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domingo, 8 de junho de 2014

A "Copa das Copas" sofre dentro e fora de campo

Se fora de campo, os preparativos para a Copa do Mundo deixaram a desejar, com gastos públicos excessivos, obras inacabadas e falta de planejamento, a expectativa ficou reduzida para os jogos do torneio do Brasil, denominado como a Copa das Copas. 

Porém até dentro de campo a Copa está sofrendo e várias Seleções contam com desfalques, o que reduzirá o poder de fogo da maioria das seleções. A revista Placar fez um levantamento (veja aqui) de 55 jogadores que foram cortados de suas respectivas seleções, que vão de promessas, revelações, lideranças a grandes jogadores, e que reduzirão um pouco do charme da competição.

Das perdas mais sentidas, temos Falcao Garcia que seria a referência da Colômbia, Ribéry, que levou o prêmio de terceiro melhor jogador do mundo em 2013 e que para muitos foi a peça mais importante do título do Bayern de Munique, e mais recentemente o alemão Marco Reus, de grande temporada pelo Borussia Dortmund e que poderia ser um diferencial para o selecionado alemão.

Outros jogadores também poderiam contribuir para suas seleções, como Badstuber e Schmelzer (Alemanha), Benteke (Bélgica), Jesús Navas, Thiago Alcántara e Jesé Rodríguez (Espanha), Strootman (Holanda), Theo Walcott e Jay Rodríguez (Inglaterra), Montolivo (Itália), Montes (México), Bruma (Portugal) e Shirokov (Rússia). Enfim, é uma extensa lista, que somada com dúvidas em virtude da condição física preocupar, como Cristiano Ronaldo (Portugal) e Luíz Suárez (Uruguai), além da ausência de outros craques que não conseguiram classificar suas seleções ou que foram preteridos por opção dos treinadores deixará o torneio esvaziado e enfraquecido, pois há muitos jogadores insubstituíveis em suas respectivas Seleções.

A situação preocupa a FIFA, em virtude da Copa do Mundo ser realizada a cada quatro anos e ser o seu principal produto, que já gera críticas na entidade, em virtude do apertado calendário europeu, cuja soma de jogos importantes, tempo de preparação cada vez menor e a exigência física cada vez maior vitimou ou descontou vários jogadores para o torneio. 

O texto do jornalista Rodrigo Mattos (leia aqui) expõe uma critica pública de Blatter a respeito das contusões e a resposta de Platini, que é o presidente da UEFA, que em tese seria o alvo das criticas.  Nota-se um impasse, que dificultará qualquer ação da FIFA buscando alterar o calendário nos anos de Copa do Mundo, o que é necessário para que a competição mantenha a qualidade e os melhores jogadores 100%, oferecendo um tempo de preparação adequado. 

Se por um lado há a tradição da Copa do Mundo, por outro há um poder cada vez maior dos clubes e suas respectivas associações, que de tempos em tempos conseguem reduzir cada vez mais o espaço das Seleções no calendário anual. E é um caminho sem volta, pois são os clubes que movimentam economicamente o esporte e pagam salários cada vez mais milionários aos craques, e dificilmente aceitariam uma redução em seus calendários, muito menos uma limitação de jogos de seus principais jogadores em anos de Copa. 

Há ainda a investigação sobre a Copa de 2022 sobre supostas irregularidades na escolha do Qatar como sede do torneio, e que se forem encontrados problemas, seria um escândalo que respingaria economicamente e politicamente na entidade, já que esta sofreria sanções com seus milionários patrocinadores, além de perder prestígio e credibilidade. 

Na minha visão, a solução seria reduzir o número de clubes nas primeiras divisões e a quantidade de datas nas Copas, o que permitiria um tempo a mais de preparação. Sem fossem reduzidas quatro datas nas Copas nacionais e mais quatro nos nacionais, já teríamos cerca de um mês a mais de preparação, já que é comum os clubes atuarem duas vezes por semana na Europa. Mas os clubes teriam queda de receita em virtude de renegociação de direitos de TV, patrocínios e do chamado Match Day. Quem pagaria a conta? 

Atualização 00:00 (09/06)

O Equador comunicou, agora a pouco, o corte de Segundo Castillo, que havia sofrido lesão no joelho. Castillo torna-se o 56º atleta cortado para a Copa 2014.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Liverpool e Atlético vacilam e veem títulos nacionais distantes

Em uma era de grande domínio financeiro em função da grandeza dos clubes no cenário internacional ou de investidores dispostos a colocar seus milhões a disposição, os Campeonatos Inglês e o Espanhol estiveram perto de sair da mesmice, porém os títulos nacionais correm sério risco de ficar nas mãos de poderosos. 

Atlético de Madrid e Liverpool ganharam a simpatia da maioria dos admiradores da Premier League e da La Liga em função de terem orçamentos mais modestos e estarem a um bom tempo na fila. O time madrileno não fatura um título espanhol desde a temporada 1995/96, enquanto os ingleses da terra dos Beatles desde o longínquo 1989/90. Ambos podem não serem mais considerados gigantes no futebol moderno, porém possuem uma gloriosa história e tradição em seus respectivos recintos e fora deles, já que possuem vários títulos europeus.

Nos seus nacionais, o Liverpool estabeleceu uma invejável hegemonia, que só foi alcançada e superada graças a era Ferguson com seus impressionantes números. Porém o time de Liverpool vive um longo jejum e ainda não comemorou um título na era da Premier League. O Atlético de Madrid disputou com o Barcelona ao longo de vários anos o posto de segunda força da Espanha, até que o time catalão se consolidasse na era Cruyf como uma das duas grandes forças do país, ao lado do sempre grande Real Madrid. 

O caso do Liverpool é mais complicado, pois está numa liga com os endinheirados clubes de Manchester (United e City) e do Chelsea. Neste ano, aproveitou-se da má fase do seu rival United e do inicio ruim de Chelsea e City para assumir a liderança, perdendo-a na virada do ano quando foi derrotado pelos concorrentes Chelsea e City, mas recuperando com o foco dos rivais voltado à Champions League. 

O time engatou 11 vitórias consecutivas, que o deixou perto do título, porém vacilou no momento decisivo com uma derrota em casa para o Chelsea e um empate em 3x3 contra o Crystal Palace, quando o time vencia o jogo por 3x0 e procurava atacar em busca do saldo de gols foi o suficiente para deixar o título nas mãos do Manchester City, que nunca deixou os Reds dispararem na tabela, e que hoje tem o título nas mãos, por ter um saldo de gols favorável como critério de desempates e dois adversários que não metem medo, o Aston Villa e o West Ham. A tendência é de vitória em ambos os confrontos, apesar de 4 pontos serem suficientes.

Na Espanha, o Atlético de Madrid surgiu como concorrente para Real e Barcelona desde o início do campeonato, ignorando o fato de seu orçamento ser infinitamente menor ao do rival local que tem o melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo, além de ter efetuado a maior transferência do mundo nesta temporada, Bale, enquanto que o outro time tem o extraterrestre Messi e não economizou para contratar Neymar. Simeone conseguiu montar um grande time com a qualidade de alguns bons jogadores que o clube conseguiu contratar ou manter e desenvolver, e conseguiu manter o embalo inicial, aproveitando-se de jornadas ruins de Real e Barça para assumir a liderança da Liga na reta final. 

O time poderia garantir o titulo com uma rodada de antecedência sem depender do último duelo contra o Barcelona no Camp Nou, porém a derrota na última rodada para o Levante (2x0) complicou a situação, já que o Atlético precisará de pelo menos um empate em Barcelona, contra um adversário que poderá ser campeão, para não ter que torcer por tropeços do Real Madrid. Seguindo a lógica, o trio deverá vencer seus jogos e o confronto do Atlético de Madrid com o Barcelona será a final do campeonato, que poderá dar o título ao Real Madrid.  

A possibilidade de ambos os times não conseguirem acabar com seus jejuns após chegarem tão perto frustra o saudosista, admirador de um futebol competitivo com velhos campeões voltando a ganhar, além de oferecer uma alternativa ao cada vez menor número de seletos campeões. Porém os times foram além da expectativa e isso já é suficiente para ser comemorado e celebrado como grandes campanhas.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Era do imperialismo predador deveria preocupar UEFA

Os jogos de ida pelas oitavas-de-finais da UEFA Champions League mostraram que já há um desiquilíbrio significativo no futebol do continente, o que poderá por em risco o atual formato da competição e até a sua reputação de melhor dos melhores campeonatos interclubes. 

Depois de três temporadas polarizadas entre Real Madrid e Barcelona, o Bayern de Munique juntou-se a dupla espanhola na temporada passada e formou um trio, que poderá futuramente ampliar-se para um quarteto conforme a evolução do Paris Saint-Germain. Em comum, estes times dominam de forma predadora os campeonatos nacionais e estão conseguindo impor-se também nas competições europeias, apesar de cada um chegar a esta condição por diferentes motivos.

A tão badalada e ascendente Bundesliga (Campeonato Alemão) colocou quatro clubes entre os 16 melhores da Europa, porém Bayer Leverkussen e Schalke 04 tiveram o azar de enfrentar logo de cara o PSG e o Real Madrid e já saíram virtualmente eliminados no primeiro jogo, diante de seus torcedores. O Bayer, atual segundo colocado do seu respectivo nacional, não foi capaz de segurar os franceses comandados pelo goleador Ibrahimovic e levou 4x0 dos franceses em plena BayArena, enquanto que o time de Gelsenkirchen levou 6x1 dos Merengues, em uma jornada antológica dos espanhóis comandados pelo trio de atacantes Bale, Cristiano Ronaldo e Benzema. 

Os ingleses Arsenal e Manchester City, que duelam ponto a ponto com o Chelsea pelo titulo da Premier League, também estão virtualmente eliminados ao serem derrotados em suas casas pelo Barcelona e o Bayern por 2x0, o que mostra a total disparidade, tendo em vista que o nacional inglês é há muitos anos o mais rico, porém suas equipes não conseguem mais se impor no território europeu, apesar de todos os esforços os bilionários que comandam o City e o Chelsea, embora este último ainda tenha grandes chances de se classificar para as quartas-de-final, mas para conquistar a taça é tão azarão quanto foi há duas temporadas quando conquistou a Europa. 

Como comparação, nas temporadas 2006-07 e 2007-08 os ingleses colocaram 3 dos 4 finalistas, embora em um deles o intruso Milan tenha conquistado o titulo. Usei o campeonato Inglês como exemplo em virtude da riqueza do nacional, porém a Football Association (FA) busca um sistema mais paritário na divisão das receitas além de ter um controle financeiro mais rígido, o que faz com que não haja um predador, apesar da supremacia do United nos últimos anos, mas que nem é de longe comparada a atual de Real Madrid e Barcelona no espanhol, por exemplo.

Com um Real Madrid encaixado por Ancelotti , um Bayern quase imbatível treinador por Guardiola, o vai e vem do Barcelona de Messi e a ascensão do PSG, a Champions League entra na era das goleadas, contra times de mercados mais representativos. É bom a UEFA ficar de olho, pois times de mercados de tradição, mas que não conseguem mais competir economicamente, estão ficando no segundo escalão, dominados por times de “brinquedo” de bilionários e os grandes Bayern, Barcelona e Real Madrid, que descobriram a roda do futebol capitalista e largaram na frente. 

A competição já teve outros momentos de hegemonia, como os 5 títulos do Real Madrid entre as décadas de 50 e 60, porém era uma outra época do futebol, que ainda buscava o seu profissionalismo e era formada por esquadrões que marcavam época mas que chegavam ao fim, pois transferências não eram tão comuns e o dinheiro era bastante limitado. Hoje o dinheiro está comandando o futebol e quem paga mais leva mais. Real Madrid, Barcelona, Bayern e os times patrocinados pelos bilionários têm poder de compra para renovar sistematicamente seus elencos e mantê-los em um nível de competitividade maior do que a maioria dos outros times.

A Champions League era inicialmente formada pelos campeões de seus países, mas que em 1997 concedeu o direito de mais agremiações dos melhores centros poderem disputa-la, aumentando o nível da competição. Foi criado o coeficiente da UEFA que classifica os campeonatos de acordo com a pontuação dos clubes nas competições europeias, o que faz com que Espanha, Inglaterra e Alemanha tenham dinheiro a 4 clubes na Champions League. 

Se essa tendência de predadores se acentuar, não haverá outra solução da UEFA a reduzir o formato da competição, como forma de mantê-la competitiva. Nos últimos anos, a fase de grupos já não trazia grandes emoções, a não ser quando surge um clube patrocinado que não tem muita representação no continente europeu e, que por isso, fica em um pote inferior criando um grupo mais complicado. Fora isso, há apenas o duelo entre dois clubes tradicionais por grupo em busca do primeiro lugar, algo que não tem mais acontecido com frequência, em virtude da diferença de qualidade entre os clubes.

Daqui a 2 semanas, teremos os jogos de volta das oitavas-de-final, onde apenas dois ou três jogos dos 8 não serão efetivamente amistosos. Isso não é bom para a competição, que é o sonho de todo jogador e treinador. 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Inesperada final alemã celebra o fim de uma era no futebol europeu


Pelo menos nas últimas três temporadas, Barcelona e Real Madrid foram considerados os melhores times do mundo, devido a todo o poderio financeiro e a presença de Messi na equipe catalã e Cristiano Ronaldo na merengue, melhores jogadores disparados e únicos concorrentes reais ao título de melhor do mundo.  

Ao longo destes anos, uma inédita final de Champions League disputada pelos espanhóis foi esperada, e só não ocorreu em 2010/11 devido ao enfrentamento entre os times na semifinal. Na temporada 2011/12 ambos os times vacilaram e ficaram pelo caminho, porém nesta temporada não se pode atribuir única e exclusivamente ao azar a eliminação de ambos nas semifinais da UCL, onde os alemães do Borussia Dortmund e do Bayern München mostraram um futebol diferenciado, e merecem protagonizar a final do próximo dia 25 de maio em Wembley.

O Barcelona foi o precursor, na temporada 2008/09, com a chegada de Guardiola no comando técnico, dispensando medalhões e montando um time basicamente formado pelas categorias de base, ofensivo, organizado e comandado por Messi, menino prodígio que se consagraria e viria a ganhar quatro prêmios de melhor jogador do mundo. O Real Madrid buscou imitar o modelo e trouxe Cristiano Ronaldo e Kaká, ambos premiados com o titulo de melhor do mundo em 2008 e 2007 respectivamente, sob o comando de Mourinho, com a promessa de evitar um amplo domínio catalão. Missão fracassada, pois o time merengue não foi páreo para o Barcelona, que ganhou praticamente todos os títulos que disputou na era Guardiola.

Porém este domínio caseiro espanhol inflacionado pelo faturamento milionário de ambos os times teve fim nesta edição da Champions League, pois ambos foram batidos pelos alemães Bayern e Borussia, que mostraram os seus recursos e estabeleceram um futebol diferenciado, composto por um conjunto de bons jogadores, muito bem organizados em um esquema e que se contagiam pelo espírito “torcedor” de seus adeptos, mostrando um algo a mais em campo que nós brasileiros chamamos de raça ou garra.

É evidente que um grupo aguerrido e organizado dificilmente chegaria longe se não tivesse qualidade, e tanto o Bayern de Jupp Heynckes quanto o Borussia de Jürgen Klopp mostraram ao longo da temporada e, principalmente, contra Barcelona e Real Madrid respectivamente, quebrando o reino absolutista dos espanhóis na competição europeia. Os dois times alemães formam a base da sua seleção nacional.

Algumas constatações ficam deste histórico acontecimento. Uma é a qualidade da Seleção alemã, que chegará favorita para a Copa do Brasil de 2014. 


Outra, e mais importante, é o êxito no processo de reformulação no futebol alemão, iniciado com a Copa de 2006 no país e que foi capaz de resgatar a paixão do torcedor local pelo futebol, além de estimular o desenvolvimento das categorias de base nos times. Houve uma maior competitividade no futebol local influenciada por quotas de TV mais bem divididas entre os clubes, além do surgimento de vários jogadores, que acabaram contribuindo para o ressurgimento da seleção.

O futebol ainda é o grande entretenimento, o que exige um maior cuidado em relação à capitalização dos clubes. É inadmissível que dois clubes fiquem com mais de 50% das quotas de TV, o que acaba polarizando a disputa e deixando os campeonatos cada vez mais pobres e menos atraentes. 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Nova camisa do Real Madrid


Assim como o Barcelona, o Real Madrid já tem um provável uniforme para a temporada 2013/14. A informação é do blog todosobrecamisetas.com. 



Os detalhes em laranja apresentam-se como a grande novidade do novo uniforme do clube desenvolvido pela Adidas, tonalizando o tradicional branco e azul marinho. O blog não apresentou o uniforme alternativo. 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Provável nova camisa do Barcelona

De acordo com o periódico espanhol Mundo Desportivo, estes serão os novos uniformes do Barcelona para a temporada 2013/14. 


A grande mudança em relação a esta temporada é a volta das tradicionais listas azul e grená no uniforme principal, com um trabalho na manga. Já a camisa alternativa foi concebida com as cores da Catalunha, comunidade autônoma da Espanha que tenta a independência do país ibérico.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Enquanto isso na Inglaterra...

... a repercussão do jornal sensacionalista britânico The Sun a respeito da derrota do Chelsea para o Corinthians, que custou o título do Mundial de Clubes da FIFA.


 É o fim do mundo?

Corinthians recoloca o Brasil no topo


Depois de cinco anos de hegemonia europeia no Mundial de Clubes, o Corinthians finalmente foi capaz de quebrar a tendência europeia de titulo após titulo em Mundiais de Clubes com direito a uma invasão impressionante da sua torcida no Japão.

E não foi qualquer vitória, pois além de se defender impecavelmente, o time jogou de igual para igual contra o Chelsea, mostrando muita organização tática, além da tradicional vontade que todo time sul-americano tem em ganhar a competição, e que compensa a discrepância técnica, quando o time tem um esquema de jogo bem definido e trabalhado.   

Desde o primeiro tempo, o Corinthians mostrou para o Chelsea que não iria apenas se defender. O time criou mais jogadas ofensivas, porém pecou nas finalizações, em grande parte afobadas e sem direção a gol, tanto que apenas uma contou efetivamente como chance de gol. O Chelsea teve maior posse bola, porém chegou pouco, mas de forma perigosa nas raras chances. 

O goleiro corinthiano Cássio já sairia como o melhor da partida na primeira etapa, pois fez pelo menos três grandes defesas, sendo uma um milagre em uma dupla tentativa de Cahill, que mesmo caído conseguiu salvar em cima da linha.  No segundo tempo, Cássio seguiu se destacando, conseguindo interceptar um lance mano-a-mano com Fernando Torres, que estava livre para marcar, além de estar sempre presente quando foi necessário. Não fosse o goleiro, o Chelsea provavelmente seria campeão. 

Na frente, o Corinthians tinha um Émerson apático e sem explosão, pois estava vindo de lesão, enquanto seu companheiro Guerrero compensava no ataque a ausência futebolística do Sheik. Coube ao questionado peruano o gol da vitória e do título do Corinthians, respaldando a escolha do treinador Tite, apesar das criticas e da desconfiança da crítica brasileira e da própria torcida. Guerrero foi um guerreiro, e junto com Cássio foram os melhores jogadores do Timão na decisão.

O Chelsea mostrou um pouco da sua má fase, que foi responsável pela primeira eliminação de um time campeão do ano anterior na fase de grupos da UEFA Champions League, além de estar em ladeira abaixo na Premier League. O contestado treinador Rafa Benítez deixou Oscar no banco para promover a entrada de Moses, que nada fez na partida. Além disso, Rafa também desguarneceu seu setor defensivo ao colocar o veterano Lampard como primeiro volante e obrigando Ramires a ficar mais na contenção, o que fez o sistema ofensivo inglês perder bastante. Mesmo assim, chegou e poderia ter vencido, não fosse a jornada iluminada de Cássio.

O titulo corinthiano, na forma como aconteceu, significará uma nova era ao futebol brasileiro, pois desde 2005, quando o Mundial FIFA emplacou efetivamente, é a primeira vez que um time sul-americano joga de igual para igual com um time europeu. Em 2007 o Boca Juniors tentou, porém levou 4x2 do Milan, e em 2009 o Estudiantes começou bem, porém acabou o gás e teve que recorrer a retranca, não conseguindo evitar a virada do Barcelona. 

Tirando Real Madrid e Barcelona, que são times de outro planeta futebolístico, as demais equipes europeias podem ser dueladas pelos times brasileiros, desde que estes apresentem um esquema tático definido e bem estruturado. O brasileiro tem fama de cachorro vira-lata, porém a diferença do futebol Europeu para o Brasileiro não é os 4x0 do Barcelona para o Santos. O time catalão geralmente aplica este escore em outros grandes times europeus. 

 O jogo também deixará lições para os demais treinadores brasileiros. Tite mostrou com seu time bem montado, esquema estruturado e funções bem definidas, que é possível jogar no ataque e buscando o duelo contra os europeus. Se tivesse tomado uma postura covarde, provavelmente teria perdido este titulo e estaria na vala comum dos treinadores brasileiros.

E o futebol brasileiro termina 2012 com um saldo positivo. Faturou todas as competições sul-americanas de clubes e o campeonato mundial. O futebol paulista mostrou força, com todos os times faturando competições nacionais ou internacionais. O único título nacional que acabou com um “intruso” foi o Brasileirão com o Fluminense, mostrando uma hegemonia paulista depois dos novos acordos com a Televisão (cotas), que privilegiaram financeiramente os times do estado. 

O único calo no sapato foi a Seleção Brasileira, que agora terá chance de evoluir nas mãos de Felipão.  Os próximos anos tendem a ser ainda melhores para o futebol do país, que mostra evolução e tende a criar uma hegemonia sul-americana, podendo ser campeão mundial de clubes mais algumas vezes. 


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Bayern confirma final alternativa


Se na primeira semifinal o Chelsea surpreendeu o Barcelona e se transformou na zebra desta edição da Champions League ao eliminar o time espanhol e se classificar para a final, a mesma coisa não pode ser dita no outro confronto, onde o Bayern eliminou o favorito Real Madrid, porém sem zebras, afinal o time alemão mostrou a sua qualidade e jogou de igual para igual com os merengues em pleno Bernabéu.

O jogo da volta marcou um regresso do Bayern a um passado não tão distante, quando perdeu para a Internazionale de Mourinho a final da Champions League 2009/10 que fora disputada no Bernabéu, e teve a chance de se redimir no palco contra o treinador que evitou o pentacampeonato, mas para isso teria que manter a vantagem contra uma equipe superior, que é capaz de fazer frente ao Barcelona. 

E o time bávaro não conseguiu manter a vantagem por muito tempo, pois passou por um período inicial turbulento, e quando efetivamente se acordou para a partida, já estava perdendo por 2x0 em gols de Cristiano Ronaldo aos 5 de pênalti e aos 14 em uma falha defensiva alemã. O Bayern perdera duas grandes chances, porém na sua terceira chegada forte, viria a ser beneficiado por um pênalti cometido por Pepe em Mario Gómez, que Robben tratou de cobrar no canto direito de Casillas para descontar.

O Bayern tomou conta do jogo, mostrando soluções ofensivas contra o insosso Real, que parecia ter jogado tudo que prometia para a partida nos primeiros 15 minutos, levando pouca vantagem no sistema defensivo alemão, que ainda vazava no primeiro tempo e oferecia espaço para o time espanhol, enquanto que na frente o Bayern assustava o Real Madrid, exigindo boas defesas de Casillas.

O panorama do jogo ao longo do primeiro tempo, segundo e boa parte da prorrogação foi com o domínio de posse de bola do Bayern de Munique, enfrentado um Real Madrid cada vez mais cansado em decorrência do esforço que foi a batalha do último final de semana contra o Barcelona no Camp Nou, e que parecia querer que o tempo passasse para que a disputa de pênaltis chegasse, o que acabou ocorrendo, apesar de todas as chances que o time bávaro teve ao longo da segunda etapa, e que pela incompetência de seus atacantes poderiam ter custado a tão sonhada classificação. 

O Real Madrid notou a satisfação do Bayern pelo resultado que levava a uma disputa de pênaltis e apertou na prorrogação, porém a falta de perna evitou que o time tivesse alguma possibilidade de liquidar o confronto, pois um gol alemão seria letal em virtude do incompreensível critério de gol qualificado fora de casa. Como ambos pareciam satisfeitos e resignados com os pênaltis, o desempate foi necessário.

Nas cobranças, muitos erros de ambos os lados. Foram cinco cobranças desperdiçadas em nove cobradas, onde o herói Cristiano Ronaldo virou vilão, ao telegrafar uma cobrança que Neuer buscou no canto direito. O brasileiro Kaká, que entrara na segunda etapa, também cobrou no mesmo canto do português, e Neuer defendeu sem nenhum problema. O Bayern parecia querer colocar tudo a perder com duas cobranças displicentes de Kross e Lahm que Casillas defendeu, porém quando o time merengue esteve na eminencia de empatar o confronto, Sérgio Ramos bateu como Elano, isolando a grande chance e a classificação, que foi formalizada por Schweinsteiger 

Bayern e Chelsea. Se algum apostador tivesse montado esta final, provavelmente estaria fazendo festa com os dividendos obtidos pelo seu jogo de azar, que hoje foi de sorte. Na final, não há como negar o favoritismo do Bayern, que tem um time mais equilibrado e qualificado que o Chelsea, além de jogar em casa, visto que a decisão de 2012 será na Allianz Arena, casa do Bayern em Munique. Para a dupla da Espanha, além de estancar o choro pelas doloridas eliminações, fica a reflexão por esta dupla derrocada, que transformou um grande sonho em um terrível pesadelo.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Classificação do Chelsea em dia “Não” do Barcelona


E a tão sonhada final europeia entre Real Madrid x Barcelona não irá ocorrer. O time merengue ainda poderá chegar à final se reverter o 2x1 a favor dos bávaros no jogo desta quarta-feira no Santiago Bernabéu, porém o Barcelona não conseguiu reverter a desvantagem de 1x0 para o Chelsea, sendo eliminado com um heroico (visão inglesa) 2x2.

O confronto da volta tinha um script mesmo antes de efetivamente começar, pois sabia-se que o jogo seria de um Barcelona todo ataque, contra um Chelsea que se defenderia à todo custo, pois tinha a vantagem do jogo de ida. 

Guardiola escalou um Barcelona extremamente ofensivo, com três zagueiros (Mascherano, Piqué e Puyol), quatro meio-campistas (Busquets, Xavi, Fábregas e Messi)  e três atacantes (Iniesta, Sánchez e Cuenca), dando a liberdade para Messi buscar o jogo e as triangulações com Fábregas sem perder a referência no comando. Não deu certo, pois Messi jogou longe do gol e não teve espaços na intermediária inglesa, composta por 10 jogadores embolados na entrada da área durante grande parte do jogo. A saída prematura de Piqué, após um choque contra seu companheiro Valdés, promoveu a entrada de Daniel Alves, trazendo uma nova dinâmica ao Barcelona.

Foi o lateral brasileiro que iniciou a jogada para Cuenca na esquerda, que cruzou para Busquets abrir o placar aos 35, que culminaria em dez minutos de vantagem catalã na partida, pois logo depois Terry deu um tostão em Sánchez, sendo exageradamente (minha visão) expulso pelo arbitro, e Messi serviria Iniesta aos 43 para marcar o 2x0, que naquela altura parecia o início de mais uma goleada catalã, já que o adversário estava inferiorizado numericamente e no placar, e o Barcelona não costuma ter compaixão alguma com times fragilizados.

Porém na dificuldade o Chelsea reapareceu no último lance da primeira etapa, com Lampard lançando Ramires em velocidade para encobrir Valdés e reviver o time inglês no jogo e no confronto, já que o 2x1 serviria ao time inglês. Di Matteo teve a chance de reorganizar o Chelsea no intervalo, mantendo os 10 jogadores embolados dentro da sua grande área defensiva, com Drogba agora se juntando a esta linha e não deixando nenhuma peça para puxar o contra-ataque.

O Barcelona poderia ter retomado a vantagem no confronto logo no inicio da segunda etapa, quando Drogba imprudentemente calçou Fábregas dentro da área. Messi mostrou que não estava em um dia de extraterrestre e acertou o travessão, perdendo uma de suas duas grandes chances no jogo, já que viria a acertar a trave quando este já estava no final. O tempo passava e o Barcelona tocava, tocava, tocava e pouco produzia. O time até tinha as pontas para jogar, porém sequer poderia esboçar o jogo aéreo, devido a não ter material humano para este tipo de jogada, enquanto os tradicionais tabelamentos com infiltrações no meio eram inviáveis, tamanha a concentração de jogadores do Chelsea.

O time inglês aos poucos começava a sair do casulo, chegando algumas vezes ao ataque, e nos descontos, quando Fernando Torres já havia entrado no lugar do experiente Drogba, o El niño recebeu em seu campo um bicão para frente de Bosigwa após uma tentativa frustrada do Barcelona, tendo todo o espaço do mundo para driblar Valdés e marcar o gol que selou definitivamente a classificação.

Depois de uma vitória e um empate para o Chelsea e uma derrota para o Real Madrid, o Barcelona deu adeus à UCL e praticamente inviabilizou as chances de titulo no Campeonato Espanhol, tornando amarga a sua temporada, após ter ganhado tudo em 2011. O Chelsea fez heroicos 180 minutos, que certamente ficarão na história do clube. O time, que até poucos meses estava entregue nas mãos de Villas-Boas, virtualmente eliminado da Champions League e fora do G4 na Premier League, reviveu com Di Matteo, mostrando que a criticada velha guarda ainda dá caldo. 

Esta partida, que colocou o defensivismo estratégico do Chelsea em evidência, ao bater o futebol-arte do Barcelona, poderá estipular uma nova tendência de times competitivos, que sempre é respaldada por resultados emblemáticos, e que hora e outra sempre ocorrem no mundo do futebol. 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Dupla espanhola terá que correr atrás


Em dois jogos, o que era para ser um encaminhamento de classificação de Real Madrid e Barcelona para a grande esperada final, ganhou um ponto de interrogação, visto que ambos foram surpreendidos no jogo de ida, perdendo suas invencibilidades, e terão que correr atrás pela primeira vez nesta competição.

Em Munique, o Real Madrid apresentou uma partida irregular, jogando bem apenas nos quinze primeiros minutos de cada tempo. Na primeira etapa, acabou levando um gol de Ribery, e teve sorte de não ter ido para o intervalo com um placar mais dilatado contra, visto que pouco fez para melhorar a sua situação, enquanto que o Bayern perdeu algumas chances, porém não chegou com tanta intensidade.

O time até melhorou na segunda etapa, chegando ao empate com um gol de Özil, porém Mourinho tratou de tentar preservar o empate retrancando o time, ao colocar jogadores com maior potencial de marcação. O Bayern tentou, até que conseguiu chegar ao gol da vitória com Mário Gomez no finalzinho, dando justiça ao placar. Ao Real, além da péssima escolha do seu treinador por Coentrão na esquerda no lugar de Marcelo, que entrara na segunda etapa, o time saiu com a sorte do arbitro Webb não ter expulsado o lateral brasileiro, que entrou deslealmente em Müller.

Já no outro jogo, o Barcelona jogou bem, talvez uma de suas melhores partidas fora de casa nesta edição da Liga. Ironicamente o time foi derrotado e perdeu a sua invencibilidade no torneio. O gol de Drogba, fruto de um lançamento de Lampard para Ramires na esquerda cruzar para o artilheiro apenas escorar para o gol, foi o único chute do time inglês a gol em todo o jogo, enquanto que o Barcelona teve 24 arremates, onde pelo menos 5 foram grandes, exigindo grandes defesas de Cech, recuperação de Cole em cima da linha, além de duas bolas na trave e 72% de posse de bola. 

Faltou sorte ao Barcelona, enquanto sobrou eficácia ao Chelsea, que fez uma exuberante partida tática. No outro jogo, faltou competência ao Real Madrid, que poderia ter jogado melhor se Mourinho tivesse optado por escolhas mais sensatas na escalação. Os 2x1 e 1x0 contra são tranquilamente reversíveis por tudo que Real e Barça já apresentaram, porém o fato de ter feito um gol qualificado deixa a missão do Real Madrid menos complicada que a do rival espanhol. 

Aos que estão vendo poucos posts, informo que estou em um projeto pessoal que me impede de estar assistindo intensamente as competições e postando seguidamente. Isso será normal ao longo deste ano.  

domingo, 8 de abril de 2012

Domingo que decidiu virtualmente a Premier League


Neste domingo, os times de Manchester estiveram envolvidos na 32ª Rodada da Premier League. 

Em Manchester, o United venceu o Queens Park Rangers por 2x0 na base da polêmica, algo que não é raro em relação ao clube, já que muitos o acusam de ser constantemente beneficiado com erros de arbitragem. Contra o QPR, a ocorrência ocorreu logo aos 14 minutos, quando Ashley Young recebeu um lançamento de Rooney em posição de impedimento, e ainda se atirou na disputa com o Derry. O árbitro L. Manson, além de não ter sido auxiliado pelo existente impedimento, marcou o pênalti e expulsou o meio-campista adversário, além de assinalar o gol de Rooney. 

Diante da inferioridade técnica e numérica, restou ao QPR se retrancar, permitindo ao United alugar meio-campo, e ter o domínio total da partida. O ex-aposentado Scholes marcaria o segundo aos 22 da segunda etapa, em uma partida que poderia  ter se encerrado com uma grande goleada dos “Red Devils” já que o time de Fergusson teve inúmeras chances para ampliar, chegando a acertar a trave duas vezes. 

A diferença que era de 5 pontos ao início da rodada, estendeu-se para 8,  visto que o rival City foi até o Emirates Stadium enfrentar o Arsenal, e mesmo com toda a insistência e gols perdidos por parte dos anfitriões, perdeu a partida com um gol de Arteta aos 41 do segundo tempo, quando o meia se aproveitou de uma saída de bola pateticamente errada de Pizarro, tendo toda a liberdade para avançar pela intermediária e chutar no canto direito de Hart. 

Na partida, os gunners tiveram as melhores chances, chegando a acertar quatro vezes a trave, sendo duas no mesmo lance, quando o jogo ainda estava 0x0 e Walcott acertou a trave direita do goleiro Citzen, com Varmaelen e depois Benayoun se atrapalhando ao pegar o rebote e perderem dois incríveis gols que fariam inveja até o centroavante flamenguista Deivid. O City, além de perder a chance de reagir com a expulsão infantil de Balotelli, também ouviu um “Nasri whats the score?" por parte do torcedor gunner, inconformado com a ida do jogador francês para o time de Manchester por 25 milhões de euros. 

No lado Citzen, o sentimento é que a casa era de palha e caiu na primeira grande ventania. O time que chegou a ter cinco pontos de vantagem para o rival United ao longo de várias rodadas do primeiro turno, sucumbiu-se na segunda metade do campeonato, perdendo a liderança a permitindo que o adversário abrisse uma vantagem que é virtualmente irreversível, já que o City teria que descontar 8 pontos em 18 possíveis, haja em vista que a tabela ainda reserva um confronto direto entre ambos os times.

Na minha visão, o campeonato decidiu-se nesta rodada, aguardando apenas a formalização, que poderá ser justamente no clássico entre os dois clubes, que poderia terminar o que seria um sonho de titulo Citzen em um dramático pesadelo, obrigando o bilionário xeque a gastar com novos jogadores e um novo treinador, além de pagar rescisões. 

terça-feira, 3 de abril de 2012

E deu Barcelona, com reforço extra


O Barcelona levou a melhor sobre o Milan, e garantiu a classificação para as semifinais da UEFA Champions League. O jogo ficará marcado pela aparição do árbitro Björn Kuipers, que acabou envolvido em dois lances polêmicos de penalidade, cujo segundo foi o mais discutível, e que acabou definindo o confronto. 

Mesmo podendo contar com Adriano, Guardiola preteriu o lateral esquerdo, deixando um trio defensivo com Puyol, Mascherano e Piqué, e adiantando Dani Alves como um ponta direita para se juntar à Messi e a Cuenca, que foi a surpresa na ponta esquerda. No meio, um losango com Busquets, Xavi, Iniesta e Fábregas, este no vértice mais adiantado, auxiliando Messi no comando do ataque. 

A formação foi interessante para se analisar a partida, visto que houve um encaixe com o 4-3-1-2 do Milan, que jogava recuado e explorava os contra-ataques rápidos, repetindo a mesma tática do San Siro. Mesmo assim, o Barcelona teve a iniciativa, e conseguia trabalhar a bola na intermediária ofensiva e abria posição para o arremate. Antes dos 10 primeiros minutos, o time já havia chegado duas vezes, ambas com Messi, uma em uma de suas tradicionais arrancadas, e cujo arremate foi bem defendido por Abbiati, e no segundo, uma linda jogada envolvendo Dani Alves e Fábregas, que “pifou” o argentino com liberdade na cara do gol para errar o alvo.

Eis que exatamente aos 10 minutos, ocorre um dos lances de discórdia na partida. Mexès erra a saída de bola e deixa de graça para Messi, que tem toda a liberdade para avançar. O argentino tenta passar para Xavi, que não conseguiu dominar e no rebote oferecido pela zaga do Milan, Messi acabou derrubado por Antonini, em um lance discutível, mas que eu marcaria. Messi cobrou no canto direito de Abbiati e marcou 1x0.

O Milan sentiu o gol, e custou a entrar na partida, que até então era dominada pelo Barcelona. Aos poucos, o time de Alegri começava a diminuir a porcentagem de posse de bola, e no primeiro chute que deu em todo o jogo, marcou com Nocerino, em uma jogada iniciada por Robinho, que serviu Ibrahimovic para acionar sob medida o volante italiano que chutou cruzado para empatar. 

O Barcelona seguiu com maior volume de jogo, e poderia ter retomado a liderança no placar em conclusões de Xavi e Messi, porém foi em um escanteio da discórdia que seria gerado o pênalti que originou o segundo gol catalão. Em uma cobrança de Xavi, Nesta e Busquets se agarraram e puxaram camisa como ocorrem normalmente várias vezes em todos os jogos, porém o árbitro Björn Kuipers resolveu aparecer e marcar o pênalti, que eu sinceramente não marcaria. Messi cobrou no canto esquerdo de Abbiati e marcou o 2x1.

O Milan iniciou a segunda etapa mais adiantado, e procurou pressionar o time espanhol, que já tinha uma nova formação, desta vez no 4-3-3, com Daniel recuado e Iniesta adiantado como ponta esquerda e Cuenca na direita. Iniesta seria responsável pelo terceiro gol aos 8 minutos, quando Messi puxou um rápido contra-ataque e, com uma conclusão bloqueada, acabou servindo o meia para marcar o terceiro gol catalão, que acabou liquidando a partida. 

Depois desse lance, o jogo minguou, e se resumiu a tentativas de ataque do Milan, enquanto o Barcelona era mais efetivo e perdeu a chance de ampliar com Thiago Alcântara e Adriano. Pelo lado do Milan, ficou apenas na tentativa, visto que o time teve apenas três arremates em todo o jogo, sendo um deles o gol da primeira etapa, e pouco assustou o Barça, estando mais preocupado com o fator arbitragem. O time contou com a entrada relâmpago de Pato, que entrou no lugar de Boateng e ficou apenas 13 minutos em campo, sentindo novamente uma lesão e dando lugar à Maxi López.  

No fim das contas, com ou sem ajuda da arbitragem, o Barcelona foi superior em campo, terminando com 60% de posse de bola e 21 arremates, contra apenas 3 do Milan. A retranca italiana conseguiu neutralizar em partes a periculosidade do ataque catalão, que mesmo assim fez a diferença e construiu o escore. O Barça pegará o vencedor de Chelsea x Benfica, cujo primeiro gol foi 1x0 para os ingleses no Estádio da Luz.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

United vence e amplia vantagem na ponta



E o Manchester United confirmou, mais uma vez, a sua sina de vitórias apertadas, que acaba lhe rotulando como o “time do além”. Desta vez a vitima foi o Blackburn no Ewood Park, em uma vitória por 2x0 construída nos 10 minutos finais, quando o time não fazia uma boa partida e chegava a ser pressionado pelos anfitriões.

O time comandado por Alex Fergusson não fez uma boa partida, principalmente em função das opções de onze iniciais do treinador, que montou o meio-campo com Carrick, Scholes e Phil Jones, que se alternavam na movimentação do meio-campo juntamente com Valência pela direita e Rooney pela esquerda, este jogando mais recuado e tendendo a fechar pelo meio. Na prática, o limitado defensor Jones virou um ponta direita, enquanto Rooney ficou demasiadamente deslocado na esquerda, o que comprometeu a evolução ofensiva do time.

Com o meio povoado, o Manchester United conseguiu dominar tecnicamente o jogo a partir de seu setor principal, dominando a posse de bola e mostrando um maior volume ofensivo. Porém parou por aí, visto que foram poucas as chances reais, principalmente na primeira etapa. As principais jogadas eram com Valência pela direita, que conseguiu deixar Chicharito na cara do gol para quase marcar ao desviar na trave e a bola batendo nas costas do goleiro Robinson e com o goleiro conseguindo se recuperar quando a bola estava em cima da linha. 

Mas foi o Blackburn que teve as principais chances da primeira etapa em suas rápidas saídas em contra-ataques, exigindo duas boas defesas de De Gea em finalizações de Hoillet e Olsson. O panorama ficou mantido em boa parte da segunda etapa, visto que Fergusson demorou para alterar o time, e como os anfitriões se deram conta que uma vitória era possível, passou a ameaçar o Manchester com mais força.

Fergusson modificou o time com as entradas de Welbeck e Giggs nos lugares de Chicharito e Jones, e mais tarde colocou Ashley Young no lugar de Scholes, aumentando o potencial ofensivo dos “red devils”. E a entrada de Young deu certo, pois no minuto seguinte ao da sua entrada (36), Valência levaria vantagem pela direita com a má marcação de Olsson e chutaria cruzado para abrir o placar. Quatro minutos depois, o meia equatoriano acharia Young na meia lua, que, de costas, girou com categoria e chutou no canto direito do goleiro, confirmando a vitória que deixou o time com cinco pontos de vantagem sobre o rival City.

sábado, 31 de março de 2012

Cada vez mais longe do título inglês


Pela 31ª Rodada da Premier League, o Manchester City tropeçou novamente na busca pelo tão sonhado titulo inglês ao ficar no 3x3 contra o Sunderland no Ettihad Stadium. E o pior é que o resultado ainda foi bom diante das circunstâncias do jogo, já que o time perdia por 3x1 até aos 84 minutos, quando contou com os oportunismos de Balotelli e Kolarov para reagir.

Para a importante partida contra o bom time montado por Martin O´Neill, o City de Mancini não teve o seu principal jogador, Kum Agüero, afastado por uma lesão que o próprio comandante Citzen classificou como “estúpida”, supostamente originada ao brincar com uma moto de seu filho de três anos.

Sem Agüero, o time do City mostrou o mais do mesmo em campo, com um maior volume de jogo e de posse de bola, porém carente de criação, em função da ausência de Nasri e de uma sequencia de atuações abaixo da média de David Silva. O meio espanhol foi muito bem marcado e até criou algumas jogadas,  cuja maioria originou em chances de gols criadas pelo ataque do City.

O time visitante mostrava uma forte marcação e saia rápido ao ataque, principalmente via Sessegnon, que foi o homem mais perigoso do Sunderland no jogo. O atacante serviu Larson para abrir o placar com um chute no canto esquerdo de Hart aos 30 do primeiro tempo. Balotelli até conseguiu o empate para o City aos 43, em um pênalti à brasileira sofrido por Dzeko, assinalado pelo árbitro Phil Dowd após dois lances confusos de Balotelli na grande área que o torcedor chiou, mas em que nenhum deles vi pênalti. 

Para coroar a primeira etapa, Sessegnon encontrou a cabeça de Bendtner já nos descontos, para levar o time visitante para o vestiário em vantagem.  Já no segundo tempo, Mancini buscou deixar o time mais ofensivo com a entrada de Adam Johnson no lugar de Micah Richards. Porém o problema Citzen era na esquerda defensiva, e foi por lá que Sessegnon lançou Bendtner em velocidade para cruzar para Larsson marcar o terceiro. 

Mancini apelou novamente para o seu ex-desafeto e agora amuleto Tevez, sacando mais uma vez David Silva, o que mostra todo um descontentamento com a má fase do meia. Depois colocou Pizarro no lugar de Miler, e o time foi pra cima do Sunderland, porém mostrando os intermináveis problemas de criação de jogadas. O time teve a sorte de encontrar dois gols pontuais, um aos 39 com Balotelli levanto vantagem individual e chutando no canto do goleiro, enquanto que no minuto seguinte, Kolarov também tentou arriscar, e contou com a má disposição do goleiro  Mignolet ao não tentar esboçar nenhuma das duas defesas, e ficando estático presenciando a bola balançar a rede.

Diante de um retrospecto negativo de 3x1 até os 39 do segundo tempo, o empate ficou de bom tamanho para o City, já que manteve a sua invencibilidade em casa. Porém, em termos de campeonato, o City facilitou a vida do rival United, visto que o time rival ainda entrará em campo diante do fraco Blackburn, podendo aumentar a diferença para 5 pontos, faltando apenas sete rodadas para o fim. 

Sem títulos e com um campeonato tido como ganho escapando das mãos dessa maneira, tudo indica que a casa de Mancini cairá ao fim da temporada. 

quarta-feira, 28 de março de 2012

Confronto aberto após empate sem gols


Em San Siro, o Milan tinha como principal objetivo não levar gols contra a máquina de jogar futebol chamado Barcelona.  Sem o principal zagueiro Thiago Silva, Alegri postou o time de forma mais compactada, esperando o Barcelona, para que em três ou quatro toques conseguisse montar um contra-ataque rápido e pegasse o time catalão desprevenido para criar chances.

Guardiola teve problemas para escalar o Barcelona, pois com as lesões de Abidal e Adriano, o time ficou sem lateral esquerdo para escalar, obrigando o treinador a improvisar, colocando Puyol na esquerda e Mascherano na zaga, enquanto o meio ficou mais contido com a entrada de Keita no auxilio a Busquets, empurrando Iniesta para jogar mais ofensivamente como um ponta, no esquema 4-3-3, que ainda tinha Messi e Sánchez no ataque. 

O Milan teve nos 20 primeiros minutos as suas duas principais chances do jogo, uma com Robinho, logo aos 2 minutos, quando o atacante pegou livre uma escorada de Ibrahimovic e isolou, enquanto que o centroavante sueco teve a sua chance aos 19, em uma enfiada sensacional de Seedorf, que lhe colocou na cara do gol mas sem conseguir desviar de Valdés em uma conclusão displicente.

O Barcelona aos poucos tomou conta do jogo, dominando a posse de bola e mostrando um maior volume ofensivo. O time catalão chegou a encurralar os anfitriões em ¼ do campo, conseguindo tocar a bola dentro da área milanista, e tendo em um tabelamento envolvendo Xavi com Messi a melhor chance da primeira etapa, quando o meia espanhol exigiu uma grande defesa do goleiro italiano. 

No segundo tempo, o Milan adiantou a marcação, aumentando a sua participação na posse de bola e truncando o jogo no meio-campo, o que fez cair o ritmo da partida, já que o Barcelona tinha dificuldades para evoluir a partir da sua intermediaria ofensiva.  Guardiola tirou Iniesta, que não fazia uma boa partida, para a entrada de Tello, e depois sacou Sánchez para entrada de Pedro.

 A entrada de ambos deixou o time menos flexível nas pontas, diminuindo o numero de chances. Mesmo assim, o time chegou a um total de 17 arremates, porém a mais perigosa do segundo tempo foi um chute cruzado de Messi, que obrigou Abbiati a fazer uma grande defesa.  O Milan também chegava mais ao ataque em comparação ao primeiro tempo, mas não criou nenhuma chance de jogo, e ainda perdeu Robinho lesionado no inicio da segunda etapa, e que foi outro que decepcionou no jogo.

No fim das contas, o jogo serviu para deixar o Milan vivo, pois o time italiano terá a vantagem do empate com gols no jogo da volta no Camp Nou. O Barcelona pareceu respeitar demais o adversário e não quis forçar uma vitória, ficando em branco depois de muito tempo, e sentindo a ausência de Adriano na esquerda, já que o time ficou capenga e dependente de Daniel Alves. Só estranhou-me a não escalação de Fábregas, que ficou no banco, ao longo da partida. Só uma lesão poderia explicar a sua não escalação.

Barcelona segue favorito porque tem melhor time, porém o Milan tem uma camisa sete vezes campeã da liga, o que deixa o duelo aberto.