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sábado, 25 de maio de 2013

Chegou a hora de dizer adeus

Nas próximas horas, Neymar deverá anunciar o seu futuro, ou no Real Madrid ou no Barcelona. A transferência para o futebol espanhol é iminente, tanto que o Santos já anunciou, na noite desta sexta-feira, que aceitou as duas propostas e deixou a decisão nas mãos do jogador.

A proposta do time catalão é conhecida: 28 milhões de euros, enquanto o valor que o time merengue está disposto a investir no jogador é maior, o que lhe fez balançar na escolha, mas seu destino deverá ser realmente o Barcelona, tendo em vista que o jogador já havia assinado um acordo prévio com o time catalão.

A transferência é ótima para Neymar e boa para a Seleção Brasileira, tendo em vista que o jogador terá um ano de time catalão e tende a crescer no futebol europeu. Talento o jogador mostrou que tem, e o clube catalão poderá lhe aperfeiçoar, além de ter um maior contato com o modelo de jogo europeu e se ambientar com os fortes e compactos sistemas defensivos do velho continente. 

Ao ir para o futebol espanhol, Neymar não sentirá uma abrupta diferença, tendo em vista que dos principais mercados do continente, o espanhol é o que melhor vislumbra o talento e o jogo bonito, além do futebol ofensivo praticado pelas “potências” caseiras Barça e Real, oferecendo a possibilidade de lapidá-lo.

Já para o Santos, é melhor ficar com alguns milhões dos 55% do passe do jogador a que tem direito na conta, do que perdê-lo de forma gratuita na próxima temporada, tendo em vista que o contrato de Neymar com o clube santista era válido até a Copa do Mundo. Porém mostra que o projeto da sua permanência acabou falhando, tendo em vista que o clube não conseguiu  atingir os seus objetivos, apesar de o jogador ter arrecadado muitos milhões com a sua imagem.

A tão sonhada permanência de Neymar no Brasil era vislumbrada pelo clube como uma oportunidade para crescer, arrecadando mais, aumentando a torcida e conquistando um maior prestigio frente à televisão, que ainda é a mina de ouro do futebol brasileiro. 

De fato a arrecadação santista aumentou, devido a participação em alguns contratos publicitários envolvendo o jogador e do programa sócio torcedor, enquanto que o número de admiradores do clube santista também cresceu, contudo não se sabe se a maioria destes novos fãs irá acompanhar Neymar no seu novo clube ou continuarão vinculados ao Santos como sócios.

Porém o grande objetivo do clube não foi atingido, que era um espaço maior na televisão, que hoje se restringe basicamente a Flamengo e Corinthians. A televisão ainda é a principal fonte de receitas para os clubes e uma maior exibição, além de projetar uma maior verba frente à detentora dos direitos de transmissão, ainda é capaz de atrair investimentos mais voluptuosos de patrocinadores e atrair novos torcedores. 

Durante o período de permanência de Neymar, o Santos teve uma exposição bem menor na TV aberta que o esperado, tanto que sempre foi preterido pelos times da capital, ou na falta destes, até por filmes direcionados ao público paulista. A campanha do time na Libertadores de 2011, o grande titulo conquistado pela geração Neymar,  foi praticamente fantasma em termos de TV aberta, e que ajudou a vincular a imagem do craque mais a Seleção Brasileira do que ao Santos.

Para o jogador a permanência foi ótima no ponto de vista financeiro e artístico, pois jamais um jogador faturou tanto atuando em solo brasileiro, além de ganhar notoriedade na Seleção Brasileira, principalmente pela necessidade de uma maior identificação da Seleção com os brasileiros. Soma-se a isso, gols espetaculares que rodaram o mundo, a ponto de Neymar já chegar ao continente europeu com status de menino prodígio, que pode escolher o clube que deseja e que certamente terá um acompanhamento diferenciado em relação a maioria dos brasileiros que se arriscam, e acabam não engatando no futebol europeu devido a falta de ambientação.  

Para se esforçar e manter o jogador, o Santos viu um time promissor ser desmontado, sobrando apenas Neymar, que virou nos últimos anos a única individualidade capaz de criar algo diferente no time da baixada. Agora o presidente Luis Álvaro Ribeiro terá a ingrata missão de montar um time forte com os milhões da transferência, pois o futuro do clube sem Neymar preocupa o torcedor santista.

Barcelona ou Real Madrid. Não importa. O que importa é que a saída de Neymar deixará o futebol brasileiro mais pobre.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Inesperada final alemã celebra o fim de uma era no futebol europeu


Pelo menos nas últimas três temporadas, Barcelona e Real Madrid foram considerados os melhores times do mundo, devido a todo o poderio financeiro e a presença de Messi na equipe catalã e Cristiano Ronaldo na merengue, melhores jogadores disparados e únicos concorrentes reais ao título de melhor do mundo.  

Ao longo destes anos, uma inédita final de Champions League disputada pelos espanhóis foi esperada, e só não ocorreu em 2010/11 devido ao enfrentamento entre os times na semifinal. Na temporada 2011/12 ambos os times vacilaram e ficaram pelo caminho, porém nesta temporada não se pode atribuir única e exclusivamente ao azar a eliminação de ambos nas semifinais da UCL, onde os alemães do Borussia Dortmund e do Bayern München mostraram um futebol diferenciado, e merecem protagonizar a final do próximo dia 25 de maio em Wembley.

O Barcelona foi o precursor, na temporada 2008/09, com a chegada de Guardiola no comando técnico, dispensando medalhões e montando um time basicamente formado pelas categorias de base, ofensivo, organizado e comandado por Messi, menino prodígio que se consagraria e viria a ganhar quatro prêmios de melhor jogador do mundo. O Real Madrid buscou imitar o modelo e trouxe Cristiano Ronaldo e Kaká, ambos premiados com o titulo de melhor do mundo em 2008 e 2007 respectivamente, sob o comando de Mourinho, com a promessa de evitar um amplo domínio catalão. Missão fracassada, pois o time merengue não foi páreo para o Barcelona, que ganhou praticamente todos os títulos que disputou na era Guardiola.

Porém este domínio caseiro espanhol inflacionado pelo faturamento milionário de ambos os times teve fim nesta edição da Champions League, pois ambos foram batidos pelos alemães Bayern e Borussia, que mostraram os seus recursos e estabeleceram um futebol diferenciado, composto por um conjunto de bons jogadores, muito bem organizados em um esquema e que se contagiam pelo espírito “torcedor” de seus adeptos, mostrando um algo a mais em campo que nós brasileiros chamamos de raça ou garra.

É evidente que um grupo aguerrido e organizado dificilmente chegaria longe se não tivesse qualidade, e tanto o Bayern de Jupp Heynckes quanto o Borussia de Jürgen Klopp mostraram ao longo da temporada e, principalmente, contra Barcelona e Real Madrid respectivamente, quebrando o reino absolutista dos espanhóis na competição europeia. Os dois times alemães formam a base da sua seleção nacional.

Algumas constatações ficam deste histórico acontecimento. Uma é a qualidade da Seleção alemã, que chegará favorita para a Copa do Brasil de 2014. 


Outra, e mais importante, é o êxito no processo de reformulação no futebol alemão, iniciado com a Copa de 2006 no país e que foi capaz de resgatar a paixão do torcedor local pelo futebol, além de estimular o desenvolvimento das categorias de base nos times. Houve uma maior competitividade no futebol local influenciada por quotas de TV mais bem divididas entre os clubes, além do surgimento de vários jogadores, que acabaram contribuindo para o ressurgimento da seleção.

O futebol ainda é o grande entretenimento, o que exige um maior cuidado em relação à capitalização dos clubes. É inadmissível que dois clubes fiquem com mais de 50% das quotas de TV, o que acaba polarizando a disputa e deixando os campeonatos cada vez mais pobres e menos atraentes. 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Provável nova camisa do Barcelona

De acordo com o periódico espanhol Mundo Desportivo, estes serão os novos uniformes do Barcelona para a temporada 2013/14. 


A grande mudança em relação a esta temporada é a volta das tradicionais listas azul e grená no uniforme principal, com um trabalho na manga. Já a camisa alternativa foi concebida com as cores da Catalunha, comunidade autônoma da Espanha que tenta a independência do país ibérico.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Classificação do Chelsea em dia “Não” do Barcelona


E a tão sonhada final europeia entre Real Madrid x Barcelona não irá ocorrer. O time merengue ainda poderá chegar à final se reverter o 2x1 a favor dos bávaros no jogo desta quarta-feira no Santiago Bernabéu, porém o Barcelona não conseguiu reverter a desvantagem de 1x0 para o Chelsea, sendo eliminado com um heroico (visão inglesa) 2x2.

O confronto da volta tinha um script mesmo antes de efetivamente começar, pois sabia-se que o jogo seria de um Barcelona todo ataque, contra um Chelsea que se defenderia à todo custo, pois tinha a vantagem do jogo de ida. 

Guardiola escalou um Barcelona extremamente ofensivo, com três zagueiros (Mascherano, Piqué e Puyol), quatro meio-campistas (Busquets, Xavi, Fábregas e Messi)  e três atacantes (Iniesta, Sánchez e Cuenca), dando a liberdade para Messi buscar o jogo e as triangulações com Fábregas sem perder a referência no comando. Não deu certo, pois Messi jogou longe do gol e não teve espaços na intermediária inglesa, composta por 10 jogadores embolados na entrada da área durante grande parte do jogo. A saída prematura de Piqué, após um choque contra seu companheiro Valdés, promoveu a entrada de Daniel Alves, trazendo uma nova dinâmica ao Barcelona.

Foi o lateral brasileiro que iniciou a jogada para Cuenca na esquerda, que cruzou para Busquets abrir o placar aos 35, que culminaria em dez minutos de vantagem catalã na partida, pois logo depois Terry deu um tostão em Sánchez, sendo exageradamente (minha visão) expulso pelo arbitro, e Messi serviria Iniesta aos 43 para marcar o 2x0, que naquela altura parecia o início de mais uma goleada catalã, já que o adversário estava inferiorizado numericamente e no placar, e o Barcelona não costuma ter compaixão alguma com times fragilizados.

Porém na dificuldade o Chelsea reapareceu no último lance da primeira etapa, com Lampard lançando Ramires em velocidade para encobrir Valdés e reviver o time inglês no jogo e no confronto, já que o 2x1 serviria ao time inglês. Di Matteo teve a chance de reorganizar o Chelsea no intervalo, mantendo os 10 jogadores embolados dentro da sua grande área defensiva, com Drogba agora se juntando a esta linha e não deixando nenhuma peça para puxar o contra-ataque.

O Barcelona poderia ter retomado a vantagem no confronto logo no inicio da segunda etapa, quando Drogba imprudentemente calçou Fábregas dentro da área. Messi mostrou que não estava em um dia de extraterrestre e acertou o travessão, perdendo uma de suas duas grandes chances no jogo, já que viria a acertar a trave quando este já estava no final. O tempo passava e o Barcelona tocava, tocava, tocava e pouco produzia. O time até tinha as pontas para jogar, porém sequer poderia esboçar o jogo aéreo, devido a não ter material humano para este tipo de jogada, enquanto os tradicionais tabelamentos com infiltrações no meio eram inviáveis, tamanha a concentração de jogadores do Chelsea.

O time inglês aos poucos começava a sair do casulo, chegando algumas vezes ao ataque, e nos descontos, quando Fernando Torres já havia entrado no lugar do experiente Drogba, o El niño recebeu em seu campo um bicão para frente de Bosigwa após uma tentativa frustrada do Barcelona, tendo todo o espaço do mundo para driblar Valdés e marcar o gol que selou definitivamente a classificação.

Depois de uma vitória e um empate para o Chelsea e uma derrota para o Real Madrid, o Barcelona deu adeus à UCL e praticamente inviabilizou as chances de titulo no Campeonato Espanhol, tornando amarga a sua temporada, após ter ganhado tudo em 2011. O Chelsea fez heroicos 180 minutos, que certamente ficarão na história do clube. O time, que até poucos meses estava entregue nas mãos de Villas-Boas, virtualmente eliminado da Champions League e fora do G4 na Premier League, reviveu com Di Matteo, mostrando que a criticada velha guarda ainda dá caldo. 

Esta partida, que colocou o defensivismo estratégico do Chelsea em evidência, ao bater o futebol-arte do Barcelona, poderá estipular uma nova tendência de times competitivos, que sempre é respaldada por resultados emblemáticos, e que hora e outra sempre ocorrem no mundo do futebol. 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Dupla espanhola terá que correr atrás


Em dois jogos, o que era para ser um encaminhamento de classificação de Real Madrid e Barcelona para a grande esperada final, ganhou um ponto de interrogação, visto que ambos foram surpreendidos no jogo de ida, perdendo suas invencibilidades, e terão que correr atrás pela primeira vez nesta competição.

Em Munique, o Real Madrid apresentou uma partida irregular, jogando bem apenas nos quinze primeiros minutos de cada tempo. Na primeira etapa, acabou levando um gol de Ribery, e teve sorte de não ter ido para o intervalo com um placar mais dilatado contra, visto que pouco fez para melhorar a sua situação, enquanto que o Bayern perdeu algumas chances, porém não chegou com tanta intensidade.

O time até melhorou na segunda etapa, chegando ao empate com um gol de Özil, porém Mourinho tratou de tentar preservar o empate retrancando o time, ao colocar jogadores com maior potencial de marcação. O Bayern tentou, até que conseguiu chegar ao gol da vitória com Mário Gomez no finalzinho, dando justiça ao placar. Ao Real, além da péssima escolha do seu treinador por Coentrão na esquerda no lugar de Marcelo, que entrara na segunda etapa, o time saiu com a sorte do arbitro Webb não ter expulsado o lateral brasileiro, que entrou deslealmente em Müller.

Já no outro jogo, o Barcelona jogou bem, talvez uma de suas melhores partidas fora de casa nesta edição da Liga. Ironicamente o time foi derrotado e perdeu a sua invencibilidade no torneio. O gol de Drogba, fruto de um lançamento de Lampard para Ramires na esquerda cruzar para o artilheiro apenas escorar para o gol, foi o único chute do time inglês a gol em todo o jogo, enquanto que o Barcelona teve 24 arremates, onde pelo menos 5 foram grandes, exigindo grandes defesas de Cech, recuperação de Cole em cima da linha, além de duas bolas na trave e 72% de posse de bola. 

Faltou sorte ao Barcelona, enquanto sobrou eficácia ao Chelsea, que fez uma exuberante partida tática. No outro jogo, faltou competência ao Real Madrid, que poderia ter jogado melhor se Mourinho tivesse optado por escolhas mais sensatas na escalação. Os 2x1 e 1x0 contra são tranquilamente reversíveis por tudo que Real e Barça já apresentaram, porém o fato de ter feito um gol qualificado deixa a missão do Real Madrid menos complicada que a do rival espanhol. 

Aos que estão vendo poucos posts, informo que estou em um projeto pessoal que me impede de estar assistindo intensamente as competições e postando seguidamente. Isso será normal ao longo deste ano.  

terça-feira, 3 de abril de 2012

E deu Barcelona, com reforço extra


O Barcelona levou a melhor sobre o Milan, e garantiu a classificação para as semifinais da UEFA Champions League. O jogo ficará marcado pela aparição do árbitro Björn Kuipers, que acabou envolvido em dois lances polêmicos de penalidade, cujo segundo foi o mais discutível, e que acabou definindo o confronto. 

Mesmo podendo contar com Adriano, Guardiola preteriu o lateral esquerdo, deixando um trio defensivo com Puyol, Mascherano e Piqué, e adiantando Dani Alves como um ponta direita para se juntar à Messi e a Cuenca, que foi a surpresa na ponta esquerda. No meio, um losango com Busquets, Xavi, Iniesta e Fábregas, este no vértice mais adiantado, auxiliando Messi no comando do ataque. 

A formação foi interessante para se analisar a partida, visto que houve um encaixe com o 4-3-1-2 do Milan, que jogava recuado e explorava os contra-ataques rápidos, repetindo a mesma tática do San Siro. Mesmo assim, o Barcelona teve a iniciativa, e conseguia trabalhar a bola na intermediária ofensiva e abria posição para o arremate. Antes dos 10 primeiros minutos, o time já havia chegado duas vezes, ambas com Messi, uma em uma de suas tradicionais arrancadas, e cujo arremate foi bem defendido por Abbiati, e no segundo, uma linda jogada envolvendo Dani Alves e Fábregas, que “pifou” o argentino com liberdade na cara do gol para errar o alvo.

Eis que exatamente aos 10 minutos, ocorre um dos lances de discórdia na partida. Mexès erra a saída de bola e deixa de graça para Messi, que tem toda a liberdade para avançar. O argentino tenta passar para Xavi, que não conseguiu dominar e no rebote oferecido pela zaga do Milan, Messi acabou derrubado por Antonini, em um lance discutível, mas que eu marcaria. Messi cobrou no canto direito de Abbiati e marcou 1x0.

O Milan sentiu o gol, e custou a entrar na partida, que até então era dominada pelo Barcelona. Aos poucos, o time de Alegri começava a diminuir a porcentagem de posse de bola, e no primeiro chute que deu em todo o jogo, marcou com Nocerino, em uma jogada iniciada por Robinho, que serviu Ibrahimovic para acionar sob medida o volante italiano que chutou cruzado para empatar. 

O Barcelona seguiu com maior volume de jogo, e poderia ter retomado a liderança no placar em conclusões de Xavi e Messi, porém foi em um escanteio da discórdia que seria gerado o pênalti que originou o segundo gol catalão. Em uma cobrança de Xavi, Nesta e Busquets se agarraram e puxaram camisa como ocorrem normalmente várias vezes em todos os jogos, porém o árbitro Björn Kuipers resolveu aparecer e marcar o pênalti, que eu sinceramente não marcaria. Messi cobrou no canto esquerdo de Abbiati e marcou o 2x1.

O Milan iniciou a segunda etapa mais adiantado, e procurou pressionar o time espanhol, que já tinha uma nova formação, desta vez no 4-3-3, com Daniel recuado e Iniesta adiantado como ponta esquerda e Cuenca na direita. Iniesta seria responsável pelo terceiro gol aos 8 minutos, quando Messi puxou um rápido contra-ataque e, com uma conclusão bloqueada, acabou servindo o meia para marcar o terceiro gol catalão, que acabou liquidando a partida. 

Depois desse lance, o jogo minguou, e se resumiu a tentativas de ataque do Milan, enquanto o Barcelona era mais efetivo e perdeu a chance de ampliar com Thiago Alcântara e Adriano. Pelo lado do Milan, ficou apenas na tentativa, visto que o time teve apenas três arremates em todo o jogo, sendo um deles o gol da primeira etapa, e pouco assustou o Barça, estando mais preocupado com o fator arbitragem. O time contou com a entrada relâmpago de Pato, que entrou no lugar de Boateng e ficou apenas 13 minutos em campo, sentindo novamente uma lesão e dando lugar à Maxi López.  

No fim das contas, com ou sem ajuda da arbitragem, o Barcelona foi superior em campo, terminando com 60% de posse de bola e 21 arremates, contra apenas 3 do Milan. A retranca italiana conseguiu neutralizar em partes a periculosidade do ataque catalão, que mesmo assim fez a diferença e construiu o escore. O Barça pegará o vencedor de Chelsea x Benfica, cujo primeiro gol foi 1x0 para os ingleses no Estádio da Luz.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Confronto aberto após empate sem gols


Em San Siro, o Milan tinha como principal objetivo não levar gols contra a máquina de jogar futebol chamado Barcelona.  Sem o principal zagueiro Thiago Silva, Alegri postou o time de forma mais compactada, esperando o Barcelona, para que em três ou quatro toques conseguisse montar um contra-ataque rápido e pegasse o time catalão desprevenido para criar chances.

Guardiola teve problemas para escalar o Barcelona, pois com as lesões de Abidal e Adriano, o time ficou sem lateral esquerdo para escalar, obrigando o treinador a improvisar, colocando Puyol na esquerda e Mascherano na zaga, enquanto o meio ficou mais contido com a entrada de Keita no auxilio a Busquets, empurrando Iniesta para jogar mais ofensivamente como um ponta, no esquema 4-3-3, que ainda tinha Messi e Sánchez no ataque. 

O Milan teve nos 20 primeiros minutos as suas duas principais chances do jogo, uma com Robinho, logo aos 2 minutos, quando o atacante pegou livre uma escorada de Ibrahimovic e isolou, enquanto que o centroavante sueco teve a sua chance aos 19, em uma enfiada sensacional de Seedorf, que lhe colocou na cara do gol mas sem conseguir desviar de Valdés em uma conclusão displicente.

O Barcelona aos poucos tomou conta do jogo, dominando a posse de bola e mostrando um maior volume ofensivo. O time catalão chegou a encurralar os anfitriões em ¼ do campo, conseguindo tocar a bola dentro da área milanista, e tendo em um tabelamento envolvendo Xavi com Messi a melhor chance da primeira etapa, quando o meia espanhol exigiu uma grande defesa do goleiro italiano. 

No segundo tempo, o Milan adiantou a marcação, aumentando a sua participação na posse de bola e truncando o jogo no meio-campo, o que fez cair o ritmo da partida, já que o Barcelona tinha dificuldades para evoluir a partir da sua intermediaria ofensiva.  Guardiola tirou Iniesta, que não fazia uma boa partida, para a entrada de Tello, e depois sacou Sánchez para entrada de Pedro.

 A entrada de ambos deixou o time menos flexível nas pontas, diminuindo o numero de chances. Mesmo assim, o time chegou a um total de 17 arremates, porém a mais perigosa do segundo tempo foi um chute cruzado de Messi, que obrigou Abbiati a fazer uma grande defesa.  O Milan também chegava mais ao ataque em comparação ao primeiro tempo, mas não criou nenhuma chance de jogo, e ainda perdeu Robinho lesionado no inicio da segunda etapa, e que foi outro que decepcionou no jogo.

No fim das contas, o jogo serviu para deixar o Milan vivo, pois o time italiano terá a vantagem do empate com gols no jogo da volta no Camp Nou. O Barcelona pareceu respeitar demais o adversário e não quis forçar uma vitória, ficando em branco depois de muito tempo, e sentindo a ausência de Adriano na esquerda, já que o time ficou capenga e dependente de Daniel Alves. Só estranhou-me a não escalação de Fábregas, que ficou no banco, ao longo da partida. Só uma lesão poderia explicar a sua não escalação.

Barcelona segue favorito porque tem melhor time, porém o Milan tem uma camisa sete vezes campeã da liga, o que deixa o duelo aberto.  

quarta-feira, 21 de março de 2012

Messi segue escrevendo a sua história

Vi em partes o jogo histórico de Messi, que se transformou no maior artilheiro da história do Barcelona. 

Perdi o final e o seu último gol na partida, que também foi histórico, pois o colocou como o maior artilheiro do futebol espanhol da história com 54 gols, porém vi os dois principais, o primeiro que o igualou ao então recordista César Rodríguez, enquanto que  o segundo, o mais bonito, lhe colocou definitivamente na história do Barcelona ao se tornar o maior goleador da história centenária do clube catalão. 

Quanto ao jogo, o Barcelona teve uma jornada de time deste planeta, mostrando fragilidades defensivas e sofrendo um apagão no início do segundo tempo, quando estava ganhando por 2x0 e cedeu o empate, porém se redimiu ao comando de Messi, vencendo por 5x3. Três incomuns gols sofridos em casa, onde dois foram em pênaltis cometidos por Daniel Alves, que acabou expulso, mas que também contribuiu ofensivamente com duas assistências. 

Messi agora já possui 234 gols com a camisa do Barcelona, tudo isso aos 24 anos de idade. Para quem não pôde ver Pelé, Maradona, Zico, Di Stefano, Eusébio, Puskas, Garrincha, Cruyff, ou mais recentemente, o auge de Romário, Zidane e Ronaldo, assistir ao Barcelona e Messi é assistir a história ser escrita, e que depois será contada para filhos e netos. 

De todos estes citados, pude ver o auge de Romário e Zidane, além de toda a trajetória de Ronaldo. Apesar de todos serem craques em suas respectivas posições, nenhum é gênio como Messi, que de tão completo, é capaz de decidir uma partida, além de marcar muitos gols. Apenas nesta temporada o atacante já tem seis hat-tricks, contabilizando o desta partida contra o Granada, onde pôde levar para casa a bola que chutou para entrar para a história do clube catalão.

Apesar de todos os títulos individuais e coletivos, que não foram poucos, o jogador ainda é contestado por não ter tido apresentações na Seleção Argentina condizentes ao futebol que apresenta no Barcelona. Sua mais recente apresentação foi a melhor com a camiseta alvi celeste, em um time montado pelo treinador Alejandro Sabella para lhe deixar mais a vontade, tendo o rápido e habilidoso Sergio Agüero como companheiro de ataque. 

Falta-lhe uma sequencia em alto nível e um título de Copa do Mundo, para que assim possa ser considerado sem grandes discussões como um dos maiores jogadores de todos os tempos, quiçá o maior da história.


Atualização: Vídeo com os 234 gols de Messi com a Camisa do Barcelona

sexta-feira, 16 de março de 2012

Baba para Real; Reedição para o Barça e final dos sonhos


Nesta sexta-feira, a UEFA sorteou o chaveamento da UEFA Champions League, que tem como principal notícia a possibilidade de uma final dos sonhos entre Barcelona e Real Madrid, que acabaram ficando em chaves opostas.

Para as quartas-de-finais, o Real Madrid pegou o que se pode chamar de baba, pois enfrenta a equipe mais fraca tecnicamente, que contou mais com os deméritos dos adversários do que méritos próprios para fazer história e colocar um representante da pequena ilha do Chipre entre os oito melhores. Será uma reedição de Davi contra Golias, tamanha disparidade entre os clubes.



Bayern München e Marseille promete ser outro confronto desiquilibrado, já que os alemães retomaram a boa fase do início da temporada e contam com o sonho de decidir o campeonato em casa no próximo dia 19/05, enquanto que os franceses não estão em boa fase no campeonato nacional, além de proporcionar dois dos piores jogos desta edição da Liga contra a Internazionale, pelas oitavas-de-final. 

O Chelsea terá a oportunidade de confirmar esta nova fase sob o comando de Di Matteo no confronto contra o Benfica, que tem um bom time, mas que não tem a mesma qualidade técnica do time londrino. Uma classificação como esta, diante do bom time do Napoli, trará um animo renovado ao envelhecido time do Chelsea, mas que tem totais condições de bater os encarnados.

Já o último confronto é o mais equilibrado, reeditando os jogos do Grupo H da fase de grupos, onde os times empataram em 2x2 no Camp Nou e o Barcelona venceu em San Siro por 3x2. Os catalães são os favoritos, porém o Milan tem na camisa o peso de sete conquistas, que o torna um time copeiro. Este será o principal jogo da fase de quartas-de-finais.

Para as semifinais, aposto na classificação dos grandes, com confrontos entre Real Madrid e Bayern München, e o Chelsea enfrentando o Barcelona.  

quarta-feira, 7 de março de 2012

Aula de fazer história: com Messi


Barcelona x Bayer seria inicialmente apenas um jogo que formalizaria a classificação do time catalão para as quartas-de-final, devido à vantagem de dois gols marcados fora de casa no jogo de ida.  

Seria, mas foi bem mais que isso, visto que o time espanhol comandado por Messi deu uma nova aula, cujo numero de gols de seu protagonista lhe colocaram na história moderna da liga como o único jogador que marcou cinco gols.

O Barcelona nem precisou da sua força máxima para transformar o jogo em um espetáculo de oito gols. Puyol, Abidal e Sánchez não atuaram, abrindo espaço para os nem tão reservas assim: Adriano, Mascherano e Pedro. Do outro lado um Bayer precisando atacar para reverter a desvantagem, porém ao mesmo tempo tendo que se retrancar para tentar parar a maquina de jogar bola chamada Barcelona.

No fim das contas, os alemães não conseguiram nenhum dos dois objetivos. O time procurava atacar em bloco, porém não mantinha a posse da bola e facilitava as saídas rápidas de contra-ataques do Barcelona. Quando dava tempo de recompor o time ao longo dos ataques do Barcelona, o Bayer deixava seus 11 jogadores no campo de defesa, com esta tática mostrando-se eficaz ao longo de boa parte da primeira etapa, com duas grandes oportunidades catalãs defendidas pelo jovem goleiro Leno.

Porém dar a possibilidade do contra-ataque para o Barcelona era um mal necessário,  e o time alemão viu qualquer possibilidade de reação ruir a partir do 25º minuto, quando Xavi com um lançamento primoroso achou Messi em velocidade, que teve toda a liberdade para dar um toquinho sobre Leno. Ainda na primeira etapa sairia o segundo, aos 42, com um avanço em diagonal de Iniesta, que serviu Messi na entrada da área, e que avançou em outra direção para limpar a defesa e poder chutar no canto direito do goleiro alemão. 

O goleiro Leno ainda conseguiu evitar o terceiro gol catalão na primeira etapa, porém não conseguiu evitar o terceiro de Messi logo no início da segunda etapa, recebendo em velocidade um lançamento de Fábregas, e proporcionando um toquinho semelhante ao do primeiro gol para marcar o seu hat-trick. 

Eram 7 minutos, e Guardiola já preservava Xavi e Iniesta para as entradas de Keita e Tello, este um de tantos jovens da base e que estreava na competição continental. 

E que estreia! 

Três minutos após debutar, Tello marcaria o seu primeiro gol na liga, ao receber mais um dentre tantos lançamentos de Fábregas no jogo. O meia-atacante ainda participaria da jogada do quinto gol dois minutos mais tarde, onde Messi contou com a ajuda amiga da zaga alemã para marcar o seu quarto e o quinto do Barcelona. Aos 16 sairia o sexto, novamente com Tello, recebendo uma nova assistência de Daniel Alves.

Era tanto gol e volume de jogo do Barcelona que os alemães queriam desesperadamente o fim do jogo, permitindo que o Barcelona tocasse a bola como se fosse uma roda de bobo, aos olhos do atônito treinador Robin Dutt, que nada poderia fazer. Os alemães estavam literalmente na roda, enquanto o Barcelona criava chances e lamentava os desperdícios, como se ainda estivesse precisando de escore para se classificar. 

Porém o jogo ainda reservaria o momento histórico, para ficar registrado na lista de recordes. Desde a era Champions League, a partir de 1992, nunca um jogador havia marcado cinco gols em uma partida. Messi naquela altura tinha quatro, e tinha todo o tempo do mundo para marcar apenas mais um ponto da história que ainda o consagrará como o maior jogador de todos os tempos. E o gol finalmente saiu aos 39, após um tabelamento da entrada da área, na qual a bola sobrou para o atacante bater colocado e comemorar o seu quinto gol no jogo e o 12º em 7 jogos.

E neste jogo ainda houve tempo do Bayer marcar o seu gol de honra com Bellarabi, após um tabelamento com Rolfes, na qual a maioria dos torcedores do Bayer nem devem ter visto, mas que serviu como um prêmio ao time que apanhou sem bater, sem apelar, e privilegiando o futebol bonito do melhor time do mundo e um dos maiores da história.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Classificação virtual Rossonera com sabor de chocolate


O Milan precisou apenas de 90 minutos para garantir uma classificação virtual para as quartas-de-final da Champions League. Precisará apenas de mais 90 minutos no Emirates Stadium para formalizar a condição, a menos que o Arsenal consiga a proeza de vencer por cinco gols de diferença no jogo da volta.


O time italiano comandado por Massimiliano Allegri aplicou uma verdadeira surra no Arsenal, que viu uma grande atuação de Robinho, autor de dois gols, além de Ibrahimovic, que marcou um e deu assistência para mais dois. Já pelo lado Gunner, Arsène Wenger optou por um sistema de pontas que não funcionou, além de deixar o prodígio Oxlade-Chamberlain no banco, e só coloca-lo quando já estava 3x0 a favor dos italianos.

O Arsenal até conseguiu ter uma maior posse de bola ao longo de grande parte do jogo, porém era o tipo de domínio inútil, já que o time tinha dificuldades para ultrapassar a linha intermediária. O Milan jogava mais recuado, buscando o seu jogo de contra-ataques rápidos, e desde o início da partida mostrou perigo. 

Nos dez primeiros minutos, o time Rossonero havia chegado duas vezes com perigo, e nem a lesão muscular de Seedorf aos 10 minutos prejudicou o time, já que logo depois aos 14, Prince Boateng receberia na entrada da área um lançamento primoroso de Nocerino, dominando a bola no peito e acertando o ângulo de Szcesny em um chute “sem-pulo”. 

O gol desnorteou ainda mais o Arsenal, e a má jornada defensiva dos ingleses o tornavam presa fácil ao Milan. Aos 37, Ibrahimovic levou vantagem na esquerda e cruzou na cabeça de Robinho para marcar o segundo, na segunda finalização em direção ao gol do time italiano na primeira etapa, mostrando 100% de aproveitamento. Se alguma outra das demais oito conclusões tivessem ido em direção ao gol, o Milan provavelmente teria definido o confronto ainda no primeiro tempo.

Wenger  perdeu ainda na primeira etapa Koscielny por lesão, logo seu melhor defensor, e ainda apostou na entrada de Henry no intervalo, para que o atacante mostrasse o estrelismo de oito temporadas atrás e buscasse uma reação.  Não só não deu resultado, como atrás a zaga continuou vazando, e Ibrahimovic em uma jogada pela esquerda tocou para Robinho chutar no canto direito e marcar o seu segundo, ao olhar desesperado de Vernaelen, que escorregou no lance e deixou caminho aberto para o brasileiro. 

Diante de tanta superioridade ainda cabia o quarto aos 33, depois de mais uma dentre tantas saídas erradas do sistema defensivo do time inglês,  que permitiu a liberdade para Ibrahimovic invadir a área e cavar um pênalti à lá brasileira, pois a meu ver não foi nada no lance. O sueco que não tem nada a ver com isso bateu e marcou o seu primeiro e fechou o constrangedor placar de 4x0 contra o Arsenal. 

Além do Barcelona, o Milan também garante a classificação virtual para a segunda fase. Ambos estavam no Grupo H na primeira fase, onde celebraram dois bons duelos, sendo um 2x2 no Camp Nou e um 3x2 a favor do Barcelona no San Siro. O Milan mostrou futebol e organização para chegar longe na liga. Precisa ter a sorte de não pegar um Barcelona, Real Madrid ou Bayer Munich logo de cara, pois chegando a uma eventual final, teria condições de disputar de igual para igual o titulo da liga contra os espanhóis.