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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Duelos Equilibrados pelas Semifinais da Champions League

Nesta sexta-feira, a UEFA sorteou os confrontos semifinais da Champions League. O Real Madrid pegará o Bayern de Munique, enquanto o Atlético de Madrid receberá o Chelsea. Os jogos serão dia 22, 23, 29 e 30 de abril.

O sorteio foi bom para o Atlético de Madrid, já que o time enfrenta um adversário levemente superior, porém sem a mesma qualidade de Bayern e Real. O time de Mourinho vinha de boa campanha e liderança tranquila na Premier League, até vacilar na reta final com derrotas contra o Aston Villa e o Crystal Palace, que deixaram os blues em desvantagem na liga inglesa e mostraram a irregularidade do time. Já na Champions League, a equipe inglesa enfrentou muitas dificuldades para bater o bom time do PSG nas quartas, só conseguindo em virtude o gol qualificado fora de casa e da tática ousada de Mourinho no jogo da volta no Stamford Bridge, empilhando atacantes e conseguindo o tento que faltava nos pés de Demba Ba. 

Como tem um grupo reduzido e disputa simultaneamente o titulo do Campeonato Espanhol e da Champions, o Atlético de Madrid já está no limite físico, o que dá ao Chelsea um certo favoritismo no confronto, apesar deste também enfrentar uma maratona neste fim de temporada com o acúmulo de jogos do Campeonato Inglês. Resta saber se Diego Costa e Arda Turan conseguirão recuperar-se plenamente, além de confirmar a presença do goleiro Courtois, que pertence ao Chelsea, e há um contrato que o impede de jogar sob pena de uma recompensação financeira elevada para os padrões do Atlético. A UEFA já se pronunciou sobre o caso, liberando a escalação do jogador por tornar nula proibições deste tipo, porém como os espanhóis possuem boa relação comercial com os ingleses, resta saber se irão se acertar neste sentido.

UEFA
Já o outro confronto entre Real Madrid e Bayern de Munique tem ares de final antecipada, já que reúne os dois melhores elencos da Europa atualmente. O Bayern dispensa comentários, já que é o atual campeão da competição e nesta temporada, sob o comando de Guardiola, estabeleceu-se como um predador no Campeonato Alemão, ganhando o titulo com várias rodadas de antecedência e hoje possui uma diferença de 20 pontos para o segundo, faltando cinco rodadas para o final. O treinador conseguiu implementar seu modelo de movimentação e domínio de posse de bola visto do Barcelona há algumas temporadas, aperfeiçoando ainda mais a equipe que é a favorita para o bicampeonato, algo que não acontece desde o Milan de 1988/89 e 1989/90.

O Real Madrid ainda é muito dependente de Cristiano Ronaldo, atual melhor jogador do mundo, e que tem convivido com problemas físicos. O time liderou boa parte da Liga Espanhola, porém perdeu os dois clássicos para o Barcelona e um para o Atlético de Madrid, o que lhe coloca em desvantagem na luta pelo título. O treinador Ancelotti sofre com as irregularidades de Di Maria, que caiu de produção nos últimos jogos, e de Isco, que começou bem a temporada, mas também caiu de rendimento. Para complicar, o lateral Marcelo também enfrenta problemas físicos o que diminuiu o poder de força do time nos últimos jogos, e que por pouco não se complicou no duelo contra o Borussia Dortmund pelas quartas-de-final. Para as semifinais, tudo dependerá da recuperação dos jogadores para que o time possa duelar de igual para igual com o Bayern, que hoje é favorito para o confronto.

Teremos dois grandes jogos pelas semifinais da Champions League, e apostaria em uma final entre Bayern e Atlético de Madrid no dia 23 de maio no Estádio da Luz em Lisboa. O retrospecto recente conta a favor do Atlético de Madrid, já que desde 2008, o time que eliminou o Barcelona na fase de mata-mata sagrou-se campeão (Manchester United, Internazionale, Chelsea e Bayern de Munique).

domingo, 16 de dezembro de 2012

Enquanto isso na Inglaterra...

... a repercussão do jornal sensacionalista britânico The Sun a respeito da derrota do Chelsea para o Corinthians, que custou o título do Mundial de Clubes da FIFA.


 É o fim do mundo?

Corinthians recoloca o Brasil no topo


Depois de cinco anos de hegemonia europeia no Mundial de Clubes, o Corinthians finalmente foi capaz de quebrar a tendência europeia de titulo após titulo em Mundiais de Clubes com direito a uma invasão impressionante da sua torcida no Japão.

E não foi qualquer vitória, pois além de se defender impecavelmente, o time jogou de igual para igual contra o Chelsea, mostrando muita organização tática, além da tradicional vontade que todo time sul-americano tem em ganhar a competição, e que compensa a discrepância técnica, quando o time tem um esquema de jogo bem definido e trabalhado.   

Desde o primeiro tempo, o Corinthians mostrou para o Chelsea que não iria apenas se defender. O time criou mais jogadas ofensivas, porém pecou nas finalizações, em grande parte afobadas e sem direção a gol, tanto que apenas uma contou efetivamente como chance de gol. O Chelsea teve maior posse bola, porém chegou pouco, mas de forma perigosa nas raras chances. 

O goleiro corinthiano Cássio já sairia como o melhor da partida na primeira etapa, pois fez pelo menos três grandes defesas, sendo uma um milagre em uma dupla tentativa de Cahill, que mesmo caído conseguiu salvar em cima da linha.  No segundo tempo, Cássio seguiu se destacando, conseguindo interceptar um lance mano-a-mano com Fernando Torres, que estava livre para marcar, além de estar sempre presente quando foi necessário. Não fosse o goleiro, o Chelsea provavelmente seria campeão. 

Na frente, o Corinthians tinha um Émerson apático e sem explosão, pois estava vindo de lesão, enquanto seu companheiro Guerrero compensava no ataque a ausência futebolística do Sheik. Coube ao questionado peruano o gol da vitória e do título do Corinthians, respaldando a escolha do treinador Tite, apesar das criticas e da desconfiança da crítica brasileira e da própria torcida. Guerrero foi um guerreiro, e junto com Cássio foram os melhores jogadores do Timão na decisão.

O Chelsea mostrou um pouco da sua má fase, que foi responsável pela primeira eliminação de um time campeão do ano anterior na fase de grupos da UEFA Champions League, além de estar em ladeira abaixo na Premier League. O contestado treinador Rafa Benítez deixou Oscar no banco para promover a entrada de Moses, que nada fez na partida. Além disso, Rafa também desguarneceu seu setor defensivo ao colocar o veterano Lampard como primeiro volante e obrigando Ramires a ficar mais na contenção, o que fez o sistema ofensivo inglês perder bastante. Mesmo assim, chegou e poderia ter vencido, não fosse a jornada iluminada de Cássio.

O titulo corinthiano, na forma como aconteceu, significará uma nova era ao futebol brasileiro, pois desde 2005, quando o Mundial FIFA emplacou efetivamente, é a primeira vez que um time sul-americano joga de igual para igual com um time europeu. Em 2007 o Boca Juniors tentou, porém levou 4x2 do Milan, e em 2009 o Estudiantes começou bem, porém acabou o gás e teve que recorrer a retranca, não conseguindo evitar a virada do Barcelona. 

Tirando Real Madrid e Barcelona, que são times de outro planeta futebolístico, as demais equipes europeias podem ser dueladas pelos times brasileiros, desde que estes apresentem um esquema tático definido e bem estruturado. O brasileiro tem fama de cachorro vira-lata, porém a diferença do futebol Europeu para o Brasileiro não é os 4x0 do Barcelona para o Santos. O time catalão geralmente aplica este escore em outros grandes times europeus. 

 O jogo também deixará lições para os demais treinadores brasileiros. Tite mostrou com seu time bem montado, esquema estruturado e funções bem definidas, que é possível jogar no ataque e buscando o duelo contra os europeus. Se tivesse tomado uma postura covarde, provavelmente teria perdido este titulo e estaria na vala comum dos treinadores brasileiros.

E o futebol brasileiro termina 2012 com um saldo positivo. Faturou todas as competições sul-americanas de clubes e o campeonato mundial. O futebol paulista mostrou força, com todos os times faturando competições nacionais ou internacionais. O único título nacional que acabou com um “intruso” foi o Brasileirão com o Fluminense, mostrando uma hegemonia paulista depois dos novos acordos com a Televisão (cotas), que privilegiaram financeiramente os times do estado. 

O único calo no sapato foi a Seleção Brasileira, que agora terá chance de evoluir nas mãos de Felipão.  Os próximos anos tendem a ser ainda melhores para o futebol do país, que mostra evolução e tende a criar uma hegemonia sul-americana, podendo ser campeão mundial de clubes mais algumas vezes. 


terça-feira, 24 de abril de 2012

Classificação do Chelsea em dia “Não” do Barcelona


E a tão sonhada final europeia entre Real Madrid x Barcelona não irá ocorrer. O time merengue ainda poderá chegar à final se reverter o 2x1 a favor dos bávaros no jogo desta quarta-feira no Santiago Bernabéu, porém o Barcelona não conseguiu reverter a desvantagem de 1x0 para o Chelsea, sendo eliminado com um heroico (visão inglesa) 2x2.

O confronto da volta tinha um script mesmo antes de efetivamente começar, pois sabia-se que o jogo seria de um Barcelona todo ataque, contra um Chelsea que se defenderia à todo custo, pois tinha a vantagem do jogo de ida. 

Guardiola escalou um Barcelona extremamente ofensivo, com três zagueiros (Mascherano, Piqué e Puyol), quatro meio-campistas (Busquets, Xavi, Fábregas e Messi)  e três atacantes (Iniesta, Sánchez e Cuenca), dando a liberdade para Messi buscar o jogo e as triangulações com Fábregas sem perder a referência no comando. Não deu certo, pois Messi jogou longe do gol e não teve espaços na intermediária inglesa, composta por 10 jogadores embolados na entrada da área durante grande parte do jogo. A saída prematura de Piqué, após um choque contra seu companheiro Valdés, promoveu a entrada de Daniel Alves, trazendo uma nova dinâmica ao Barcelona.

Foi o lateral brasileiro que iniciou a jogada para Cuenca na esquerda, que cruzou para Busquets abrir o placar aos 35, que culminaria em dez minutos de vantagem catalã na partida, pois logo depois Terry deu um tostão em Sánchez, sendo exageradamente (minha visão) expulso pelo arbitro, e Messi serviria Iniesta aos 43 para marcar o 2x0, que naquela altura parecia o início de mais uma goleada catalã, já que o adversário estava inferiorizado numericamente e no placar, e o Barcelona não costuma ter compaixão alguma com times fragilizados.

Porém na dificuldade o Chelsea reapareceu no último lance da primeira etapa, com Lampard lançando Ramires em velocidade para encobrir Valdés e reviver o time inglês no jogo e no confronto, já que o 2x1 serviria ao time inglês. Di Matteo teve a chance de reorganizar o Chelsea no intervalo, mantendo os 10 jogadores embolados dentro da sua grande área defensiva, com Drogba agora se juntando a esta linha e não deixando nenhuma peça para puxar o contra-ataque.

O Barcelona poderia ter retomado a vantagem no confronto logo no inicio da segunda etapa, quando Drogba imprudentemente calçou Fábregas dentro da área. Messi mostrou que não estava em um dia de extraterrestre e acertou o travessão, perdendo uma de suas duas grandes chances no jogo, já que viria a acertar a trave quando este já estava no final. O tempo passava e o Barcelona tocava, tocava, tocava e pouco produzia. O time até tinha as pontas para jogar, porém sequer poderia esboçar o jogo aéreo, devido a não ter material humano para este tipo de jogada, enquanto os tradicionais tabelamentos com infiltrações no meio eram inviáveis, tamanha a concentração de jogadores do Chelsea.

O time inglês aos poucos começava a sair do casulo, chegando algumas vezes ao ataque, e nos descontos, quando Fernando Torres já havia entrado no lugar do experiente Drogba, o El niño recebeu em seu campo um bicão para frente de Bosigwa após uma tentativa frustrada do Barcelona, tendo todo o espaço do mundo para driblar Valdés e marcar o gol que selou definitivamente a classificação.

Depois de uma vitória e um empate para o Chelsea e uma derrota para o Real Madrid, o Barcelona deu adeus à UCL e praticamente inviabilizou as chances de titulo no Campeonato Espanhol, tornando amarga a sua temporada, após ter ganhado tudo em 2011. O Chelsea fez heroicos 180 minutos, que certamente ficarão na história do clube. O time, que até poucos meses estava entregue nas mãos de Villas-Boas, virtualmente eliminado da Champions League e fora do G4 na Premier League, reviveu com Di Matteo, mostrando que a criticada velha guarda ainda dá caldo. 

Esta partida, que colocou o defensivismo estratégico do Chelsea em evidência, ao bater o futebol-arte do Barcelona, poderá estipular uma nova tendência de times competitivos, que sempre é respaldada por resultados emblemáticos, e que hora e outra sempre ocorrem no mundo do futebol. 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Dupla espanhola terá que correr atrás


Em dois jogos, o que era para ser um encaminhamento de classificação de Real Madrid e Barcelona para a grande esperada final, ganhou um ponto de interrogação, visto que ambos foram surpreendidos no jogo de ida, perdendo suas invencibilidades, e terão que correr atrás pela primeira vez nesta competição.

Em Munique, o Real Madrid apresentou uma partida irregular, jogando bem apenas nos quinze primeiros minutos de cada tempo. Na primeira etapa, acabou levando um gol de Ribery, e teve sorte de não ter ido para o intervalo com um placar mais dilatado contra, visto que pouco fez para melhorar a sua situação, enquanto que o Bayern perdeu algumas chances, porém não chegou com tanta intensidade.

O time até melhorou na segunda etapa, chegando ao empate com um gol de Özil, porém Mourinho tratou de tentar preservar o empate retrancando o time, ao colocar jogadores com maior potencial de marcação. O Bayern tentou, até que conseguiu chegar ao gol da vitória com Mário Gomez no finalzinho, dando justiça ao placar. Ao Real, além da péssima escolha do seu treinador por Coentrão na esquerda no lugar de Marcelo, que entrara na segunda etapa, o time saiu com a sorte do arbitro Webb não ter expulsado o lateral brasileiro, que entrou deslealmente em Müller.

Já no outro jogo, o Barcelona jogou bem, talvez uma de suas melhores partidas fora de casa nesta edição da Liga. Ironicamente o time foi derrotado e perdeu a sua invencibilidade no torneio. O gol de Drogba, fruto de um lançamento de Lampard para Ramires na esquerda cruzar para o artilheiro apenas escorar para o gol, foi o único chute do time inglês a gol em todo o jogo, enquanto que o Barcelona teve 24 arremates, onde pelo menos 5 foram grandes, exigindo grandes defesas de Cech, recuperação de Cole em cima da linha, além de duas bolas na trave e 72% de posse de bola. 

Faltou sorte ao Barcelona, enquanto sobrou eficácia ao Chelsea, que fez uma exuberante partida tática. No outro jogo, faltou competência ao Real Madrid, que poderia ter jogado melhor se Mourinho tivesse optado por escolhas mais sensatas na escalação. Os 2x1 e 1x0 contra são tranquilamente reversíveis por tudo que Real e Barça já apresentaram, porém o fato de ter feito um gol qualificado deixa a missão do Real Madrid menos complicada que a do rival espanhol. 

Aos que estão vendo poucos posts, informo que estou em um projeto pessoal que me impede de estar assistindo intensamente as competições e postando seguidamente. Isso será normal ao longo deste ano.  

terça-feira, 27 de março de 2012

Chelsea larga em vantagem


No outro jogo do dia pelas quartas-de-final, o Benfica recebeu o Chelsea no Estádio da Luz para tentar construir uma vantagem para o jogo da volta no Stamford Bridge. Não só não conseguiu como saiu derrotado pelo placar mínimo, o que ainda lhe dá chances de tentar uma reação em Londres.

O jogo foi fraco do ponto de vista técnico, pois ambos os times priorizaram a marcação, promovendo um encaixe no meio-campo entre os esquemas 4-2-3-1 de ambos. Porém o Benfica tentou jogar um pouco mais, e arrematou sete vezes no primeiro tempo contra cinco do Chelsea, porém de lances perigosos no primeiro tempo, apenas um voleio de Cardozo por parte do Benfica ao lado do gol de Cech, e uma chegada de Fernando Torres pelo Chelsea, após boa jogada trabalhada no meio, mas errando o alvo. 

Na segunda etapa, o Benfica começou mais perigoso, com maior volume de jogo, porém foi o Chelsea que perdeu uma grande chance com Mata, que recebeu na área, chegou a driblar o goleiro Artur, mas acabou acertando a trave, pois já estava sem ângulo.  O time português continuava criando chances, porém o Chelsea faria o seu gol aos 29, em um contra-ataque puxado por Ramires, que serviu Torres na direita, e este cruzou para Kalou marcar. 

Em desvantagem, Jorge Jesus deixou o Benfica ainda mais ofensivo para tentar pelo menos o empate, e o time chegou a abafar o Chelsea nos minutos finais, chegando a um total de 23 arremates na partida, porém cedeu o contra-ataque para o adversário, que perdeu o gol com Mata, após uma arrancada de Sturridge. 

Agora o time português terá que vencer por um gol de diferença desde que o placar seja a partir de 2x1 em Londres para passar de fase, o que é difícil, mas não impossível, visto que o time do Chelsea ainda não inspira tanta confiança. Porém não há como negar que o time inglês se encorpou com Di Matteo, e somado com a vantagem do primeiro confronto, é o favorito para passar de fase e fazer a semifinal contra o vencedor de Milan x Barcelona. 

quarta-feira, 21 de março de 2012

Virada Citizen Feat. Messias Tevez


No grande jogo da 29ª da Premier League, o Manchester City conseguiu bater de virada o Chelsea no Ettihad Stadium, em um jogo que marcou a redenção de Tevez com o treinador Mancini, já que o argentino deu a assistência para o gol da virada Citizen.

A partida começou com a iniciativa do City, que aplicava um significativo volume de jogo sobre o Chelsea, e criou várias chances para marcar na primeira etapa. Aos 8, Nasri acertou o travessão de Cech, enquanto que aos 28, Balotelli recebeu livre um presente de Lampard, e exigiu uma grande defesa do goleiro adversário. 

O time anfitrião chegou a ter 78% de posse de bola em seu melhor momento no jogo, enquanto que o Chelsea pouco chegava ao ataque devido a um buraco em seu meio-campo, que fora corrigido pelo treinador Di Matteo ao longo da primeira etapa, com o time conseguindo equilibrar as ações e tornando o jogo igual ao fim da primeira etapa.

Mancini acabou sagando Balotelli para colocar Barry na volta do intervalo, como forma de retomar o domínio no setor de meio-campo. O time chegou a assustar Cech em um cruzamento aberto de Nasri, que obrigou uma grande defesa do goleiro e que contou novamente com a ajuda do travessão para evitar o gol.

Porém foi o Chelsea que abriu o placar aos 14 minutos, quando houve um bate-rebate dentro da área, e a bola sobrou para o zagueiro Cahill que contou com o desvio da zaga do City em sua finalização, que acabou enganando Hart e transformando-se no 1x0.

O treinador do City resolveu colocar Tevez, além de proporcionar a entrada de Dzeko, deixando o time citizen com três atacantes. A pressão era inevitável, e o Chelsea resistiu até aos 32, quando Essien usou a mão para desviar um chute de Zabaleta, para o arbitro Mike Dean fazer jus ao apelido de “juiz dos pênaltis”.  Agüero  deslocou Cech e empatou a partida.

O time anfitrião proporcionou uma blitz final, e foi premiado com o gol da vitória aos 39, quando Nasri tabelou com Tevez, que fez o pivô e devolveu com um toquinho fenomenal para que o francês deslocasse com frieza Cech e marcasse o gol da virada, que deixa o City colado ao rival United na tabela, com 69 pontos contra 70 do rival, na disputa polarizada pelos times de Manchester.  

sexta-feira, 16 de março de 2012

Baba para Real; Reedição para o Barça e final dos sonhos


Nesta sexta-feira, a UEFA sorteou o chaveamento da UEFA Champions League, que tem como principal notícia a possibilidade de uma final dos sonhos entre Barcelona e Real Madrid, que acabaram ficando em chaves opostas.

Para as quartas-de-finais, o Real Madrid pegou o que se pode chamar de baba, pois enfrenta a equipe mais fraca tecnicamente, que contou mais com os deméritos dos adversários do que méritos próprios para fazer história e colocar um representante da pequena ilha do Chipre entre os oito melhores. Será uma reedição de Davi contra Golias, tamanha disparidade entre os clubes.



Bayern München e Marseille promete ser outro confronto desiquilibrado, já que os alemães retomaram a boa fase do início da temporada e contam com o sonho de decidir o campeonato em casa no próximo dia 19/05, enquanto que os franceses não estão em boa fase no campeonato nacional, além de proporcionar dois dos piores jogos desta edição da Liga contra a Internazionale, pelas oitavas-de-final. 

O Chelsea terá a oportunidade de confirmar esta nova fase sob o comando de Di Matteo no confronto contra o Benfica, que tem um bom time, mas que não tem a mesma qualidade técnica do time londrino. Uma classificação como esta, diante do bom time do Napoli, trará um animo renovado ao envelhecido time do Chelsea, mas que tem totais condições de bater os encarnados.

Já o último confronto é o mais equilibrado, reeditando os jogos do Grupo H da fase de grupos, onde os times empataram em 2x2 no Camp Nou e o Barcelona venceu em San Siro por 3x2. Os catalães são os favoritos, porém o Milan tem na camisa o peso de sete conquistas, que o torna um time copeiro. Este será o principal jogo da fase de quartas-de-finais.

Para as semifinais, aposto na classificação dos grandes, com confrontos entre Real Madrid e Bayern München, e o Chelsea enfrentando o Barcelona.  

quarta-feira, 14 de março de 2012

Chelsea reverte desvantagem na prorrogação e se classifica


Em um dos jogos mais tensos e disputados desta edição da Champions League, o Chelsea conseguiu reverter a desvantagem e foi o último time a garantir classificação para as quartas-de-finais do torneio europeu. O time inglês recuperou-se da desvantagem de 3x1 no tempo normal, levando o jogo na prorrogação, onde Ivanovic apareceu como centroavante para marcar o gol do desempate.

Apesar de o Chelsea ter chegado primeiro com Sturridge aos 5 minutos, exigindo grande defesa de De Sanctis, foi o Napoli que mandou no primeiro quarto da partida, com o seu esquema 3-4-2-1 fadado ao contra-ataque, que encaixava o Chelsea no meio-campo, proporcionando uma saída rápida pela direita com Maggio, além da movimentação incessante do seu tripé ofensivo, formado por Hansik, Lavezzi e Cavani, que deram trabalho ao Chelsea.

Neste período inicial, o time italiano teve 8 finalizações contra apenas duas do time da casa, e quase saiu na frente com conclusões de Hamsik e Lavezzi defendidas por Cech, além de um chute de primeira de Cavani que passou ao lado do gol.  O Chelsea tinha maior posse de bola, porém estava muito espalhado em campo, o que facilitava o jogo do Napoli.

Porém aos 29 minutos o Chelsea mudaria a partida, após Drogba receber um cruzamento de Ramires e se antecipar à zaga, marcando de cabeça, e oferecendo uma nova dinâmica ao jogo, na qual o Chelsea tomaria o controle do jogo, já que o time teve o maior numero de chances de ampliar, enquanto que a presença do Napoli no campo de ataque estava cada vez mais reduzida, ainda mais depois da lesão de Maggio, que deve que dar lugar a Dossena aos 36 minutos.

Nem bem começou a segunda etapa, e o Chelsea marcaria através de sua velha guarda o segundo gol através de um escanteio cobrado por Lampard na cabeça de Terry, que se antecipou à zaga para cabecear no primeiro pau, em um resultado parcial que daria matematicamente a classificação ao Chelsea.

Porém o Napoli não estava morto, e bastou o treinador Walter Mazzarri adiantar a marcação dos italianos, para que Inler aproveitasse um rebote da entrada da área, dominando no peito com estilo e chutando no canto direito de Cech para descontar, em um resultado que retomava a classificação ao time do sul da Itália.

O treinador Di Matteo arriscou, sacando o discreto Sturridge para a entrada de Fernando Torres, que entrou bem e trouxe uma melhor movimentação no setor ofensivo. Jogo ficou aberto, pois o Chelsea precisava de um gol para levar aos pênaltis, enquanto que o Napoli tinha espaços para contra-atacar e matar o confronto, porém vacilava na execução da jogada. O time inglês tinha um repertório restrito às bolas paradas, e em uma cobrança de escanteio, o lateral do Napoli Dossena quis se passar como goleiro, cometendo um pênalti que fora bem cobrado por Lampard, marcado o 3x1 que levaria o jogo para a prorrogação, apesar da insistência de ambos os times em querer resolver o confronto nos 90 minutos.

Na prorrogação, a impressão inicial era que o Chelsea estava acabado fisicamente, tanto que Matteo queimou suas últimas substituições com as entradas de Malouda e Bosingwa nos lugares de Mata e Terry. O time italiano estava mais bem postado em campo, porém foi o Chelsea com as melhores chances, onde ambas passaram pelos pés de Drogba, o craque do jogo. 

Na primeira, o atacante lançou Torres, que contou com uma falha do goleiro italiano para o atacante errar a finalização, mesmo tendo o gol vazio à disposição. Já na segunda,  Drogba recebeu de Ramires e serviu Ivanovic livre na marca do pênalti para chutar forte no ângulo de De Sanctis para marcar o que seria o gol da classificação dos ingleses.

O Napoli tentou reagir na segunda etapa, porém o time inglês soube usar a experiência de seus rodados jogadores, principalmente de Drogba, que chamou o jogo, cavou faltas para matar o tempo e por pouco não fez o quinto, após receber livre e errar o alvo. O Chelsea agora torce por um sorteio camarada para tentar ir mais longe na Liga. 


Em tempo: Ainda não assisti ao outro jogo envolvendo Real Madrid 4 x 1 CSKA Moscou, que classificou o time espanhol para as quartas-de-final. Os gols do Real foram marcados por Cristiano Ronaldo (2), Benzema e Higuain, enquanto que Tosic marcou para o CSKA. Nenhuma novidade, pois o time Merengue é bastante superior à equipe russa.

sábado, 10 de março de 2012

Vitória para não dar esperanças contra o Napoli


Pela abertura da 28ª Rodada, o Chelsea recebeu o Stoke City no Stamford Bridge no primeiro jogo da liga pós era André Villas-Boas, que acabou transformando o auxiliar Di Matteo no treinador interino do time até o fim da temporada.

Pensando no Napoli, Di Matteo preservou alguns jogadores como Mata e Sturridge, colocando uma formação diferente da que vinha jogando com Villas-Boas, com Kalou e Drogba no ataque, e Mikel, Ramires Lampard e Meireles no meio. A tática mostrou-se ineficaz desde o início da partida, pois o time conseguia controlar a posse da bola, porém não conseguia avançar na intermediária ofensiva, limitando-se a bolas alçadas à área e a chutes de fora da área. 

As melhores chances do Chelsea no primeiro tiveram a participação de Lampard, primeiro em um escanteio cobrado aos 31 na cabeça de Terry, que acertou o travessão, e depois em um tabelamento com Ivanovic, onde o defensor levou vantagem de cabeça e quase encobriu o goleiro Begovic. Neste momento, o adversário já estava em inferioridade numérica, pela justa expulsão de Fuller, que deu um pisão intencional no abdômen de Ivanovic, quando este estava deitado. Não bastasse a inferioridade, quase que o Stoke facilitou a vida do Chelsea em dois vacílos do defensor Shawcross, que por pouco não resultaram em gols.

Di Matteo promoveu ainda na primeira etapa a entrada de Juan Mata no lugar de Meirelles, melhorando um pouco o volume de jogo do time da casa. Porém o adversário continuava muito fechado, dificultando as jogadas do Chelsea, e exigindo que o time continuasse finalizando de fora da área ou alçasse a bola para a área. Em um dos únicos lances de vantagem individual do time, Juan Mata encontrou espaços para deixar Drogba na cara do gol, para este driblar Bergovic e marcar o gol da vitória aos 20 minutos. 

O Chelsea até teve chances de ampliar o marcador, com Mata acertando a trave em cobrança de falta e Sturridge finalizando em um contra-ataque, porém a atuação continuou abaixo da média, mesmo com superioridade numérica ao longo de 75min do jogo. Alguns jogadores simplesmente não foram notados, como Kalou, que só me lembrei de sua escalação no time titular quando tentou sem sucesso criar uma jogada. Já o adversário pouco ameaçou, a não ser em um vacilo de Terry, que permitiu que Jerome ficasse no mano-a-mano com Cahil, e chutando à direita do gol. 

Com a bola que jogou hoje, o Chelsea não dá esperanças de reverter o placar de 3x1 da primeira partida diante do Napoli. O jogo da volta será nesta próxima semana, e só uma vitória por 2x0 ou outro placar por três gols de diferença dá a classificação aos blues.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Escalada da dupla de Manchester e queda de AVB


A maior notícia da 27ª rodada da Premier League não pode ser chamada de novidade, pois a queda do agora ex-técnico do Chelsea André Villas-Boas era apenas uma questão de tempo. 

Tinha a convicção que sua saída seria diante de uma eminente eliminação para o Napoli pela Champions League no jogo da volta das oitavas-de-final, porém o treinador não resistiu a uma derrota por 1x0 contra o West Bromich fora de casa, que combinada com a vitória do Arsenal, deixou o time há 3 pontos da zona da Champions League. 

A relação AVB x Chelsea não deu certo. O treinador foi contratado a “peso de ouro” por Abramovich no inicio da temporada para tentar resgatar o ambiente de Mourinho, já que Villas-Boas foi auxiliar do atual treinador do Real Madrid, além de ter feito uma campanha impressionante com o Porto na temporada passada. Assim como treinadores passados, Villas-Boas não soube domar os líderes grupo, que já fora responsável pela queda de outros treinadores, além de propor um esquema tático que não foi assimilado pelos jogadores, deixando a defesa desprotegida e o ataque previsível.

Para o seu lugar ficará o auxiliar Roberto Di Matteo até o fim da temporada, e o time ainda tem que reverter a desvantagem na Champions League, na Premier League e tentar a Copa da Liga. Villas Boas foi o oitavo treinador do Chelsea desde 2003, consolidando-se como o pior desempenho da era Abramovich, que trata o Chelsea como seu mais novo brinquedo, contratando e demitindo pelo preço que bem entende.

O Chelsea terá uma missão ingrata na Premier League, já que terá 11 rodadas para correr atrás do Arsenal, que tem um iluminado Van Persie. No jogo Liverpool 1 x 2 Arsenal acompanhado pelo Blog, o atacante precisou apenas de duas chances na partida para marcar dois gols, em um excepcional aproveitamento de 100%, que lhe deixa disparado na artilharia da liga com 25 gols, contra 18 de Rooney, o segundo colorado. Apenas um destes gols foi marcado de pênalti pelo holandês, responsável por 45% dos gols do time no campeonato, que o consolida como melhor finalizador da Europa na atualidade.

A briga pela liderança segue emocionante entre a dupla de Manchester, que não tiveram dificuldades para bater seus adversários. A liderança continua com o City, que ganhou por 2x0 do Bolton, em um jogo onde Mancini preservou alguns titulares como Agüero e David Silva, que ficaram no banco mas nem precisaram entrar, pois o time ainda tinha Nasri, Yaya Touré e Balotelli, autor de um dos gols.  O outro foi marcado contra por Steinsson. Já o United bateu o Tottenham em White Hart Lane por 3x1, em um jogo marcado pela eficácia, já que o time não precisou de muitas oportunidades para definir o placar. Fergusson utilizou a postura retraída dos grandes jogos fora de casa, buscando truncar o jogo. O Tottenham teve chances, perdeu gols, e quando o United pensou em atacar, acabou conseguindo marcar o primeiro, e depois o segundo e terceiro já na segunda etapa. 

O Tottenham vem de duas derrotas consecutivas, onde uma foi traumática contra o Arsenal no clássico local por 5x2, depois do time estar vencendo por 2x0. Com a vitória parcial no clássico londrino, o Tottenham abriria 13 pontos contra ao adversário, porém perdeu o jogo, e viu o Arsenal com nova vitória encostar para 4 pontos a diferença para o terceiro lugar, que tem a importância de colocar um time direto na fase de grupos da Liga dos Campeões. 

O campeonato seguirá no próximo fim de semana com a 28ª rodada, onde o City pegará o Swansea fora de casa, enquanto o United pegará o West Bromich.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Banho de bola do Napoli assistido de camarote


Napoli e Chelsea começaram no Stadio San Paolo, na Itália, o duelo pelas oitavas-de-final da Champions League. Vitória do Napoli por 3x1, em um resultado, de certa forma, injusto para a equipe italiana, que jogou muito mais bola, enquanto o adversário falhou bastante defensivamente, mostrou pouco poderio ofensivo, e ainda foi presenteado com um gol, que ainda lhe dá esperanças de classificação com uma vitória por 2x0 em Stamford Bridge. 

O mais do que ameaçado André Villas-Boas tinha plena convicção que a sua continuidade no comando técnico do Chelsea passaria por este confronto de dois jogos, que poderia ser apenas um, caso o time levasse uma goleada irreversível do bom ataque do Napoli, formado pelo tripé Hamsik, Lavezzi e Cavani, que mete medo em qualquer defesa, quanto mais na desorganização “em forma de setor” que é a marca defensiva do time londrino nesta temporada.

Para reforçar a minha afirmação, Villas-Boas escalou o lateral direito Bosigwa na esquerda, no lugar do ainda baleado Ashley Cole, que estava no banco, ainda sem 100% de condições, e deslocando o zagueiro Ivanovic para a lateral direita, onde o sérvio hora ou outra atua.  Não foi atoa que a primeira jogada do Napoli foi pela na sua direita ofensiva, com Cavani aproveitando-se de uma “ratiada” de Bosigwa para exigir uma grande defesa de Cech com o pé.

Villas-Boas ganhou uma chance divina com a lesão de seu improvisado lateral esquerdo logo depois, tendo que colocar Ashley Cole, esse sim, nativo da função. Porém era o Napoli que continuava apertando e Cech salvou uma conclusão à queima-roupa de Maggio, mostrando a força do ataque italiano, porém com a defesa não inspirando a mesma confiança. Foi em uma grande falha defensiva que os Blues abriram o marcador com Juan Mata aos 27, após uma rosca indescritível de Paolo Canavarro, que serviu de assistência para o espanhol inaugurar o marcador, mostrando a total sorte que parecia estar pairando sobre o time londrino. 

Só parecia, pois dez minutos de um total domínio do Chelsea pós-gol, o Napoli finalmente estabeleceria justiça no placar, após um tabelamento entre Cavani e Lavezzi, não devolvido pelo argentino, que preferiu carregar a bola e aproveitar-se da desatenção de Meireles e dos demais defensores que foram atrás de Cavani, para concluir no cantinho de Cech para empatar. Exatamente dez minutos depois, o Napoli viraria o jogo com Cavani ganhando na imposição da defesa inglesa, e empurrando com o ombro um cruzamento de Inler. 

O Chelsea tentou reagir na segunda etapa, mostrando maior ação na intermediaria ofensiva, porém abria espaços para o mortal contra-ataque do Napoli, deixando o jogo aberto e com chances de os ingleses buscarem o empate ou dos italianos ampliarem. E quem levou a melhor foi o Napoli, após mais uma falha defensiva do Chelsea, desta vez de David Luiz, que perdeu o tempo da bola e deixou Cavani se projetar após um lançamento da intermediária, para servir novamente Lavezzi para marcar o terceiro. 

Villas-Boas tentou reagir com os já batidos Malouda e Lampard, porém só o que conseguiu foi salvar o emprego nesta jornada, depois de uma tocada rápida de Cavani com Hamsik, que achou Maggio que concluiu rasteiro para o gol, porém em cima de Ashley Cole, que de carrinho evitou o que seria o quarto gol napolitano, que simbolizaria em uma classificação virtual do time italiano.

No fim das contas, show do Napoli assistido de camarote pelo Chelsea, que pode comemorar um gol ganho de presente e que ainda não inviabilizou totalmente uma classificação para as quartas-de-final, mantendo ainda o emprego de Villas-Boas. Um placar de 2x0 no Stamford Bridge não é nenhum absurdo, porém se for levado em conta o que o time inglês vem jogando, há poucas esperanças devido à desorganização do time e de uma defesa que não inspira nenhuma confiança tendo que se defrontar com um time que detém um contra-ataque mortal.