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terça-feira, 6 de maio de 2014

Liverpool e Atlético vacilam e veem títulos nacionais distantes

Em uma era de grande domínio financeiro em função da grandeza dos clubes no cenário internacional ou de investidores dispostos a colocar seus milhões a disposição, os Campeonatos Inglês e o Espanhol estiveram perto de sair da mesmice, porém os títulos nacionais correm sério risco de ficar nas mãos de poderosos. 

Atlético de Madrid e Liverpool ganharam a simpatia da maioria dos admiradores da Premier League e da La Liga em função de terem orçamentos mais modestos e estarem a um bom tempo na fila. O time madrileno não fatura um título espanhol desde a temporada 1995/96, enquanto os ingleses da terra dos Beatles desde o longínquo 1989/90. Ambos podem não serem mais considerados gigantes no futebol moderno, porém possuem uma gloriosa história e tradição em seus respectivos recintos e fora deles, já que possuem vários títulos europeus.

Nos seus nacionais, o Liverpool estabeleceu uma invejável hegemonia, que só foi alcançada e superada graças a era Ferguson com seus impressionantes números. Porém o time de Liverpool vive um longo jejum e ainda não comemorou um título na era da Premier League. O Atlético de Madrid disputou com o Barcelona ao longo de vários anos o posto de segunda força da Espanha, até que o time catalão se consolidasse na era Cruyf como uma das duas grandes forças do país, ao lado do sempre grande Real Madrid. 

O caso do Liverpool é mais complicado, pois está numa liga com os endinheirados clubes de Manchester (United e City) e do Chelsea. Neste ano, aproveitou-se da má fase do seu rival United e do inicio ruim de Chelsea e City para assumir a liderança, perdendo-a na virada do ano quando foi derrotado pelos concorrentes Chelsea e City, mas recuperando com o foco dos rivais voltado à Champions League. 

O time engatou 11 vitórias consecutivas, que o deixou perto do título, porém vacilou no momento decisivo com uma derrota em casa para o Chelsea e um empate em 3x3 contra o Crystal Palace, quando o time vencia o jogo por 3x0 e procurava atacar em busca do saldo de gols foi o suficiente para deixar o título nas mãos do Manchester City, que nunca deixou os Reds dispararem na tabela, e que hoje tem o título nas mãos, por ter um saldo de gols favorável como critério de desempates e dois adversários que não metem medo, o Aston Villa e o West Ham. A tendência é de vitória em ambos os confrontos, apesar de 4 pontos serem suficientes.

Na Espanha, o Atlético de Madrid surgiu como concorrente para Real e Barcelona desde o início do campeonato, ignorando o fato de seu orçamento ser infinitamente menor ao do rival local que tem o melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo, além de ter efetuado a maior transferência do mundo nesta temporada, Bale, enquanto que o outro time tem o extraterrestre Messi e não economizou para contratar Neymar. Simeone conseguiu montar um grande time com a qualidade de alguns bons jogadores que o clube conseguiu contratar ou manter e desenvolver, e conseguiu manter o embalo inicial, aproveitando-se de jornadas ruins de Real e Barça para assumir a liderança da Liga na reta final. 

O time poderia garantir o titulo com uma rodada de antecedência sem depender do último duelo contra o Barcelona no Camp Nou, porém a derrota na última rodada para o Levante (2x0) complicou a situação, já que o Atlético precisará de pelo menos um empate em Barcelona, contra um adversário que poderá ser campeão, para não ter que torcer por tropeços do Real Madrid. Seguindo a lógica, o trio deverá vencer seus jogos e o confronto do Atlético de Madrid com o Barcelona será a final do campeonato, que poderá dar o título ao Real Madrid.  

A possibilidade de ambos os times não conseguirem acabar com seus jejuns após chegarem tão perto frustra o saudosista, admirador de um futebol competitivo com velhos campeões voltando a ganhar, além de oferecer uma alternativa ao cada vez menor número de seletos campeões. Porém os times foram além da expectativa e isso já é suficiente para ser comemorado e celebrado como grandes campanhas.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Atlético de Madrid está próximo de entrar para a história

Nesta sexta-feira, o Atlético de Madrid venceu o Elche por 2x0, gols de Miranda e Diego Costa. Os madrilenses chegaram aos 85 pontos com incríveis 27 vitórias, contra 79 pontos do Real Madrid e 78 do Barcelona, sendo que estes ainda jogarão na rodada. 

Restando quatro rodadas para o fim e tendo a vantagem nos critérios de desempate contra o Real, o Atlético está, na prática, a três vitórias de conquistar um histórico Campeonato Espanhol, marcado pela desigualdade de divisão de receitas de TV, e que valorizam ainda mais a conquista dos comandados por Simeone. Salvo se um desastre ocorrer, o Atlético de Madrid também quebrará uma sequencia de Campeão e Vice alternados de Real Madrid e Barcelona, que já perdura 5 temporadas consecutivas. E se levar apenas em conta o título, a hegemonia já chega a 9 temporadas, desde o título do Valência na temporada 2003/04.

O período de supremacia regula com a mudança na forma de distribuição dos direitos de TV, que passaram a ser negociados individualmente entre os clubes e que favoreceram a dupla mais popular da Espanha. O Real Madrid sempre foi o clube mais rico do país, enquanto o Barcelona ganhou um novo status a partir da era Cruyf e da revolução proporcionada no seu futebol, fazendo com que ambos tenham uma grandeza maior que os demais, mas sempre seguida de perto por outros times do país, como o La Coruña, Valência, Atlético de Madrid, Bétis e Sevilla. Se antes, estes clubes conseguiam rivalizar e até conquistar campeonatos, hoje disputam o troféu do 3º lugar, o que acaba canonizando a campanha que o Atlético está fazendo este ano.

No último dado que obtive pela internet, e que por ser de 2009/10 está desatualizado, Barcelona e Real Madrid faturavam 140 milhões de Euros anuais da TV enquanto Valencia 44, Atlético de Madrid 42, e assim por diante, sempre em valores menores, ao ponto que os times recém promovidos da segunda divisão chegavam a faturar 20 vezes menos que a dupla suprema. Levando em conta que a grandeza de Barcelona e Real Madrid faz com que os clubes ganhem outras receitas robustas, a desigualdade fica ainda maior, a ponto de o Estado espanhol agir, obrigando que os clubes a partir de 2015 voltem a negociar conjuntamente, o que trará benefícios para os clubes que hoje faturam menos.  

Só o fato de o Atlético de Madrid disputar até o fim o titulo espanhol, trouxe uma nova visibilidade à Liga, que estava enfraquecida e restrita aos dérbis entre Real Madrid e Barcelona. Um título do time de Simeone colocará o time na história, como um símbolo da resistência da competitividade (origem) do futebol, que o tornou tão popular como é hoje. É evidente que a globalização atinge o esporte, porém o espírito de competição precisa ser preservado.

O Atlético ainda tem a chance de ampliar o seu feito conquistando a Europa, pois o time duelará com o Chelsea pelas semifinais da Champions League. Não é o favorito para o confronto, porém tem um time com condições de bater os ingleses, e aí a final é apenas um jogo, o que facilita contra um Bayern ou Real Madrid. Dois títulos seria algo sensacional, para deixar o time nos livros de história para sempre ser lembrado, com um bom time montado e otimizado por Simeone, com inovações táticas e um espírito de competição diferente dos demais times europeus, mais próximo ao que vemos na Libertadores.

Ao final da temporada, veremos a dura realidade de um provável desmanche no Atlético de Madrid, que não tem condições de competir com os endinheirados clubes. Por isso, torço para que faça história e signifique um marco em busca da manutenção do espirito competitivo do esporte. 

quarta-feira, 21 de março de 2012

Messi segue escrevendo a sua história

Vi em partes o jogo histórico de Messi, que se transformou no maior artilheiro da história do Barcelona. 

Perdi o final e o seu último gol na partida, que também foi histórico, pois o colocou como o maior artilheiro do futebol espanhol da história com 54 gols, porém vi os dois principais, o primeiro que o igualou ao então recordista César Rodríguez, enquanto que  o segundo, o mais bonito, lhe colocou definitivamente na história do Barcelona ao se tornar o maior goleador da história centenária do clube catalão. 

Quanto ao jogo, o Barcelona teve uma jornada de time deste planeta, mostrando fragilidades defensivas e sofrendo um apagão no início do segundo tempo, quando estava ganhando por 2x0 e cedeu o empate, porém se redimiu ao comando de Messi, vencendo por 5x3. Três incomuns gols sofridos em casa, onde dois foram em pênaltis cometidos por Daniel Alves, que acabou expulso, mas que também contribuiu ofensivamente com duas assistências. 

Messi agora já possui 234 gols com a camisa do Barcelona, tudo isso aos 24 anos de idade. Para quem não pôde ver Pelé, Maradona, Zico, Di Stefano, Eusébio, Puskas, Garrincha, Cruyff, ou mais recentemente, o auge de Romário, Zidane e Ronaldo, assistir ao Barcelona e Messi é assistir a história ser escrita, e que depois será contada para filhos e netos. 

De todos estes citados, pude ver o auge de Romário e Zidane, além de toda a trajetória de Ronaldo. Apesar de todos serem craques em suas respectivas posições, nenhum é gênio como Messi, que de tão completo, é capaz de decidir uma partida, além de marcar muitos gols. Apenas nesta temporada o atacante já tem seis hat-tricks, contabilizando o desta partida contra o Granada, onde pôde levar para casa a bola que chutou para entrar para a história do clube catalão.

Apesar de todos os títulos individuais e coletivos, que não foram poucos, o jogador ainda é contestado por não ter tido apresentações na Seleção Argentina condizentes ao futebol que apresenta no Barcelona. Sua mais recente apresentação foi a melhor com a camiseta alvi celeste, em um time montado pelo treinador Alejandro Sabella para lhe deixar mais a vontade, tendo o rápido e habilidoso Sergio Agüero como companheiro de ataque. 

Falta-lhe uma sequencia em alto nível e um título de Copa do Mundo, para que assim possa ser considerado sem grandes discussões como um dos maiores jogadores de todos os tempos, quiçá o maior da história.


Atualização: Vídeo com os 234 gols de Messi com a Camisa do Barcelona

sábado, 10 de dezembro de 2011

De uma aula do Real a um baile do Barcelona

Apesar de acompanhar Real Madrid e Barcelona pela Champions League, não costumo acompanha-los no Campeonato Espanhol, devido à baixa exigência que a competição oferece devido à estuporante diferença técnica da dupla para os demais clubes, em virtude da errônea política do país em negociar seus contratos.

Desta forma, poucos jogos, como o clássico deste sábado, são interessantes para uma análise mais profunda dos times. E pode-se dizer que o clássico Real Madrid x Barcelona não foi excepcional, pois ficou grande parte de seu tempo restrito à forte marcação exercida principalmente pelo Real Madrid, que usou uma tática de pressão na saída de bola para surpreender o Barcelona.

Mourinho muito que falou em mudança e inovação para o clássico, porém manteve a sua concepção tática de 4-2-3-1, colocando apenas Lass como companheiro de Xabi Alonso em detrimento de Khedira, o que aumentou a marcação no setor. Guardiola jogou quase que em sua totalidade em um 3-4-3 torto, pois tinha uma linha defensiva de três zagueiros com Puyol, Piqué e Abidal, adiantando Dani Alves para fazer a ponta direita, enquanto Busquets fechava como zagueiro e Xavi, Iniesta e Fábregas deslocavam-se no meio-campo, e a dupla Messi e Sanches em constante movimentação e troca de posição no ataque.

Neste jogo de xadrez, Mourinho soube usar melhor as suas peças no início da batalha e saiu em vantagem, logo aos 21 segundos, em uma saída errada de Valdés, que pegou toda a defesa marcada, e Di Maria conseguiu a conclusão mascada que sobrou para Benzema abrir o placar. O gol cedo, e a marcação adiantada de Mourinho não deixavam o meio-campo, principal setor do Barcelona, participar do jogo e dominar a posse de bola. Nos 25 primeiros minutos, o time catalão chegou apenas uma vez com Messi, em uma de suas arrancadas que exigiu uma grande defesa de Casillas.

O Real Madrid perdeu a chance de matar o jogo aos 24, quando em mais uma saída de errada da defesa do Barcelona, Benzema conseguiu lançar Cristiano Ronaldo, que livre de marcação na entrada da área errou o alvo. Era uma aula que Mourinho estava dando em Guardiola rumo a um recorde de 16 vitórias consecutivas na temporada, porém nem o treinador português e muito menos o Real Madrid imaginavam que haveria um baile surpresa, que interromperia a aula da pior forma possível.

E o baile, de forma tímida, começou aos 29 minutos de jogo, quando Messi conseguiria dar a sua segunda escapada na partida, acionando Sanchez que ganhou da zaga e desviou de Casillas para empatar. O Barcelona finalmente entrava na partida, e aos poucos começava a dominar a posse de bola e trocar passes à exaustão, como é de praxe. O Real ainda não se dava por morto, e esperava o final do primeiro tempo, que felizmente veio antes de um segundo gol catalão.

Mas logo aos 7 minutos do segundo tempo, quando o Real Madrid tentava equilibrar o jogo, o Barcelona conseguiu desiquilibrar. E, digamos que foi um feitiço contra o feiticeiro, visto que a zaga merengue iria sair mal com a bola e encontraria Xavi, que bateu de forma mascada e despretensiosa, porém a bola desviou em Marcelo e enganou Casillas, entrando sutilmente em seu canto direito.

Nem adiantou Mourinho colocar Kaká, que, diga-se de passagem, se esforçou, e poderia ter participado da jogada de dois gols, mas o Real Madrid estava totalmente batido, cedendo o espaço necessário para o Barcelona trabalhar a bola e chegar tranquilamente ao ataque. O time catalão marcou o terceiro com Fábregas aos 20, como poderia ter marcado mais gols e selado uma goleada histórica, porém o time de Guardiola soube se comportar, poupando-se para a desgastante viagem para disputar o Mundial de Clubes no Japão, além de evitar lesões, já que a cabeça dos jogadores merengues estava fritando, com entradas ríspidas e muito bate boca.

Como saldo da fatura, Mourinho tentou, buscou montar um esquema para parar o Barcelona assim como já havia feito nos outros confrontos, buscando adiantar a marcação e não deixar o meio catalão jogar. Deu certo por boa parte do primeiro tempo, quando anulou o Barcelona e ainda marcou um gol, tendo a chance de marcar o segundo com Cristiano Ronaldo e definir a partida. Porém a defesa vazou, e contra o Barcelona é fatal, e depois faltou força ofensiva para tentar reagir, restando aos comandados de Mourinho assistir ao baile proporcionado pelo Barcelona, sendo que este nem estava tão afim de fazer show.

Bola cheia para Messi, autor de uma assistência e co-autor da jogada do terceiro gol. Sanchez também fez uma grande partida, marcando o primeiro gol, enquanto Fábregas foi fundamental com a sua movimentação. De quebra, quebrou um recorde ao vencer de virada, que se perdurava desde 07/10/1989.

A defesa dá calafrios à Guardiola, porém o Real Madrid não a aproveitou o suficiente. Péssima partida de Cristiano Ronaldo, que praticamente inexistiu no jogo, perdendo duas grandes chances de marcar.

domingo, 23 de outubro de 2011

Massacre de 37 minutos que valeu a liderança

Há algumas temporadas o Campeonato Espanhol é interessante somente pela briga polarizada entre Real Madrid e Barcelona, que fazem um duelo particular com suas superpotências para abocanhar o maior número possível de títulos.

Nesta forma, a nesta La Liga só tem grandes novidades quando há a troca de liderança, isto é, quando Real Madrid ultrapassa o Barcelona e vice-versa, e tal fato marcou a oitava rodada, com a vitória de 4x0 do Real Madrid em Málaga, enquanto o Barcelona ficou no 0x0 contra o Sevilla no Camp Nou.

Como não assino a Sky, acabo tendo apenas um jogo alternado de cada time por rodada, e felizmente nesta tive o Real Madrid, que simplesmente passeou frente ao Málaga na primeira etapa, aplicando 4x0 com direito a hat-trick de Cristiano Ronaldo, além de saber administrar a pressão adversária na segunda etapa, garantindo os três pontos.

O confronto em Málaga era esperado, devido ao novo patamar adquirido pelo time local a partir desta temporada, em que foi vendido para o Sheik Abdulla bin Nasser, que o transformou de falido à uma potencia local, capaz de disputar com Atlético de Madrid, Villareal, Sevilla e Valência uma vaga para a Champions League da próxima temporada. Vieram bons jogadores como Joaquín, Toulalan, Cazorla e Nistelrooy, além do promissor argentino Buananotte, contratado do River Plate.

Porém a qualidade da equipe só foi percebida na segunda etapa, quando o placar já estava amplamente favorável ao Real Madrid com os 4x0 aplicados no primeiro tempo, com o time já enfrentando um relaxado adversário, e vindo a acertar duas vezes o travessão de Casillas, além de perder outras tantas chances na frente-a-frente do goleiro merengue.

Mas o que efetivamente valeu foi a primeira etapa, por onde saíram os gols que construíram a vitória merengue. Primeiro com Higuaín aos 10 minutos, recebendo uma grande assistência de Di Maria, que também assistiria Cristiano Ronaldo aos 23, no gol mais simples do atacante, que pôde mostrar toda a sua técnica no seus segundo e terceiros gols, onde no segundo desconcerta a zaga adversária driblando para esquerda e direita até encontrar espaços para concluir, enquanto no terceiro acertou uma bela chaleira de calcanhar para liquidar com estilo a sua grande jornada.

Goleada que deixou os merengues com o ataque mais positivo do Campeonato, com 28 gols, contra 26 do Barcelona. Cristiano Ronaldo empatou com Messi na artilharia com 10 gols, enquanto Higuaín tem 9. Só os dois têm aproximadamente 68% dos gols do time, enquanto os demais ficam divididos entre Benzema, Kaká, Varane, Callejón, Marcelo e Xabi Alonso.

Vejo os merengues mais consistentes nesta segunda temporada de Mourinho, que conseguiu fomentar o seu padrão tático com o amadurecimento de jogadores como Di Maria e Özil, além da recuperação do brasileiro Kaká, que acabou virando uma opção para o meio, na qual Mourinho consegue revezar e ter cerca de 15 a 16 titulares, algo como Guardiola tem no Barcelona. A disputa para esse ano promete!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Barcelona: Mais ofensivo? Impossível!

Nesta segunda-feira, o Barcelona estreou no Camp Nou contra o Villareal pela segunda rodada da edição 2011/12 da Liga Espanhola. A primeira rodada foi adiada em função de uma greve do sindicado dos jogadores, que protestaram contra as dívidas que os clubes em situação pré-falimentar detém com os jogadores.

Em termos técnicos, nenhuma novidade, com a equipe catalã massacrando o Villareal por 5x0, gols de Thiago Alcântara, Fàbregas, Sánchez e Messi (2 vezes), com cerca de 75% da posse de bola, bem ao estilo Barcelona de ser. No domingo, o Real Madrid também havia aplicado fora de casa um 6x0 no Zaragoza.

Tais resultados mostram a supremacia da dupla sobre os demais em um campeonato de dois times, que há pelo menos uma década o torna previsível, monótono e injusto em relação à tamanha discrepância econômica de Real e Barcelona para com os demais.

Porém, neste cenário é possível que um treinador inove, podendo escalar um esquema tão ofensivo que muitos sequer usariam no videogame. Foi o que fez Guardiola, que não pôde contar com os defensores Daniel Alves, Piqué, Puyol , Adriano, além de poupar Villa e Xavi, estes que entraram somente ao decorrer da segunda etapa, quando o jogo já havida sido decidido.

Como escalação, Guardiola usou um 3-4-3, com: Valdés; Mascherano, Busquets e Abidal; Keita, Thiago Ancântara, Iniesta (Xavi) e Fàbregas (Jonathan dos Santos); Sánchez, Pedro (Villa) e Messi.



Mesmo começando com meio time reserva, em um esquema todo ofensivo e que na teoria só tinha um defensor nato, o lateral esquerdo/zagueiro Abidal, e ainda jogando contra uma das melhores duplas de ataque formada por Rossi e Nilmar, o Barcelona não sofreu grandes sustos ao longo do jogo, com a bola pouco chegando ao ataque adversário, e a linha defensiva formada pelos volantes Mascherano e Busquets, além de Abidal, dando conta do recado.

Em algumas situações, Sánchez e Pedro recuavam para a linha do meio-campo, liberando Fábregas para fazer linha ofensiva com Messi, além da movimentação incessante de Iniesta e Thiago Alcântara, este o melhor armador, com um gol e participação direto-indireta em todos os gols. Keita ficou como guardião da defesa, se aventurando pouco ao ataque, pois já haviam 6 jogadores com vocação para isso.

Este foi apenas um experimento de Guardiola, que deverá utilizar o 4-3-3 ao longo da temporada, que na pratica vira um 3-4-3 com os avanços constantes de Daniel Alves. Mas uma coisa é certa. Dá gosto de ver os catalães jogar.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Cristiano Ronaldo é recordista, mas titulo é do Barcelona

A edição 2010/11 da Liga Espanhola encerrou-se com o já consumado titulo do Barcelona, garantido na 36ª rodada com empate diante do Levante fora de casa por 1x1. Com a vitória diante do Málaga, o Barcelona encerrou sua campanha com 96 pontos, contra 92 do Real Madrid.

O Barcelona mostrou ter um elenco mais coeso apesar de ser em menor numero, tropeçando menos ao longo da temporada. Foram apenas duas derrotas em toda a competição, sendo uma inesperada derrota para o Hercules em casa logo na segunda rodada e outra para o Real Sociedad na 34ª Rodada.

Porém o diferencial foi os confrontos contra o Real Madrid, onde humilhou em uma por 5x0, enquanto na outra, ofuscado pelos futuros confrontos pela Copa do Rei e UEFA Champions League, houve empate em 1x1. Foi esta série de duelos, que acabou relegando o titulo catalão a um segundo plano, visto que o Barcelona também passaria pelo confronto da Liga dos Campeões, cuja decisão é neste sábado diante do Manchester.

Sobrou ao Real Madrid comemorar os recordes de Cristiano Ronaldo, que superou Hugo Sánchez e Telmo Zarra e tornou-se o maior goleador da história do campeonato espanhol, com 40 gols, dois a mais que os antigos recordistas. Tal marca foi possível, porque o português fez 7 gols nos últimos 3 jogos, ultrapassando inclusive Messi em numero de gols na temporada, com 53 gols contra 52 do argentino na briga pela bola de ouro do futebol europeu. Cristiano Ronaldo também fez o gol que deu o titulo ao Real Madrid na Copa do Rei, única fonte de comemoração merengue na temporada.

Com a negociação individual dos clubes com a televisão pelos direitos da TV, Barcelona e Real Madrid abocanharam metade de todas as receitas, além de terem maior torcida, e com isso, um maior consumo de produtos licenciados, sócios e uma maior captação de recursos em patrocínios. Esta diferença financeira pode ser vista na tabela final desta edição, com o terceiro colocado, o Valencia, há 21 pontos do Real Madrid e a 25 do Barcelona, sem nenhuma chance de lutar pelo titulo.

Valencia e Villareal acompanharão Barcelona e Real Madrid na próxima edição da Champions League, com destaque ao “submarino amarelo”, que montou um grande ataque com Rossi e Nilmar, conquistando a vaga para a fase preliminar da liga europeia, enquanto chegou até às semifinais da Europa League deste ano, sendo eliminado para o Porto, que viria a ser o campeão do torneio.

Ainda em competições europeias, garantiram-se Sevilla, Athletic Bilbao e Atlético de Madrid. Sevilla e Atlético de Madrid pela capacidade de investimento e pelos recursos técnicos não são nenhuma novidade estarem na faixa de competições europeias, porem o sexto lugar do Athletic foi uma grande surpresa, pois é talvez o clube mais regionalista do mundo, já que aceita que somente bascos (ou estrangeiros criados com a cultura basca) possam jogar com a camisa do clube, algo como se Internacional ou Grêmio só aceitassem gaúchos ou quem foi criado com a cultura gaúcha no clube, o que limita bastante a possibilidade de contratar reforços.

Já a surpresa negativa ficou por conta do rebaixamento do Deportivo La Coruña, que foi campeão na temporada 1999/00, porém caiu no ostracismo com o avanço da globalização e com a negociação de quotas individuais entre clubes e TVs. Se juntará ao recém promovido Hércules e ao Almería na segunda divisão espanhola, que trará o Bétis de volta na próxima temporada, já que a equipe rebaixada em 2008/09 conseguiu o acesso para a Série A.

Espera-se que haja um maior cuidado da federação espanhola com seus clubes, de forma que haja uma divisão mais harmônica dos recursos, pois Barcelona e Real Madrid têm outras fontes de captação de receitas. Um Exemplo é a Premier League, que tem uma liga forte, pois a divisão de receitas é mais racionalizada. Já na Espanha, a impressão é que o campeonato vive por Real Madrid e Barcelona.

domingo, 15 de maio de 2011

Semana com títulos nacionais de Barcelona e Manchester

Barcelona e Manchester confirmaram suas ótimas temporadas na Espanha e Inglaterra, conquistando os títulos nacionais, que já eram aguardados pela grande vantagem na tabela, e pela superioridade técnica perante aos adversários.

Primeiro foi o Barcelona, na última quarta-feira, depois de um empate em 1x1 fora de casa diante do Levante. A equipe poderia ser alcançada em pontos pelo Real Madrid (92 a 86 faltando 2 rodadas), porém ganharia de qualquer forma nos critérios de desempate, que consideram o confronto direto como maior critério, favorável aos catalães, que tiveram na temporada uma vitória e um empate.

A equipe de Joseph Guardiola mostrou porque é a melhor tecnicamente da Europa e do Mundo, empilhando vitórias na Liga espanhola e na UEFA Champions League, com Messi presente em praticamente todos os jogos. O argentino já quebrou o recorde de gols da história da equipe em uma mesma temporada, pertencente ao Fenômeno Ronaldo, praticamente ratificando o terceiro titulo consecutivo de melhor jogador do mundo pela FIFA no fim do ano.

Já o Manchester não teve uma temporada tão genial quanto o Barcelona no ponto de vista técnico, até pelas características do futebol inglês. Porém quando Fergusson e seus comandados precisaram mostrar competência e eficácia, não teve para ninguém, com os “diabos vermelhos” evoluindo tecnicamente na hora certa e chegando à final da Champions League, além de ter faturado neste sábado o titulo da Premier League.

No titulo dos “red devils”, destaque para os gols de Berbatov na primeira metade da temporada, que provavelmente lhe dará a artilharia da liga com 21 gols. O búlgaro acabou perdendo espaço para o mexicano Chicharito Hernandez, contratado no inicio da temporada, e que acabou se afirmando no elenco, e conquistando a titularidade ao lado de Rooney para formar uma dupla quase perfeita, além de marcar 13 gols. Fergusson também contou com a segurança defensiva e a grande temporada de seu veterano Giggs, que o acompanha nesta caminhada de 12 títulos ingleses já aos 37 anos.

A decisão européia de 28 de maio, em Wembley, colocará a prova qual das duas culturas será a vencedora nesta temporada. O futebol arte do Barcelona, ou o futebol eficaz do Manchester.

terça-feira, 19 de abril de 2011

O criticado esquema de Mourinho na Espanha

O eficiente esquema de Mourinho em formato arvore (4-3-2-1) no dérbi contra o Barcelona no último domingo está rendendo na Espanha. Quem fez o coro foram os gênios Cruyff e Di Stéfano, este último ídolo merengue e presidente de honra do clube de Madrid.

O Problema: Equipe extremamente defensiva, o oposto do que se está acostumado ver nos merengues, entregando a posse de bola para o Barcelona e tendo que desgastar a defesa como se "um leão corresse atrás de um rato" (palavras de Di Stéfano).

Nota do Blog

Não interessa se Mourinho conseguiu uma forma de neutralizar o sistema ofensivo do Barcelona, aonde grande parte da posse de bola (que chegou a 80% em determinados momentos) se deu no setor intermediário defensivo do Barcelona. A torcida do Real Madrid sempre espera uma equipe ofensiva que busca os gols.

O que se viu domingo foi o contrário, com o Real Madrid abicando-se do ataque mesmo jogando em casa, como forma de tentar neutralizar o Barcelona. Conseguiu em parte, pois o Barcelona pouco chegou, porém fica naquela, que se a segunda melhor equipe do mundo com o melhor treinador do mundo tem que utilizar-se deste artificio em casa contra o Barcelona, o que se esperará das outras?

Vejo que a continuidade de Mourinho dependerá dos confrontos desta quarta-feira pela Copa do Rei e principalmente pela Champions League. Um triplo fracasso (Espanhol, Copa do Rei e Champions League) contra o maior rival, é sinal que o treinador pedirá o seu boné e irá para outro mercado como o inglês, onde a tática é mais importante além de ser um sonho de consumo do português retornar ao futebol da terra da Rainha.

domingo, 17 de abril de 2011

Um pouco sobre Real x Barça - Parte 1/4

Olhei a pouco o confronto entre Real Madrid e Barcelona pela 32ª Rodada do Campeonato Espanhol. Dos quatro derbis - em pouco mais de quinze dias - era o menos importante, em virtude da liga espanhola estar praticamente definida pró-Barcelona. Porém o jogo serviu muito para que fosse visualizada a estratégia de Mourinho para tentar parar a maquina de jogar bola chamada Barcelona. E gostei do que vi.

Mourinho pensou em primeiro neutralizar a ofensividade dos catalães para que em uma jogada pelo flanco ou em um contra-ataque pudesse matar a partida a seu favor. Em função disso, o treinador português poupou Özil para colocar Albiol, porém sem utilizar-se dos três zagueiros, e sim deslocando Pepe para a cabeça da área para cuidar quase que exclusivamente de Messi no que seria um esquema com três volantes 4-3-2-1. O argentino é o responsável pela maior parte das jogadas do Barcelona, seja com a bola ou com a sua movimentação abrindo espaços para a infiltração de outros jogadores.

A tática deu certo, com o Barcelona pouco atacando. As maiores chances foram nas escapadas de Messi da marcação cerrada de Pepe, que originava conclusões do próprio argentino ou abria espaços para a infiltração de outros jogadores, como de Villa que fora derrubado por Casillas dentro da área, em uma falta não assinalada pelo árbitro. O Real chegava pouco, obtendo lances perigosos em lances de bola parada, com Cristiano Ronaldo tendo a principal chance da primeira etapa, além de colocar uma bola na trave no principio da segunda etapa.

A conotação do jogo durou até os 6 minutos, quando Albiol fez pênalti em David Villa e foi expulso pelo árbitro Muñíz Fernández, com Messi convertendo a penalidade. A inferioridade numérica destruiu o sistema de Mourinho, que viu o Barcelona crescer no jogo e ter seu período de domínio, que não se converteu em mais gols porque a equipe catalã cozinhava o jogo a banho-maria. Para coroar a tática de Mourinho, a equipe merengue viria a empatar a partida aos 36 minutos, em um pênalti discutível de Daniel Alves em Marcelo, bem convertido por Cristiano Ronaldo. Este lance, na minha concepção, foi menos pênalti que o de Villa não assinalado pelo árbitro, porém o empate ficou de bom tamanho para as duas equipes.

Na próxima quarta-feira, o segundo clássico, desta vez valendo o titulo da Copa do Rei.

sábado, 2 de abril de 2011

Mourinho vê invencibilidade e campeonato ruir

O confronto deste sábado diante do Sporting Gijón foi danoso para as pretensões do Real Madrid. A derrota serviu para deixa-lo há 8 pontos do Barcelona, que derrotou o Villareal fora de casa, além de terminar com uma longínqua invencibilidade de 150 jogos de Mourinho em ligas nacionais, que começou em 2002 quando ainda treinava o Porto.

O time entrou em campo desfalcado de Marcelo, Xabi Alonso, Cristiano Ronaldo e Benzema. Mesmo com reposição a altura para os padrões do Campeonato Espanhol, o Real Madrid fez uma partida sonolenta, com Ozil e Di Maria com pouca inspiração frente a uma equipe que vinha para se defender e pouco atacava. Num destas raras escadas, já aos 33 da segunda etapa, o Sporting iria fazer o gol que selaria a vitória, em uma jogada trabalhada iniciada e terminada com Las Cuevas, que chutou no canto esquerdo de Casillas.

Mourinho então deve ter se preocupado com a sua invencibilidade e colocou o Real Madrid para pressionar nestes minutos restantes. Foram 15 minutos de pressão absurda, com o goleiro Pablo se consagrando, além da defesa do Gijón afastar na medida do possível e ter uma espécie de barreira de vidro no gol, devido à enormidade de chances desperdiçadas pelos merengues, e nada que impedisse a incrível e vexatória derrota.

Para piorar, o Barcelona venceria o Villareal em El Madrigal, com gol do zagueiro Piqué e subindo aos 81 pontos, contra 73 dos merengues. São 8 pontos no desnivelado Campeonato Espanhol, onde cada tropeço é comemorado pelo adversário devido à grande diferença de Real Madrid e Barcelona sobre as demais equipes. A situação esvazia as expectativas para o clássico do dia 16/04 no Santiago Bernabéu, válido pela 32ª Rodada. Pode ser dito que o Barça já está com uma mão na taça, o que seria o tricampeonato e o 21º titulo catalão.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Post sobre os campeonatos europeus

Os cameponatos europeus estão chegando na reta final, com alguns campeões já conhecidos e outros prestes a serem descobertos. Benfica, Bayern Munich e Chelsea já puderem ecoar o grito de “É campeão!”, que estava entalado nestes clubes.

Em suma, as três equipes tem em comum a superioridade técnica, fazendo por merecer o titulo nacional de seus países. Como destaque, os impressionantes 8x0 anotados pelo Chelsea no Wigan, tentando repetir os últimos feitos colorados do Gauchão, porém com Cech estragando a festa de um 8x1 (to brincando risos).

O time de Ancelotti, que é conhecido como retranqueiro, terminou o campeonato com 103 gols, juntando-se ao Real Madrid nos 100+ gols, porem este deverá ficar com o vice espanhol, já que o Barcelona deverá vencer seu confronto em casa e ser campeão. No Italiano, a Internazionale está com a faca afiadinha e o queijo na mão para comemorar seu penta, já que enfrentará o rebaixado Siena fora de casa. Estes campeonatos estarão sendo decididos no próximo final de semana.

A partir do dia 16, todas as atenções ainda não estarão voltadas à África do Sul devido à final da Champions League entre Bayern Munich e Internazionale, dia 22 em Madrid.

sábado, 8 de maio de 2010

Na Espanha, Barcelona ganha duelo decisivo e é campeão virtual

Pela La Liga, a penúltima e 37ª rodada definiu virtualmente o titulo nacional, que só saíra de Barcelona caso aconteça uma zebra monumental, somente se os catalães não conseguindo vencer o provável rebaixado Valladolid, enquanto o Real Madrid teria que vencer o Málaga fora de casa, o que de fato deverá acontecer naturalmente.

Em relação aos jogos desta rodada, que foram realizados todos no mesmo horário, a torcida catalã deve durante boa parte do tempo a sensação de titulo nesta rodada mesmo, pois a equipe foi pra cima do Sevilla e abriu o placar logo aos 4 minutos com Messi, recebendo passe de Maxwell, se livrando da marcação e chutando sem defesa para Palop.

O Real Madrid também abriria o placar aos 21 minutos, após um pênalti muito discutível anotado pelo árbitro Muniz Fernández após chute de Higuain que pegou na mão de Amorebieta, que estava de costas para o lance. Para piorar, o árbitro expulsou o jogador basco. Os merengues não tinham nada com isso e abriram o placar com Cristiano Ronaldo. A equipe merengue não fazia grande partida, sendo surpreendida aos 40 minutos com um contra-ataque puxado por Yeste, que passou como quis pela zaga madrilena, chutando na saída de Casillas e empatando a partida.

Enquanto isso, no Ramón Sánchez-Pizjuán, o Barcelona seguia melhor, pressionando o Sevilla e conseguindo ampliar o placar aos 28, com Bojan recebendo um dos habituais passes cirúrgicos de Xavi, tendo o trabalho apenas de desviar do goleiro Palop para marcar o segundo gol catalão. Já na segunda etapa, quando o Sevilla começava a tentar apertar os catalães, acabaram perdendo Konko expulso por acúmulo de amarelos, após parar uma jogada rápida de Bojan. Palop conseguiu evitar nas finalizações de Messi e Bojan, porém logo depois Pedro teve a chance de marcar o terceiro gol, que praticamente definia o confronto.

Já em Madrid, o Real seguia com seu jogo burocrático, que conseguia chegar devido a grande disparidade técnica entre os jogadores de ambas as equipes, porém parecia abatido com a vantagem catalã, que daria matematicamente o titulo ao Barcelona em caso do empate de Madrid. Uma reação do Sevilla, com dois gols em três minutos, anotados por Kanouté e Luís Fabiano, trouxeram novo ânimo aos merengues, que logo depois conseguiu voltar a frente no placar, através de Higuain, que pegou um rebote do goleiro Iraizoz após cobrança de escanteio, cabeceando para o gol.

O Athletic não oferecia nenhuma resistência, com o Real Madrid dominando amplamente as ações do jogo e ampliando logo depois com Sérgio Ramos, que foi avançando aos trancos e barrancos, tabelando com os jogadores do Athletic, até invadir a área e marcar o terceiro, que liquidava de vez com o confronto. Um minuto depois, Benzema aproveitou uma grande jogada de Kaká pela direita e marcou o quarto, e ainda houve tempo para Marcelo fazer o quinto aos 43, após trapalhada fenomenal da defesa basca, que serviu ao lateral brasileiro para fechar o placar.

Com as vitórias, a decisão de fato fica para a última rodada, onde ambas as equipes não deverão ter grandes dificuldades para vencerem seus jogos. Barcelona com 96 e Real com 95. Em nível de comparação, o Valencia, terceiro colocado e já com classificação para a Champions League garantida, tem apenas 68 pontos, portanto quase 30 atrás dos grandes da Espanha. O Sevilla deverá ser o quarto time espanhol na maior competição europeia, pois entrará em vantagem frente ao Mallorca em seu ultimo jogo na liga, fora de casa contra o Almería.

sábado, 24 de abril de 2010

Misto do Barcelona vence Xerez e segue na ponta

Neste sábado pela 34ª Rodada da La Liga, o Barcelona poupou jogadores, chegou a passar alguns sustos diante do lanterna Xerez no Camp Nou, porém acabou vencendo por 3x1 o adversário e deixando o Real Madrid novamente sob pressão para não deixar os catalães dispararem na reta final do Campeonato Espanhol.

Guardiola decidiu poupar jogadores importantes para o confronto da volta pela Champions League contra a Internazionale, como os casos de Messi, Piqué, Busquets além de não contar com Daniel Alves suspenso. A equipe catalã começou timidamente, tendo sua primeira grande finalização somente aos 10 minutos com Henry chutando fraco para a defesa de Renan. Aos 14 aconteceu o primeiro gol catalão marcado por Jeffren, após boa jogada individual do promissor atacante catalão.

O Barça, mesmo sem grande esforço, começou a atacar mais e com um grande domínio de posse de bola, que chegou a casa dos 80%, passou a encurralar o fraco Xerez, que mal conseguia passar do meio campo. Não demorou muito e aos 24 minutos, Ibrahimovic recebe lançamento em profundidade de Keita e toca para Henry apenas empurrar para o gol vazio, para marcar o segundo gol. O que era pra ser uma vitória tranquila com mais uma goleada ao natural, mudou completamente quando no minuto seguinte após uma saída errada de Chygrynskiy, a bola foi lançada para Bermejo que na entrada da área chutou forte no ângulo para descontar e dar novo ânimo para a partida. O Barcelona continuava com a posse de bola, trocando passes, porém não agredia o adversário e teve em Xavi apenas uma grande oportunidade de marcar até o fim do primeiro tempo.

O início da segunda etapa foi protagonizado por um festival de vacilos defensivos dos catalães, que protagonizaram algumas chances desperdiçadas pelo Xerez. Logo aos 2 minutos, Valdés saiu mal e a bola sobrou para Bermejo livre chutar forte para a defesa de Valdés. O goleiro catalão também impediria uma cabeçada do atacante do Xerez depois de jogada originada de mais um vacilo defensivo. Tais instabilidades defensivas e o crescimento do Xerez fez o Guardiola colocar Messi e Piqué em campo, nos lugares de Jeffren e Márquez.

O Xerez continuava tentando atacar o Barcelona, porém aos 10 minutos a equipe catalã conseguiu o terceiro gol, que lhe devolveria a tranquilidade na partida. O gol foi marcado por Ibrahimovic, após jogada de Yaya Toure que cruzou para o sueco apenas tocar para o gol. A partir do terceiro gol, o Barcelona passou a ter total controle da partida, procurando trocar passes, deixando o tempo passar, e também de finalizar, quando aparecia espaço.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Giro pelos campeonatos europeus

Feriadão de Páscoa, e a quantidade de jogos vistos e de post diminuiu drasticamente. Praticamente só olhei o clássico inglês e o confronto do Barcelona no sábado. Fora isso, assisti apenas parte de jogos do futebol europeu e brasileiro. Então vou fazer um levantamento do futebol europeu, que chega à reta final dos seus principais campeonatos nacionais.

Pela Premier League, além da grande vitória do Chelsea em pleno Old Trafford, que o deixou como maior força para esta reta final de liga, a rodada praticamente definiu o quarto componente do G4, que terá vaga para a Champions League junto com Chelsea, Manchester e Arsenal. O Manchester City, de Adebayor e Tevez, fez 6x1 no Burnley, e com a derrota do Tottenham e o empate do Liverpool entrou de vez no G4, com um ponto de vantagem para os Spurs, porém com um jogo a menos ainda. Na luta pelo titulo, Manchester United e Arsenal estão mirando o Chelsea, porém os “blues” ganharam a força necessária para conquistar depois de quatro temporadas vermelhas o titula da Premier League.



Já no Italiano, os três postulantes ao titulo acabaram vencendo. A Inter foi a única que jogou em casa, aplicando 3x0 no Bologna com direito a dois gols do brasileiro Thiago Motta Já o Milan teve muitas dificuldades para segurar a vitória diante do Cagliari por 3x2. A Roma conseguiu importante vitória contra o Bari. Na disputa da quarta vaga que dá acesso à Champions League, mesmo com a derrota, o Palermo manteve o quarto lugar, com a Sampdoria já encostada com os mesmos 51 pontos, devido à vitória fora de casa contra o Chievo. Napoli e Juventus ainda postulam essa vaga.



Pela 30ª rodada do Campeonato Espanhol, além da vitória de 4x1 do Barcelona, o Real Madrid também venceu o Racing Santander jogando fora de casa. A equipe merengue tem os mesmos 77 pontos do Barcelona, porém perde nos critérios de desempate pelo confronto direto, onde os catalães venceram por 1x0. Na próxima rodada haverá o derbi do segundo turno, o Santiago Bernabéu, com o Real Madrid tendo a possibilidade de reverter a desvantagem e entrar nas últimas rodadas podendo empatar em pontos com os catalães. O Valencia, de boa campanha, abriu vantagem e praticamente garantiu a sua vaga para a Champions League, enquanto a última vaga está sendo disputada entre Mallorca e Sevilla, com Athletic um pouco mais atrás e com poucas probabilidades de sucesso. Lá embaixo, Tenerife, Valladolid e Xerez estão ficando muito atrás, praticamente definindo as três equipes rebaixadas para a segunda divisão espanhola.



Já na Bundesliga, o Bayern Munich deu importante passo para faturar o Campeonato Alemão. A equipe bávara conseguiu vencer o seu principal concorrente ao titulo jogando fora de casa, por 2x1. Agora o Bayern tem 59 pontos contra 58 do Shalke, faltando 5 rodadas para o fim. De alento para o Shalke 04 esta o fato que o Bayern terá jogo dificílimo contra o Bayer Leverkusen na próxima rodada, jogando fora de casa. O terceiro lugar está bastante disputado entre Bayer e Borussia Dortmund. Enquanto os primeiros, que lideraram boa parte do campeonato, perderam fôlego na reta final, o Borussia vem de campanha constante e praticamente eliminou um concorrente a esta vaga, ao vencer o Werder Bremen por 2x1.



Já no não tão badalado Campeonato Português, o Benfica venceu o Naval por 4x2 fora de casa nesta segunda, mesmo após sair perdendo por 2x0. O Porto venceu o Marítimo por 4x1 no Estádio do Dragão, mantendo a desvantagem de cinco pontos para o Braga, que também venceu o Vitória de Guimarães, permanecendo no segundo lugar. Já o Sporting desencantou, goleando o Rio Ave por 5x0. O Benfica está com uma mão e meia na taça da Liga Sagres, só perdendo caso aconteça um desastre. São 20 vitórias em 25 jogos, e uma campanha invejável. Algo me diz que o Porto conseguirá descontar essa diferença de cinco pontos para o Braga, terminando como vice-campeão e com a vaga para a Champions League.