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terça-feira, 29 de julho de 2014

E o escolhido foi Felipão

E o Grêmio não surpreendeu na escolha do novo treinador. Felipão foi o nome escolhido para assumir a comissão técnica do tricolor gaúcho, retornando dezoito anos depois a um reduto onde foi multicampeão, para reproduzir uma dobradinha de sucesso com Koff.

O passado vitorioso com títulos da Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro, Libertadores e Recopa Sul-Americana entre 1993-96 garante o respeito da torcida, que aprovou a sua contratação, já que o treinador ficou manchado pelo fim desastroso na sua passagem recente pelo Palmeiras, além de comandar a Seleção Brasileira no maior vexame da sua história, nos 7x1 contra a Alemanha.

Ainda não há detalhes sobre o contrato, que deverá ser até o final do ano, porém o casamento é bom para ambos os lados, já que dos nomes especulados, apenas Tite poderia dar melhor resposta levando em conta seus recentes trabalhos. Felipão é ídolo gremista, o que garantirá respaldo do torcedor, que terá paciência caso os resultados não apareçam imediatamente.

Felipão precisava retomar suas origens, para que possa dar prosseguimento a sua carreira, e nada melhor no clube onde foi feliz. Pelo lado do clube, o treinador ainda poderá ser útil nas eleições, já que a sua contratação e posterior continuidade dará vantagem à tentativa de manutenção da situação, que poderá ser encabeçada por uma reeleição de Fábio Koff. 

Já nas quatro linhas ainda olho com restrição a sua contratação, tendo em vista que o treinador mostrou estar desatualizado e enfrentou problemas até no futebol brasileiro com o Palmeiras, embora tenha conquistado com a equipe alviverde o título da Copa do Brasil. Para ter sucesso no Grêmio, Felipão terá que ir além de fatores motivacionais e emocionais, pois terá em mãos um grupo razoavelmente qualificado, que precisa de organização tática e um estilo de jogo bem definido, que possa tirar o máximo de cada peça. 

O retorno do treinador será no clássico Gre-Nal dia 10/08 no Beira-Rio. Um insucesso seria minimizado pelo fator estreia, porém um sucesso já consagraria o treinador. 

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Grêmio rasgou planejamento ao demitir Enderson

A derrota em casa por 3x2 diante do Coritiba sacramentou a queda de Enderson Moreira. O treinador não aguentou a pressão pela série de atuações ruins e resultados decepcionantes e pediu demissão, logo no terceiro jogo após a volta da Copa do Mundo. 

A saída de Enderson significa que mais uma vez o planejamento do Grêmio falhou. A falha não foi na saída propriamente dita do treinador, mas sim em um momento imediatamente após uma parada de 45 dias para a Copa do Mundo que permitia mudanças mais consistentes no planejamento, como uma revisão da Comissão Técnica. 

Enderson teve um bom momento no início da temporada, mas não conseguiu confirmar nas decisões da Libertadores e do Gauchão, além de ter iniciado o Brasileirão com uma campanha regular. As derrotas para San Lorenzo e Internacional deixou-lhe sem respaldo para continuar o trabalho, sendo mantido apenas pela convicção da direção gremista e pelos 55% de aproveitamento nos nove primeiros jogos do Brasileirão, o que deixava o time perto do G4 e com possibilidades de se consolidar na faixa dos melhores. 

Enderson ganhou os reforços de Fernandinho e Giuliano para o meio-campo, além de Matías Rodríguez para a lateral direita, porém não soube usufruir do tempo extra de preparação paar entrosá-los ao time, além de propor soluções e inovações táticas que fizessem o Grêmio jogar mais, já que os resultados do time até então no Brasileirão eram bem melhores que as atuações.

Sem soluções e tendo a implicância do torcedor, a permanência do treinador ficou inviável, terminando até com a convicção da direção, que pôde demiti-lo na parada da Copa do Mundo, mas que por oportunidade e conveniência preferiu superestimar as contratações, que ainda levarão algum tempo para chegar à plenitude física e técnica.  

Os nomes de Tite, Sabella e Felipão são os mais especulados como substitutos. Tite é o preferido da torcida, porém tem pretensões de treinar no exterior e praticamente descartou a possibilidade, enquanto os outros nomes são caros e precisariam aceitar um contrato até o fim da temporada, já que ao final do ano haverá novas eleições presidenciais no clube, o que inviabilizaria um contrato mais longo. 

Já é certo que o novo treinador entrará para apagar incêndio e quiçá levar o time para uma conquista da Copa do Brasil ou um G4 no Brasileirão. Não haverá um planejamento de médio-longo prazo, o que já pesará na escolha do treinador e fará o seu trabalho tender ao insucesso. 

Sem ganhar um título relevante desde a Copa do Brasil de 2001, o Grêmio sucumbe na queda de braço entre uma tentativa de planejamento e os resultados de curto prazo. O clube perdeu o “timing” da mudança de treinador, o que faz com que convicções não existam na prática, e o clube fique em um círculo vicioso de mudança consecutiva de treinadores, onde desde Mano Menezes em 2007, nenhum conseguiu treinar o clube por uma temporada inteira. 

O Grêmio está conseguindo montar um grupo com opções qualificadas, embora alguns setores ainda estejam carentes. O problema será acertar um planejamento que englobe um técnico que consiga tirar o máximo deste grupo. Pelo jeito, ficará para o próximo ano. 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Grêmio fica no 0x0 em reestreia do Brasileirão

E na volta do Campeonato Brasileiro depois da pausa para a Copa do Mundo, o Grêmio não saiu do 0x0 contra o Goiás na Arena, marcando passo na tabela e desanimando seus torcedores que esperavam uma vitória com boa atuação.

Sem ainda contar com todos os reforços, como o lateral Matías Rodríguez e o meia Fernandinho, mas contando com o grande reforço para o restante da temporada, o meia Giuliano, o Grêmio continuou apresentando deficiências ofensivas, que lhe fizeram perder dois pontos importantes na luta pela parte de cima da tabela. 

Enderson escalou o time no 4-2-3-1, com o zagueiro Saimon atuando na lateral esquerda, Riveros e Ramiro como volantes e um Giuliano comandando o trio de meias formado juntamente com Alan Ruíz e Luan, que tinham a função de abastecer Barcos. O time mostrou muito desentrosamento e problemas na transição e aproximação dos meias, que detinham a exclusividade de movimentação, já que não havia a chegada dos laterais e a presença dos volantes para o tabelamento ou infiltração era rara. Porém houve pouca profundidade, o que reduziu as chances de vantagem ofensiva contra a bem postada defesa do Goiás. 

Mesmo assim, o Grêmio conseguiu criar algumas chances, basicamente em lances individuais, com Barcos tendo pelo menos três chances para marcar, enquanto que Luan teve a outra grande chance do time na primeira etapa. Giuliano foi participativo principalmente na primeira etapa, conseguindo criar jogadas, enquanto que Luan foi o único jogador que mostrou movimentação e velocidade na frente. Ambos cairiam de produção na segunda etapa em virtude do cansaço.

Foto: Gremio.NET
Na segunda etapa, o Grêmio até teve momentos de pressão no início do jogo, conseguindo duas conclusões com Alan Ruíz, uma em tabelamento com Giuliano, porém o time caiu de desempenho principalmente após as alterações de Enderson Moreira, que retirou Ramiro para entrada de Dudu, Barcos para a entrada de Lucas Coelho e Ruíz para a entrada de Zé Roberto. O time perde ainda mais qualidade na transição, o que fez com que a bola chegasse quadrada no setor ofensivo, facilitando a marcação do Goiás.  Com isso, o time dependeu exclusivamente das individualidades e de chutes de fora da área, onde Lucas Coelho acabou acertando a trave aos 35 minutos, na melhor chance do Grêmio na partida.

 O Goiás foi conservador ao longo do jogo, e praticamente apenas se defendeu. O time passou a se arriscar mais ao ataque na parte final da segunda etapa, aproveitando-se da desorganização gremista para incomodar o adversário, porém o time parecia satisfeito com o empate em Porto Alegre e preferiu não se esforçar para buscar a vitória. Mesmo assim, a equipe esmeraldina mostrou deficiências defensivas do Grêmio, que mesmo tendo um zagueiro na lateral esquerda e Riveros jogando praticamente como um zagueiro quando o time se defendia, o tricolor gaúcho correu riscos, e Marcelo Grohe teve que efetuar algumas intervenções importantes ao longo do jogo. 

O placar de 0x0 trará muitos questionamentos ao Grêmio, em virtude de o time não apresentar uma atuação satisfatória, além de continuar com alguns problemas ofensivos que eram vistos antes da Copa, como por exemplo, a pouca contribuição de Barcos. O pirata foi substituído nos segundo tempo diante de muitas vaias, e o seu período de titularidade poderá estar chegando ao fim. Uma solução seria Enderson abrir mão do tradicional centroavante de referência para colocar mais um meia, que pode ser Dudu ou Rodriguinho, criando a alternativa do “falso 9”. 

Volta à realidade: Brasileirão recomeça hoje

Depois de 32 dias desfrutando a “Copa das Copas” no seu território, a partir de hoje o brasileiro admirador do futebol terá que voltar à dura realidade do Brasileirão com seus jogos ruins, de precariedade técnica e de pouco tempo de bola rolando, apesar do ingresso cobrado na maioria dos palcos ser maior do que o que o valor pago para assistir aos maiores jogadores do mundo em um evento singular realizado a cada quatro anos.

O Brasileirão deveria recomeçar em clima de desconfiança, depois do povo brasileiro presenciar uma intensa competição de qualidade contrastante ao que estava acostumado a assistir, porém o fanatismo pela sua equipe driblará problemas como ingressos caros, desperdícios de recursos por parte do seu amado clube, falta de qualidade e métodos e táticas obsoletas dos treinadores. O assunto mudança no Futebol Brasileiro será esquecido em detrimento ao famoso “bamu apoiar”, que não se importa com jogos ruins, péssima arbitragem e pouca qualidade de suas equipes.

Alguns clubes aproveitaram a parada da Copa do Mundo para reformular seus plantéis,  trocando peças que não obtiveram rendimento esperado para promissores reforços, dentro das limitações técnicas que o futebol brasileiro oferece.  São os casos de Cruzeiro, Fluminense, Corinthians e Grêmio, que melhoraram seus elencos em relação à primeira parte do Campeonato. 

O Cruzeiro, atual líder do Brasileirão trouxe o zagueiro Manoel, destaque do Atlético-PR, o atacante Neílton, tido como revelação do Santos e Marquinhos, outra revelação do Vitória. O time acabou perdendo o volante Souza (Santos) e o atacante Luan (Al Sharjah-EAU), mas o elenco ganhou qualidade e o time seguirá como favorito para o bicampeonato. O Corinthians foi o segundo que melhor se reforçou, com as chegadas de Elias (que finalmente poderá ser escalado) e Lodeiro para o meio-campo, além do zagueiro Anderson Martins e de Ángel Romero para o ataque. Mano Menezes terá um elenco forte a disposição, e o Corinthians surge como o grande adversário do Cruzeiro para a conquista do título.

Outro que se reforçou muito bem foi o Grêmio, que trouxe duas grandes opções para o meio-campo: Giuliano (ex-jogador do Internacional) e Fernandinho, que estava no Galo. Ambos deverão acrescentar no sistema ofensivo tricolor, enquanto que as contratações de Felipe Bastos e Matías Rodríguez ainda são incógnitas. Eu não conheço o futebol do lateral direito argentino, porém não precisará de muita qualidade para desbancar Pará na lateral direita.

O Fluminense também se reforçou bem, trazendo o zagueiro Henrique (Bordeaux-FRA) e o meio-campista Cícero (Santos). O tricolor ainda conta com o retorno de  Martinuccio (Cruzeiro), e foi outro time que acrescentou qualidade em relação à primeira parte do campeonato. O grande problema do tricolor é o sistema defensivo, ainda carente e que dependerá do bom entrosamento do zagueiro Henrique para evoluir e torna-lo competitivo, já que o time carioca sofreu muitos gols em virtude de falhas defensivas.

O São Paulo trouxe Kaká para jogar o restante do Campeonato Brasileiro. Muricy terá uma dor de cabeça, já que terá que escalar um quarteto: Kaká, Ganso, Pato e Luís Fabiano. Imagino que o quarteto se escalará no carteiraço, deixando o problema de transição lenta e recomposição adequada para o treinador, que terá que descascar abacaxi para contorná-lo, qualificando o meio e deixando o sistema defensivo seguro. O time paulista terminou no G4 e, na minha ótica, disputará duas vagas para a Libertadores com Fluminense, Grêmio e Internacional, já que considero Corinthians e Cruzeiro equipes superiores que tenderão a abrir vantagem na classificação e deverão assegurar as duas primeiras vagas.

Dos times da ponta, o que se reforçou de forma mais modesta foi o Internacional, que trouxe apenas o lateral Wellington Silva e o atacante Luque, sendo o lateral direito uma aposta enquanto que o atacante argentino é uma promessa. No mais, seguirá o mesmo grupo que alternou altos e baixos no Brasileirão, e não ofereceu grandes expectativas para o seu torcedor.  Como o tempo de preparação na pausa para a Copa foi marcado por problemas de relacionamento entre jogadores e por atuações e resultados fracos nos amistosos, o time deverá apresentar muita dificuldade para manter-se na disputa pelo G4. 

Pelo que o Brasileirão mostrou nas primeiras rodadas, grande parte dos times estará envolvida na parte de baixo da tabela, lutando contra a ameaça da Zona do Rebaixamento, o que mostra a falta de qualidade do futebol brasileiro.  

Apesar de não acreditar em melhorias no esporte praticado no Brasil, eu ainda sonho em ver o futebol brasileiro melhorando, com gestores mais comprometidos na qualidade e no espetáculo, com dirigentes se responsabilizando e a redução do poder dos empresários, além de melhores métodos de trabalho e atualização tática dos treinadores. Só assim para que possamos ver um Brasileirão melhor, o que acabará interferindo e melhorando a Seleção Brasileira futuramente.  

terça-feira, 3 de junho de 2014

Balanço e Projeção da Dupla Gre-nal no Brasileirão

Passados 24% do Campeonato Brasileiro, o que dá quase 1/4 da competição, a dupla Gre-Nal mostra que disputará a parte de cima da tabela, como havia previsto antes de a competição começar, porém não está no G4, o que de certa forma me decepcionou, pois imaginava pelo futebol do início do ano que estariam disputando a liderança.

No entanto, essa primeira amostra mostrou que falta grupo de jogadores à dupla Gre-Nal para disputar o título. Ambos possuem bons valores no time titular, e já mostraram em campo qualidade para fazerem boas campanhas, porém quando ambos sofrem com desfalques, o nível cai drasticamente, perdendo competitividade contra equipes mais bem equipadas, como Cruzeiro, Fluminense, Corinthians e até o São Paulo, apesar de toda a irregularidade que o tricolor paulista está mostrando este início de campeonato.

O Internacional foi o que mais sofreu com desfalques, o que de certa forma divide com a direção à responsabilidade de Abel Braga. Em muitos jogos, o treinador não tinha opções qualificadas no banco de reservas e até teve dificuldades para montar o time titular, o que mostra que faltam maiores opções qualificadas para o grupo. Contra o Coritiba, o time começou com apenas 4 titulares e terminou com 2, em virtude dos desfalques. Abel recuperou alguns jogadores que não estavam bem no ano passado, como Alex e Rafael Moura, porém grande parte dos reforços da direção era dispensável nos seus clubes de origem, e ajudou a comprometer a campanha do time. Para completar, alguns jovens mostram estar muito verdes, não agradando o torcedor e prejudicando as suas evoluções, tendo em vista que o clube sempre teve um histórico mais critico com suas revelações, apesar de alguns grandes destaques na década passada. 

AI Inter
A única restrição que faço em relação ao comportamento do time, é em torno de planejar resultados e entrar postado para conseguir este resultado. Em muitos jogos, direção, técnico e jogadores falavam abertamente sobre empatar fora de casa, o que acabou tirando a ambição para que o time vencesse alguns confrontos contra times visivelmente mais fracos. Quando os jogadores são orientados pelo planejamento, já entram mais relaxados, buscando preservar o empate ao invés de tentar buscar a vitória. Com isso, há muita catimba, troca de passes na intermediária e sem verticalização. Vale ressaltar que não vi esse comportamento contra o Fluminense, o que pode mostrar uma mudança de visão, apesar de o time não ter saído do empate no confronto. 


Já o Grêmio perdeu um número menor de jogadores, cuja maioria das posições havia reposição imediata. Somente a lateral esquerda o time sofre com um substituto de Wendell, enquanto que na zaga havia reposição para Rhodolfo, apesar de este ser o melhor zagueiro do time, enquanto que para a transição do meio para o ataque havia opções para o lugar de Luan. Problemático seria se o time perdesse o goleiro Grohe, melhor jogador do time, e que não possui reposição. Barcos é muito contestado pela falta de gols, porém somente nos últimos jogos que o time foi ter um reserva para a posição: Kleber Gladiador. 

AI Grêmio
A grande crítica para Enderson Moreira é que o time não conseguiu jogar bem me nenhum jogo até agora no Campeonato Brasileiro. Apesar da boa campanha, o time não convenceu ainda no Campeonato Brasileiro, e mostrou na primeira fase da Libertadores que pode jogar mais. O treinador também mostra falta de ambição no comportamento do time fora de casa, e também após as entrevistas pós-jogo, mostrando normalidade com os resultados e atuações ruins, que gerou até critica pública de representes da direção, o que sinaliza uma possibilidade de troca de comando no time, nestes 45 dias de parada para a Copa. 

Além do Inter, o Grêmio precisa de reforços para a continuidade do campeonato. A sazonalidade do futebol brasileiro fez com que o Cruzeiro voltasse a jogar bem, enquanto Corinthians e Fluminense alterassem seus departamentos esportivos, evoluindo e entrando na disputa pelo titulo. A dupla Gre-Nal estagnou o desenvolvimento de seus times, muito em função dos desfalques e da falta de reinvenção de Enderson (Grêmio) para resolver os problemas, o que fez com que ambos perdessem terreno no cenário nacional, já que os projetava como os times que tinham o melhor futebol do país na fase final dos Estaduais, já que as demais equipes sofriam enormes dificuldades.

Em uma comparação de tabela, o Grêmio ainda tem uma certa vantagem sobre o Inter, em virtude de ter jogado menos em casa, além de ter enfrentado adversários mais fortes. Já o Inter terá a volta de titulares, e contará com reforços que já foram contratados, o que aumentará a qualidade e projetará um futuro melhor na Competição, já que hoje ambos lutam pelo G4, e estão ficando em desvantagem para o São Paulo, além de Cruzeiro, Fluminense e Corinthians possuírem grupos mais consistentes.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Grêmio encerra sua jornada forasteira com empate

O Grêmio foi até a Ilha do Retiro e ficou no empate em 0x0 pela 8ª Rodada do Campeonato Brasileiro contra o Sport. Com isso, o tricolor perdeu a chance de se garantir no G4, mas encerra a sua sequencia de jogos fora de casa antes da parada para a Copa do Mundo com 5 pontos em 5 jogos, o que é razoável, mas que poderia ter sido melhor.

Para o jogo, Enderson contou com problemas para escalar o segundo volante, já que Ramiro e Riveros estavam fora de combate, e a solução foi colocar Zé Roberto na função, que é conhecida do jogador por tê-la desempenhado por um bom tempo na carreira, mas que hoje seria difícil em virtude da sua idade avançada e da necessidade de mobilidade para recompor o time e atacar.

E foi o que aconteceu. No início do jogo, Zé Roberto era bastante participativo ao ataque e contribuía com os demais meias Alan Ruíz, Rodriguinho e Dudu, porém o Sport conseguia explorar o espaço gerado pelos seus avanços e criava problemas, principalmente no seu setor direito ofensivo, nas costas do lateral Breno. Grande parte do jogo foi assim, com o Grêmio dominando a posse de bola em virtude de ter mais qualidade técnica, chegando até a intermediária ofensiva, mas sem conseguir uma grande quantidade de chances.

O Sport teve as melhores oportunidades da primeira etapa, sempre com a vantagem de Érico Junior na direita, enquanto que o ex-colorado Augusto comandava a transição do time. Estranhamente o treinador Eduardo Baptista retirou ambos ao longo da segunda etapa, quando nenhum apresentava problema físico ou clinico. Isso ajudou o Grêmio a manter o empate, apesar de Grohe ter feito várias defesas no final da partida, quando o Sport teve chances reais de conseguir a vitória.

AI Grêmio
Já o Grêmio fez mais uma partida abaixo do futebol mostrado na primeira fase da Libertadores, quando apresentou o potencial do time de Enderson Moreira. Até agora, ainda não convenceu no Brasileirão, apesar de estar na ponta de cima da tabela. Contra o Sport, Dudu e Rodriguinho não fizeram boa partida, sendo que o último chegou a ser substituído pelo treinador, em mais uma ação que considerei um equivoco, pois o meia o melhor do setor nos últimos jogos do tricolor. Nesta substituição, Enderson tentou recompor a volância com a entrada de Matheus Biteco, adiantando Zé Roberto. Até Kléber Gladiador recebeu chance na parte final da partida, porém o Grêmio não conseguiu sequer um lance agudo de perigo, e teve que comemorar o empate, graças às defesas de Grohe.

No fim das contas, faltou ambição ao Grêmio. Time poderia ter agredido mais o Sport e conquistado os três pontos. Mesmo assim, a campanha fora de casa não é ruim, apesar considerar insuficiente a média de um ponto por jogo fora de casa para um eventual título e até o G4, já que o ponto de corte esse ano deverá ser alto, em virtude da desigualdade econômica entre os clubes, que possibilitam o aparecimento de sacos de pancadas, em razão de clubes com orçamento modestos nem sempre conseguirem otimizar seus grupos de jogadores com a baixa receita.

Serve de alento o fato de o Grêmio ter apenas três jogos em casa até então, enquanto que o rival Internacional já possui cinco. Fazendo o dever de casa, o time voltará ao G4. Porém, pensando em um longo prazo, terá que jogar melhor para se manter entre os primeiros.  

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Grêmio foi eliminado da Libertadores. E agora?

Nesta quarta-feira, o Grêmio perdeu nos pênaltis a vaga para as quartas-de-final da Libertadores, deixando prematuramente a competição e encerrando o projeto de 2014, que era basicamente focado na competição sul-americana. 

Eliminação de certa forma merecida, pois o time argentino jogou melhor, e sofreu o gol em uma de suas poucas falhas defensivas. O Grêmio não conseguiu superar as adversidades, e mostrou que falta qualidade ao time e opções ao elenco, dependendo muito mais da individualidade dos jogadores. A eliminação também pode ser explicada por motivos táticos, já que o Grêmio apresentava pouca variação e movimentação, buscando quase sempre centralizar as jogadas e que facilitava a defesa do San Lorenzo.

Enderson Moreira não errou na escalação, pois tirou Ramiro e promoveu a volta de Luan, deixando o time mais ofensivo. Porém Luan e Zé Roberto não foram bem, e acabaram sacados na segunda etapa por Rodriguinho e Maxi Rodrigues, que melhoraram um pouco o time, mas não o suficiente para reverter o escore nos 90 minutos. Ao longo do primeiro tempo e de parte do segundo, o tricolor dependeu quase que exclusivamente da movimentação de Dudu e da vantagem individual de Barcos sobre a defesa argentina, já que o argentino teve duas chances de gol na primeira etapa.

No mais, o Grêmio tinha muitos problemas na saída de bola e na aproximação dos jogadores, já que apenas o lado esquerdo funcionava com a chegada de Wendell e da movimentação de Dudu. O time argentino se defendia bem no 4-4-2 com as famosas e ortodoxas duas linhas de quatro jogadores, o que exigia movimentação e alternativas da parte gremista para driblar o esquema e surpreender o adversário, o que não aconteceu.

No segundo tempo, o nervosismo foi tomando conta do Grêmio, o que deixava o San Lorenzo ainda mais à vontade para adiantar a marcação e manter a posse de bola no campo de ataque. No início, o time argentino conseguia recompor-se agilmente quando necessário, chegando até a ter uma grande chance para matar o confronto, porém foi cansando ao longo do jogo, e foi em um lance de falta de recomposição que o Grêmio encontrou espaços na direita com Rodriguinho, que cruzou para Dudu marcar o gol que levava o jogo pelo menos para os pênaltis.    

AI Grêmio
Naquela altura, resolver o jogo nos 90 minutos era melhor negócio para o Grêmio, já que o adversário estava inferior fisicamente, porém o time argentino conseguiu levar aos pênaltis, onde prevaleceu a competência nas cobranças, já que todos os jogadores do San Lorenzo converteram, enquanto que Barcos e Maxi desperdiçaram para o Grêmio, em grande atuação do goleiro Torrico. Ficou a impressão que o Grêmio não se preparou para a disputa das penalidades, pois os jogadores não estavam concentrados, a ponto de Barcos, cobrador oficial, bater mal e errar.

Nesta quinta, é dia da pílula do dia seguinte no vestiário gremista. Enderson Moreira continuará juntamente com o departamento de futebol? A tendência é de saída, após o clima de despedida que fora revelado após a partida, nos poucos discursos melancólicos do pós-jogo.  E no grupo? Há muitas criticas para Pará e Barcos. O primeiro vem comprometendo sistematicamente e mostra ser um lateral insuficiente, enquanto que o pirata é marcado pelo seu alto salário, e mesmo fazendo uma boa partida, sendo um dos melhores do time, ficou marcado pelo pênalti perdido e pelo seu péssimo 2013. 

Impressionou-me a passividade na qual o staff gremista aceitou a eliminação precoce, responsabilizando o fato de ter dado atenção ao Gauchão. Em 2013 eu lembro que o fato de não ter dado importância ao estadual Gaúcho foi uma das desculpas para a má campanha, já que a equipe titular havia jogado pouco, então a contradição de argumentação de um ano para o outro não me serve, até porque o último titulo oficial do Grêmio já vem do longínquo 2010, o que é muita coisa para um clube da grandeza do tricolor gaúcho.

O Grêmio mostra que planejou mal ou que superestimou seu 2014, tendo em vista que o grupo no início da temporada era modesto e Enderson conseguiu montar um time. O treinador mostrou ontem e nos Gre-Nais que ainda não está preparado para enfrentar decisões com a cobrança de um time grande, já que vacilou principalmente nos Gre-Nais nas suas escolhas de escalação. Ontem sua responsabilidade foi a de não conseguir encontrar soluções para surpreender o adversário, porém esta precisa ser solidária com a direção gremista, que se planejava um 2014 vitorioso, necessitava fornecer maior qualidade no elenco, algo que faltou nos momentos decisivos e que exime a exclusiva responsabilidade do treinador.  

O Grêmio enfrenta dificuldades financeiras desde a migração para a Arena em virtude de um perverso contrato, que toma tempo e forças de seus dirigentes. Há informação de direitos de imagem (complemento salarial) atrasados, o que facilmente tira o foco dos jogadores. Por outro lado, há uma torcida que não vê o time ganhar um titulo importante há 13 anos, e que vive da esperança de um próximo ano melhor, depois de boas campanhas no Campeonato Brasileiro que levam o time para a Libertadores. Não seria melhor o time encarar a realidade e tentar recuperar a supremacia do Inter no Gauchão e focar na Copa do Brasil? Os torcedores precisam de títulos e não de promessas.

Para o restante de 2014, o Grêmio já tem certa a saída de jogadores, como Wendell, Ramiro e Bressan. Resta saber se precisará se livrar de mais alguns jogadores, mas precisará de reforços em praticamente todos os setores, já que o que mostrou até agora é insuficiente para uma competição longa como o Brasileirão, que precisa de opções no elenco para driblar os constantes desfalques. 

domingo, 20 de abril de 2014

Resultados deixam Enderson entre a cruz e a espada

Neste domingo, o Grêmio estreou no Campeonato Brasileiro com derrota frente ao Atlético-PR no Orlando Scarpelli, em Florianópolis, já que a equipe paranaense cumpre punição em função da batalha de torcidas no jogo contra o Vasco, na Arena Joinville, e que manchou a edição 2013 do nacional.

Em um jogo ruim, e cujo clímax foi aos 15 minutos da primeira etapa com o gol do Furacão, o Grêmio mostrou que ainda não se recuperou do golpe sofrido na final do Gauchão, quando perdeu as duas partidas para o Internacional, chegando a sofrer goleada de 4x1 no jogo decisivo.  Sem jogar desde então, Enderson sacou Werley, que comprometeu a defesa nos clássicos, para promover um vestibular com as entradas de Geromel e Bressan, para decidir quem faria dupla com Rodolpho na titularidade, sendo que este foi poupado na estreia do time no Brasileirão.  

Para complicar a vida de Enderson Moreira, o goleiro Grohe sentiu um desconforto minutos antes da partida e foi substituído por Busatto. Com um trio defensivo totalmente reserva, o vestibular proposto pelo treinador do Grêmio falhou, pois mostrou muita indecisão, além de inversões de jogo totalmente perigosas e que poderiam servir de arma para o adversário. O gol saiu em um vacilo defensivo, quando Marcos Guilherme cobrou uma falta à meia-altura que encontrou o zagueiro Dráusio entre a defesa e o goleiro, que indecisos não sabiam o que fazer no lance, facilitando a vida do Atlético, que até então não fazia nada para merecer a vitória. 

Pressionado pelos resultados e por fazer uma partida contra um adversário totalmente remontado em função dos vários afastamentos de jogadores que disputaram a Libertadores, e que em campo pouco fazia para justificar a vitória, Enderson Moreira usou as três modificações na segunda etapa, sacando os laterais Pará e Breno, além do zagueiro Brassan para as entradas de Éverton, Léo Gago e Rodriguinho. O time, como esperado, tentou pressionar na segunda etapa, porém a desorganização gerada pelas mudanças efetuadas mais prejudicaram o time na busca pelo resultado do que ajudaram, deixando a tentativa de reação do time restrito aos lances de bolas paradas e jogadas aéreas, onde também houve pouca vantagem do time gremista.

O resultado de hoje não é isoladamente decisivo, pois o Grêmio não esconde a sua preferência pela Libertadores da América. Porém se quarta-feira o time não obter um bom resultado contra o San Lorenzo no jogo de ida pelas oitavas-de-final, haverá um somatório dos resultados e atuações ruins recentes e que podem dar fim à trajetória de Enderson Moreira no comando técnico do Grêmio.  

O treinador vinha fazendo um bom trabalho neste início de temporada, com campanha irretocável na Libertadores em um grupo tido como o mais difícil, além de boa campanha no Gauchão que o levou à final. Porém o comandante errou em suas escolhas nos dois clássicos, que culminaram com derrotas e perda do título, e um Gre-Nal tem o poder de destruir a casa de quem perde bem como arrumar a casa de quem ganha. Para complicar, o Grêmio enfrenta uma seca de títulos que tira a paciência do torcedor, e Enderson não tem um curriculun que lhe de tranquilidade para enfrentar um período de grande turbulência, como este que esta ocorrendo.

Apostei no Grêmio para a Libertadores por ser o Brasileiro mais consistente (o que não é necessariamente um favoritismo) além de considera-lo uma das potenciais forças para o Brasileirão, porém acho cedo reconsiderar a minha opinião, como alguns leitores sugerem. O Grêmio vive em um período de crise técnica e desmobilização em função dos desfalques e de perder para o rival, porém tenderá a crescer ao longo dos próximos jogos. Só não sei se será com Enderson Moreira, já que os 4x1 do Gre-Nal sempre pesarão contra o treinador. 


Atualização 21/04 - 13h
Nesta segunda-feira, o Grêmio comunicou que os jogadores Rodolpho e Wendell, lesionados em treinamentos, nem viajarão para a Argentina, o que aumenta ainda mais o dilema do treinador para o jogo de ida da Libertadores pelas oitavas-de-final. 

Enderson terá que optar por jogadores que não foram bem ontem contra o Atlético-PR. O goleiro Grohe e o atacante Luan ainda são dúvidas, em virtude de estarem se recuperando de suas respectivas lesões, mas acredito que deverão jogar.

Azar para o Grêmio, que tanto quis adiar em uma semana o primeiro jogo das oitavas em virtude do Gre-Nal, conseguindo por enfrentar uma equipe argentina (teve rodada no seu nacional no meio da semana passada), porém jogará com desfalques um jogo importantíssimo. 

domingo, 13 de abril de 2014

Inter é tetracampeão Gaúcho com sobras

Neste domingo no Estádio Centenário em Caxias, já que o Beira-Rio não foi liberado, o Internacional goleou o Grêmio por 4x1 e conquistou seu 43º titulo gaúcho, sendo o quarto consecutivo. Foi um título incontestável, já que o Internacional foi superior em ambos os jogos cuja soma dos jogos ficou em 6x2 para o Inter. 

Abel procurou manter o time do segundo tempo do primeiro Gre-Nal da decisão, que trouxe outra dinâmica ao time e reverteu a derrota parcial na primeira partida. Méritos do treinador, que teve tempo para aperfeiçoar a escalação na sua formação desejada, e colocou um time bem postado defensivamente e técnico para, capaz de entrar na área do adversário trocando passes. 

O Inter esperou o Grêmio no início do clássico, já que a equipe estava com vantagem confortável e o rival precisava tomara a iniciativa. O tricolor tentava pressionar, porém não conseguiu um lance sequer de perigo, e ainda facilitou a vida do Inter, com um erro defensivo de Werley, que permitiu que Rafael Moura protegesse a bola até encontrar D’Alessandro para concluir no canto de Grohe: 1x0. 

O gol destruiu o pouco de mobilização que o Grêmio tinha para tentar reverter o placar. O Inter passou a controlar o jogo e teve chance para ampliar ainda no primeiro tempo, porém foi na segunda etapa que o Colorado transformaria em goleada. 

Tudo começou com a alteração de Enderson Moreira no intervalo para dar maior ofensividade ao time, com a entrada de Maxi Rodriguez no lugar de Edinho. A modificação foi um total desastre, pois na prática não aumentou o poderio ofensivo do time, além de escancará-lo para que o Inter trabalhasse a bola e matasse a partida. Aos 4, Alex aproveitou uma finalização desviada de Alan Patrick e marcou o segundo. Aos 11, Alan Patrick marcou de pênalti, que fora sofrida por D’Alessandro e aos 13, Alex marcou seu segundo e o quarto do Inter após linda jogada coletiva envolvendo Alan Patrick e Rafael Moura na Esquerda. O Grêmio ainda descontou com gol contra de Ernando, depois de jogada de Dudu na direita, em um momento que o tricolor havia melhorado na partida em virtude do remédio de Enderson, que escalou Léo Gago no lugar de Alan Ruíz.

AI Inter
Mas já era tarde, a derrota e a perda do titulo já estava consumada. Restou o Inter administrar o restante da partida, e levantar a taça após o apito final do árbitro Márcio Chagas, que não fez uma má arbitragem, e procurou controlar o jogo disciplinarmente ao expulsar Pará e Williams que se envolveram em confusão. No lance, se tivesse expulsado apenas o jogador gremista, o arbitro não teria errado, pois não vi nada que o volante colorado pudesse ter feito para também ser expulso, a não ser o critério de tranquilizar o clássico com uma expulsão para cada lado.

O clássico mostrou que o Inter achou seu caminho e está crescendo, a ponto de ser uma das forças do Campeonato Brasileiro. Abel conseguiu dar segurança à defesa, que é mais dinâmica com Ernando ao lado de Paulão. No meio-campo, Alan Patrick ganhou a titularidade e participou da maioria dos lances de perigo do time, além de ser uma opção para o tabelamento com Aránguiz, Alex e D’Alessandro, algo que Jorge Henrique não conseguia fazer. Alex foi outro que cresceu nos últimos jogos, principalmente com a entrada de Alan Patrick, e foi um dos destaques dos dois jogos da final, marcando dois gols na decisão. Rafael Moura não marcou, mas participou das jogadas do primeiro e do quarto gols.

Após o jogo, a direção colorada sinalizou com a contratação de reforços. Pelo clima na coletiva do treinador Abel, pelo menos um já está acertado, o que é bom para qualificar o elenco, principalmente porque Aránguiz está com contrato por se encerrar, além do chileno ter que abandonar o grupo colorado para servir à seleção chilena na preparação para a Copa do Mundo.  Serão necessárias peças de reposição para que o time brigue pelo tão esperado tetracampeonato brasileiro.

Já pelo lado gremista, surgem indefinições e questionamentos quanto ao treinador Enderson Moreira, de bom trabalho neste início de temporada, mas que foi muito mal na disputa do Gauchão. O treinador montou um Grêmio promissor com peças jovens, que virou um dos destaques da Libertadores ao passar por cima de um grupo teoricamente difícil, com Nacional do Uruguai, Newell’s Old Boys da Argentina e Atlético Nacional da Colômbia. Não me atrevo a chamar de grupo da morte, em função de os times adversários não terem jogadores tão qualificados e que honrem com a história de suas camisas, porém é inegável dizer que o treinador fazia um trabalho irreparável até medir forças com o Internacional.

UOL
Tenho minhas restrições quanto aos times da Libertadores, em função do abismo financeiro existente entre os times latinos e os brasileiros (com exceção dos mexicanos), e que fazem com que os times brasileiros sejam obrigados a fazerem boas campanhas tamanho o investimento e mobilização para o torneio. Porém o Inter foi, até agora, a equipe mais forte que o Grêmio enfrentou na temporada, e em uma decisão, mostrou que o time tricolor ainda não está preparado para decidir, e nem o técnico Enderson Moreira, já que o comandante gremista errou nos dois clássicos, no primeiro por omissão, ao demorar para detectar os problemas do time, enquanto no segundo foi por ação equivocada, que abriu o time para sofrer uma goleada para o Internacional.

O treinador teve mérito de remediar o grande problema que causou antes de transformar o clássico em uma vitória histórica do Inter, que provavelmente lhe derrubaria do cargo, porém a má atuação do treinador nos clássicos ficará guardada para ser somada a uma eventual desclassificação da Libertadores, o que lhe derrubaria do cargo, por mais promissor que Enderson Moreira seja. Além da inexperiência do grupo e do treinador, ficou evidente a falta de opções do grupo gremista, que depende basicamente de Jean Deretti, Alan Ruíz e Maxi Rodríguez para mudar a história dos confrontos. Se Barcos se machucar ou ficar impedido de jogar, não teria reposição, enquanto que Werley e Pará estão tendo atuações em nível crítico, porém Bressan foi preterido e sumiu, enquanto não há um lateral direito capaz de desbancar Pará. 

Muitas questões e outras afirmações ocorreram com a final do Gauchão. Porém sigo dizendo que a dupla Gre-Nal entrará forte no Brasileiro, tendo como adversário o Santos e os times mineiros, principalmente o Cruzeiro, que voltou a mostrar um bom futebol.  E que venha o Brasileiro... 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Grêmio mostra que Gre-Nal serviu de lição

O Grêmio mostrou na vitória que garantiu a classificação no Grupo 6 contra o Atlético Nacional na Colômbia, que tem poder de superação emocional, além de mostrar aos pessimistas que não virou do dia para a noite o pior time do mundo, por ter perdido na Arena o clássico Gre-Nal.

O Gre-Nal serviu para mostrar para o lado gremista que o time era mortal, e tem deficiências que podem custar pontos. Mostrou a falta de maturidade dos jovens jogadores tratando-se de decisões e até do treinador Enderson Moreira, que preferiu ser conservador em um momento decisivo e abreviou a chance de reagir. Já para o lado Colorado, mostrou potencial de crescimento, que poderá se sustentar se Abel fizer a coisa certa, substituindo jogadores que não estão contribuindo com o time, além de uma mudança de formação que favoreça a característica dos jogadores, como foi feito na segunda etapa. 

É bem verdade que o Atlético Nacional não tem a qualidade do Internacional (assim como a grande maioria dos times latinos), porém o Grêmio mostrou mais uma vez ter um bom time, bem treinado por Enderson Moreira e que se configura como o melhor brasileiro na competição, tanto nos resultados, quanto nas atuações. É, atualmente, o único brasileiro que faz valer o maior poderio econômico e se impõe contra os adversários. 

O time gremista se caracteriza pela solidez do sistema defensivo, que levou apenas um gol e mantém o time invicto. A zaga ainda apresenta problemas com a irregularidade de Werley, porém Marcelo Grohe tem dado conta, e mostrado que a atual e anterior direção subestimou-o ao deixa-lo tanto tempo no banco. 

Do meio para frente, o time ainda apresenta inconstâncias, como a de não conseguir manter a posse de bola no campo de ataque nos jogos fora de casa, muito em função de não ter um camisa 10, desde a lesão de Zé Roberto. Essa falta de uma referência também atrapalha nos jogos em casa, deixando o time muito dependente da individualidade dos velozes Dudu e Luan, que por serem jovens ainda são irregulares.

O time se garantirá com uma das melhores campanhas de primeiro lugar da fase de grupos da Libertadores, o que lhe dará vantagem no mata-mata. Vencendo o Nacional e chegando aos 14 pontos, a perspectiva de pegar um brasileiro que consiga se classificar com 10 pontos no segundo lugar de seu grupo é muito grande. Aí, mais uma vez, será testado o poder de decisão do time, que falhou no seu primeiro teste, o Gre-Nal.

O Grêmio precisa mostrar maturidade e poder de aprendizado neste aspecto, para que possa ir longe na Libertadores, já que possui um time capaz, e que hoje teria como adversários fortes somente o Santos Laguna, Vélez, Newell’s Old Boys e o Atlético-MG, se este mostrar evolução.

Para o Campeonato Brasileiro as perspectivas também são animadoras, e hoje apenas Grêmio, Inter e Santos mostram potencial para disputar o titulo. É bem verdade que Cruzeiro e Atlético-MG poderão evoluir, e haverá a parada para a Copa do Mundo juntamente com a janela de transferências, porém se o tricolor conseguir conciliar a Libertadores e o Brasileirão nestas 9 primeiras rodadas do certame nacional, conseguirá uma pontuação capaz de lhe deixar em vantagem para a volta da parada, suficiente para disputar o titulo brasileiro. 

domingo, 30 de março de 2014

Gre-Nal 400 com vitória do Inter e lição para os técnicos

O clássico Gre-Nal deste domingo foi muito mais do que apenas o 1º jogo da final do Campeonato Gaúcho. Além de ser o 400º clássico, foi a primeira vitória na Arena, que acabou ficando com o Internacional, já que os dois primeiros clássicos terminaram empatado.

O jogo teve dois tempos distintos, muito em função das opções de escalação e formação de Abel Braga para o clássico, e que confirmaram a minha opinião de irregularidade do time que poderá render muitos pontos perdidos se não for sanada. No post anterior, escrevi sobre o assunto, porém repito: No primeiro tempo, que foi basicamente a escalação utilizada por Abel Braga, o Inter teve problemas defensivos com as falhas individuais constantes do zagueiro Paulão, além de falta de cobertura na marcação, onde Williams tinha que marcar sozinho, e falta de velocidade ofensiva, o que dificultava a criação de jogadas, bem como ajudava no desarme adversário.

No primeiro tempo, o Grêmio teve uma pequena superioridade, muito em função do gol aos 14 minutos com Barcos, quando Pará acertou um cruzamento na cabeça do atacante, que teve méritos de se antecipar à zaga colorada e escolher o canto.  Antes do gol, o jogo era parelho, com chances para ambos os lados e uma vantagem na posse de bola para o lado tricolor. Após o tento, o time gremista explorou mais os problemas colorados, porém não fez uma grande partida a ponto de merecer um placar maior no primeiro tempo, já que as figuras de destaque do time Luan e Dudu não fizeram uma boa partida. O Inter terminou o primeiro tempo com maior posse de bola (62%), mas não era nada produtiva.

No intervalo para o segundo tempo, Abel alterou a escalação com as entradas de Alan Patrick e Ernando nos lugares de Jorge Henrique e Juan. A troca de zagueiros foi em função de lesão, porém Jorge Henrique já merecia há algumas partidas ser sacado, em virtude de pouco contribuir para o time. Na formação, o treinador colorado soltou Aránguiz para atacar, já que o chileno foi ao longo da primeira etapa um volante, que não conseguia ajudar Williams e que não tinha a possibilidade de contribuir ofensivamente, onde tem sido destaque e formando um esquema 4-1-4-1.

Crédito: UOL
Com as mudanças, o Inter cresceu na volta para a segunda etapa e logo chegou ao empate com Rafael Moura, depois de jogada de Alex para Aránguiz na direita, que cruzou na cabeça do He-Man. O Grêmio sentiu o gol e não conseguiu reagir, enquanto o Inter cresceu na partida e passou a chegar com facilidade na área gremista. O Inter passou a acumular conclusões e só teve dificuldades para ampliar o marcador em virtude de Marcelo Grohe, que fez intervenções importantes e foi um dos destaques da partida. 

O jogo pedia mudanças no time do Grêmio, e Enderson mostrou conservadorismo ao tirar Dudu para a entrada de Alan Ruíz. É bem verdade que o meia não fazia boa partida, porém diante das circunstâncias era esperado que o treinador tirasse um dos volantes para ampliar o poderio ofensivo do time. Pouco depois da escolha de Enderson, o Grêmio acabou levando a virada mais uma vez através de Rafael Moura, que desta vez recebeu um cruzamento de Fabrício pela esquerda.  Enderson então colocou Maxi Rodríguez e Jean Deretti, porém o time já estava entregue animicamente e fisicamente, e pouco conseguiu produzir. 

O placar, que praticamente dá o tetracampeonato ao Inter, deixa lições para ambos os lados. Mostra que, apesar de bem montado, o time gremista ainda é verde, sentindo nos momentos decisivos, além de Enderson Moreira, que acabou abrindo mão de escolhas mais ousadas e mostrou pragmatismo na hora de buscar soluções para o time, mostrando ainda não estar ambientado com grandes decisões. Eu acho o time do Grêmio muito promissor e deverá fazer um bom Campeonato Brasileiro, porém antes do clássico já tinha minhas dúvidas em relação ao comportamento do time em decisões. Precisará ganhar maior maturidade, senão sofrerá bastante na fase final da Libertadores.

Já para o Internacional, queimei a minha língua com a escalação de Rafael Moura, já que achava temerária a sua escalação em detrimento a Wellington Paulista, que entrou bem e marcou gols na sua oportunidade. Porém o primeiro tempo escancarou os problemas do time Colorado, e Abel mostrou com a mudança na escalação e de atitude na segunda etapa que diagnosticou e tratou os problemas, que mostraram um promissor potencial ao time na segunda etapa, e que poderá se consolidar como um dos melhores times do Brasil se Abel tiver humildade em rever conceitos e definir a nova escalação.  

O segundo tempo do Internacional foi muito superior ao primeiro do Grêmio, o que dá justiça à vitória Colorada. Foi um grande Gre-Nal que mostrou que a dupla tem condições para fazer um bom Campeonato Brasileiro. 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

A conta chegou, exigindo criatividade do Grêmio

O Grêmio alterou a sua estratégia de montagem do elenco para 2014, abrindo mão dos chamados “medalhões” e seus altos salários para abrir espaço para jovens revelações da base ou contratações de jogadores promissores, com alto potencial de revenda. 

Até agora, o time treinado por Enderson Moreira anima, pois proporciona um jogo intenso e ofensivo com jovens e velozes jogadores, além de recuperar o futebol dos poucos “medalhões” remanescentes como o caso de Barcos, que voltou a marcar gols e ser importante.  O treinador conseguiu montar uma base formada por jogadores experientes como Rodolpho, Edinho, Zé Roberto e Barcos, além da afirmação de jovens jogadores. Como destaques, temos o lateral esquerdo Wendell, que herdou a posição do negociado Alex Telles, além de Ramiro no meio e Luan no ataque, além das entradas de Dudu e Alan Ruíz, que têm se mostrado úteis. 

É um time mais barato que o de 2013 porém mais promissor, pois este encaixou e não se assustou com os adversários do Grupo 6 da Libertadores, tido com o grupo da morte. Até agora, o Grêmio venceu seus dois jogos e lidera o grupo, encaminhando uma classificação como primeiro e com uma ótima pontuação, já que na competição os times que mais pontuam tem vantagem de decidir em casa nos jogos mata-mata. 

Se dentro de campo o Grêmio anima o torcedor em busca de um grande titulo que não vem há praticamente 13 anos, fora dele preocupa, pois a direção está quebrando a cabeça para honrar seus compromissos financeiros e por isso está negociando parte ou a totalidade dos direitos econômicos de alguns de seus jogadores, como forma de conseguir fazer caixa, porém mantendo-os até o final da disputa na Libertadores pelo menos. Neste ano, o presidente Fábio Koff negociou parte dos direitos econômicos do zagueiro Bressan e de Ramiro, além de anunciar a venda do lateral esquerdo Wendell. 

Os valores obtidos deverão cobrir o déficit que ainda persegue o clube, garantindo o pagamento dos salários até o final da disputa da Libertadores, porém de certa forma preocupam, pois logo adiante o clube precisará negociar outros jogadores para continuar mantendo a sua saúde financeira, o que dá a ideia de um novo desmanche. Porém merece ser saudada a equipe de olheiros, que buscou jogadores de grande potencial e que poderão ser futuramente negociados, além de tornarem-se úteis ao time enquanto estiverem no clube.

Essa estratégia/necessidade de vender jogadores é em função do rombo provado pela montagem do time de 2013, baseado em renomados e, por consequência, caros jogadores, que oneraram a folha de pagamento e não deram a resposta esperada. Além do grupo de jogadores, o contrato com a OAS onde o clube não recebe nada da arrecadação dos jogos, além de ter que pagar um valor anual à construtora mostrou-se danoso ao clube, que terminou 2013 com um déficit próximo aos R$ 90 milhões, e que foi amenizado com a venda imediata de Alex Telles. 

Eu até escrevi em uma publicação que não acreditava na perversidade deste contrato, pois o clube estava tendo gastos excêntricos e não imaginava que o maior presidente da história do clube pudesse ser irresponsável a ponto de inviabilizá-lo financeiramente. Porém errei e tenho que reconhecer isso, mas também tenho que reconhecer a capacidade do presidente gremista em montar uma equipe de profissionais competentes em busca de superar estas dificuldades, que poderiam exterminar com o clube. 

Resta saber como estas notícias de negociações irão impactar na campanha do time na Libertadores. O torcedor fica desmotivado e os jogadores podem perder o foco, tendo em vista que começam a pensar sobre o futuro e perder rendimento. 

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Gre-Nal 399 termina empatado em 1x1

Finalmente hoje, 09 de fevereiro, Grêmio e Inter mostraram a que vieram para a temporada 2014 no primeiro grande jogo de cada um, logo em um clássico Gre-nal. Em termos gerais, a primeira impressão de cada time não é boa, tendo em vista que o clássico foi um jogo fraco, com poucas chances de gols e centrado no meio campo.

Na primeira etapa, o Grêmio tomou a iniciativa e chegou a criar uma blitz contra a defesa Colorada nos primeiros minutos de jogo. Com marcação adiantada, facilitando a retomada no campo de ataque e com intensidade de movimentação, o tricolor teve duas chances claras de gol, uma com Barcos e outra com Edinho. Muriel foi bem em ambos os lances. O Inter praticamente só se defendia, pois tinha dificuldades na saída de bola e a transição ofensiva era muito lenta.  

O panorama do jogo mudou após a parada técnica para reidratação dos jogadores. Abel Braga consertou o time e o Inter começou a preencher mais o campo ofensivo, valorizando a posse de bola e ficando mais próximo do gol. O time até não chegou a criar chances claras, salvo o gol de Fabrício, oriundo de um passe de Williams que teve um corta-luz desajeitado de Jorge Henrique e que sobrou para o lateral esquerdo livre de marcação nas costas de Pará para desviar de Grohe.

O Inter voltou melhor na segunda etapa, controlando o jogo nos primeiros minutos. Rafael Moura teve a chances de ampliar de cabeça, obrigando uma grande defesa de Marcelo Grohe. Com o Inter superior e o Grêmio em desvantagem no placar, Enderson sacou Luan e Ramiro para as entradas de Maxi Rodríguez e Jean Deretti. O Grêmio chegou mais ao ataque, porém só conseguiria empatar em um lance confuso envolvendo o zagueiro colorado Paulão, com a bola batendo em sua mão. O árbitro Leandro Vuaden assinalou a penalidade e Barcos empatou.  Empate justo, já que em cada tempo um foi melhor e no fim das contas nenhuma equipe fez jus a um destino melhor. 

Como destaques no clássico, o Grêmio teve o goleiro Marcelo Grohe, o zagueiro Rodolfo, o lateral esquerdo Wendel e o atacante Barcos, enquanto que o Inter teve o goleiro Muriel, o volante Aranguíz e o meia Jorge Henrique. 

O Grêmio teve o atacante Kleber como desfalque, e promoveu a entrada do jovem Luan, que até chegou a se destacar no início da partida, porém caiu de produção e foi substituído no segundo tempo. No meio, Riveros ganhou a vaga de Maxi por motivos técnicos e táticos, já que o uruguaio não vinha bem e o paraguaio poderia dar maior poder de marcação, deixando o time com praticamente três volantes. O time foi melhor no primeiro tempo, mostrando a intensidade na transição e marcação sob pressão que lhe deram o bom escore contra o Aimoré, porém acabou sucumbindo após o gol do Inter e não mostrou muita organização para reagir, sendo premiado com o pênalti.

Já o Inter começou mal, porém conseguiu se impor na partida, mostrando o característico toque de bola desejado por Abel. O time teve maior posse de bola na partida (53%) e trocou mais passes, tendo 93% de eficácia, o que é um número interessante. No entanto, foram apenas 13 arremates na partida, o que mostra que o time tem problemas ofensivos, já que Rafael Moura praticamente não tocou na bola e a transição ofensiva é lenta, já que D’Alessandro, Jorge Henrique e Alex não tem muita velocidade. O time melhorou, pois a presença dos laterais Gilberto e Fabrício e de Aranguíz se tornou mais frequente no campo ofensivo, oferecendo possibilidades no desenvolvimento do time. Ainda acho necessária a entrada de Otávio como titular, para melhorar esta transição, já que sem o apoio dos laterais, o Inter mostrou-se ofensivamente previsível e lento.  

Para finalizar o clássico, não achei pênalti no lance da primeira etapa envolvendo Fabrício e Pará, porém respaldado pelas novas recomendações da FIFA para a marcação de mão na bola (ver link com vídeo do ex-árbitro Sálvio Espindola explicando), considerei pênalti de Paulão, pois o zagueiro, embora não tendo a intensão de colocar a mão na bola, estava com o braço estendido e deliberou para que a trajetória da bola fosse alterada, o que é caracterizado como um lance não natural e que deve ser assinalada a infração, no caso a penalidade. De acordo com Sálvio, o fato de ter ou não ter intenção é irrelevante, já que é considerado se a movimentação dos braços é ou não necessária para que o atleta consiga disputar a bola, sem que aumente a projeção do seu corpo. 

Na próxima semana, o Grêmio iniciará sua campanha na Libertadores, enquanto o Inter ainda esperará pelo início da Copa do Brasil. O Grêmio terá a possibilidade de testar seu nível e evoluir contra adversários mais fortes, enquanto que o Inter terá que esperar as finais do Estadual em um eventual novo clássico ou até a fase quente da Copa do Brasil e início do Brasileirão para mostrar suas forças.