Neste domingo, os times de Manchester estiveram envolvidos na 32ª Rodada da Premier League.
Em Manchester, o United venceu o Queens Park Rangers por 2x0 na base da polêmica, algo que não é raro em relação ao clube, já que muitos o acusam de ser constantemente beneficiado com erros de arbitragem. Contra o QPR, a ocorrência ocorreu logo aos 14 minutos, quando Ashley Young recebeu um lançamento de Rooney em posição de impedimento, e ainda se atirou na disputa com o Derry. O árbitro L. Manson, além de não ter sido auxiliado pelo existente impedimento, marcou o pênalti e expulsou o meio-campista adversário, além de assinalar o gol de Rooney.
Diante da inferioridade técnica e numérica, restou ao QPR se retrancar, permitindo ao United alugar meio-campo, e ter o domínio total da partida. O ex-aposentado Scholes marcaria o segundo aos 22 da segunda etapa, em uma partida que poderia ter se encerrado com uma grande goleada dos “Red Devils” já que o time de Fergusson teve inúmeras chances para ampliar, chegando a acertar a trave duas vezes.
A diferença que era de 5 pontos ao início da rodada, estendeu-se para 8, visto que o rival City foi até o Emirates Stadium enfrentar o Arsenal, e mesmo com toda a insistência e gols perdidos por parte dos anfitriões, perdeu a partida com um gol de Arteta aos 41 do segundo tempo, quando o meia se aproveitou de uma saída de bola pateticamente errada de Pizarro, tendo toda a liberdade para avançar pela intermediária e chutar no canto direito de Hart.
Na partida, os gunners tiveram as melhores chances, chegando a acertar quatro vezes a trave, sendo duas no mesmo lance, quando o jogo ainda estava 0x0 e Walcott acertou a trave direita do goleiro Citzen, com Varmaelen e depois Benayoun se atrapalhando ao pegar o rebote e perderem dois incríveis gols que fariam inveja até o centroavante flamenguista Deivid. O City, além de perder a chance de reagir com a expulsão infantil de Balotelli, também ouviu um “Nasri whats the score?" por parte do torcedor gunner, inconformado com a ida do jogador francês para o time de Manchester por 25 milhões de euros.
No lado Citzen, o sentimento é que a casa era de palha e caiu na primeira grande ventania. O time que chegou a ter cinco pontos de vantagem para o rival United ao longo de várias rodadas do primeiro turno, sucumbiu-se na segunda metade do campeonato, perdendo a liderança a permitindo que o adversário abrisse uma vantagem que é virtualmente irreversível, já que o City teria que descontar 8 pontos em 18 possíveis, haja em vista que a tabela ainda reserva um confronto direto entre ambos os times.
Na minha visão, o campeonato decidiu-se nesta rodada, aguardando apenas a formalização, que poderá ser justamente no clássico entre os dois clubes, que poderia terminar o que seria um sonho de titulo Citzen em um dramático pesadelo, obrigando o bilionário xeque a gastar com novos jogadores e um novo treinador, além de pagar rescisões.

























Nos primeiros 30 minutos, nem o mais otimista torcedor dos Blues imaginaria que o Chelsea poderia vencer a partida. Primeiro, porque logo a 1 minuto de jogo, Agüero levou vantagem no meio, e acionou sob medida Balotelli, que driblou Cech e abriu o placar. Segundo, porque o gol do City combinado com a sua organização tática, deixou o esquema ofensivo do Chelsea inofensivo, com a equipe dependendo da individualidade de Sturridge para empatar o jogo já aos 33, na primeira grande chance de ataque do time londrino, onde o atacante levou vantagem individual na direita e cruzou para Raul Meireles chegar de trás e empatar o jogo.
O gol sofrido incomodaram os Sky Blues, que passaram a chegar menos, e a ceder aos poucos a posse de bola ao Chelsea. Os Blues contaram com o intervalo entre o primeiro e o segundo tempo para vir com tudo na segunda etapa, equilibrando o jogo. Para complicar a vida dos Citizens, o time fica em inferioridade numérica aos 12, devido a uma imprudência de Cole, que chegou atrasado em Ramires e levou o seu segundo amarelo e, por consequência, o vermelho. 















Porém faltava um teste derradeiro, que seria o confronto entre ambos, com os “sky blues” necessitando de uma convincente vitória para evoluir de uma condição de promessa, para uma grande realidade. E essa evolução ocorreu neste domingo, muito maior do que o próprio torcedor imaginava, além de ser tão dolorosa para os “Red devils” como deve ter sido em 1926, quando o City havia aplicado os mesmos 6x1 no rival histórico.

