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domingo, 8 de abril de 2012

Domingo que decidiu virtualmente a Premier League


Neste domingo, os times de Manchester estiveram envolvidos na 32ª Rodada da Premier League. 

Em Manchester, o United venceu o Queens Park Rangers por 2x0 na base da polêmica, algo que não é raro em relação ao clube, já que muitos o acusam de ser constantemente beneficiado com erros de arbitragem. Contra o QPR, a ocorrência ocorreu logo aos 14 minutos, quando Ashley Young recebeu um lançamento de Rooney em posição de impedimento, e ainda se atirou na disputa com o Derry. O árbitro L. Manson, além de não ter sido auxiliado pelo existente impedimento, marcou o pênalti e expulsou o meio-campista adversário, além de assinalar o gol de Rooney. 

Diante da inferioridade técnica e numérica, restou ao QPR se retrancar, permitindo ao United alugar meio-campo, e ter o domínio total da partida. O ex-aposentado Scholes marcaria o segundo aos 22 da segunda etapa, em uma partida que poderia  ter se encerrado com uma grande goleada dos “Red Devils” já que o time de Fergusson teve inúmeras chances para ampliar, chegando a acertar a trave duas vezes. 

A diferença que era de 5 pontos ao início da rodada, estendeu-se para 8,  visto que o rival City foi até o Emirates Stadium enfrentar o Arsenal, e mesmo com toda a insistência e gols perdidos por parte dos anfitriões, perdeu a partida com um gol de Arteta aos 41 do segundo tempo, quando o meia se aproveitou de uma saída de bola pateticamente errada de Pizarro, tendo toda a liberdade para avançar pela intermediária e chutar no canto direito de Hart. 

Na partida, os gunners tiveram as melhores chances, chegando a acertar quatro vezes a trave, sendo duas no mesmo lance, quando o jogo ainda estava 0x0 e Walcott acertou a trave direita do goleiro Citzen, com Varmaelen e depois Benayoun se atrapalhando ao pegar o rebote e perderem dois incríveis gols que fariam inveja até o centroavante flamenguista Deivid. O City, além de perder a chance de reagir com a expulsão infantil de Balotelli, também ouviu um “Nasri whats the score?" por parte do torcedor gunner, inconformado com a ida do jogador francês para o time de Manchester por 25 milhões de euros. 

No lado Citzen, o sentimento é que a casa era de palha e caiu na primeira grande ventania. O time que chegou a ter cinco pontos de vantagem para o rival United ao longo de várias rodadas do primeiro turno, sucumbiu-se na segunda metade do campeonato, perdendo a liderança a permitindo que o adversário abrisse uma vantagem que é virtualmente irreversível, já que o City teria que descontar 8 pontos em 18 possíveis, haja em vista que a tabela ainda reserva um confronto direto entre ambos os times.

Na minha visão, o campeonato decidiu-se nesta rodada, aguardando apenas a formalização, que poderá ser justamente no clássico entre os dois clubes, que poderia terminar o que seria um sonho de titulo Citzen em um dramático pesadelo, obrigando o bilionário xeque a gastar com novos jogadores e um novo treinador, além de pagar rescisões. 

sábado, 24 de março de 2012

Gunners vencem Leões com tranquilidade


Pela 30ª Rodada da Premier League, o Arsenal pegou o Aston Villa no Emirates e conquistou a sua sétima vitória consecutiva na liga inglesa, que somada com o empate entre Chelsea x Tottenham, praticamente encaminhou a classificação do time gunner no G4 para a próxima edição da Champions League, com grandes chances de terminar em terceiro lugar.

O jogo foi tranquilo para o Arsenal, que não teve dificuldades para bater o 15º colocado na tabela.  O time tomou a iniciativa e mostrou desde os primeiros minutos um gramde volume ofensivo, tramando principalmente jogadas iniciadas nos flancos por Gervinho e Walcott, que buscavam Van Persie ou a infiltração em diagonal de elementos surpresas. E foi desta maneira que saiu o primeiro gol do Arsenal aos 15, com jogada de Gervinho na esquerda que achou o lateral esquerdo Gibbs, que se projetava em diagonal na entrada da área, para chutar cruzado e abrir o placar.

Logo depois, aos 25, sairia o segundo, desta vez com um lançamento de Song para Walcott entrar em diagonal pela direita e em velocidade, para deslocar o goleiro Given. O goleiro irlandês evitou um placar maior na primeira etapa com algumas defesas importantes, e quando não conseguiu defender, contou com a cabeça salvadora do zagueiro Warnock, que salvou de cima da linha um rebote de Van Persie. 

No segundo tempo, o Arsenal diminuiu o ritmo, visando administrar a confortável vantagem. O Aston Villa chegou a arriscar algumas chegadas ao ataque, mas não conseguiu criar efetivamente nenhuma chance, enquanto que o Arsenal continuava perigoso em suas raras chegadas, e quase marcou com Arteta e Ramsey ao longo da segunda etapa. Já nos acréscimos, o time conseguiu uma falta próxima a área que Arteta bateu com categoria para fechar o marcador. 

Faltando oito jogos para o final do campeonato, o Arsenal conseguiu uma vantagem confortável em termos de G4, já que abre oito pontos do Chelsea, atual quinto Colocado. Na briga pela vaga direta para a fase de grupos o time já ultrapassou o rival Tottenham, abrindo uma confortável vantagem de três pontos. 

terça-feira, 6 de março de 2012

Milan e Benfica estão entre os oito melhores


Nas duas primeiras decisões das oitavas-de-final da Champions League, Milan e Benfica garantiram a classificação para as quartas-de-final. Classificação em circunstancias distintas, já que o Milan quase viu desfeita uma vantagem de 4x0 da primeira partida, enquanto que o Benfica reverteu a desvantagem de 3x2 obtida em São Petesburgo.


No grande jogo, que eu subestimei inicialmente, tamanha a vantagem do Milan, o Arsenal usou toda a motivação das duas últimas vitórias da Champions League para ir com tudo diante dos Rossoneros. Até o treinador Wenger se contagiou e escalou um time altamente ofensivo, com o meia-atacante Oxlade-Chambelain começando como segundo volante na vaga do lesionado Arteta, enquanto que Gervinho entrou no lugar de Benayoun, que não pode atuar na competição por já ter jogado pelo Chelsea nesta temporada.

E o time foi com tudo em busca da reversão do placar. Logo aos seis minutos, abria o placar com o zagueiro Koscielny, desta vez fazendo a favor, após uma cobrança de escanteio. O segundo gol sairia aos 25 com Rosicky, após receber um presentaço do zagueiro brasileiro Thiago Silva, e depois dos gunners tivessem exigido duas grandes defesas de Abbiati em conclusões de Van Persie.  

Nem os dois gols faziam o Milan acordar na partida. O time parecia estar assistindo ao Arsenal se esforçar em busca da reversão do escore. Os gunners ainda marcariam o terceiro no final primeira etapa com Van Persie, em pênalti cavado por Chamberlain. O Milan só teve uma chance em toda a etapa, já aos 45, com El-Shaarawy recebendo na cara do goleiro Szczeny, porém se assustou com a situação e acabou chutando para fora. 

Se no inicio do jogo, eu não via nenhuma possibilidade de classificação do Arsenal, no intervalo eu confesso que passei a torcer para que o time marcasse pelo menos o quarto, para levar a decisão aos pênaltis.  Porém o Milan acordou na partida, e somado com o fim do gás do Arsenal, acabou dominando a segunda etapa, tendo uma maior posse de bola e volume de jogo, além de criar as melhores chances de gols. A melhor foi com Nocerino aos 31, quando o atacante recebe um cruzamento rasteiro de Aquilani no seu pé dentro da pequena área, porém acabou atrasando para o goleiro Szczeny, que estava batido na jogada. 

O Arsenal poderia ter feito o quarto aos 13, com um chute de Gervinho que foi desviado por Mexés, mas defendido no contrapé por Abbiati, que no rebote, virou Van Persie finalizar displicentemente na sua frente, lhe dando a oportunidade para se recuperar e afastar a jogada. Mas o time cansou, e não conseguiu dar nem a pressão final para marcar o golzinho que faltou. Mesmo assim, os jogadores saíram aplaudidos pelos torcedores, tamanha a garra apresentada na partida.


No outro jogo, o Benfica precisava apenas do escore mínimo no Estádio da Luz diante do Zenit. Os encarnados tomaram a iniciativa desde o início do jogo, porém atacavam de uma forma desorganizada contra um time montado por Luciano Spalletti para apenas se defender, tendo em boa parte da primeira etapa 10 jogadores atrás da linha do gol.

Em função disso, o time português chegou pouco na primeira etapa, principalmente com jogadas criadas por Gaitán e Bruno Cesar. O Zenit chegou apenas uma vez, em uma dupla falha defensiva do goleiro Artur e do zagueiro Luisão, que quase resultou em gol a conclusão de Anyukov, que fora defendida pelo goleiro encarnado. Somente um gol do Benfica poderia mudar esse panorama, e o tento viria a ocorrer já nos descontos da primeira etapa, depois de uma tentativa frustrada de finalização de Witsel, que fora bloqueada e sobrou para o mesmo assistir de calcanhar Maxi Pereira, dentro da grande área, para abrir o placar.  

O gol era exatamente o que o Benfica precisava para se classificar, o que obrigou o Zenit a atacar na segunda etapa, com Spalletti colocando de cara o atacante Lazovic na volta do intervalo. O Zenit se posicionou mais ofensivamente, porém não criou grandes chances, abrindo espaços para o Benfica contra-atacar. Apenas Cardozo teve três chances para ampliar, sendo uma incrível cara a cara com Malafeev, porém errando o alvo e motivando ao treinador Jorge Jesus a retirá-lo, após sucessivas tentativas frustradas. O seu substituto, Nélson Oliveira, não desperdiçou a grande chance que teve e matou o confronto já nos descontos, quando recebeu um passe açucarado de Bruno César para desviar do goleiro. O ex-corintiano foi um dos destaques da partida.  

Benfica e Milan aguardarão seus adversários de quartas-de-final. O Milan tem condições de avançar na competição, enquanto que o Benfica terá que torcer por um adversário camarada no sorteio da UEFA, pois o time não demonstra muito poderio para ir longe na Liga.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Escalada da dupla de Manchester e queda de AVB


A maior notícia da 27ª rodada da Premier League não pode ser chamada de novidade, pois a queda do agora ex-técnico do Chelsea André Villas-Boas era apenas uma questão de tempo. 

Tinha a convicção que sua saída seria diante de uma eminente eliminação para o Napoli pela Champions League no jogo da volta das oitavas-de-final, porém o treinador não resistiu a uma derrota por 1x0 contra o West Bromich fora de casa, que combinada com a vitória do Arsenal, deixou o time há 3 pontos da zona da Champions League. 

A relação AVB x Chelsea não deu certo. O treinador foi contratado a “peso de ouro” por Abramovich no inicio da temporada para tentar resgatar o ambiente de Mourinho, já que Villas-Boas foi auxiliar do atual treinador do Real Madrid, além de ter feito uma campanha impressionante com o Porto na temporada passada. Assim como treinadores passados, Villas-Boas não soube domar os líderes grupo, que já fora responsável pela queda de outros treinadores, além de propor um esquema tático que não foi assimilado pelos jogadores, deixando a defesa desprotegida e o ataque previsível.

Para o seu lugar ficará o auxiliar Roberto Di Matteo até o fim da temporada, e o time ainda tem que reverter a desvantagem na Champions League, na Premier League e tentar a Copa da Liga. Villas Boas foi o oitavo treinador do Chelsea desde 2003, consolidando-se como o pior desempenho da era Abramovich, que trata o Chelsea como seu mais novo brinquedo, contratando e demitindo pelo preço que bem entende.

O Chelsea terá uma missão ingrata na Premier League, já que terá 11 rodadas para correr atrás do Arsenal, que tem um iluminado Van Persie. No jogo Liverpool 1 x 2 Arsenal acompanhado pelo Blog, o atacante precisou apenas de duas chances na partida para marcar dois gols, em um excepcional aproveitamento de 100%, que lhe deixa disparado na artilharia da liga com 25 gols, contra 18 de Rooney, o segundo colorado. Apenas um destes gols foi marcado de pênalti pelo holandês, responsável por 45% dos gols do time no campeonato, que o consolida como melhor finalizador da Europa na atualidade.

A briga pela liderança segue emocionante entre a dupla de Manchester, que não tiveram dificuldades para bater seus adversários. A liderança continua com o City, que ganhou por 2x0 do Bolton, em um jogo onde Mancini preservou alguns titulares como Agüero e David Silva, que ficaram no banco mas nem precisaram entrar, pois o time ainda tinha Nasri, Yaya Touré e Balotelli, autor de um dos gols.  O outro foi marcado contra por Steinsson. Já o United bateu o Tottenham em White Hart Lane por 3x1, em um jogo marcado pela eficácia, já que o time não precisou de muitas oportunidades para definir o placar. Fergusson utilizou a postura retraída dos grandes jogos fora de casa, buscando truncar o jogo. O Tottenham teve chances, perdeu gols, e quando o United pensou em atacar, acabou conseguindo marcar o primeiro, e depois o segundo e terceiro já na segunda etapa. 

O Tottenham vem de duas derrotas consecutivas, onde uma foi traumática contra o Arsenal no clássico local por 5x2, depois do time estar vencendo por 2x0. Com a vitória parcial no clássico londrino, o Tottenham abriria 13 pontos contra ao adversário, porém perdeu o jogo, e viu o Arsenal com nova vitória encostar para 4 pontos a diferença para o terceiro lugar, que tem a importância de colocar um time direto na fase de grupos da Liga dos Campeões. 

O campeonato seguirá no próximo fim de semana com a 28ª rodada, onde o City pegará o Swansea fora de casa, enquanto o United pegará o West Bromich.

sábado, 3 de março de 2012

Van Persie F.C. e o fim da invencibilidade Red em Anfield


No jogo que abriu a 27ª rodada da Premier League, o Arsenal levou a melhor no clássico contra o Liverpool graças ao oportunismo de Van Persie, que marcou nas suas únicas finalizações, e foi o responsável pela virada sensacional dos Gunners, que se mantiveram no quarto lugar e praticamente eliminaram o rival da disputa pela última vaga para a Champions League.

O jogo apresentou dois tempos distintos, com um primeiro intenso e de domínio do Liverpool, enquanto que no segundo, o ritmo caiu, enquanto o Arsenal conseguiu equilibrar o jogo, e conseguiu o gol da vitória já nos acréscimos.

No que dependesse da intensidade dos Reds na primeira etapa, e o time da casa poderia ter definido o jogo, já que foram bem superiores, desperdiçando inúmeras chances bem defendidas pelo goleiro gunner Szczesny, que pegou chutes de Henderson, Suárez, além de uma penalidade cobrada por Kuyt no canto direito e do rebote do próprio holandês no canto direito, mostrando total reflexo. O goleiro ainda viu a bola acertar a sua trave em duas oportunidades, uma com Suárez e outra com Adam, porém não conseguiu evitar um gol contra de Koscielny, ao tentar cortar um cruzamento rasteiro de Henderson.

O primeiro tempo, no fim das contas, não foi um horror para o Arsenal, pois além das grandes defesas de Szczesny, que evitaram um placar maior para o Liverpool, o time ainda contou com o oportunismo de Van Persie, que na primeira chance de marcar empatou o jogo, depois de receber na cabeça um cruzamento de Sagna. 

O segundo tempo começou tenso, com uma lesão do meia Arteta, que joga na posição de volante neste esquema de Wenger. O jogador espanhol trombou casualmente com Henderson, caindo no gramado e tendo que ser removido imobilizado de maca com auxilio de oxigênio, e levado para o hospital com uma concussão cerebral. A grande paralisação de mais de cinco minutos para o atendimento e remoção do espanhol acabou congelando o jogo, que caiu de ritmo e proporcionou uma maior contribuição dos gunners.

Quando o jogo encaminhava-se para um 1x1, o Arsenal conseguiu a virada nos pés de Van Persie já nos descontos, quando recebeu um lançamento primoroso de Song, e de primeira bateu no canto direito do goleiro, em sua segunda conclusão na partida e a terceira a gol do Arsenal em todo o jogo.  

Na base do oportunismo e da eficácia o Arsenal conseguiu três importantes pontos que lhe dão vantagem em um duelo contra o Chelsea pela quarta vaga da Champions League, além de já ter ao alcance o Tottenham, na busca pelo terceiro lugar, que já coloca um time na fase de grupos da principal competição sul-americana. 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Virada para entrar para a história


No maior clássico de Londres, não havia duvidas que neste jogo a qualidade e o desempenho recente do Tottenham o transformava em favorito em pleno Emirates Stadium, contra o desorganizado Arsenal, que parecia fadado à condição de coadjuvante.


Com van der Vaart ainda longe das melhores condições de jogo devido a uma lesão, o treinador do Tottenham Harry Redknapp manteve a formação 4-4-2, com Louis Saha repetindo com Adebayor a dupla de centroavantes que vem dando certo.  Já Wenger parecia preocupado com o ótimo meio-campo dos Spurs formado por Parker, Kranjcar, Modrid e Bale, ao escalar uma formação mais consistente com Song, Arteta, Benayoun, Rosicky e Walcott, que trabalhava muito pelas pontas, principalmente com a dupla Rosicky/Walcott.

Porém o Tottenham deu o cartão de visitas logo aos 4, com a dupla Adebayor/Saha funcionando novamente. Adebayor lançou Saha, que dentro da área concluiu de forma despretensiosa em meio a vários jogadores do Arsenal, porém com a bola encontrando Vermaelen no caminho para desviar e matar Szczesny, abrindo o placar para os Spurs.  

O Arsenal mostrou mais volume de jogo após o gol, porém estava desorganizado e parecia sem confiança. O time rondava a grande área do Tottenham, e só Van Persie teve duas grandes chances para marcar. O Tottenham aproveitava a desorganização tática os buracos defensivos para contra-atacar, quase marcando com Walker, após uma escapada pela esquerda de Adebayor, enquanto na segunda grande chance, Bale foi lançado por Modric, e caiu ao se chocar com Gibbs, em um lance onde o árbitro Mike Dean marcou o penal sem ter convicção, necessitando consultar seus assistentes. Adebayor cobrou no canto esquerdo de Szczesny e marcou o segundo.

O Arsenal, naquela altura, não merecia estar perdendo pelo volume de jogo apresentado, com algumas chances não resultando em gol por capricho, quando Van Persie acertou a trave de Friedel na sua terceira grande conclusão, e na continuidade do lance Arteta cruzou para o lateral direito Sagna fechar na grande área e se antecipar a Bale para descontar de cabeça aos 39. Quatro minutos depois, os Gunners incrivelmente conseguiriam o empate, desta vez em conclusão de Van Persie, que não desperdiçou a sua quarta chance, buscando o empate para o Arsenal, caracterizado na base da raça.

A reação do Arsenal deu uma nova cara ao jogo, obrigando Redknapp a alterar o seu desprotegido meio, promovendo as entradas de Sandro e Van der Vaart, e colocando o time no seu tradicional 4-4-1-1. Não deu certo, pois o Arsenal ganhou a confiança que faltava, e partiu pra cima no início do segundo tempo, virando o jogo aos 5, quando Rosicky tabelou com Sagna, que cruzou para o meia de carrinho se antecipar ao goleiro, deixando os Spurs ainda mais perdidos no jogo. 

Aí foi o caminho para uma goleada, já que o Arsenal seguiu atacando na base da raça e empolgação, não encontrando resistências do adversário. Walcott marcou o quarto e o quinto, ambos em contra-ataques rápidos, sendo o primeiro uma assistência de Van Persie para o meia-atacante surgir livre na direita e deslocar Friedel, enquanto que no quinto, recebeu  um lançamento longo de Song, para em velocidade desviar do goleiro. E caberia mais, se não fosse a administrada final do time da casa, ao som do “olé” de seu extasiado torcedor.

A vitória serviu para recolocar o Arsenal no quarto lugar, ganhando do Chelsea no saldo de gols. Como foi um clássico contra um time teoricamente superior, poderá trazer um novo ânimo ao time durante a reta final da Premier League, já que seria um verdadeiro milagre a desvantagem de quatro gols diante do Milan na Champions League.  Já pelo lado do Tottenham foi o adeus à disputa pelo titulo, que ficará com um dos times de Manchester. O time terá que assegurar o terceiro lugar, que já colocaria o time na fase de grupos da próxima edição da Champions League. Ainda tem sete pontos de vantagem para Arsenal e Chelsea, porém terá que tomar cuidado nesta reta final. 

domingo, 22 de janeiro de 2012

Dupla de Manchester vence jogos-chave

Neste domingo, a dupla de Manchester esteve envolvida nos dois principais jogos da 22ª Rodada, onde ambos venceram seus jogos e acabaram distanciando-se na briga pelo titulo, alijando definitivamente o Chelsea da disputa e deixando o Tottenham necessitar de um binóculo para poder visualizá-los.  


No primeiro jogo do dia, o Manchester City recebeu o Tottenham no Ettihad Stadium. Um jogo importante, já que se confrontavam o líder com o terceiro colocado, separados por cinco pontos.

Devido à importância do confronto, ambos os times entraram com uma postura mais conservadora, congestionando as ações no meio-campo. No início, o esquema 4-1-4-1 proposto por Harry Redknapp para o Tottenham deixava o time consistente no meio-campo, criando enormes dificuldades para o City, que foi encontrar espaços somente na parte final do primeiro tempo, quando Agüero achou espaços entre a linha de quatro jogadores do meio e de Parker, conseguindo jogadas de aproximação com David Silva e Nasri.


O Manchester City, mesmo não sendo indiscutivelmente superior na primeira etapa, conseguiu criar as melhores jogadas de perigo, porém foi na segunda etapa que os Citizens conseguiram impor a sua superioridade, abrindo o placar aos 10 minutos, quando David Silva lançou Nasri, que se projetou em diagonal da esquerda para a entrada da área, chutando forte na saída de Friedel. 


O segundo veio logo depois, com Lescott empurrando no segundo pau uma cobrança de escanteio, que fora desviada por Dzeko no primeiro, representando o início de uma definição no placar, já que o Tottenham parecia ter sentido o gol. Porém o City sentiu os desfalques de Kompany e Kolo Touré, que abriram passagem para o jovem Savić, que vacilou na jogada do primeiro gol do Tottenham, ao não conseguir interceptar um lançamento de Kaboul para Defoe, que ficou livre e driblou Hart com tranquilidade para descontar, marcando o terceiro gol da partida em 5 minutos.

O City sentiu a indefinição defensiva e permitiu que o Tottenham empatasse a partida aos 19 do segundo tempo, em um lindo chute de Bale da entrada da área, após receber de Lennon e encobrir Hart com um chute de chapa. Aos 46, por pouco que Defoe não conseguiu uma incrível virada, depois de nova falha de Savić que permitiu uma jogada de Bale, que cruzou rasteiro para o centroavante, que se tivesse a envergadura de Adebayor, impedido de jogar por uma clausula contratual, teria marcado. Mas o castigo veio no lance seguinte, em um pênalti cometido por King em Balotelli, que havia entrado na segunda etapa no lugar de Dzeko, e que viria a fazer o gol da vitória na cobrança do penal. 


A vitória Citzien deixou o Manchester United sob pressão, já que a diferença ficaria em 6 pontos em caso de tropeço diante do Arsenal. Porém o jogo era no Emirates, e a já desfalcada defesa dos “Red Devils” de Ferdinand e Vidic ficaria sem Phil Jones logo aos 15 minutos de jogo, obrigando a entrada do lateral direito brasileiro Rafael, que se juntou a Smalling, Evans e Evra no sistema defensivo.


O Arsenal dominou a posse de bola nos primeiros minutos, criando algumas jogadas de perigo, enquanto o Manchester só foi entrar literalmente na partida depois que os wingers Nani e Valência, do 4-4-2 britânico usado por Fergusson, aparecessem mais para o jogo. O português passou a levar vantagem sobreo improvisado Djourou na esquerda, e foi neste setor que encontrou Giggs para cruzar na cabeça de Valência, que se projetou em diagonal área adentro para escorar e abrir o placar aos 45 minutos.


Wenger corrigiu no intervalo o problema da sua lateral direita, colocando o jovem Yennaris no lugar de Djourou. O time voltou melhor, assim como fora na primeira etapa, chegando a encurralar o Manchester. Por ironia, veio a conseguir o gol de empate em uma espécie de contra-ataque do contra-ataque, já que o Manchester saia rápido, Vermaelen desarmou Welbeck no campo defensivo, e iniciou uma linda e rápida jogada que passou pelos pés de Oxlade-Chamberlain, que deu uma assistência açucarada para Van Persie empatar.

Para continuar o conjunto de ironias da partida, o treinador Wenger tirou Chamberlain logo após o gol, contrariando a torcida e os próprios companheiros, que pareciam não acreditar na desastrada troca do treinador francês. Para complicar ainda mais, o russo Arshavin que entrou em seu lugar não conseguiu manter o ritmo dado por Chamberlain, que até então era o melhor do Arsenal no jogo, e teve participação no gol da vitória do Manchester, ao ser fintado com enorme facilidade por Valência na direita, que concluiu para uma defesa parcial de Szczesny, e cujo rebote encontrou Welbeck, que escorou para a vitória dos “Red Devils”, que gerou uma sonora vaia da torcida gunner para Wenger tão logo o arbitro Mike Dean encerrou a partida.

A rodada deixou o City com 54 pontos, enquanto o United ficou com 51, em uma briga caseira que deverá ser resolvida na antepenúltima rodada, quando os times se enfrentarão. A vida do Tottenham em nível de titulo ficou complicada, e o time deverá focar no terceiro lugar, que dá uma vaga direta para a Champions League. O time de Harry Redknapp mostra a regularidade que Chelsea, Arsenal e Liverpool ainda não conseguiram impor, e vem, até então, merecendo com folga o terceiro lugar. Já a briga pela ultima vaga para a liga dos campeões promete ser acirrada, visto que o Chelsea não dá sinais que irá deslanchar, enquanto Arsenal e Liverpool tropeçam demais. O Newcastle está no bolo, porém não tem a mesma qualidade dos outros três times. 



quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Liderança com solução vinda do banco



Em Marseille, Olympique e Arsenal fizeram um jogo de opostos, onde a atuação de ambos os times justificaram seus péssimos inícios de seus respectivos campeonatos nacionais, como também o resultado mostrou total desconformidade com a qualidade de futebol de ambos, que desejavam o empate, mas que nem nisto tiveram êxito.

Até o gol de Ramsey, já aos 47 minutos do segundo tempo, que também contou com a participação de Gervinho e Djourou, todos substitutos e que colocados por Wenger na segunda etapa, o jogo era um marasmo total, com ambos os times satisfeitos com o empate parcial e sem criar grandes chances.

Foram apenas sete chutes a gol em todo o jogo, sendo cinco pelo lado dos gunners, onde um destes celebrou a vitória do Arsenal, que assume a liderança com sete pontos, contra seis do adversário, além de ter a vantagem de garantir o primeiro lugar no Emirates, onde enfrentará o próprio Olympique daqui a 14 dias.

O Arsenal mostrou uma leve superioridade nos 15 minutos iniciais de cada tempo, com o time de Marseille conseguindo equilibrar e até mostrar-se superior em determinados momentos do jogo. Enquanto o Arsenal jogava uma partida sonolenta, detendo maior tempo de posse de bola, porém sem objetividade nenhuma para atacar e concluir, o Marseille conseguia criar jogadas, porém vacilava nas conclusões, tanto que arrematou cinco vezes para fora.

Já o Arsenal concluiu menos, porém teve as melhores chances do jogo, duas com Van Persie, onde na primeira obrigou o zagueiro Diawara tirar de cabeça em cima da linha, enquanto na outra errou o alvo após ganhar de presente uma bola do goleiro Mandanda. Walcott teve uma chance cara-a-cara com o goleiro francês, mas não conseguiu desviar o suficiente para marcar, enquanto o quarto lance perigoso seria exatamente o do gol, quando torcida, imprensa e telespectadores já estavam entediados, tamanha falta de objetividade, qualidade e vontade de ambos os times, que justificam a queda técnica após perda de jogadores importantes na última temporada.

Sinceramente não espero muita coisa de ambos os times na próxima fase, pois considero-as classificadas, devido à decepção que vem sendo o Borussia Dortmund, além da descrença com o Olympiacos. Este talvez seja o grupo tecnicamente mais fraco da liga, que por obrigação do regulamento irá classificar dois, para serem figurantes nas oitavas de finais.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Festival de gols e liderança isolada

Tenho acompanhado a Premier League dentro do possível, em virtude de ter compromissos em praticamente todos os sábados pela manhã, o que me fez perder vários bons jogos do campeonato.

Nesta rodada, em especial me chamou atenção à imensa quantidade de gols marcados (38), que deixaram a média de gols em 3,8. Se Rooney não tivesse perdido bizarramente o pênalti e Torres a finalização com o gol vazio, a média chegaria a 4 gols por partida, algo que nem o nosso badalado Campeonato Brasileiro consegue.

Tantos gols na liga considerada mais equilibrada da Europa, devido à racional distribuição das quotas de TV prevendo uma liga forte, caracterizada pela menor desigualdade arrecadatória das grandes ligas europeias, o que traz um mínimo de competividade, apesar de os clubes “grandes” terem outras fontes de recursos, como ingressos e “match day”, além dos bilionários donos, dotados de grande potencial de investimento, e capazes de trazerem reforços ao nível de Agüero e Juan Mata.

Nesta rodada consegui assistir à Tottenham x Liverpool e Manchester United x Chelsea, este último em post que pode ser lido aqui. Ambas as partidas com quatro gols, que explicam a alta média desta rodada.

Surpreendeu-me a forma com que o Liverpool foi derrotado pelos Spurs, na que foi a segunda derrota consecutiva. A saída de Raul Meirelles não estava no script, enquanto a defesa foi que nem uma mãe pelo menos neste último jogo, além das expulsões de Škrtel e Adam. Mesmo assim, os Reds têm, na minha visão, a quarta força da liga, e disputará esta quarta vaga à Champions League justamente contra o Tottenham, que se mostrou muito bem comandado por Modrić, além do oportunismo de Adebayor.

O Chelsea fica em uma zona de conforto, acima de Liverpool e Tottenham, porém em um estágio inferior aos times de Manchester, que são os mais qualificados e que deverão lutar pelo titulo em um duelo regional. O time de Villas-Boas já apresentou uma sensível melhoria em relação aos primeiros jogos com a chegada de Mata, porém não está tão entrosado em relação aos favoritos, e tende a perder mais pontos que os seus concorrentes.

A briga pelo titulo ficará polarizada entre os times de Manchester. Tecnicamente o City é melhor, com mais recursos técnicos, porém não tem o entrosamento e a sorte dos comandados por Alex Fergusson. O Manchester United é um caso de estudo, pois quando joga bem goleia, como nos 8x2 diante do Arsenal, já quando joga regularmente vence bem, como os 3x1 diante do Chelsea, porém quando joga mal, também ganha, seja em uma bola rebatida ou em um erro de arbitragem, somando os pontos importantes que lhe deixam na frente.

O que poderá fazer a diferença neste duelo será exatamente o grupo, pois podem ocorrer falhas como a de Evans no primeiro duelo da UEFA Champions League contra o Benfica, que acabou custando uma vitória do Manchester na liga. Neste aspecto, o City está mais bem preparado, tendo a chance de surpreender nos confrontos diretos.

Já o Arsenal eu tenho pouco a falar, já que são apenas 4 pontos em 5 jogos, deixando o time na indigesta 17ª posição. É evidente que os gunners não lutarão para cair, porém falar em competições europeias para a caricatura de time soa como pretenciosismo, visto que pelo menos o Everton e o Newcastle mostram mais força que a equipe comandada por Wenger.