com a entrada de Valdívia no lugar de Jorge Henrique em meio a segunda etapa, quando efetivamente conseguiu criar chances de gols, onde a primeira foi com o próprio jovem meia, que recebeu um cruzamento e de cabeça obrigou o goleiro Cássio a fazer grande defesa. O time ainda encontrou forças para descontar já nos acréscimos, com Winck marcando de cabeça e confirmando a sua boa entrada, além de injustificar a opção de Abel em ter começado com João Afonso. Um dos motivos para o equivoco do treinador foi ter realizado apenas dois coletivos ao longo de toda a intertemporada.

O saldo da derrota foi que o Inter não aproveitou o período da parada da Copa do Mundo para reforçar o seu grupo, bem como entrosar mais o time com opções de jogadas e movimentações. O time colorado foi muito dependente do jogo direto e de cruzamentos, não conseguindo uma única vantagem ofensiva em lance de aproximação e tabelamento. Para complicar, a defesa mostrou-se deficiente principalmente no início da partida, onde o Corinthians teve todos os espaços do mundo. A análise defensiva do restante da partida ficou prejudicada em virtude do Corinthians ter atacado pouco. 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Volta à realidade: Brasileirão recomeça hoje

Depois de 32 dias desfrutando a “Copa das Copas” no seu território, a partir de hoje o brasileiro admirador do futebol terá que voltar à dura realidade do Brasileirão com seus jogos ruins, de precariedade técnica e de pouco tempo de bola rolando, apesar do ingresso cobrado na maioria dos palcos ser maior do que o que o valor pago para assistir aos maiores jogadores do mundo em um evento singular realizado a cada quatro anos.

O Brasileirão deveria recomeçar em clima de desconfiança, depois do povo brasileiro presenciar uma intensa competição de qualidade contrastante ao que estava acostumado a assistir, porém o fanatismo pela sua equipe driblará problemas como ingressos caros, desperdícios de recursos por parte do seu amado clube, falta de qualidade e métodos e táticas obsoletas dos treinadores. O assunto mudança no Futebol Brasileiro será esquecido em detrimento ao famoso “bamu apoiar”, que não se importa com jogos ruins, péssima arbitragem e pouca qualidade de suas equipes.

Alguns clubes aproveitaram a parada da Copa do Mundo para reformular seus plantéis,  trocando peças que não obtiveram rendimento esperado para promissores reforços, dentro das limitações técnicas que o futebol brasileiro oferece.  São os casos de Cruzeiro, Fluminense, Corinthians e Grêmio, que melhoraram seus elencos em relação à primeira parte do Campeonato. 

O Cruzeiro, atual líder do Brasileirão trouxe o zagueiro Manoel, destaque do Atlético-PR, o atacante Neílton, tido como revelação do Santos e Marquinhos, outra revelação do Vitória. O time acabou perdendo o volante Souza (Santos) e o atacante Luan (Al Sharjah-EAU), mas o elenco ganhou qualidade e o time seguirá como favorito para o bicampeonato. O Corinthians foi o segundo que melhor se reforçou, com as chegadas de Elias (que finalmente poderá ser escalado) e Lodeiro para o meio-campo, além do zagueiro Anderson Martins e de Ángel Romero para o ataque. Mano Menezes terá um elenco forte a disposição, e o Corinthians surge como o grande adversário do Cruzeiro para a conquista do título.

Outro que se reforçou muito bem foi o Grêmio, que trouxe duas grandes opções para o meio-campo: Giuliano (ex-jogador do Internacional) e Fernandinho, que estava no Galo. Ambos deverão acrescentar no sistema ofensivo tricolor, enquanto que as contratações de Felipe Bastos e Matías Rodríguez ainda são incógnitas. Eu não conheço o futebol do lateral direito argentino, porém não precisará de muita qualidade para desbancar Pará na lateral direita.

O Fluminense também se reforçou bem, trazendo o zagueiro Henrique (Bordeaux-FRA) e o meio-campista Cícero (Santos). O tricolor ainda conta com o retorno de  Martinuccio (Cruzeiro), e foi outro time que acrescentou qualidade em relação à primeira parte do campeonato. O grande problema do tricolor é o sistema defensivo, ainda carente e que dependerá do bom entrosamento do zagueiro Henrique para evoluir e torna-lo competitivo, já que o time carioca sofreu muitos gols em virtude de falhas defensivas.

O São Paulo trouxe Kaká para jogar o restante do Campeonato Brasileiro. Muricy terá uma dor de cabeça, já que terá que escalar um quarteto: Kaká, Ganso, Pato e Luís Fabiano. Imagino que o quarteto se escalará no carteiraço, deixando o problema de transição lenta e recomposição adequada para o treinador, que terá que descascar abacaxi para contorná-lo, qualificando o meio e deixando o sistema defensivo seguro. O time paulista terminou no G4 e, na minha ótica, disputará duas vagas para a Libertadores com Fluminense, Grêmio e Internacional, já que considero Corinthians e Cruzeiro equipes superiores que tenderão a abrir vantagem na classificação e deverão assegurar as duas primeiras vagas.

Dos times da ponta, o que se reforçou de forma mais modesta foi o Internacional, que trouxe apenas o lateral Wellington Silva e o atacante Luque, sendo o lateral direito uma aposta enquanto que o atacante argentino é uma promessa. No mais, seguirá o mesmo grupo que alternou altos e baixos no Brasileirão, e não ofereceu grandes expectativas para o seu torcedor.  Como o tempo de preparação na pausa para a Copa foi marcado por problemas de relacionamento entre jogadores e por atuações e resultados fracos nos amistosos, o time deverá apresentar muita dificuldade para manter-se na disputa pelo G4. 

Pelo que o Brasileirão mostrou nas primeiras rodadas, grande parte dos times estará envolvida na parte de baixo da tabela, lutando contra a ameaça da Zona do Rebaixamento, o que mostra a falta de qualidade do futebol brasileiro.  

Apesar de não acreditar em melhorias no esporte praticado no Brasil, eu ainda sonho em ver o futebol brasileiro melhorando, com gestores mais comprometidos na qualidade e no espetáculo, com dirigentes se responsabilizando e a redução do poder dos empresários, além de melhores métodos de trabalho e atualização tática dos treinadores. Só assim para que possamos ver um Brasileirão melhor, o que acabará interferindo e melhorando a Seleção Brasileira futuramente.  

sábado, 7 de junho de 2014

R.I.P. Fernandão

A cinco dias do início da Copa do Mundo no Brasil, é com profundo pesar que tenho que escrever que o país perdeu um de seus maiores desportistas da última década, e que foi ao lado de Falcão o maior ídolo da história do Internacional. Trata-se de Fernando Lúcio da Costa ou simplesmente Fernandão. 

Um acidente aéreo de helicóptero levou a sua vida aos 36 anos no interior de Goiás, juntamente com outras quatro pessoas que morreram na hora. Segundo relatos, Fernandão mostrou até na hora de morrer o espirito guerreiro, pois lutou até o fim para viver ao ser resgatado com vida, mas infelizmente perdeu a batalha e não resistiu à gravidade dos ferimentos.

Recentemente, o ex-jogador fora contratado pelo SporTV para ser comentarista, após uma passagem frustrada pelo comando diretivo e depois pelo comando técnico do Internacional, onde acabou comovido com a situação que o clube vivia e acabou assumindo o cargo de técnico em 2012 sem estar preparado para tal, vindo a receber muitas criticas, inclusive minhas. Mas, com todo conhecimento tático demonstrado ao longo da sua carreira, Fernandão certamente voltaria a ser treinador e poderia ter um grande sucesso assim como teve em campo.

Se Fernando Carvalho está na história como o maior presidente da história do Internacional por retomar a era de vitórias e conquistar os títulos mais importantes do clube, Fernandão é o ícone destas conquistas, pois foi contratado a dedo pelo então presidente para liderar dentro de campo um clube que vivia em dificuldades financeiras e que estava fadado ao ostracismo. 

E Fernandão já estreou fazendo recordes, como o gol 1000 em Gre-nais, além de todo o espírito de liderança e conhecimento tático, que fez com que muitos companheiros medianos crescessem e tivessem o maior período de suas carreiras, além de todos os seus gols históricos e títulos expressivos conquistados, que levaram o clube a outro patamar. Fernandão pode não ter sido tecnicamente o melhor jogador do Inter, porém foi o mais importante, pois foi um marco para a recuperação do clube, que voltou a ser grande após a sua passagem. 

Fora de campo, Fernandão foi um exemplo, tanto que era respeitado por torcedores do Grêmio, apesar de toda a rivalidade doentia existente no Rio Grande do Sul. O acidente o levou precocemente, porém Fernandão já tem lugar na história do Internacional e nas lembranças de todos os torcedores do clube, merecendo todas as homenagens possíveis, como nome para viaduto, rua, e até a aposentadoria, nem que seja temporária, da camisa 9 do Internacional. 

Que Deus te leve em paz, e que possas formar dupla de ataque com Mahicon Librelato e outros ídolos colorados nos campos do céu. Rest in peace Fernandão!

terça-feira, 3 de junho de 2014

Balanço e Projeção da Dupla Gre-nal no Brasileirão

Passados 24% do Campeonato Brasileiro, o que dá quase 1/4 da competição, a dupla Gre-Nal mostra que disputará a parte de cima da tabela, como havia previsto antes de a competição começar, porém não está no G4, o que de certa forma me decepcionou, pois imaginava pelo futebol do início do ano que estariam disputando a liderança.

No entanto, essa primeira amostra mostrou que falta grupo de jogadores à dupla Gre-Nal para disputar o título. Ambos possuem bons valores no time titular, e já mostraram em campo qualidade para fazerem boas campanhas, porém quando ambos sofrem com desfalques, o nível cai drasticamente, perdendo competitividade contra equipes mais bem equipadas, como Cruzeiro, Fluminense, Corinthians e até o São Paulo, apesar de toda a irregularidade que o tricolor paulista está mostrando este início de campeonato.

O Internacional foi o que mais sofreu com desfalques, o que de certa forma divide com a direção à responsabilidade de Abel Braga. Em muitos jogos, o treinador não tinha opções qualificadas no banco de reservas e até teve dificuldades para montar o time titular, o que mostra que faltam maiores opções qualificadas para o grupo. Contra o Coritiba, o time começou com apenas 4 titulares e terminou com 2, em virtude dos desfalques. Abel recuperou alguns jogadores que não estavam bem no ano passado, como Alex e Rafael Moura, porém grande parte dos reforços da direção era dispensável nos seus clubes de origem, e ajudou a comprometer a campanha do time. Para completar, alguns jovens mostram estar muito verdes, não agradando o torcedor e prejudicando as suas evoluções, tendo em vista que o clube sempre teve um histórico mais critico com suas revelações, apesar de alguns grandes destaques na década passada. 

AI Inter
A única restrição que faço em relação ao comportamento do time, é em torno de planejar resultados e entrar postado para conseguir este resultado. Em muitos jogos, direção, técnico e jogadores falavam abertamente sobre empatar fora de casa, o que acabou tirando a ambição para que o time vencesse alguns confrontos contra times visivelmente mais fracos. Quando os jogadores são orientados pelo planejamento, já entram mais relaxados, buscando preservar o empate ao invés de tentar buscar a vitória. Com isso, há muita catimba, troca de passes na intermediária e sem verticalização. Vale ressaltar que não vi esse comportamento contra o Fluminense, o que pode mostrar uma mudança de visão, apesar de o time não ter saído do empate no confronto. 


Já o Grêmio perdeu um número menor de jogadores, cuja maioria das posições havia reposição imediata. Somente a lateral esquerda o time sofre com um substituto de Wendell, enquanto que na zaga havia reposição para Rhodolfo, apesar de este ser o melhor zagueiro do time, enquanto que para a transição do meio para o ataque havia opções para o lugar de Luan. Problemático seria se o time perdesse o goleiro Grohe, melhor jogador do time, e que não possui reposição. Barcos é muito contestado pela falta de gols, porém somente nos últimos jogos que o time foi ter um reserva para a posição: Kleber Gladiador. 

AI Grêmio
A grande crítica para Enderson Moreira é que o time não conseguiu jogar bem me nenhum jogo até agora no Campeonato Brasileiro. Apesar da boa campanha, o time não convenceu ainda no Campeonato Brasileiro, e mostrou na primeira fase da Libertadores que pode jogar mais. O treinador também mostra falta de ambição no comportamento do time fora de casa, e também após as entrevistas pós-jogo, mostrando normalidade com os resultados e atuações ruins, que gerou até critica pública de representes da direção, o que sinaliza uma possibilidade de troca de comando no time, nestes 45 dias de parada para a Copa. 

Além do Inter, o Grêmio precisa de reforços para a continuidade do campeonato. A sazonalidade do futebol brasileiro fez com que o Cruzeiro voltasse a jogar bem, enquanto Corinthians e Fluminense alterassem seus departamentos esportivos, evoluindo e entrando na disputa pelo titulo. A dupla Gre-Nal estagnou o desenvolvimento de seus times, muito em função dos desfalques e da falta de reinvenção de Enderson (Grêmio) para resolver os problemas, o que fez com que ambos perdessem terreno no cenário nacional, já que os projetava como os times que tinham o melhor futebol do país na fase final dos Estaduais, já que as demais equipes sofriam enormes dificuldades.

Em uma comparação de tabela, o Grêmio ainda tem uma certa vantagem sobre o Inter, em virtude de ter jogado menos em casa, além de ter enfrentado adversários mais fortes. Já o Inter terá a volta de titulares, e contará com reforços que já foram contratados, o que aumentará a qualidade e projetará um futuro melhor na Competição, já que hoje ambos lutam pelo G4, e estão ficando em desvantagem para o São Paulo, além de Cruzeiro, Fluminense e Corinthians possuírem grupos mais consistentes.

domingo, 1 de junho de 2014

Inter melhor que o Fluminense, mas empata

Pela 9ª Rodada do Brasileirão, o Inter enfrentou o Fluminense em Macaé e ficou no empate em 1x1. Em um jogo polêmico, devido a vários lances de gol que precisaram da interferência da arbitragem, o Inter jogou melhor boa parte do tempo, mas não conseguiu vencer a equipe Carioca.

Abel Braga preteriu a juventude de Otávio (machucado) e Valdívia, dando lugar a experiência de Alan Patrick e Jorge Henrique.  O primeiro era titular e apenas retornou ao time, enquanto que o último já havia recebido muitas chances, sem grandes atuações. Porém os atuais titulares fizeram a diferença, e Jorge Henrique recebeu livre em velocidade um grande lançamento de Alan Patrick, tendo apenas o trabalho de desviar de Diego Cavalieri para abrir o placar: 1x0 Inter. 

O Fluminense já havia tido um gol anulado pelo árbitro Wilton Sampaio, após cobrança de escanteio, onde Walter teria feito falta em Dida. Olhei várias vezes o lance e não achei o lance faltoso, apesar de o atacante ter distraído o goleiro, mas sem usar força, o que não configura a infração. Porém, no Brasil, tem-se a ideia que o goleiro é intocável na pequena área, além de qualquer contato ser sinalizado como falta, o que não me surpreendeu a marcação. Minutos depois, foi a vez de o torcedor Colorado reclamar, pois em uma jogada de ataque, na qual Sóbis, milimetricamente adiantado desvia para Jean concluir, o time carioca empatou o jogo. O jogador estava realmente na frente, porém era praticamente imperceptível, sendo que a falha de marcação da defesa Colorada que deixou Jean livre foi mais gravosa e acintosa do que os poucos centímetros de Sóbis.

AI Inter
No mais, o primeiro tempo foi franco e aberto, tendo em vista que o sistema defensivo não era o ponto forte nem de Inter e nem de Fluminense. Ambos tinham espaços para atacar, porém foi o Fluminense que mostrou maior volume ofensivo, criando várias chances nas costas dos laterais, por onde não havia cobertura. 

Na segunda etapa, o Inter voltou melhor postado, com marcação adiantada, ficando mais tempo com a posse de bola, além de se arriscar mais ao ataque. Isso fez com que o Fluminense também chegasse menos ao ataque, por não ficar tanto com a bola e mais longe da área Colorada. A superioridade colorada se intensificou com as alterações de Abel, que colocou Valdívia e Sasha nos lugares de Jorge Henrique e Alan Patrick. O Inter dominou o jogo, criando várias chances, porém pecando nas conclusões. Poderia ter vencido o jogo, tamanha a superioridade.

Nos minutos finais, o Internacional administrou a partida, não sei se foi por cansaço ou por orientação do treinador. Abel Braga fez o que pôde para deixar o time ofensivo e buscar a vitória, e não teve responsabilidade por não conseguir o objetivo. A cada jogo, fica evidente a carência do grupo Colorado, que não possui muitas opções para entrar e fazer a diferença, além de substituir alguns titulares à altura. 

No fim das contas, o empate foi bom resultado, já que o Fluminense é um concorrente para título e G4. Porém a sequencia de empates fora de casa não é boa, tendo em vista que a vitória é um critério de desempate, e o Inter já está perdendo para alguns concorrentes neste quesito.

Quanto à campanha, o Inter enfrentou um numero maior de equipes que disputarão a parte de baixo da tabela do que eventuais concorrentes. O time poderia ter ido melhor, porém vacilou principalmente nos jogos fora de casa, quando faltou ambição e grupo para vencer equipes visivelmente mais fracas. Os jogos restantes do primeiro turno serão mais difíceis, e o clube terá que mostrar a que veio neste campeonato. 

Agora o Inter terá 40 dias para se preparar para a volta do Brasileirão, que ainda terá 3/4 do campeonato para disputar. É necessário que o clube faça contrações, para que possa qualificar o grupo e ter opções de substituição e de recomposição do time titular, quando for acometido por desfalques. Já acho difícil um eventual titulo Brasileiro, em virtude de existir times fortes com elencos mais qualificados que o Inter. Porém a disputa pelo G4 é real, porém a concorrência será forte. 

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Inter joga mal, vence e retorna ao G4

O Inter bateu a Chapecoense por 2x0 em Caxias, com dois gols de Wellington Paulista, chegando aos 15 pontos e voltando ao G4 em virtude dos resultados paralelos.

No entanto, de positivo na partida foram apenas os gols e a vitória, já que o time mais uma vez não jogou bem, tendo dificuldades contra um dos times mais fracos do Campeonato. Os gols saíram no oportunismo do centroavante substituto de Rafael Moura, que no primeiro tempo aparou um cruzamento de Fabrício, enquanto que no segundo tempo, a jogada foi do jovem Leandro, que foi promovido por Abel e fez a sua primeira partida como titular, mostrando alguma qualidade e destaque na partida.

No mais, o Inter teve o domínio da posse de bola, principalmente na primeira etapa, quando a Chapecoense jogava retrancada e procurava explorar o contra-ataque nas costas dos laterais colorados. O modesto time catarinense conseguiu poucas chances de perigo, principalmente no segundo tempo, quando o time já estava atrás no marcador e o treinador Celso Rodrigues o deixou mais ofensivo, participando mais da partida e chegando até a ameaçar a vitória Colorada em alguns momentos da partida, antes do segundo gol do time gaúcho. 

Ainda sofrendo com vários desfalques em virtude da política errada de contratações, que apostou em velhos dispensáveis e que possuem uma maior probabilidade de lesões, além do grupo não conseguir suprir as deficiências, o Inter fez mais um jogo burocrático, e nem D’Alessandro, seu principal jogador, se salvou. O meia argentino reclamou demasiadamente ao longo da partida, e por pouco não acabou expulso pelo árbitro Felipe Gomes da Silva. 

AI Inter
Sasha não aproveitou a sua chance e mostrou-se pouco participativo, errando em praticamente todos os seus lances, assim como também foi a atuação do lateral Diogo, que deveria ser preservado por Abel Braga, já que teve sequencia e mostrou-se insuficiente para jogar como titular do Inter. 

O único alento foi a entrada do jovem Leandro, já na segunda etapa, e em um momento difícil para o Inter no jogo, já que a Chapecoense estava gostando do jogo e até criava chances. O jogador mostrou movimentação e velocidade, participando do gol que assegurou a vitória ao time. Só o fato de mostrar um diferencial em meio a um burocrático ambiente do time, já faz com que o jogador mereça uma atenção principal e mais chances no time. Leandro é jovem e não pode ser colocado em responsabilidades maiores do que receber mais chances, porém se mantiver a atuação como a de estreia, deverá figurar com maior frequência no time titular.

Na próxima rodada o Inter enfrentará o Fluminense em Macaé, em um jogo de seis pontos pela parte de cima da tabela. O time já falou publicamente na projeção de 4 pontos nestes dois jogos, o que significaria um empate no Rio de Janeiro. Porém não gosto deste sistema de projeções do clube, que já escala o time predisposto ao resultado, conformando-se desde o início da partida em manter a igualdade, pois se der para buscar a vitória, o time deveria ter a ambição para busca-la.  

A tabela ainda está desfavorável ao Inter. Além de ter enfrentado adversários mais modestos, o clube ainda tem o fato de ter disputado 5 jogos em casa, enquanto como visitante foram 3. Vários clubes que estão nas primeiras colocações possuem hoje mais jogos fora de casa, o que dá vantagem na continuidade do Campeonato, já que tendem a fazer mais pontos em casa. Para complicar, o fato de o time ter empatado demasiadamente, já lhe faz ficar em desvantagem contra outros times pelo critério de vitórias, além do fato de o Inter não ter um grande saldo de gols, o que também conta como desvantagem. 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Grupo deficiente e apego a projeções que não funcionam

A derrota para o Cruzeiro deixou a impressão que o Inter não possui bala na agulha para disputar o título. Embora haja a justificativa dos desfalques, o time perdeu muito desempenho com a saída de alguns titulares, e que somado com a estratégia de projetar resultados, fez com que o time caísse da liderança para o oitavo lugar em poucas rodadas.

Sobre o grupo de jogadores, já escrevi ontem (leia aqui). Em síntese, o Colorado possui um time titular razoável, longe da perfeição, mas que conseguiria disputar a ponta de um Campeonato formado por clubes imperfeitos. Nas primeiras rodadas, que se realizaram de forma semanal, o time já apresentou problemas na transição ofensiva pela falta de um atacante veloz, um meio lento e burocrático e a ausência de qualidade dos laterais. A zaga mostrou-se segura nos jogos com Ernando e Paulão, porém começou a decair de rendimento com a volta do titular Juan.

Nas últimas semanas, o Inter começou a ter uma maratona de jogos quartas/domingos em virtude dos confrontos pela Copa do Brasil e do Brasileiro, mostrando a fragilidade física dos atletas, que somada com as convocações para a seleção e as suspensões, deixaram o time com apenas dois titulares no segundo tempo contra o Coritiba. Não sou especialista em preparação física nem em fisiologia, porém não acho normal tantas lesões em tão pouco tempo. O fato de o Inter ter muitos trintões contribui para o acúmulo de desfalques, porém a situação fica ainda pior com outro fato de o Inter ser um dos clubes da Série A que menos utilizaram seu time principal na temporada. Se analisarmos adversários, cuja maioria jogou mais vezes, não veremos tantas lesões.  
  
Fotos: AI Inter
O fato é que os substitutos não estão no mesmo nível que os titulares e reduziram consideravelmente o poder de fogo do time em jogos decisivos, como contra o Cruzeiro, que também contava com alguns desfalques. Abel escalou o que tinha de melhor, porém não foi o bastante. Mais uma vez o time se viu dependente de jogadores como Wellington Paulista e Jorge Henrique, que em nada acrescentaram ao time. No jogo contra o Coritiba, o quarentão Índio sequer aguentou os 90 minutos, enquanto que Dida começa a mostrar através de sucessivas falhas que não possui o mesmo reflexo de antigamente, e mostra segurança apenas nas bolas defensáveis. 

Tomo cuidado em poupar jovens como Otávio e o lateral Diogo, pois poderão evoluir. Mas quanto aos reforços, não vou poupar criticas, pois é resultante da política de contratações do clube nas últimas rodadas, que aposta em jogadores com algum renome, mas que em função de estarem na fase descendente da carreira, já são dispensáveis pelos clubes onde passaram. Entram ai Dida, Juan, Wellington Paulista, Jorge Henrique, Alex, Rafael Moura, Forlán, Cavenaghi, dentre outros. Alguns já deixaram o clube, enquanto Abel Braga teve méritos em recuperar Alex e Rafael Moura, porém a grande maioria joga o que se espera deles pelo histórico recente em outros clubes: nada. E em um campeonato longo como o Brasileirão, pensar apenas no time titular é uma heresia, tendo em vista que há a necessidade de usar o grupo.

Mesmo com todos esses problemas, o Internacional poderia estar melhor na tabela, talvez até na liderança ou segundo lugar. Aí entra o segundo problema, que é o apego às projeções. Após o jogo contra o Atlético-PR que deixou o Inter em uma liderança circunstancial, em virtude de ter jogado 3 dos 4 jogos em casa contra adversários mais fracos, Abel projetou 10 pontos nos cinco jogos restantes (15 pontos). Só conseguiu 2 até então, podendo chegar a 8 se vencer a Chapecoense em Caxias e o Fluminense no Rio de Janeiro. Porém em uma visão realista, chegará a apenas 5 ou 6, já que uma vitória contra o Fluminense no Rio de Janeiro seria muito improvável.. 

Sei da importância da matemática, por ter formação na área das exatas, porém vejo que o Inter a utiliza de forma errada, pois coloca a projeção dentro de campo para formular resultados, enquanto que estes números deveriam servir apenas como uma análise ulterior aos confrontos. Um clube com ambições não pode entrar em campo para empatar somente pelo fato de jogar fora de casa, procurando manter o aproveitamento de 66% (vitória em casa e empate fora, 4 pontos a cada 6 jogos). Admito apenas a exceção de utilizar estes números em uma eventual decisão de seis pontos contra um concorrente ao titulo fora de casa, por onde o empate se tornaria interessante caso o time esteja em vantagem em relação ao concorrente.

Se tivesse um pouco mais de ambição, provavelmente o Inter conseguiria segurar a vitória contra Botafogo e Coritiba, além de buscar a vitória contra o Criciúma. Hoje, mesmo com a derrota contra o Cruzeiro, o time estaria na liderança, apesar de todos os problemas que está enfrentando com lesões. 

Porém, mesmo assim, seria uma liderança enganosa, já que o time enfrentou apenas dois adversários que está entre os 10 primeiros e tem um maior número de jogos em casa (4) do que fora de casa (3). O Inter terá ao longo de 12 rodadas restantes do 1º turno sete confrontos mais difíceis, e hoje já está aquém do esperado para que termine o primeiro turno no G4. Para complicar, o time em função da sua errônea projeção, está com um saldo de gols mínimo e já perde no número de vitórias para a maioria de seus concorrentes, pois é um dos times que mais empataram até agora (Só perde para o Santos, que está embaixo na tabela.)

A tendência é que o time caia ainda mais na tabela, ficando ainda mais longe de uma eventual briga pelo G4, já que o titulo eu já acho praticamente impossível, em virtude dos tropeços contra times mais fracos. Vejo Cruzeiro e Fluminense com times mais fortes e grupos amis consistentes, e ainda colocaria o Corinthians na possibilidade de brigar pelo título, em função dos reforços que o clube terá na volta da Copa. Já para o G4 há uma possibilidade, porém o time já começa a ficar atrás de Grêmio e São Paulo não só na pontuação, como nos critérios de desempate e na relação de jogos da tabela.

Para que o Inter reverta essa tendência, precisará rever conceitos e qualificar o elenco na parada da Copa. 

domingo, 25 de maio de 2014

Inter perde em casa e expõe fragilidades

Neste domingo, o Inter enfrentou o Cruzeiro na 7ª Rodada do Brasileiro. Duelo que servia para medir forças e mostrar a pretensão do time no Campeonato, porém a derrota de virada por 3x1 expuseram deficiências no elenco, que não é capaz de suprir os desfalques.

Sem vários jogadores lesionados ou em serviço de suas seleções, Abel Braga escalou o que tinha de melhor, com Otávio e Valdívia como companheiros de D’Alessandro no meio e a manutenção de Wellington na volância ao lado de Williams. Na frente, Wellington Paulista no lugar de Rafael Moura, que se lesionou em treinamento. Porém, era o melhor time que Abel poderia escalar, o que não quer dizer que a equipe pudesse medir forças com o Cruzeiro, melhor time do Brasil, e que possui um elenco capaz de suprir os desfalques, além de acrescentar na partida.

No primeiro tempo, Inter tomou a iniciativa do jogo, porém aos poucos este ficou equilibrado, com um pequeno número de conclusões. O Inter arriscou mais, e teve uma bola na junção da trave com D’Alessandro em chute de média distância, porém viria a marcar em uma grande jogada coletiva, envolvendo o craque argentino, Otávio e o lateral Diogo, que cruzou para Wellington aparecer como surpresa e mandar para as redes. 

Fotos: AI Inter
O Cruzeiro esperou o Inter ao longo de boa parte da primeira etapa, apostando nos contra-ataques. Porém viria a empatar o jogo no final da primeira etapa, com uma de suas especialidades: a bola parada. Em uma cobrança de escanteio, a zaga do Inter e Dida se atrapalharam, sobrando para o ex-colorado Ricardo Goulart igualar o marcador. Gol bizarro, mas que não trazia injustiça ao placar, tamanha era a igualdade entre os times no jogo.

No segundo tempo, Marcelo Oliveira soltou mais o time Mineiro, que passou a atacar mais e, ao mesmo tempo, oferecer espaços no seu sistema defensivo. O jogo ficou mais aberto e os times passaram a criar chances, principalmente o Inter, que teve a possibilidade de vencer a partida, porém pecou nas conclusões. O Cruzeiro precisou apenas de uma grande chance para virar, quando William, que entrou no lugar de Dagoberto no intervalo, recebeu em velocidade e desviou de Dida. No final da partida, quando o Inter era todo ataque, Marcelo Moreno ainda marcaria o terceiro gol da Raposa, também originado em jogada de velocidade, matando o jogo e definindo a primeira derrota do Inter no campeonato.

O Inter poderá culpar os desfalques pela derrota, porém todos os times no Brasileirão estão apresentando problemas com seus elencos, e alguns mostram soluções e estão levando vantagem. O próprio Cruzeiro não tinha nenhuma opção defensiva no banco, sendo que Tinga era o jogador com características mais defensivas que Marcelo de Oliveira tinha para colocar em campo. Mayke, Samúdio, Dedé, Nilton (que está se transferindo) não puderam compor o banco.

A derrota mostra que o Inter não possui um elenco para ir longe no Campeonato, onde há uma grande necessidade de reposição em virtude do acúmulo de jogos que causam desfalques. O Colorado mostrou ter apenas um time titular em condições de disputar o campeonato, muito em função de ter poupado jogadores ao longo de praticamente todo o semestre. Como jogavam menos, estavam disponíveis na maioria dos confrontos decisivos, dando a impressão que o time poderia disputar os primeiros lugares no Brasileirão.

Porém bastou perder alguns jogadores importantes, que o time Colorado visivelmente decresceu poder de fogo. A zaga não é mais a mesma desde a lesão de Paulão, enquanto que o meio perdeu muita mobilidade sem Aránguiz, e criatividade sem Alex e Alan Patrick. Como opções, restam jogadores contestados e que dificilmente acrescentam ao time, já que não há uma política de valorizar a categoria de base. 

Abel tem responsabilidades por escalar o time, porém não tinha grandes opções, em virtude da política de contratações do time. Com exceção de Aránguiz, o clube apostou em dispensáveis de outros clubes, e que dificilmente acrescentariam ao time. Alguns conseguiram ser recuperados pelo treinador, como Rafael Moura, porém a maioria costuma resultar exatamente no que se espera: nada. 

Os últimos jogos mostraram que Dida, de bom início, sucumbiu com o aumento de exigência. O goleiro falhou no lance do pênalti do Coritiba, e hoje teve participação no primeiro e no terceiro gols do Cruzeiro, quando ficou indeciso e demorou a sair do gol, permitindo que Ricardo Goulart empatasse a partida, e ao rebater para a frente no chute de Marcelo Moreno, permitindo que o atacante pudesse concluir novamente e marcar o terceiro gol, que selaria a vitória do time mineiro.

Uma derrota para o Cruzeiro em qualquer condição já seria ruim, ainda mais com a sequencia de empates fora de casa. Nos últimos três jogos, o Inter marcou apenas dois pontos, saindo da Liderança para o oitavo lugar. Se tivesse vencido os batíveis Criciúma e Coritiba, um empate contra o time mineiro não seria ruim. 

O Campeonato Brasileiro mostra muito equilíbrio, e com alguns reforços é possível que o Inter consiga disputar uma vaga na Libertadores, porém titulo é uma heresia. Fluminense e Cruzeiro possuem elencos muito mais fortes, além de serem desdemidos quando jogam fora de casa. Não há uma postura de se contentar com o empate. Se podem vencer, buscam a vitória. Não é atoa que conquistaram 3 dos últimos 4 Brasileirões. 

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Desfalcado, Inter empata mais uma no Brasileirão

O Inter somou mais um ponto fora de casa pelo Brasileirão ao empatar em 1x1 contra o Coritiba. Poderia ter sido vitória, se não fosse um pênalti discutível assinalado a favor do time da casa, somado com a falta de objetividade ofensiva do time Colorado, que preferiu garantir o empate a buscar a vitória.

O jogo foi ruim tecnicamente, já que o Inter estava muito desfalcado e o Coritiba ostenta apenas a 19ª colocação no Brasileirão. Do 11 ideal colorado, apenas Dida, Fabrício, Alan Patrick e Alex começaram a partida, porém os dois últimos sofreram lesões musculares e tiveram que deixar o jogo, aumentando ainda mais a lista de desfalques do time, impressionante pela quantidade de lesões musculares, apesar de o time ter poupado jogadores ao longo do Gauchão. 

O Coritiba mostrava a cada lance o porquê de não deslanchar no campeonato, mesmo tendo o “talismã” Celso Roth no comando técnico. O treinador é conhecido por conseguir levar longe elencos limitados, porém ainda não conseguiu vencer no campeonato com o time do Coritiba, que é muito frágil tecnicamente e dependente do veterano Alex, cada vez mais decadente fisicamente, apesar de ter lampejos técnicos. Apesar de toda a sua capacidade nos lances de bola parada, seus companheiros não conseguiram sequer uma jogada próxima a área para que o Camisa 10 pudesse fazer a diferença, limitando-se a lançamentos para a área e uma chance com Zé Eduardo, que estava livre e com Dida batido, mas desperdiçou.

O Inter foi chutar a gol somente aos 21 minutos com Alan Patrick, porém Wellington Paulista, sem querer, acabou desviando a bola e enganou o goleiro Vanderlei, abrindo o placar para o Colorado. O Coritiba tentava em vão reagir, enquanto que o Inter, apesar de não conseguir manter a posse de bola no campo de ataque e ser controlado pelo adversário, teve com Otávio a chance de matar o jogo, porém o jovem Colorado desperdiçou. 

AI Inter
Na segunda etapa, o Inter conseguiu aliviar a pressão do adversário, ao manter a posse de bola mais no campo de ataque. O Coritiba ainda tinha algumas chances no desespero de quem ouvia vaias da torcida e era limitado tecnicamente, porém o Inter se segurava. Até que em um chute à média distância de Jajá Coelho, Dida falhou ao bater-roupa e chegou atrasado em Keirrison, que usou a malandragem para cavar a penalidade, assinalada pelo árbitro Elmo Alves Resende Cunha. Alex cobrou e empatou: 1x1. 

O Inter teria chances para retomar a vantagem, porém desperdiçou vários lances em velocidade, já que o adversário buscava a vitória e estava todo aberto. Porém era nítido que o time Colorado fazia cera, procurando valorizar o empate, chegando até perder o domínio da posse de bola para o adversário, que devido à sua limitação não conseguia criar chances claras para virar. 

Mais um empate, e o time soma 12 pontos em 6 jogos, ficando com 66% de aproveitamento. Há uma convicção pública no clube que esse aproveitamento é o ideal, por isso o clube bateu na trave várias vezes em Campeonatos passados em virtude de valorizar empates, quando poderia se esforçar ao buscar vitórias fora de casa. Se olharmos o retrospecto do brasileiro, veremos que em poucas vezes o campeão teve este aproveitamento, configurando-se exceção. Porém a média de uma vitória em casa e um empate fora garante a Libertadores (G4).

Quanto ao pênalti, não achei que houve a infração. Como olho bastante futebol europeu e vejo que lances cavados são abomináveis para a cultura do continente, também não marcaria a penalidade, e ainda puniria o jogador por simulação. Porém, o Brasil abrasileirou a sua arbitragem, permitindo este tipo de lance, que seria marcável pela maioria dos seus juízes. É essa falta de critério que faria com que a marcação ou não marcação do lance fosse considerada um “escândalo” para os clubes atingidos.  Infelizmente não deveria haver entendimentos diferentes, em virtude de o futebol ter regras uniformes e deveria ter o entendimento também uniforme em todos os centros, coibindo este tipo de jogada.

Na próxima rodada o Inter pegará o Cruzeiro em Caxias, já que o Beira-Rio está cedido pra a FIFA. O time deverá jogar desfalcado contra um grande concorrente ao título/G4.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Liderança com tempo de vida?

O Internacional terminou a quinta rodada na Liderança, com 11 pontos. Foram três jogos em casa, com 100% de aproveitamento, enquanto nos dois fora a equipe empatou, ambos com circunstâncias que deixaram o resultado amargo, já que contra o Botafogo, o Colorado vencia por 2x0, enquanto que contra o Criciúma jogou contra um adversário com um a menos desde a primeira etapa.

Após o quinto jogo, já é possível uma melhor analise do time, embora este ainda não tenha enfrentado um adversário forte no Brasileirão. O Internacional ainda não conseguiu repetir as boas atuações contra o Grêmio na final do Gauchão, no segundo tempo da primeira partida e ao longo da segunda partida contra o rival. Em todos os jogos, mesmo nos que jogou em casa, o Colorado apresentou problemas e em nenhum confronto apresentou uma vitória consistente. 

Com exceção do confronto contra o Atlético-PR, onde o time colorado conseguiu se recuperar e virar o jogo, contra Vitória, Sport e Botafogo o Inter caiu drasticamente na segunda etapa, dando a chance ao adversário se recuperar na partida. Felizmente para o lado vermelho, apenas o Botafogo conseguiu. Trata-se apenas de um relaxamento dos jogadores ou a queda também se passa por razões físicas? 

Fotos: AI Inter
Em campo, o Inter tem uma transição lenta e burocrática em virtude da característica dos seus meias, onde nem Alan Patrick, nem Alex e muito menos D’Alessandro tem na velocidade a sua virtude. Não é atoa que o clube é um dos que mais trocam passes no campeonato e que mantém a maior percentagem de posse de bola, embora isso não signifique necessariamente que o time seja perigoso e que jogue bem. 

Quando o adversário procura sair para o jogo, este problema não é tão visível e determinante, porém contra adversários que jogam recuados, o Inter tem apresentado muitas dificuldades. O time de Abel Braga fica dependente do avanço dos laterais ou de Aránguiz, para servir como opção aos meias e tabelamentos ou de infiltrações atrás da defesa adversária. Porém nem sempre isso acontece, deixando o time completamente previsível e dependente de um lance de individualidade que deixe um atleta em posição e espaço para o arremate, ou em lances de bola parada ou bola aérea na área do adversário.

Falta uma peça ofensiva de velocidade que possa criar uma alternativa nessas situações, ausente hoje no grupo em virtude de Otávio ainda não se confirmar como profissional, e que poderá ser o contratável Carlos Luque do Cólon. A contratação do jogador se arrasta em virtude da reta final do Campeonato Argentino e não são especulados outros nomes que tenham na velocidade a característica.

O Campeonato Brasileiro é caracterizado pelo equilíbrio entre os times, que gera muito perde e ganha e diminui o aproveitamento dos postulantes ao título. Porém isso não pode ser colorado em relação ao Inter, que enfrentou dois adversários batíveis fora de casa em razão da qualidade das equipes e das circunstâncias dos jogos, que foram amplamente favoráveis ao time, o que deixou uma sensação de dever não cumprido, pois o time poderia ter 13 ou até os 15 pontos neste início. 

A liderança do Internacional é circunstancial em virtude de ter jogado mais vezes em casa, e só se tornará real em caso de vitória contra o Coritiba no Paraná pela sexta rodada, onde todos os clubes terão o mesmo número de jogos em casa e fora. Em caso de outro resultado, Cruzeiro e Grêmio deverão ultrapassá-lo em virtude de suas campanhas fora de casa, onde ambos os times já contam com vitórias. Haverá ainda a dificuldade da segunda metade do primeiro turno, onde o Inter enfrentará equipes mais fortes, e provavelmente haverá o ressentimento dos pontos perdidos neste início de campanha, no caso de ocorrerem os resultados prováveis. 

domingo, 18 de maio de 2014

Inter fica no empate em Criciúma

O Internacional enfrentou o Criciúma no Heriberto Hulse e ficou no 0x0 contra o não mais que esforçado time catarinense, e que não ostenta a ponta de baixo da tabela por acaso. Além de enfrentar uma equipe mais fraca, o Colorado teve um jogador a mais ao longo de boa parte do jogo, porém não conseguiu transformar o favoritismo e vantagem numérica em campo em resultado.  Mesmo assim, time continua na liderança do Brasileirão.

O jogo em Criciúma foi fraco, com pouco tempo de bola rolando. Segundo dados do SporTV, foram apenas 44 minutos. O time da casa sabia da sua desvantagem técnica em relação ao líder do campeonato e propôs um jogo feio, oferecendo poucos espaços ao jogar recuado e praticamente abdicando do ataque. O time conseguiu encaixar alguns contra-ataques ao longo do jogo, principalmente na segunda etapa, quando o Inter foi com tudo em busca da vitória, porém não teve nenhuma grande chance de gol.

Já o Internacional teve o controle de jogo desde o início, oscilando entre 60 e 70% de posse de bola, porém com pouca objetividade, já que o time não encontrava soluções para driblar uma retranca. Como não tinha Aránguiz e o avanço dos laterais era tímido, o time ficou sem opções ofensivas. Mais uma vez faltou velocidade ofensiva ao Inter, carência já percebida em outras ocasiões contra adversários que propuseram o mesmo estilo de jogo ao retrancar suas equipes, deixando o Inter refém da bola parada ou de um lance de individualidade que desse espaço para uma conclusão de fora da área.

AI Inter
As circunstâncias ficaram ainda mais favoráveis ao Inter em virtude da expulsão por agressão do lateral direito Eduardo Oliveira no final da primeira etapa. Abel fez o certo na segunda etapa, ao tirar Williams, que já tinha amarelo, para colocar Otávio. O jovem meio ainda não teve uma boa atuação em 2014, porém a sua escolha deu-se pela velocidade que o time não tinha. Abel ainda colocou Wellington Paulista e Valdívia nos lugares de Alex e D’Alessandro, porém sem resultado. Apenas no final da partida que o Inter foi para ao abafa e destacou o goleiro Galatto, que fez ótimas intervenções.

No fim, o ponto manteve o Inter na liderança isolada, porém diante das circunstâncias faltou um pouco mais de ambição ao time para vencer. Eu isento Abel Braga deste problema, pois o treinador tentou vencer e mostrou ousadia nas suas alterações, porém a sua vontade não foi assimilada em campo pelos jogadores. O treinador sofreu com o desfalque de Aránguiz e não teve grandes opções que pudesse alterar a dinâmica do jogo, mostrando que o Inter necessita de reforços. 

Na próxima rodada, o Internacional pegará o Coritiba em Curitiba. Em um planejamento desejável projetando título, necessitará da vitória para voltar com 4 pontos em seus dois jogos fora de casa. Se empatar ou perder, deverá perder a liderança, em virtude de Cruzeiro, Grêmio, Fluminense e Corinthians jogarem em casa. É o fato de ter feito 3 dos 5 jogos em casa que mantém o Inter na ponta, pois seus adversários já venceram fora de casa e possuem menos jogos em casa, e empatarão esta condição na próxima rodada, onde todos os times terão 3 jogos em casa e três fora.  

domingo, 4 de maio de 2014

Inter vence o Sport apresentando os mesmos problemas

Pela terceira rodada do Brasileirão, o Inter recebeu o Sport no Beira-Rio e venceu por 2x1, gols de D’Alessandro e Aránguiz, enquanto Patrick descontou para o time pernambucano. O time colorado abriu 2x0 no primeiro tempo, teve o controle total do jogo e poderia ter ampliado no segundo, porém caiu novamente de produção e por pouco não se complicou na partida.

Os pouco mais de 21 mil torcedores que foram ao Beira-Rio puderam ver os times homenageando as seleções da Copa, com o Inter entrando de camisa amarela em alusão ao Brasil, enquanto que o Sport usou o branco da seleção alemã. Mas a homenagem foi somente nas camisas, já que o futebol apresentado por ambos foi pobre, com muitos passes errados, erros individuais e falhas coletivas, que resultaram em várias chances para ambos os lados que foram pouco aproveitadas.

O Inter começou com o controle do jogo, chegando a ter 70% da posse de bola, porém sem ser objetivo.  O primeiro chute a gol do time colorado foi justamente o gol de D’Alessandro, fruto de uma jogada individual começada na direita, e que o argentino foi limpando para o meio e chutou forte, com a bola desviando no lateral Patrick e entrando no angulo de Magrão.  Depois disso, o time teria apenas mais duas chances em toda a primeira etapa, sendo que aproveitaria uma com Aránguiz. O chileno recebeu livre, em posição de impedimento por estar milimetricamente à frente dos defensores, após um lançamento desviado por Rafael Moura e concluiu no canto esquerdo do goleiro.

O Sport tratava-se apenas de marcar na primeira etapa. O time complicou o jogo do Inter com a sua marcação adiantada, que mostrava a deficiência ofensiva do Inter por não ter velocidade na transição ofensiva. Porém em duas falhas defensivas, o time pernambucano permitiu que o Inter conseguisse vantagem, enquanto que ofensivamente, o time era ineficiente, não tendo nenhuma chance real no primeiro tempo, apesar de ter concluído mais vezes que o Internacional.

AI Inter
No segundo tempo, o time pernambucano voltou mais ofensivo em busca da reação, o que permitiu ao Inter espaços para ampliar. O time Colorado teve várias chances, sempre em lances que exigiam velocidade, porém como o time de Abel Braga não possuía esta característica, este chegava ao ataque apenas em troca cadenciada de passes.  

O treinador modificaria o meio-campo com as entradas de Ygor e Valdívia nos lugares de Alex e Alan Patrick, que mais uma vez mostraram-se ineficazes, já que o time caiu de produção na metade final do jogo, e por pouco não cedeu uma vitória certa ao adversário. O Sport marcou aos 32 com Patrick, em uma falha individual de Ygor que permitiu o lançamento ao lateral, que não foi acompanhado pela defesa colorada, e apenas desviou de Dida. Após o gol, o time ainda teve chances de empatar, deixando o torcedor colorado em apuros pedindo o final do jogo. 

A vitória colocou o Inter junto com o Cruzeiro na liderança, perdendo apenas nos critérios de desempate, gols marcados, porém ficou a sensação que o time poderia ter goleado na segunda etapa, quando detinha o domínio total do jogo, e pecava pela displicência nas conclusões e no acabamento das jogadas. O time teve muitos espaços, porém faltou alguém de velocidade que pudesse puxar o contra-ataque com maior eficiência. Depois, o time caiu fisicamente e tecnicamente, possibilitando a reação do adversário. 

Já são três jogos do Brasileirão em que o Inter começa bem a partida e cai vertiginosamente de rendimento na segunda etapa. O time perdeu a oportunidade de estar com 100% de aproveitamento em virtude destas quedas, tendo o mérito de segurar as duas vitórias em casa, que somado com o empate fora lhe dá uma média de campeão. Porém é necessário regularidade ao time, senão tenderá a cair na tabela ao longo do campeonato.