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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Duelos Equilibrados pelas Semifinais da Champions League

Nesta sexta-feira, a UEFA sorteou os confrontos semifinais da Champions League. O Real Madrid pegará o Bayern de Munique, enquanto o Atlético de Madrid receberá o Chelsea. Os jogos serão dia 22, 23, 29 e 30 de abril.

O sorteio foi bom para o Atlético de Madrid, já que o time enfrenta um adversário levemente superior, porém sem a mesma qualidade de Bayern e Real. O time de Mourinho vinha de boa campanha e liderança tranquila na Premier League, até vacilar na reta final com derrotas contra o Aston Villa e o Crystal Palace, que deixaram os blues em desvantagem na liga inglesa e mostraram a irregularidade do time. Já na Champions League, a equipe inglesa enfrentou muitas dificuldades para bater o bom time do PSG nas quartas, só conseguindo em virtude o gol qualificado fora de casa e da tática ousada de Mourinho no jogo da volta no Stamford Bridge, empilhando atacantes e conseguindo o tento que faltava nos pés de Demba Ba. 

Como tem um grupo reduzido e disputa simultaneamente o titulo do Campeonato Espanhol e da Champions, o Atlético de Madrid já está no limite físico, o que dá ao Chelsea um certo favoritismo no confronto, apesar deste também enfrentar uma maratona neste fim de temporada com o acúmulo de jogos do Campeonato Inglês. Resta saber se Diego Costa e Arda Turan conseguirão recuperar-se plenamente, além de confirmar a presença do goleiro Courtois, que pertence ao Chelsea, e há um contrato que o impede de jogar sob pena de uma recompensação financeira elevada para os padrões do Atlético. A UEFA já se pronunciou sobre o caso, liberando a escalação do jogador por tornar nula proibições deste tipo, porém como os espanhóis possuem boa relação comercial com os ingleses, resta saber se irão se acertar neste sentido.

UEFA
Já o outro confronto entre Real Madrid e Bayern de Munique tem ares de final antecipada, já que reúne os dois melhores elencos da Europa atualmente. O Bayern dispensa comentários, já que é o atual campeão da competição e nesta temporada, sob o comando de Guardiola, estabeleceu-se como um predador no Campeonato Alemão, ganhando o titulo com várias rodadas de antecedência e hoje possui uma diferença de 20 pontos para o segundo, faltando cinco rodadas para o final. O treinador conseguiu implementar seu modelo de movimentação e domínio de posse de bola visto do Barcelona há algumas temporadas, aperfeiçoando ainda mais a equipe que é a favorita para o bicampeonato, algo que não acontece desde o Milan de 1988/89 e 1989/90.

O Real Madrid ainda é muito dependente de Cristiano Ronaldo, atual melhor jogador do mundo, e que tem convivido com problemas físicos. O time liderou boa parte da Liga Espanhola, porém perdeu os dois clássicos para o Barcelona e um para o Atlético de Madrid, o que lhe coloca em desvantagem na luta pelo título. O treinador Ancelotti sofre com as irregularidades de Di Maria, que caiu de produção nos últimos jogos, e de Isco, que começou bem a temporada, mas também caiu de rendimento. Para complicar, o lateral Marcelo também enfrenta problemas físicos o que diminuiu o poder de força do time nos últimos jogos, e que por pouco não se complicou no duelo contra o Borussia Dortmund pelas quartas-de-final. Para as semifinais, tudo dependerá da recuperação dos jogadores para que o time possa duelar de igual para igual com o Bayern, que hoje é favorito para o confronto.

Teremos dois grandes jogos pelas semifinais da Champions League, e apostaria em uma final entre Bayern e Atlético de Madrid no dia 23 de maio no Estádio da Luz em Lisboa. O retrospecto recente conta a favor do Atlético de Madrid, já que desde 2008, o time que eliminou o Barcelona na fase de mata-mata sagrou-se campeão (Manchester United, Internazionale, Chelsea e Bayern de Munique).

sábado, 25 de maio de 2013

Chegou a hora de dizer adeus

Nas próximas horas, Neymar deverá anunciar o seu futuro, ou no Real Madrid ou no Barcelona. A transferência para o futebol espanhol é iminente, tanto que o Santos já anunciou, na noite desta sexta-feira, que aceitou as duas propostas e deixou a decisão nas mãos do jogador.

A proposta do time catalão é conhecida: 28 milhões de euros, enquanto o valor que o time merengue está disposto a investir no jogador é maior, o que lhe fez balançar na escolha, mas seu destino deverá ser realmente o Barcelona, tendo em vista que o jogador já havia assinado um acordo prévio com o time catalão.

A transferência é ótima para Neymar e boa para a Seleção Brasileira, tendo em vista que o jogador terá um ano de time catalão e tende a crescer no futebol europeu. Talento o jogador mostrou que tem, e o clube catalão poderá lhe aperfeiçoar, além de ter um maior contato com o modelo de jogo europeu e se ambientar com os fortes e compactos sistemas defensivos do velho continente. 

Ao ir para o futebol espanhol, Neymar não sentirá uma abrupta diferença, tendo em vista que dos principais mercados do continente, o espanhol é o que melhor vislumbra o talento e o jogo bonito, além do futebol ofensivo praticado pelas “potências” caseiras Barça e Real, oferecendo a possibilidade de lapidá-lo.

Já para o Santos, é melhor ficar com alguns milhões dos 55% do passe do jogador a que tem direito na conta, do que perdê-lo de forma gratuita na próxima temporada, tendo em vista que o contrato de Neymar com o clube santista era válido até a Copa do Mundo. Porém mostra que o projeto da sua permanência acabou falhando, tendo em vista que o clube não conseguiu  atingir os seus objetivos, apesar de o jogador ter arrecadado muitos milhões com a sua imagem.

A tão sonhada permanência de Neymar no Brasil era vislumbrada pelo clube como uma oportunidade para crescer, arrecadando mais, aumentando a torcida e conquistando um maior prestigio frente à televisão, que ainda é a mina de ouro do futebol brasileiro. 

De fato a arrecadação santista aumentou, devido a participação em alguns contratos publicitários envolvendo o jogador e do programa sócio torcedor, enquanto que o número de admiradores do clube santista também cresceu, contudo não se sabe se a maioria destes novos fãs irá acompanhar Neymar no seu novo clube ou continuarão vinculados ao Santos como sócios.

Porém o grande objetivo do clube não foi atingido, que era um espaço maior na televisão, que hoje se restringe basicamente a Flamengo e Corinthians. A televisão ainda é a principal fonte de receitas para os clubes e uma maior exibição, além de projetar uma maior verba frente à detentora dos direitos de transmissão, ainda é capaz de atrair investimentos mais voluptuosos de patrocinadores e atrair novos torcedores. 

Durante o período de permanência de Neymar, o Santos teve uma exposição bem menor na TV aberta que o esperado, tanto que sempre foi preterido pelos times da capital, ou na falta destes, até por filmes direcionados ao público paulista. A campanha do time na Libertadores de 2011, o grande titulo conquistado pela geração Neymar,  foi praticamente fantasma em termos de TV aberta, e que ajudou a vincular a imagem do craque mais a Seleção Brasileira do que ao Santos.

Para o jogador a permanência foi ótima no ponto de vista financeiro e artístico, pois jamais um jogador faturou tanto atuando em solo brasileiro, além de ganhar notoriedade na Seleção Brasileira, principalmente pela necessidade de uma maior identificação da Seleção com os brasileiros. Soma-se a isso, gols espetaculares que rodaram o mundo, a ponto de Neymar já chegar ao continente europeu com status de menino prodígio, que pode escolher o clube que deseja e que certamente terá um acompanhamento diferenciado em relação a maioria dos brasileiros que se arriscam, e acabam não engatando no futebol europeu devido a falta de ambientação.  

Para se esforçar e manter o jogador, o Santos viu um time promissor ser desmontado, sobrando apenas Neymar, que virou nos últimos anos a única individualidade capaz de criar algo diferente no time da baixada. Agora o presidente Luis Álvaro Ribeiro terá a ingrata missão de montar um time forte com os milhões da transferência, pois o futuro do clube sem Neymar preocupa o torcedor santista.

Barcelona ou Real Madrid. Não importa. O que importa é que a saída de Neymar deixará o futebol brasileiro mais pobre.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Inesperada final alemã celebra o fim de uma era no futebol europeu


Pelo menos nas últimas três temporadas, Barcelona e Real Madrid foram considerados os melhores times do mundo, devido a todo o poderio financeiro e a presença de Messi na equipe catalã e Cristiano Ronaldo na merengue, melhores jogadores disparados e únicos concorrentes reais ao título de melhor do mundo.  

Ao longo destes anos, uma inédita final de Champions League disputada pelos espanhóis foi esperada, e só não ocorreu em 2010/11 devido ao enfrentamento entre os times na semifinal. Na temporada 2011/12 ambos os times vacilaram e ficaram pelo caminho, porém nesta temporada não se pode atribuir única e exclusivamente ao azar a eliminação de ambos nas semifinais da UCL, onde os alemães do Borussia Dortmund e do Bayern München mostraram um futebol diferenciado, e merecem protagonizar a final do próximo dia 25 de maio em Wembley.

O Barcelona foi o precursor, na temporada 2008/09, com a chegada de Guardiola no comando técnico, dispensando medalhões e montando um time basicamente formado pelas categorias de base, ofensivo, organizado e comandado por Messi, menino prodígio que se consagraria e viria a ganhar quatro prêmios de melhor jogador do mundo. O Real Madrid buscou imitar o modelo e trouxe Cristiano Ronaldo e Kaká, ambos premiados com o titulo de melhor do mundo em 2008 e 2007 respectivamente, sob o comando de Mourinho, com a promessa de evitar um amplo domínio catalão. Missão fracassada, pois o time merengue não foi páreo para o Barcelona, que ganhou praticamente todos os títulos que disputou na era Guardiola.

Porém este domínio caseiro espanhol inflacionado pelo faturamento milionário de ambos os times teve fim nesta edição da Champions League, pois ambos foram batidos pelos alemães Bayern e Borussia, que mostraram os seus recursos e estabeleceram um futebol diferenciado, composto por um conjunto de bons jogadores, muito bem organizados em um esquema e que se contagiam pelo espírito “torcedor” de seus adeptos, mostrando um algo a mais em campo que nós brasileiros chamamos de raça ou garra.

É evidente que um grupo aguerrido e organizado dificilmente chegaria longe se não tivesse qualidade, e tanto o Bayern de Jupp Heynckes quanto o Borussia de Jürgen Klopp mostraram ao longo da temporada e, principalmente, contra Barcelona e Real Madrid respectivamente, quebrando o reino absolutista dos espanhóis na competição europeia. Os dois times alemães formam a base da sua seleção nacional.

Algumas constatações ficam deste histórico acontecimento. Uma é a qualidade da Seleção alemã, que chegará favorita para a Copa do Brasil de 2014. 


Outra, e mais importante, é o êxito no processo de reformulação no futebol alemão, iniciado com a Copa de 2006 no país e que foi capaz de resgatar a paixão do torcedor local pelo futebol, além de estimular o desenvolvimento das categorias de base nos times. Houve uma maior competitividade no futebol local influenciada por quotas de TV mais bem divididas entre os clubes, além do surgimento de vários jogadores, que acabaram contribuindo para o ressurgimento da seleção.

O futebol ainda é o grande entretenimento, o que exige um maior cuidado em relação à capitalização dos clubes. É inadmissível que dois clubes fiquem com mais de 50% das quotas de TV, o que acaba polarizando a disputa e deixando os campeonatos cada vez mais pobres e menos atraentes. 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Nova camisa do Real Madrid


Assim como o Barcelona, o Real Madrid já tem um provável uniforme para a temporada 2013/14. A informação é do blog todosobrecamisetas.com. 



Os detalhes em laranja apresentam-se como a grande novidade do novo uniforme do clube desenvolvido pela Adidas, tonalizando o tradicional branco e azul marinho. O blog não apresentou o uniforme alternativo. 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Bayern confirma final alternativa


Se na primeira semifinal o Chelsea surpreendeu o Barcelona e se transformou na zebra desta edição da Champions League ao eliminar o time espanhol e se classificar para a final, a mesma coisa não pode ser dita no outro confronto, onde o Bayern eliminou o favorito Real Madrid, porém sem zebras, afinal o time alemão mostrou a sua qualidade e jogou de igual para igual com os merengues em pleno Bernabéu.

O jogo da volta marcou um regresso do Bayern a um passado não tão distante, quando perdeu para a Internazionale de Mourinho a final da Champions League 2009/10 que fora disputada no Bernabéu, e teve a chance de se redimir no palco contra o treinador que evitou o pentacampeonato, mas para isso teria que manter a vantagem contra uma equipe superior, que é capaz de fazer frente ao Barcelona. 

E o time bávaro não conseguiu manter a vantagem por muito tempo, pois passou por um período inicial turbulento, e quando efetivamente se acordou para a partida, já estava perdendo por 2x0 em gols de Cristiano Ronaldo aos 5 de pênalti e aos 14 em uma falha defensiva alemã. O Bayern perdera duas grandes chances, porém na sua terceira chegada forte, viria a ser beneficiado por um pênalti cometido por Pepe em Mario Gómez, que Robben tratou de cobrar no canto direito de Casillas para descontar.

O Bayern tomou conta do jogo, mostrando soluções ofensivas contra o insosso Real, que parecia ter jogado tudo que prometia para a partida nos primeiros 15 minutos, levando pouca vantagem no sistema defensivo alemão, que ainda vazava no primeiro tempo e oferecia espaço para o time espanhol, enquanto que na frente o Bayern assustava o Real Madrid, exigindo boas defesas de Casillas.

O panorama do jogo ao longo do primeiro tempo, segundo e boa parte da prorrogação foi com o domínio de posse de bola do Bayern de Munique, enfrentado um Real Madrid cada vez mais cansado em decorrência do esforço que foi a batalha do último final de semana contra o Barcelona no Camp Nou, e que parecia querer que o tempo passasse para que a disputa de pênaltis chegasse, o que acabou ocorrendo, apesar de todas as chances que o time bávaro teve ao longo da segunda etapa, e que pela incompetência de seus atacantes poderiam ter custado a tão sonhada classificação. 

O Real Madrid notou a satisfação do Bayern pelo resultado que levava a uma disputa de pênaltis e apertou na prorrogação, porém a falta de perna evitou que o time tivesse alguma possibilidade de liquidar o confronto, pois um gol alemão seria letal em virtude do incompreensível critério de gol qualificado fora de casa. Como ambos pareciam satisfeitos e resignados com os pênaltis, o desempate foi necessário.

Nas cobranças, muitos erros de ambos os lados. Foram cinco cobranças desperdiçadas em nove cobradas, onde o herói Cristiano Ronaldo virou vilão, ao telegrafar uma cobrança que Neuer buscou no canto direito. O brasileiro Kaká, que entrara na segunda etapa, também cobrou no mesmo canto do português, e Neuer defendeu sem nenhum problema. O Bayern parecia querer colocar tudo a perder com duas cobranças displicentes de Kross e Lahm que Casillas defendeu, porém quando o time merengue esteve na eminencia de empatar o confronto, Sérgio Ramos bateu como Elano, isolando a grande chance e a classificação, que foi formalizada por Schweinsteiger 

Bayern e Chelsea. Se algum apostador tivesse montado esta final, provavelmente estaria fazendo festa com os dividendos obtidos pelo seu jogo de azar, que hoje foi de sorte. Na final, não há como negar o favoritismo do Bayern, que tem um time mais equilibrado e qualificado que o Chelsea, além de jogar em casa, visto que a decisão de 2012 será na Allianz Arena, casa do Bayern em Munique. Para a dupla da Espanha, além de estancar o choro pelas doloridas eliminações, fica a reflexão por esta dupla derrocada, que transformou um grande sonho em um terrível pesadelo.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Dupla espanhola terá que correr atrás


Em dois jogos, o que era para ser um encaminhamento de classificação de Real Madrid e Barcelona para a grande esperada final, ganhou um ponto de interrogação, visto que ambos foram surpreendidos no jogo de ida, perdendo suas invencibilidades, e terão que correr atrás pela primeira vez nesta competição.

Em Munique, o Real Madrid apresentou uma partida irregular, jogando bem apenas nos quinze primeiros minutos de cada tempo. Na primeira etapa, acabou levando um gol de Ribery, e teve sorte de não ter ido para o intervalo com um placar mais dilatado contra, visto que pouco fez para melhorar a sua situação, enquanto que o Bayern perdeu algumas chances, porém não chegou com tanta intensidade.

O time até melhorou na segunda etapa, chegando ao empate com um gol de Özil, porém Mourinho tratou de tentar preservar o empate retrancando o time, ao colocar jogadores com maior potencial de marcação. O Bayern tentou, até que conseguiu chegar ao gol da vitória com Mário Gomez no finalzinho, dando justiça ao placar. Ao Real, além da péssima escolha do seu treinador por Coentrão na esquerda no lugar de Marcelo, que entrara na segunda etapa, o time saiu com a sorte do arbitro Webb não ter expulsado o lateral brasileiro, que entrou deslealmente em Müller.

Já no outro jogo, o Barcelona jogou bem, talvez uma de suas melhores partidas fora de casa nesta edição da Liga. Ironicamente o time foi derrotado e perdeu a sua invencibilidade no torneio. O gol de Drogba, fruto de um lançamento de Lampard para Ramires na esquerda cruzar para o artilheiro apenas escorar para o gol, foi o único chute do time inglês a gol em todo o jogo, enquanto que o Barcelona teve 24 arremates, onde pelo menos 5 foram grandes, exigindo grandes defesas de Cech, recuperação de Cole em cima da linha, além de duas bolas na trave e 72% de posse de bola. 

Faltou sorte ao Barcelona, enquanto sobrou eficácia ao Chelsea, que fez uma exuberante partida tática. No outro jogo, faltou competência ao Real Madrid, que poderia ter jogado melhor se Mourinho tivesse optado por escolhas mais sensatas na escalação. Os 2x1 e 1x0 contra são tranquilamente reversíveis por tudo que Real e Barça já apresentaram, porém o fato de ter feito um gol qualificado deixa a missão do Real Madrid menos complicada que a do rival espanhol. 

Aos que estão vendo poucos posts, informo que estou em um projeto pessoal que me impede de estar assistindo intensamente as competições e postando seguidamente. Isso será normal ao longo deste ano.  

terça-feira, 27 de março de 2012

Força brazuca vinda do banco


Em Nicósia, teve-se fim o sonho cipriota de continuar a escrever história do país nesta edição da UEFA Champions League. 

Pra falar a verdade, durou até mais do que os mais conscientes torcedores do time esperavam, pois o APOEL conseguiu segurar o Real Madrid por mais de 75 minutos, quando a dupla brasileira Kaká e Marcelo foi acionada e participou ativamente no processo de construção do escore.

Mourinho não teve duas peças-chave do seu meio-campo, o espanhol Xabi Alonso, suspenso, que deu lugar a Sahin, que fez uma boa partida e participou da construção de vários lances na primeira etapa, enquanto que Higuaín foi mantido na vaga do ainda lesionado argentino Di Maria, atuando mais aberto e deixando Benzema no comando do ataque. 

Para tentar parar o time merengue, o treinador Jovanovic escalou um esquema 4-4-2 em linha, com o time tentando uma pressão na saída de bola, porém limitando-se a congestionar a intermediária ofensiva do Real Madrid, dificultando assim os tabelamentos pelos flancos, por onde Cristiano Ronaldo e Özil tiveram muitas dificuldades, já que a parceria dos laterias Arbeola e Coentrão não era efetiva.

Na primeira etapa, o Real teve a rigor três grandes chances, onde a principal foi com Benzema aos 33, após cruzamento de Sahin, que estava livre na pequena área e com o goleiro grego Chiotis batido, mas acabou sofrendo com o espirito de Deivid e isolou. No mais, as principais jogadas do Real Madrid eram pela esquerda ofensiva, principalmente em lançamentos de Sahin que buscavam a infiltração dos meias, já que trabalhar a bola era complicado.

O time cipriota quase não viu a bola, pois o time madrileno terminou o primeiro tempo com uma média de 70% de posse de bola, porém sem grande efetividade. Os anfitriões ainda sentiram o desfalque do zagueiro Marcelo Oliveira logo aos 9 minutos, por lesão muscular, e raramente chegavam ao ataque, somente em lances isolados criados em vantagem individual de Aílton, que no segundo tempo foi o único atacante, pois o treinador retrancou ainda mais o time com a entrada de Hélder Sousa em um esquema 4-3-2-1.

O Real continuaria sem apresentar novidades até aos 17 do segundo tempo, quando Mourinho resolveu colocar os brasileiros Marcelo e Kaká, nos lugares de Coentrão e Higuaín. O time começou a levar vantagem nas jogadas pelas pontas, e passou a encurralar o APOEL. E foi em uma jogada iniciada por Marcelo, que o Real Madrid abriu o marcador aos 28, quando o lateral lançou Kaká na esquerda, que por sua vez cruzou na cabeça de Benzema. A pressão madrilena continuava, e aos 37 foi a vez de Marcelo receber em profundidade na esquerda um lançamento de Cristiano Ronaldo, e de forma desiquilibrada cruzou para trás, na altura da marca de pênalti, para Kaká apenas desviar do goleiro e marcar o segundo. 

E ainda houve tempo para o time espanhol marcar o terceiro aos 44, quando Özil cruzou de trivela para Benzema, novamente livre, desta vez não perder, e empurrar para as redes, liquidando qualquer chance de reação do time cipriota. Fim de jogo e de confronto, cujo jogo da volta em Madri será uma mera formalidade.  Que Mourinho aprenda a escalar os melhores desde o início do jogo. 

sexta-feira, 16 de março de 2012

Baba para Real; Reedição para o Barça e final dos sonhos


Nesta sexta-feira, a UEFA sorteou o chaveamento da UEFA Champions League, que tem como principal notícia a possibilidade de uma final dos sonhos entre Barcelona e Real Madrid, que acabaram ficando em chaves opostas.

Para as quartas-de-finais, o Real Madrid pegou o que se pode chamar de baba, pois enfrenta a equipe mais fraca tecnicamente, que contou mais com os deméritos dos adversários do que méritos próprios para fazer história e colocar um representante da pequena ilha do Chipre entre os oito melhores. Será uma reedição de Davi contra Golias, tamanha disparidade entre os clubes.



Bayern München e Marseille promete ser outro confronto desiquilibrado, já que os alemães retomaram a boa fase do início da temporada e contam com o sonho de decidir o campeonato em casa no próximo dia 19/05, enquanto que os franceses não estão em boa fase no campeonato nacional, além de proporcionar dois dos piores jogos desta edição da Liga contra a Internazionale, pelas oitavas-de-final. 

O Chelsea terá a oportunidade de confirmar esta nova fase sob o comando de Di Matteo no confronto contra o Benfica, que tem um bom time, mas que não tem a mesma qualidade técnica do time londrino. Uma classificação como esta, diante do bom time do Napoli, trará um animo renovado ao envelhecido time do Chelsea, mas que tem totais condições de bater os encarnados.

Já o último confronto é o mais equilibrado, reeditando os jogos do Grupo H da fase de grupos, onde os times empataram em 2x2 no Camp Nou e o Barcelona venceu em San Siro por 3x2. Os catalães são os favoritos, porém o Milan tem na camisa o peso de sete conquistas, que o torna um time copeiro. Este será o principal jogo da fase de quartas-de-finais.

Para as semifinais, aposto na classificação dos grandes, com confrontos entre Real Madrid e Bayern München, e o Chelsea enfrentando o Barcelona.  

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Real dificultou uma classificação encaminhada


Na gelada Moscow, com cinco graus negativos no Estádio Luzhniki, o Real Madrid perdeu a chance de encaminhar com maior tranquilidade a classificação para as quartas-de-final, ao permitir o empate do time da casa no último minuto. 

Para pegar os Russos, Mourinho montou uma escalação mais forte e marcadora, preterindo Kaká para o lugar do lesionado Di Maria, bem como o lateral esquerdo Marcelo. Em seus respectivos lugares jogaram Callejón e Fábio Coentrão, com Sergio Ramos sendo deslocado para a zaga, para que Arbeloa pudesse entrar, após um longo tempo parado. Logo aos 15 minutos, perderia Benzema, tendo que colocar Higuaín, mostrando total qualidade de banco.

No jogo, o limitado time do CSKA pouco conseguia produzir, ficando encaixado na defesa madrilena, enquanto a formação merengue truncava bastante o jogo, com o time ficando refém de uma jogada de aproximação de Khedira ou Özil com Cristiano Ronaldo.  Foi o volante alemão que participou do primeiro lance de perigo da partida aos 17, quando tabelou com Cristiano Ronaldo que serviu o recém-promovido Higuaín, obrigando o goleiro a fazer duas grandes defesas, já que Chepchugov também pegou o rebote do chute do jogador argentino, que fora pego por Khedira.

No segundo grande lance, já aos 28, que sairia o gol do Real Madrid, a partir de uma jogada pela esquerda com Fábio Coentrão, cujo cruzamento fora mal interceptado pelo meia Tosic, que fazia a cobertura, e que serviu como uma assistência para Cristiano Ronaldo, que da entrada da área, chutou no canto do goleiro russo para abrir o placar.

O Real Madrid poderia ter matado o jogo, principalmente na segunda etapa, onde Callejón, e depois Cristiano Ronaldo duas vezes, tiveram chances para ampliar o marcador, enquanto o time russo tentava na base do abafa alguma coisa, ainda mais depois que o treinador Leonid Slutsky empilhou o time de soluções ofensivas, como as entradas de Necid e Honda. 

Mourinho procurou até dar uma melhor consistência com a entrada de Kaká no lugar de Callejón, porém logo após acabou retrancando o time com a entrada de Albiol no lugar de Özil. Nos últimos minutos o time merengue só se defendia, enquanto que o time russo tentava na base da superação algum perigo, sendo presenteado com um gol no último lance da partida, já aos 48 minutos, quando Dzagoev leva vantagem em uma bola alçada na área, servindo Wernbloom  para marcar o gol de empate para os russos.

O empate com gols fora de casa ainda dá uma grande vantagem ao Real Madrid, apesar deste ter uma equipe muito superior à Russa. Porém o time merengue não terá Xabi Alonso, suspenso, e possivelmente Di Maria e Benzema lesionados, o que acaba reduzindo o roll de opções de Mourinho. O time russo não dá mostras que poderá tirar algum coelho da cartola, porém todo o cuidado é pouco aos merengues.

sábado, 10 de dezembro de 2011

De uma aula do Real a um baile do Barcelona

Apesar de acompanhar Real Madrid e Barcelona pela Champions League, não costumo acompanha-los no Campeonato Espanhol, devido à baixa exigência que a competição oferece devido à estuporante diferença técnica da dupla para os demais clubes, em virtude da errônea política do país em negociar seus contratos.

Desta forma, poucos jogos, como o clássico deste sábado, são interessantes para uma análise mais profunda dos times. E pode-se dizer que o clássico Real Madrid x Barcelona não foi excepcional, pois ficou grande parte de seu tempo restrito à forte marcação exercida principalmente pelo Real Madrid, que usou uma tática de pressão na saída de bola para surpreender o Barcelona.

Mourinho muito que falou em mudança e inovação para o clássico, porém manteve a sua concepção tática de 4-2-3-1, colocando apenas Lass como companheiro de Xabi Alonso em detrimento de Khedira, o que aumentou a marcação no setor. Guardiola jogou quase que em sua totalidade em um 3-4-3 torto, pois tinha uma linha defensiva de três zagueiros com Puyol, Piqué e Abidal, adiantando Dani Alves para fazer a ponta direita, enquanto Busquets fechava como zagueiro e Xavi, Iniesta e Fábregas deslocavam-se no meio-campo, e a dupla Messi e Sanches em constante movimentação e troca de posição no ataque.

Neste jogo de xadrez, Mourinho soube usar melhor as suas peças no início da batalha e saiu em vantagem, logo aos 21 segundos, em uma saída errada de Valdés, que pegou toda a defesa marcada, e Di Maria conseguiu a conclusão mascada que sobrou para Benzema abrir o placar. O gol cedo, e a marcação adiantada de Mourinho não deixavam o meio-campo, principal setor do Barcelona, participar do jogo e dominar a posse de bola. Nos 25 primeiros minutos, o time catalão chegou apenas uma vez com Messi, em uma de suas arrancadas que exigiu uma grande defesa de Casillas.

O Real Madrid perdeu a chance de matar o jogo aos 24, quando em mais uma saída de errada da defesa do Barcelona, Benzema conseguiu lançar Cristiano Ronaldo, que livre de marcação na entrada da área errou o alvo. Era uma aula que Mourinho estava dando em Guardiola rumo a um recorde de 16 vitórias consecutivas na temporada, porém nem o treinador português e muito menos o Real Madrid imaginavam que haveria um baile surpresa, que interromperia a aula da pior forma possível.

E o baile, de forma tímida, começou aos 29 minutos de jogo, quando Messi conseguiria dar a sua segunda escapada na partida, acionando Sanchez que ganhou da zaga e desviou de Casillas para empatar. O Barcelona finalmente entrava na partida, e aos poucos começava a dominar a posse de bola e trocar passes à exaustão, como é de praxe. O Real ainda não se dava por morto, e esperava o final do primeiro tempo, que felizmente veio antes de um segundo gol catalão.

Mas logo aos 7 minutos do segundo tempo, quando o Real Madrid tentava equilibrar o jogo, o Barcelona conseguiu desiquilibrar. E, digamos que foi um feitiço contra o feiticeiro, visto que a zaga merengue iria sair mal com a bola e encontraria Xavi, que bateu de forma mascada e despretensiosa, porém a bola desviou em Marcelo e enganou Casillas, entrando sutilmente em seu canto direito.

Nem adiantou Mourinho colocar Kaká, que, diga-se de passagem, se esforçou, e poderia ter participado da jogada de dois gols, mas o Real Madrid estava totalmente batido, cedendo o espaço necessário para o Barcelona trabalhar a bola e chegar tranquilamente ao ataque. O time catalão marcou o terceiro com Fábregas aos 20, como poderia ter marcado mais gols e selado uma goleada histórica, porém o time de Guardiola soube se comportar, poupando-se para a desgastante viagem para disputar o Mundial de Clubes no Japão, além de evitar lesões, já que a cabeça dos jogadores merengues estava fritando, com entradas ríspidas e muito bate boca.

Como saldo da fatura, Mourinho tentou, buscou montar um esquema para parar o Barcelona assim como já havia feito nos outros confrontos, buscando adiantar a marcação e não deixar o meio catalão jogar. Deu certo por boa parte do primeiro tempo, quando anulou o Barcelona e ainda marcou um gol, tendo a chance de marcar o segundo com Cristiano Ronaldo e definir a partida. Porém a defesa vazou, e contra o Barcelona é fatal, e depois faltou força ofensiva para tentar reagir, restando aos comandados de Mourinho assistir ao baile proporcionado pelo Barcelona, sendo que este nem estava tão afim de fazer show.

Bola cheia para Messi, autor de uma assistência e co-autor da jogada do terceiro gol. Sanchez também fez uma grande partida, marcando o primeiro gol, enquanto Fábregas foi fundamental com a sua movimentação. De quebra, quebrou um recorde ao vencer de virada, que se perdurava desde 07/10/1989.

A defesa dá calafrios à Guardiola, porém o Real Madrid não a aproveitou o suficiente. Péssima partida de Cristiano Ronaldo, que praticamente inexistiu no jogo, perdendo duas grandes chances de marcar.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Cristiano Ronaldo comanda vitória com classificação Real



Nesta quarta-feira, o Real Madrid venceu o Lyon pela primeira vez no Estádio Gerland, garantindo a classificação para as oitavas de finais, além de manter os 100% de aproveitamento sem ter tomado um gol sequer em quatro jogos.

Sem poder contar com Kaká, Marcelo e Arbeloa, Mourinho escalou Özil na linha de meias com Di Maria e Cristiano Ronaldo, além de linha defensiva composta por Diarra na direita, Pepe e Sergio Ramos na zaga e Fábio Coentrão na Esquerda. No ataque, preferiu Benzema no lugar de Higuaín, permitindo ao francês começar pela primeira vez um jogo em sua antiga casa, contra seu ex-time.

Mesmo com tantas alterações, o Real Madrid conseguiu fazer uma partida segura, devido ao padrão tático implementado por José Mourinho, que já encontra-se na segunda temporada. O time merengue conseguiu dominar o meio campo, contanto com a leitura de jogo da dupla de volantes Khedira e Xabi Alonso, capaz de armar jogadas, além da penetração constante dos meias, que não deixavam Benzema isolado. O atacante quase marcou aos 9, depois de uma jogada que envolveu Xabi e Özil. Porém o gol merengue sairia aos 23 minutos, em uma falta na cabeça da área bem cobrada por Cristiano Ronaldo, com força no contrapé do goleiro Lloris.

Aos 31, quase que Benzema fez o segundo, porém o Lyon cresceu na partida, e começou a encaixar contra-ataques na direita ofensiva, onde Coentrão não estava bem. Os franceses atacaram ainda com maior frequência na segunda etapa, porém Mourinho consertaria o setor problemático, e o Real conseguiria decidir o jogo aos 24, em uma forçação de barra de Cristiano Ronaldo, que se atirou e o árbitro Nicola Rizzoli entrou na dele e marcou um pênalti. O próprio marcou seu segundo gol na partida e 100º com a camisa do Madrid, enquanto que os franceses ainda acertaram trave com Briand em uma pressão final, mas sem conseguir tirar a invencibilidade merengue de gols sofridos na liga.

O time merengue poderá garantir o primeiro lugar no Grupo D na próxima rodada vencendo o Dinamo Zagreb no Santiago Bernabéu, enquanto o Lyon terá que recuperar os três pontos de desvantagem que tem frente o Ajax, segundo colocado no grupo com 7 pontos.

domingo, 23 de outubro de 2011

Massacre de 37 minutos que valeu a liderança

Há algumas temporadas o Campeonato Espanhol é interessante somente pela briga polarizada entre Real Madrid e Barcelona, que fazem um duelo particular com suas superpotências para abocanhar o maior número possível de títulos.

Nesta forma, a nesta La Liga só tem grandes novidades quando há a troca de liderança, isto é, quando Real Madrid ultrapassa o Barcelona e vice-versa, e tal fato marcou a oitava rodada, com a vitória de 4x0 do Real Madrid em Málaga, enquanto o Barcelona ficou no 0x0 contra o Sevilla no Camp Nou.

Como não assino a Sky, acabo tendo apenas um jogo alternado de cada time por rodada, e felizmente nesta tive o Real Madrid, que simplesmente passeou frente ao Málaga na primeira etapa, aplicando 4x0 com direito a hat-trick de Cristiano Ronaldo, além de saber administrar a pressão adversária na segunda etapa, garantindo os três pontos.

O confronto em Málaga era esperado, devido ao novo patamar adquirido pelo time local a partir desta temporada, em que foi vendido para o Sheik Abdulla bin Nasser, que o transformou de falido à uma potencia local, capaz de disputar com Atlético de Madrid, Villareal, Sevilla e Valência uma vaga para a Champions League da próxima temporada. Vieram bons jogadores como Joaquín, Toulalan, Cazorla e Nistelrooy, além do promissor argentino Buananotte, contratado do River Plate.

Porém a qualidade da equipe só foi percebida na segunda etapa, quando o placar já estava amplamente favorável ao Real Madrid com os 4x0 aplicados no primeiro tempo, com o time já enfrentando um relaxado adversário, e vindo a acertar duas vezes o travessão de Casillas, além de perder outras tantas chances na frente-a-frente do goleiro merengue.

Mas o que efetivamente valeu foi a primeira etapa, por onde saíram os gols que construíram a vitória merengue. Primeiro com Higuaín aos 10 minutos, recebendo uma grande assistência de Di Maria, que também assistiria Cristiano Ronaldo aos 23, no gol mais simples do atacante, que pôde mostrar toda a sua técnica no seus segundo e terceiros gols, onde no segundo desconcerta a zaga adversária driblando para esquerda e direita até encontrar espaços para concluir, enquanto no terceiro acertou uma bela chaleira de calcanhar para liquidar com estilo a sua grande jornada.

Goleada que deixou os merengues com o ataque mais positivo do Campeonato, com 28 gols, contra 26 do Barcelona. Cristiano Ronaldo empatou com Messi na artilharia com 10 gols, enquanto Higuaín tem 9. Só os dois têm aproximadamente 68% dos gols do time, enquanto os demais ficam divididos entre Benzema, Kaká, Varane, Callejón, Marcelo e Xabi Alonso.

Vejo os merengues mais consistentes nesta segunda temporada de Mourinho, que conseguiu fomentar o seu padrão tático com o amadurecimento de jogadores como Di Maria e Özil, além da recuperação do brasileiro Kaká, que acabou virando uma opção para o meio, na qual Mourinho consegue revezar e ter cerca de 15 a 16 titulares, algo como Guardiola tem no Barcelona. A disputa para esse ano promete!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Passeio “Real” sem esforços em Madrid



Pela terceira rodada do Grupo D da edição 2011/12 da UEFA Champions League, o Real Madrid não teve grandes dificuldades para golear os franceses do Lyon. Ao contrário de temporadas como 2005/06 e 2006/07, quando ambos caíram no mesmo grupo e os franceses não perderam para os Merengues, desta vez o Real Madrid não precisou nem jogar bem e de forma intensa para aplicar o placar de 4x0.

Mourinho optou pelo trio de meias que foi titular da temporada passada, composto por Di Maria, Cristiano Ronaldo e Özil, deixando Kaká no banco no rodizio normalmente feito na Europa, que ainda englobou a entrada de Benzema no lugar de Higuaín e seu caminhão de gols nos últimos jogos. Já o Lyon não tem a mesma qualidade de cinco temporadas, quando ainda detinha uma invejável hegemonia nacional, e parece ter entrado já derrotado no jogo, pois pouco fez além de se defender.

O inicio extremamente defensivo dos franceses fez com que o Real se desesperasse na parte inicial do jogo, pois queria defini-lo rapidamente. A equipe alugava meio-campo, trocando muitos passes na entrada da área francesa, porém não conseguia achar espaços para o arremate, o que a fazia levantar muitas bolas em direção à Benzema, ex-jogador do próprio Lyon e que teve êxito no embate entre os dois times no passado.

O atacante francês não vinha tendo sucesso nas primeiras jogadas, porém marcou o primeiro gol do jogo aos 19 minutos, quando Özil cobrou escanteio e Cristiano Ronaldo desviou no primeiro pau, encontrando Benzema livre para desviar para o gol. Era o que o Real precisava para ter um jogo tranquilo, já que o adversário apenas jogava no erro dos espanhóis, que de certa forma foram demasiados na primeira etapa, proporcionando algumas chegadas do adversário e uma conclusão para as redes de Gomis, porém em condição irregular e bem assinalada pelo árbitro.

Iniciou-se o segundo tempo, e logo aos dois minutos o Real Madrid definiu o jogo a seu favor, quando Marcelo lançou Benzema na ponta esquerda, e este cruzou para Khedira, que apareceu como homem-surpresa na posição do próprio Benzema para marcar o segundo. O Lyon se esfacelaria em campo, e logo levaria o terceiro com uma finalização cruzada de Özil, que teve um desvio de Cissokho e que enganou o goleiro Lloris, que desviou a bola contra o seu próprio gol.

O placar estava moldurado, com Mourinho mexendo no time com as entradas de Coentrão, Kaká e Higuaín nos lugares de Khedira, Özil e Benzema. O brasileiro bem que tentou marcar o seu, participando de várias jogadas e algumas conclusões, dentre elas um desvio em posição irregular para as redes, porém serviu Sérgio Ramos em uma cobrança de escanteio, onde o zagueiro ganhou no jogo aéreo de dois defensores franceses e no quique da bola chutou com força para fechar o placar em Madrid.

Um 4x0 sem sobressaltos e com imensa superioridade. O time de Mourinho chegou a ter 70% de posse de bola em alguns momentos do jogo, e acabou arrematando 18 vezes, mesmo sem apresentar a intensidade que o time teria condições, tamanha facilidade que foi o jogo, na qual o Lyon acabou se transformando em um Osasuna, Racing ou Sporting do Campeonato Espanhol.

São 9 pontos em 9 disputados, com 8 gols marcados e nenhum sofrido, o que demonstra a tranquilidade que o clube enfrenta neste grupo D, podendo garantir-se já na quarta rodada para as oitavas de finais se vencer novamente o Lyon, desta vez em território adversário.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Cristiano Ronaldo é recordista, mas titulo é do Barcelona

A edição 2010/11 da Liga Espanhola encerrou-se com o já consumado titulo do Barcelona, garantido na 36ª rodada com empate diante do Levante fora de casa por 1x1. Com a vitória diante do Málaga, o Barcelona encerrou sua campanha com 96 pontos, contra 92 do Real Madrid.

O Barcelona mostrou ter um elenco mais coeso apesar de ser em menor numero, tropeçando menos ao longo da temporada. Foram apenas duas derrotas em toda a competição, sendo uma inesperada derrota para o Hercules em casa logo na segunda rodada e outra para o Real Sociedad na 34ª Rodada.

Porém o diferencial foi os confrontos contra o Real Madrid, onde humilhou em uma por 5x0, enquanto na outra, ofuscado pelos futuros confrontos pela Copa do Rei e UEFA Champions League, houve empate em 1x1. Foi esta série de duelos, que acabou relegando o titulo catalão a um segundo plano, visto que o Barcelona também passaria pelo confronto da Liga dos Campeões, cuja decisão é neste sábado diante do Manchester.

Sobrou ao Real Madrid comemorar os recordes de Cristiano Ronaldo, que superou Hugo Sánchez e Telmo Zarra e tornou-se o maior goleador da história do campeonato espanhol, com 40 gols, dois a mais que os antigos recordistas. Tal marca foi possível, porque o português fez 7 gols nos últimos 3 jogos, ultrapassando inclusive Messi em numero de gols na temporada, com 53 gols contra 52 do argentino na briga pela bola de ouro do futebol europeu. Cristiano Ronaldo também fez o gol que deu o titulo ao Real Madrid na Copa do Rei, única fonte de comemoração merengue na temporada.

Com a negociação individual dos clubes com a televisão pelos direitos da TV, Barcelona e Real Madrid abocanharam metade de todas as receitas, além de terem maior torcida, e com isso, um maior consumo de produtos licenciados, sócios e uma maior captação de recursos em patrocínios. Esta diferença financeira pode ser vista na tabela final desta edição, com o terceiro colocado, o Valencia, há 21 pontos do Real Madrid e a 25 do Barcelona, sem nenhuma chance de lutar pelo titulo.

Valencia e Villareal acompanharão Barcelona e Real Madrid na próxima edição da Champions League, com destaque ao “submarino amarelo”, que montou um grande ataque com Rossi e Nilmar, conquistando a vaga para a fase preliminar da liga europeia, enquanto chegou até às semifinais da Europa League deste ano, sendo eliminado para o Porto, que viria a ser o campeão do torneio.

Ainda em competições europeias, garantiram-se Sevilla, Athletic Bilbao e Atlético de Madrid. Sevilla e Atlético de Madrid pela capacidade de investimento e pelos recursos técnicos não são nenhuma novidade estarem na faixa de competições europeias, porem o sexto lugar do Athletic foi uma grande surpresa, pois é talvez o clube mais regionalista do mundo, já que aceita que somente bascos (ou estrangeiros criados com a cultura basca) possam jogar com a camisa do clube, algo como se Internacional ou Grêmio só aceitassem gaúchos ou quem foi criado com a cultura gaúcha no clube, o que limita bastante a possibilidade de contratar reforços.

Já a surpresa negativa ficou por conta do rebaixamento do Deportivo La Coruña, que foi campeão na temporada 1999/00, porém caiu no ostracismo com o avanço da globalização e com a negociação de quotas individuais entre clubes e TVs. Se juntará ao recém promovido Hércules e ao Almería na segunda divisão espanhola, que trará o Bétis de volta na próxima temporada, já que a equipe rebaixada em 2008/09 conseguiu o acesso para a Série A.

Espera-se que haja um maior cuidado da federação espanhola com seus clubes, de forma que haja uma divisão mais harmônica dos recursos, pois Barcelona e Real Madrid têm outras fontes de captação de receitas. Um Exemplo é a Premier League, que tem uma liga forte, pois a divisão de receitas é mais racionalizada. Já na Espanha, a impressão é que o campeonato vive por Real Madrid e Barcelona.