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quinta-feira, 1 de março de 2012

Google inaugura o termo BBG com nova política


Nesta quinta-feira, 1º de março, foi inaugurada pelo Google a nova política de privacidade da empresa, A iniciativa, que integra informações de seus múltiplos serviços, visa o maior conhecimento da experiência do usuário na grande rede, para que assim a Empresa possa fornecer serviços com maior precisão através da análise destas informações e gostos pessoais.

Uma das prerrogativas da empresa sempre foi a coleta de dados do usuário, para que assim pudesse fornecer buscas e publicidade com maior precisão. Como o Google tem diversos tipos de serviços e recursos (e-mail, blog, documentos, calendário, mapas, redes sociais, sistema de buscas, gerenciador de fotos, dentre outros), esta coleta inicialmente ficava restrita à política de privacidade de cada um destes recursos, o que permitia ao usuário variar o seu perfil conforme o tipo de serviço utilizado, mesmo que todos estes estejam vinculados a uma conta Google, que fora desenvolvida pela empresa para integrar todos os seus serviços com apenas um nome de usuário (login).

Com a nova política de privacidade, haverá um identificador único para todos os serviços, para que assim todas as informações contidas nos recursos de uma Conta Google possam ser utilizadas pela empresa a fim de traçar o perfil ideal de seu usuário. A companhia não garante a confidencialidade integral dos dados, visto que na hora de aceitar os termos de uso para usar os serviços, em um deles está a possibilidade de disponibilização das informações privadas para processamento de dados em companhias afiliadas ou parcerias. 

Além de poder permitir o acesso de informações pessoais por terceiros, a nova política também poderá trazer constrangimentos com o nível de privacidade que um usuário deseja fornecer para um determinado grupo de usuários, visto que a privacidade dos dados não é linear, e depende do grau de afeição e do tipo de interação entre as pessoas.  

A iniciativa vem rendendo inúmeras criticas em todo o mundo, principalmente nos Estados Unidos e Europa, pois não há qualquer regulamentação que obrigue o Google a resguardar os dados dos usuários, além deste já ter enfrentado inúmeros problemas com o vazamento de informações privadas de seus usuários. 

Na prática, quem usa os serviços da companhia, está sujeito a um regime de Big Brother Google, na qual as câmeras (virtuais) na forma de cliques, registram qualquer ação em uma de suas ferramentas, inclusive as buscas do Google Search. 

O blog recomenda prudência com o conteúdo postado não só nos serviços Google, como em qualquer recurso da Internet. Não há leis específicas que obriguem uma empresa a confidencializar qualquer dado, ficando este sujeito à política de privacidade da companhia que oferece o serviço, e que se resguarda do direito de alterá-la como e quando bem entender, sem necessariamente ter a anuência do usuário. 

Também é necessário saber utilizar corretamente as ferramentas e suas opções de privacidade, visto que é possível buscar informações referentes a uma pessoa pelos sistemas de busca e/ou redes sociais, o que pode torná-la alvo fácil para bandidos ou mal-intencionados que usam essas informações como forma de vantagem. 

sábado, 21 de janeiro de 2012

Movimento antiSOPA/PIPA vence a primeira batalha

Nas últimas 24h, enquanto no Brasil se falava sobre a volta da Luíza do Canada ou do possível estupro no reality show Big Brother Brasil, nos Estados Unidos a pauta era bem mais delicada, e poderia gerar graves consequências para os internautas brasileiros, bem como os de todo o mundo.

No território norte-americano, aonde está concentrado o principal volume de tráfego de redes sociais e de compartilhamento de arquivos, tramitam dois projetos de lei que seriam votados no próximo dia 24 de Janeiro no Congresso Nacional, e cujo objetivo teórico seria de combater a pirataria na internet, porém na prática funcionaria como uma espécie de censura pró-gravadoras e estúdios, e que inviabilizaria a Internet como conhecemos atualmente, centrada em um volumoso tráfego de arquivos multimídia, onde se enquadram jogos, músicas, fotos e vídeos.

Para quem não está ligado, os projetos são denominados SOPA e PIPA. O Stop Online Piracy Art (Ato de Combate à Pirataria Online) visa responsabilizar qualquer serviço online na proteção dos direitos autorais, prevendo investigações e o bloqueio destes que estimulem direta ou indiretamente a pirataria, seja através de compartilhamento de arquivos até conteúdos compartilhados em redes sociais. Já o Protect IP Act (Ato para proteção da propriedade intelectual) é direcionado aos serviços internacionais que disseminem a pirataria e cujos resultados apareçam em sites de buscas ou redes sociais de relacionamentos. A lei obrigaria que os provedores de buscas filtrassem os domínios de sites irregulares e que estejam alocados fora da jurisdição americana, prevendo sanções punitivas aos sites de buscas e mídias sociais.


Se aprovadas, as leis teriam um alto poder punitivo, prevendo até cinco anos de cadeia, em caso de reincidência (dez infrações) durante um período de tempo (seis meses) aos responsáveis. Na prática as leis puniriam qualquer serviço ou operação que estimule direta ou indiretamente a pirataria, além de impedir o acesso ao conteúdo internacional de serviços deste fim, mesmo que seja apenas uma ação publicitária. Por mais que o site ou serviço pertencesse a outro país (Brasil, por exemplo), e este estiver hospedado em um host americano, sofreria as sanções impostas pelo governo.  Já os sites de buscas dificilmente conseguiriam resistir a uma enxurrada de processos e viriam a falir.

As leis, por si só, geraram muitos protestos, cujo maior até então foi no último dia 18 de janeiro, onde a Wikipedia versão americana ficou fora do ar por 24 horas. Outros serviços como o Google e Wordpress também aderiram à campanha, com o serviço de buscas criando uma petição contra a SOPA que chegou a 4,5 milhões de assinaturas.

Porém o ápice foi nesta ultima quinta-feira (19/01), quando o FBI fechou o Megaupload, responsável por 25% do tráfego de troca de arquivos via HTTP, em virtude de promover a pirataria. O serviço já vinha sendo vigiado há algum tempo, e o estopim foi um vídeo promocional feito por vários artistas americanos como Kanye West, will.i.am, P. Diddy, dentre outros,  e que acabou comprando briga com a Universal Music Group, que chegou a censurá-lo via Youtube durante o mês passado.


A atitude de encerrar o serviço neozelandês e de prender o dono Kim ''Dotcom'' Schmitz, soou como o início da grande guerra virtual, chamada por muitos como World War WEB, e cuja resposta deu-se quinze minutos após a desativação do serviço, quando o grupo hacktivista Anonymous resolveu agir, derrubando sites de gravadoras, do departamento de justiça americano e até do FBI.

Paralelo a isso, houve um volume impressionante de protestos nas redes sociais, e o medo de perder a popularidade, fez com que os senadores e políticos passassem a abandonar a causa, dando por vencida a primeira batalha, e adiando por tempo indeterminado a votação que seria no próximo dia 24. Até o presidente Barack Obama apareceu publicamente para vetar o projeto de lei, buscando reduzir o mal estar deixado pelos acontecimentos e pela proximidade de votação da lei.

Pode-se dizer que a primeira grande batalha foi vencida, porém a guerra ainda está longe de ter um fim, devendo apenas ter um intervalo para as próximas etapas. A parte interessada (gravadoras e estúdios) não irá desistir tão facilmente, e encontrarão formas de reformular  as leis para que estas sejam impostas gradualmente até se chegar ao objetivo-fim de combate à pirataria, por mais absurdas que sejam a SOPA e a PIPA.

Porém do outro lado estará o mais forte exercito pela qual o conglomerado interessado nem sonharia enfrentar, e que venderia caro uma derrota e/ou imposição. O Anonymous representa a maioria absoluta dos internautas que visam uma internet livre, sem censura e que possa haver o compartilhamento de informações e arquivos de forma livre.  A internet nasceu com o intuito de ser um território livre e sua origem tem que ser preservada, sob pena de o mundo regredir várias décadas em função de imposições de poderosos.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Facebook disponibiliza linha cronológica dos usuários


Nesta quinta-feira, o Facebook disponibilizou, ainda que facultativamente, a possibilidade de utilização de uma linha do tempo (timeline) atrelada ao perfil de cada usuário, pela qual será possível visualizar todo o histórico de um determinado usuário ao longo de seu tempo de utilização.

O novo recurso servirá para que o usuário possa registar e destacar seus melhores momentos, bem como mostrar toda a evolução de suas postagens e do próprio perfil ao longo do tempo, onde a data de acontecimentos como o nascimento, formatura, casamento, dentre outros, podem ser registrados com um melhor detalhamento, possibilitando a inclusão de foto. 

Para poder ilustrar o recurso, habilitei a timeline em minha conta do Facebook. Para habilitá-lo, basta acessar a URL do aplicativo (https://www.facebook.com/about/timeline),  clicando no botão verde chamado “Get timeline”.

Uma vez habilitada, a timeline ficará disponível no perfil do usuário, que acabou ganhando uma nova aparência e layout para receber o recurso. É possível escolher ou carregar uma foto como capa, que ocupará um generoso espaço de 850px de largura por 315px de altura, enquanto abaixo ficarão todos os detalhes do perfil, como dados acadêmicos e profissionais, além da lista de amigos, atividades e as atualizações, sendo que estas já respeitarão organizadamente à ordem cronológica.



No canto superior direito está a timeline propriamente dita, onde aparecerão os anos pelas quais há eventos importantes. Começa com o nascimento, indo até os dias atuais. Como listei a formatura do meu curso de graduação, ela apareceu como 2008, enquanto de 2009 em diante é o período de utilização do Facebook.  Como por exemplo, pude ver que terminei 2009 com 21 amigos adicionados, visto que pouco ligava para a rede de Mark Zuckerberg e apenas aceitava quem me mandava convite. 



As propriedades da timeline podem ser filtradas de acordo com as opções disponíveis pelo Facebook. Por exemplo, se seleciono “Suas Publicações”, aparecerá na timeline apenas as minhas publicações ao longo do tempo, ficando mais fácil a localização do evento desejado, para que possam ser aplicadas as configurações de privacidade e de exibição na timeline. 




A questão de privacidade segue igual, possibilitando ao usuário deixar uma informação de forma pública, apenas para os amigos, apenas para o contato, ou personalizar para um determinado grupo ou lista de usuários. O Facebook também implementou a configuração da timeline, onde é possível escalonar as publicações de acordo com a sua importância. É possível destaca-lo ou removê-lo da linha do tempo. Em alguns elementos, também é possível adicionar informações complementares como corrigir datas ou adicionar locais.




Para quem quiser se aventurar desde já neste novo recurso, o Facebook deixou-o configurável até o dia 22 de dezembro, quando deverá ser publicado em todas as contas. Até lá, dá para o usuário ir selecionando o que gostaria de mostrar na timeline, além de configurar a privacidade das informações. Caso já queira publicá-la, há uma opção para publicar desde já chamada “Publicar Agora”.

Eu particularmente achei uma grande ideia do Facebook implementar o recurso timeline, pois ficará muito mais fácil achar as minhas informações, bem como as informações disponíveis de outros usuários, quando houver necessidade.  

Porém fica a dica: Cuidado com o que for postar na rede!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Twitter e seu processo de facebookização

Nesta quinta-feira, quando dei um refresh na página do twitter, me deparei com uma nova interface, com visual mais “clean”, porém com a troca de posição de alguns componentes, incluindo a barra lateral, que passou da direita para a esquerda.
Twitter Antigo
Twitter Novo

Tecnicamente falando, a revigorada foi de grande valia, pois para quem nunca utilizou a ferramenta, achará-la intuitiva, com as opções na esquerda, assim como é na maioria dos sites. Outra mudança foi a mudança da área de publicação de tweets para a esquerda, abaixo das informações pessoais, saindo desta forma da parte de cima da timeline. Agora a frase em português é “Publique um novo Tweet...”, substituindo a tradicional “O que está acontecendo?”, que também substituiu a anterior “O que você está fazendo?”.

Das novas funcionalidades, a que mais me chamou a atenção foi a implementação de um sistema com tecla de atalhos, possibilitando ao usuário acessar os recursos da rede social pelo teclado. Para quem não é tão chegado no mouse é um prato cheio, visto que não precisará insistir nas teclas TAB + espaço da vida, para acessar as opções. Não utilizo a versão Mobile, mas a companhia também anunciou mudanças na interface para os Smartphones e Tablets.


Porém para quem está acostumado a usar a rede social via website, terá dificuldades para se acostumar com as novas alocações dos elementos. A maioria dos usuários encontra resistência em mudanças, mas terá que se acostumar, pois desta vez o twitter não liberou uma opção de troca para a versão velha.



Acredito que esta nova repaginação da rede social tenha a ver com os recursos de postagem aperfeiçoados pelo facebook há alguns meses, somado com o aumento da popularidade da rede social, que acabou “roubando” muitos usuários que antes usavam o twitter para expressar a sua opinião. Por mais que haja uma interação entre as duas ferramentas, a quantidade de tráfego do twitter deve ter reduzido drasticamente, com este inspirando-se em componentes e funcionalidades da rede de Mark Zuckerberg .

Veremos como estas “inovações” serão absorvidas pelos usuários, e se trará os exilados do Facebook de volta.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Rede Social Google+ segmenta contatos em círculos

O Google lançou recentemente a sua mais nova aposta em termos de interação em rede social: o Google+ (ou Google Plus). O objetivo do Projeto Plus é combater a supremacia do Facebook nos Estados Unidos, além de conter o gradual crescimento do adversário no Brasil e na Índia, responsáveis por 87,2% de todos os usuários do Orkut, outra rede social do Google e que se encaminha para a aposentadoria.



Para isso, o blog se embasou com as informações divulgadas pelo Google, além no know-how obtido pela utilização inicial da ferramenta, para assim amostrar de uma forma geral, o que o Google+ poderá acrescentar em termos de rede social, além de suas primeiras impressões.

Apresentação do Google +

Simplesmente copiar o que o Facebook tem de melhor não adiantaria para que o Google ganhasse a preferência dos usuários acostumados com a rede social de Mark Zuckerberg.

Tal medida já fora tomada anteriormente, com o “Novo Orkut” ou Orkut 2.0, que buscou inspiração na rede social alternativa para muitas de suas novas funcionalidades, obtendo um resultado reverso, visto que muitos usuários acabaram mantendo a interface antiga ou acabaram migrando para o Facebook.

Inovações do Google+

Para tentar emplacar a nova rede, o Google lança uma nova filosofia, embasada em círculos de amizades, por onde um usuário pode determinar quais informações que compartilhará em um determinado circulo, adicionando usuários neles conforme o grau de amizade e intimidade, com os círculos buscando uma melhor interação entre os usuários devido às novas formas de privacidade que estes círculos oferecem.



Na prática é uma evolução dos grupos de amigos, que tanto Orkut quanto Facebook possuem, mas que não exploram a privacidade entre estes grupos, considerando todos os contatos como “amigos” e, desta forma, em condições de compartilhar informações. Com o Google+, cada circulo funciona como uma lista de contatos diferentes, com o usuário podendo ter várias redes de amigos distintas em apenas um perfil, distribuindo-os através destes círculos.



A rede fica mais próxima da vida real, já que nesta há familiares, amigos, colegas de trabalho e apenas conhecidos, onde cada um destes círculos tem um grau de afinidade diferente, e por isso, há uma relação mais intima ou mais distante.

Novos Recursos e Terminologias

A utilização dos círculos não é o único novo recurso do Google+, que adicionou uma série de funcionalidades para integração com as suas outras ferramentas, além de proporcionar uma melhor interação entre seus usuários.

Stream

É o local onde ficarão depositadas as informações compartilhadas pelos contatos no formato de feeds, possibilitando uma visão geral de todos os círculos bem como de um determinado grupo.

A rede já vem com os círculos Amigos, Familia, Conhecidos e Seguindo adicionadas como default, além de possibilitar ao usuário criar quantos círculos quiser e também poder enquadrar um contato em mais de um círculo, caso isto seja necessário.

Sparks

Os Sparks trazem feeds de notícias segmentadas para dentro do g+. Funciona como um front-end para o Google Search, mecanismo de buscas da Google, por onde o usuário seleciona assuntos de seus interesses através de palavras-chave (ex: Futebol, Novelas, etc.), podendo acessá-las de forma atualizada e organizada, com a ferramenta fazendo o “serviço sujo” de buscar os resultados mais relevantes através do serviço de busca do próprio Google.



Hangouts

É um recurso simples e interessante, por onde os membros pertencentes a um determinado grupo, ou círculos, como são denominados no g+, poderão interagir entre si, em tempo real, através de videoconferências e mensagens de texto.



Para utilizar esse recurso, é necessária a instalação de um plugin, que disponibilizará os dispositivos de vídeo (webcam) e áudio (microfone) para o Google+. O pedido de instalação aparecerá tanto para quem clicar em “Iniciar um Hangout”, cuja função é iniciar o ambiente de interação para até 25 contatos, quanto para os “usuários convidados”, que clicarão no botão “Participe deste hangout” quando receberem a notificação do convite de participação na home do g+



Na prática, os Hangouts poderão funcionar como um ambiente de distração, por onde amigos trocam ideias de diversão, como também um local sério, para a colaboração em projetos educacionais ou profissionais.

Dispositivos móveis



O g+ veio com uma robusta interface para a aplicação móvel, incluindo um suporte nativo (plugin Android Market) para os dispositivos compatíveis com o Sistema Operacional Android 2.1 e superior, além de um aplicativo web para as demais versões deste sistema, e também compatíveis com o iPhone, Blackberry, Nokia/Symbian e Windows Mobile.

Huddle
Assim como o Hangout, O Huddle também é uma ferramenta de interação em tempo real, porém foi planejado como uma espécie de chat, por onde o usuário interage com seus contatos através de mensagens em seu dispositivo móvel, onde todas as pessoas de um círculo poderão saber o que está acontecendo no momento, para que decisões possam ser tomadas instantaneamente entre o grupo.

Instant Upload
Tem a utilidade de disponibilizar, com a permissão do usuário e de forma instantânea, uma foto tirada através de um dispositivo móvel compatível com o g+, facilitando o compartilhamento das imagens com os contatos.

Local, local, local
Utilitário que, uma vez habilitado, faz a localização do usuário, disponibilizando o local de onde a mensagem foi enviada, utilizando a tecnologia do Google Maps e do GPS.

Primeiras impressões do Blog

O Google+ ainda conta com poucos usuários ativos em sua base (apesar de já ter praticamente 20 milhões de contas criadas), dificultando a utilização e todos os seus recursos. Porém, como pós-graduando em Sistemas Corporativos para a Web, vou buscar tecer o que me destacou ao primeiro olhar, ou melhor, à primeira clicada, neste caso.

Interface

Acessando o Google+, a primeira coisa que vem a vista é a sua interface, com um design basicamente simples, e com predomínio branco.



Quem esperava um festival de cores, propícios dos temas do “Novo Orkut” ficarão decepcionados, pois a Google buscou na simplicidade a sua solução, retomando suas origens de interfaces leves e intuitivas, o que dá uma maior visibilidade aos recursos oferecidos, estes sim com técnicas gráficas, como o arraste dos amigos para os círculos, além das opções de edição do perfil.

Privacidade

Uma das principais questões que, de certa forma, trava uma utilização mais intima das redes sociais é a questão da privacidade. É devido a sua limitação, que a maioria das pessoas ainda prefere utilizar outros softwares e tecnologias como meio de interação, para compensar esta lacuna ainda pertencente nas redes sociais.

Tanto o Orkut quanto o Facebook começaram com um índice de privacidade praticamente nulo, levando-os a implementar, ao longo do tempo, questões de privacidades. Porém, em ambos, a privacidade era focada à lista de contatos como um todo, com poucas informações podendo ser “escondidas” de toda a lista de contatos, permanecendo disponíveis a apenas um seleto grupo de amigos.

É nesse aspecto que se desenvolve o Google+, buscando preencher esta lacuna ainda não explorada nas redes sociais, distinguindo a relação de amizade entre os contatos, e desta forma favorecendo a interação. Praticamente todas as informações são programáveis para que apenas um descriminado grupo escolhido pelo usuário possa as ter acesso.



Recursos

Ainda não consegui testar todos os recursos, devido ao baixo número de usuários próximos utilizando a rede. Porém posso dizer que na teoria, o Google busca mesclar propósitos de várias ferramentas (como o Twitter, Skype e Messenger) em uma só, tentando centralizar a utilização da rede.

O Hangout nada mais é que um serviço de videoconferência em grupo, algo possível tanto no Skype quanto no Messenger. O Stream visa ser um acoplamento do fracassado Google Buzz no g+, onde o Buzz funcionaria como um “No que você está pensando agora?” do Facebook, que nada mais é que a ideia tirada do popular “O que está acontecendo?” do twitter, que é o mais utilizado. Ainda há o famoso bate-papo do Google, o chamado gtalk, que possibilitará uma interação privativa entre dois usuários, como já era possível no Orkut e no Gmail.

O Sparks é uma tentativa de acessar assuntos de interesse, visando compartilhá-los aos amigos. Há nele a tentativa de emplacar o recurso “+1” do Google, lançado em março deste ano, e que visa “viciar” as buscas do Google Search, conforme as recomendações de usuários semelhantes, quando estes fizerem as buscas pelas mesmas palavras chaves. Cria-se uma hierarquia de relevâncias, que poderá ou não ser interessante, dependendo do que usuário for assinalar.

Ainda há um serviço de backup de alguns dados nas opções de configurações do Google+, para guarda-los no computador. Acredito que seja uma forma que a Google inventou para mostrar aos usuários que é possível a retirada de dados de suas plataformas, para que possam ser guardados em outro lugar.



Também é possível conectar contas externas aos serviços da Google, como o Facebook, Twitter, LinkedIn, Hotmail, Yahoo, dentre outros, havendo a possibilidade de compartilhar informações destas contas no serviço g+.



Por ultimo, os tais círculos. Estes são configuráveis, podendo ser criados quantos forem necessários, além de sua forma de exibição ser manipulável, com o usuário podendo ou não mostrar a discriminação de seus círculos. O Google bolou bem a ideia, pois não exibirá para os outros contatos o nome dos círculos dos usuários, de modo a tentar evitar maiores constrangimentos.



Os círculos ainda seguem a metodologia do twitter de “following” e “followers”, por onde um usuário pode ter outro em seus círculos, sem que este necessite aceitar e dar a reciproca. Na prática, João adicionaria Pedro em um de seus círculos, mas Pedro preferiu não adicionar João. Pedro apareceria no circulo de João, mas com as configurações de privacidade selecionadas em modo público, com as privadas apenas aparecendo se Pedro recompensar o convite de João, e adicionando-o em um de seus círculos. Pode parecer complexo, porém evita que contatos adicionem outros apenas para visualizar informações ou dados.



Conclusão

O Google+ salta para ser a mais completa forma de interação em nível de uma rede social, buscando integrar os principais recursos utilizáveis na internet na camada de comunicação instantânea. Consegue ser simples e ao mesmo tempo robusto, garantindo um nível de privacidade jamais visto em uma rede social.

Para grupos de trabalhos e de estudos, o Google poderia reutilizar os recursos de colaboração contidos no Google Wave, que por ter sido mal interpretado, foi um fracasso e acabou descontinuado. Porém com o Google+ e seus círculos, essa ferramenta poderá ser de grande valia para essa segmentação de usuários.

O usuário comum deverá sentir falta das “apps”, por onde são introduzidos meios de entretenimento como jogos. Nem sempre a comunicação interpessoal direta é visada em uma rede social, com muitos usuários gostando de gozar de seu tempo livre para desfrutar de jogos e outros aplicativos.

Ainda há a falta do recurso de comunidades, que acabou acoplando fóruns de discussões no Orkut, e que muitos usuários, incluindo amigos próximos, questionam a sua ausência no Facebook ( e agora no Google+), mostrando-se resistentes à utilização destas redes sociais.

O Google+ ainda está em uma versão beta (assim como o Orkut está há sete anos, risos), podendo conter problemas que podem ser relatados com o recurso de Feedback chamado pelo botão “Enviar Comentário” no canto inferior direito da tela. E possível descrever o problema, bem como assinalar a sua localização.



Por fim, já que o post ficou excessivamente extenso, espero que o Google+ caia na graça do povo, pois mostra ser a rede social mais maturada conforme o conceito de sociedade. Logico que o g+ deverá ter melhorias e novos recursos ao longo do tempo, porém como sinal de largada, mostra-se um projeto muito bem nascido.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

PNBL tende ao fracasso, mesmo antes do lançamento

Um dia depois do lançamento do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que terá inicialmente 1Mbps de velocidade à mensalidade de 35 reais, surgem novas informações sobre o acordo entre governo e operadoras, na qual estas saíram como as grandes vencedoras.

De bom para os consumidores, apenas o compromisso de aumentar gradativamente a taxa de conexão para 5Mbps até 2014, de modo que o serviço chegue à grande maioria da população, que ainda utiliza conexões dial-up (linha discada).

Porém o acordo prevê reajustes anuais nesta mensalidade inicial de R$ 35.00, além de tornar facultativo para as operadoras inferir um limite de download mensal, o que ficará de bom tamanho fornecedoras do serviço pressionarem o governo em busca de subsídios em questões de infraestrutura, e ganhando de brinde milhões de usuários em seus cadastros de clientes.

Na prática, o governo deverá prover a infraestrutura em relação aos cabos de fibra óptica para os locais onde as operadoras não teriam o interesse em atuar, enquanto estas comercializariam o serviço a um “preço popular”, que se não houver um rígido controle, não ficará mais tão popular daqui a alguns anos. Ainda há a questão da qualidade, que fora excluída do plano, sem ficar nenhum resquício quanto à sua mensuração, como um padrão mínimo, o que deixará os consumidores de “mãos-atadas” quando o serviço for de péssima qualidade.

Como profissional da área de TI, acho válido o esforço em busca de melhorias para o país, porém encaro esta iniciativa atual de acordo como um ato de desespero do governo para salvar o seu Plano popular de banda larga nacional, pois quem mais ganhará com isto serão as operadoras, que aumentarão exponencialmente o seu faturamento à custa do governo e do povo.

Da forma como está sendo fomentada, o Plano não deverá se distanciar em valores do que é cobrado hoje, porém com a qualidade, que hoje já não é boa, devendo decair ainda mais.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

PNBL celebra a promíscua popularização da Banda Larga

Depois de muita guerra e queda de braços entre governo e as operadoras de telefonia, firmou-se um acordo para o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que visa popularizar o serviço aos brasileiros, na qual a operadora se compromete a fornecer a velocidade de 1Mb (Megabit) à população pelo valor de 35 reais, tanto em telefonia fixa, quanto móvel.



O governo sequer conseguiu emplacar ao acordo uma série de imposições no que diz respeito à qualidade, com as operadoras escapando da obrigatoriedade de garantir o mínimo de 40% da velocidade contratada, e em três anos, aumentá-la para 70%. As operadoras ficariam livres a fornecer o serviço, sem nenhum padrão de qualidade determinado, e podendo impor restrições, como o limite de download por exemplo.

Na prática, este acordo serviria como uma esmola ao proposito inicial da PNBL, que visava fortalecer a Telebrás, com esta tendo uma rede capaz de atender aos mais pobres, onde as empresas de telefonia não prestassem o serviço ou não tivessem condições de popularizá-lo.

A ideia inicial, concebida pelo então presidente Lula, era de criar uma rede estatal neutra de transporte de dados, de forma que não houvesse ligação tecnológica e de preços com as operadoras, comprando briga com estas.

Mudou o governo, e Dilma, mesmo pertencente à situação, mudou a ideia, preferindo uma aproximação e dialogo com as operadoras, lhes concedendo o direito de prover o serviço, de acordo com as modestas regras estipuladas pelo governo e que visam apenas um preço e velocidade definidos, porém sem nenhum parâmetro de avaliação de qualidade e de infra-estrutura.

O que ocorrerá será a promiscualidade da banda larga no Brasil, que terá uma velocidade baixa a um preço popular, sem nenhum padrão de qualidade e inchando o cadastro de clientes das operadoras, que hoje, sem a PNBL, não conseguem prover um serviço de qualidade, devendo desqualificar ainda mais o serviço quando for imposto o plano, pois sem regulamentações no que diz respeito à qualidade e tendo a imposição de fornecer o serviço a um preço baixo, não teria o interesse em investir em melhorias.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Navegador: Qual é o melhor?

Para quem utiliza regularmente a Internet e tem um razoável conhecimento de Informática, é normal utilizar os melhores softwares de sua necessidade, de forma que haja uma melhor satisfação, sem prejudicar a usabilidade e aproveitando ao máximo os recursos do computador.

Para a área de navegação de Internet, não é diferente, havendo hoje três navegadores populares: Internet Explorer, Firefox e Chrome. O primeiro é o mais conhecido, pois está presente desde o Windows 95 OSR1 e sendo até hoje o mais utilizado pelos internautas. Já o Firefox, desenvolvido pela Mozilla, é opensource (livre para o uso e com código-fonte aberto), surgindo em 2004, porém começou a ganhar um maior mercado depois das constantes falhas de segurança da versão 6 do Internet Explorer e do fracasso da sétima versão do navegador da Microsoft. Já o Chrome colocou a Google no mercado de navegadores a partir do final de 2008, sendo o caçula dos mais populares navegadores. Tem o poderio de investimento da Google, e por isso é o navegador que mais cresce atualmente e já fazendo grande concorrência ao Internet Explorer e ao Mozilla Firefox.

A intensão é saber qual é o melhor navegador dentre eles, utilizando a mais recente versão de cada um. Não é um teste novo, visto que é inspirado no que a INFO fez no dia 24 de março, com foco nas novas versões do Internet Explorer (9) e do Mozilla (4). Porém esta não utilizou o Chrome no teste, e então o refaço incluindo o navegador da Google, porém como alguns testes dependem do hardware (a configuração do computador tem interferência nos números), refiz com todos os navegadores para deixar o teste democrático, porém apenas nos parâmetros em que achei realmente uteis.

O Teste

Foram utilizadas as versões Chrome 10.0.648.204, IE 9.0.8112.16421 e Firefox 4.0. Os parâmetros testados foram em relação ao consumo, compatibilidade com o padrão da WEB (Web Standards) estipulados pela organização W3C, com o HTML5 além de mensurar a capacidade de processamento de cada um.

Consumo de recursos

Ambos os navegadores são compostos por abas, facilitando a usabilidade devido ao usuário poder navegar em várias páginas, sem ter que abrir várias instancias do mesmo, apenas utilizando uma aba para cada página aberta. Cada aba aberta faz o navegador consumir mais no total, sendo que cada site tem um consumo distinto, de acordo com as tecnologias em que foi desenvolvido, além da quantidade de animações ou conteúdos multimídia contidos neste. Foi utilizado o meu blog para efeitos de testes, utilizando o Gerenciador de Tarefas do Windows para mensurar o consumo de cada navegador.



No teste, pode ser visto que tanto Internet Explorer quanto o Google Chrome descriminam o consumo de cada aba, retirando-o da aplicação. Com isso, para cada aba aberta, aparece um registro no Gerenciador de Tarefas, de forma que o consumo total do navegador é a somatória de todos. Já o Firefox contabiliza tudo como uma instancia só, já oferecendo o seu consumo bruto. O Navegador Chrome tem um gerenciador de recursos próprios, descriminando até o consumo de seus plug-ins, porém este não foi utilizado para efeitos democráticos.

Como resultado, o Internet Explorer mostrou-se bem mais leve, gastando pouco mais de 52MB de memória RAM para abrir o meu blog, enquanto o Chrome consumiu aproximadamente 80 e o Firefox 109MB. O consumo baixo do Internet Explorer deve-se à integração com o Sistema Operacional Windows, também da Microsoft. Rotinas exclusivas do Sistema Operacional podem ser reutilizadas e redistribuir este consumo, apesar de aparentemente o Chrome parecer mais leve. O navegador da Google vem logo atrás, mesmo não tendo os benefícios do Internet Explorer, tornando-se bem mais leve que o Firefox, este sim, disparado o mais pesado dentre os três, fato que pode ser aparentemente sentido na sua utilização.

Padrões WEB da W3C

Para que a WEB se tornasse como é atualmente, foram desenvolvidos padrões para o desenvolvimento das páginas, de forma que os códigos destas fiquem acessíveis a qualquer navegador e sistema operacional. Para isso, além do desenvolvedor respeitar estes padrões, é fundamental ao navegador também segui-los, para que assim não haja produtos web reféns de um determinado navegador ou plataforma.

Como alguns padrões são esparsos e outros são muito específicos, nem todos os navegadores seguem ao pé da letra os padrões, de forma que apresentem algumas diferenças que o desenvolvedor WEB teria que contornar, para que estas não fiquem visíveis ao usuário final. Como desenvolvedor, uma das minhas maiores reclamações a respeito disso era ter que criar várias configurações para que um mesmo site fosse 100% acessível para os usuários dos maiores navegadores, o que acabava gerando perda de tempo e custos.



Para isso, foi utilizada a ferramenta Acid3, que verificou a versão do navegador e estipulou seus resultados. Dos três, o Chrome é o único que segue 100% dos padrões da W3C. A sua vantagem em relação a isso é ser novo, com apenas 2 anos e meio de vida, que o faz criar essa realidade de seguir à risca os padrões. Os outros navegadores, por serem mais antigos, não acompanharam o aprimoramento destes padrões, de forma que criassem vícios pra os desenvolvimentos antigos, já que antes era comum o desenvolvimento de um site especificamente para um navegador, no caso o Internet Explorer. Em função disso, as mudanças são graduais e ao longo do tempo, todos acabarão seguindo 100% os padrões ditados pela W3C.

Processamento JavaScript

A linguagem JavaScript serve como um complemento para a WEB, de forma que possibilite uma melhor usabilidade em função da sua interação direta com o usuário. É geralmente utilizada para validações, porém ultimamente foi acoplada a outras linguagens, permitindo uma gama de recursos visuais nas páginas devido à sua compatibilidade e robustez, deixando as aplicações web cada vez melhores e mais próximas das standalone (linguagens que geram aplicações que funcionam localmente no computador).

Como cada vez mais os sites utilizam soluções que contem o JavaScript e seus derivados, há a necessidade de um navegador processá-lo mais rapidamente, de forma que o tempo de resposta seja o menor possível ao usuário. Para isso, cada navegador tem o seu motor JavaScript, que é melhorado a cada versão lançada, de forma que o tempo de resposta seja cada vez menor.



A ferramenta que calcula a potencialidade do motor JavaScript é a SunSpider, que calcula o tempo em milissegundos, estipulando uma margem de erro, que neste teste não foi superior à 1%. Neste teste, vitória do Internet Explorer, que conseguiu processar com 196 milissegundos a index do meu blog, no dia 06/04/2011. Firefox e Chrome tiveram resultados semelhantes, com leve vantagem do primeiro, apesar da margem de erro do seu teste ser maior que a do Chrome.

Capacidade de Processamento

O motor de um navegador não se restringe a apenas o JavaScript, tendo que processar todos os tipos de aplicações presentes na página, inclusive renderizar aplicações multimídia, gráficos, vídeos e qualquer outro tipo de instrução, como as informações contidas no site propriamente dita. A ferramenta Peacekeeper faz esse “serviço sujo”, mensurando em pontos o processamento de cada categoria, e propondo como resultado a pontuação média de cada navegador. É evidente que quem obtiver a maior média, tem um motor melhor, não necessariamente o melhor em todos os aspectos.



Na média, o Chrome ganhou disparado de Internet Explorer e Firefox, marcando 10.588 pontos, contra 6.639 e 5.203 de seus respectivos concorrentes. A média corresponde aos aspectos de 1) Renderizar e modificar elementos básicos HTML; 2) rotinas básicas utilizadas em sites de redes sociais, 3) capacidade do navegador processar elementos de gráficos complexos, 4) processar as informações dinâmicas, interpretando os códigos e transformando-o no produto final visual; 5) Capacidade de processar aplicações utilizando a tecnologia JQuery; 6) Capacidade de Processamento dos textos.



Na atual conjuntura das páginas e serviços WEB, todos estes pontos são necessários para o usuário final, porém o mais importante é o quarto item, pois é ele que processa toda a página da forma com que vemos. E é nele que o Chrome faz a diferença, com 35.946 pontos, contra 14.730 do Internet Explorer e 8.135 do Firefox. O navegador da Google só não ganhou no primeiro item, que é relevante, porém não mais do que o quarto, que analisei especialmente devido a toda a sua relevância no processo de apresentação da página.

Padrão HTML5

O HTML é uma linguagem de marcação, com comandos definidos e que ilustram um determinado resultado. As especificações são padronizadas pela W3C, lançando uma nova versão (novas especificações) conforme a necessidade. A versão utilizada atualmente é a 4.01, publicada em 1999 e estabilizada em 2001. Em 2008, a W3C lançou as especificações para a versão 5, que deverá ser estabilizada em 2012. Os navegadores já estão desenvolvendo soluções para a quinta versão, de forma que esta possa ser testada e implementada por usuários avançados e que ainda demorará alguns anos até chegar definitivamente ao usuário final.

A Ferramenta HTML5 test verifica como andam os navegadores em relação à nova tecnologia, estipulando um valor total de 400 pontos, correspondente à todas as funções atualmente especificadas no padrão e que por ainda estar em fase final de desenvolvimento pode sofrer alterações.



No teste, o Chrome se destacou com 288 pontos dos 400 possíveis, contra 255 do Firefox. O Internet Explorer é o que menos está se preparando e terá que correr atrás quando a tecnologia estiver em fase final de implementação.

Conclusão

Nos cinco aspectos analisados, vê-se uma paridade entre os navegadores, com uns se destacando em um determinado ponto, enquanto são superados com facilidade em outros. Se pudesse estipular uma média de qual é o melhor navegador, colocaria esta versão do Chrome em primeiro, a do Internet Explorer em segundo e o Firefox na lanterna.

Dos três navegadores, Chrome e Firefox lançam atualizações constantes, promovendo melhorias. Porém é visível a queda do navegador da Mozilla nestes últimos meses, perdendo inclusive para o seu concorrente Internet Explorer. A companhia promete recuperar o tempo perdido, lançando várias versões ainda neste ano. Já o Chrome surge como um cometa, se apresentando com o melhor navegador dentre os três, porém com um nível de utilização ainda baixo. Tende a aumentar exponencialmente o seu mercado, na medida em que usuários vão lhe recomendando para a rede de amigos até que atinja um bom nível de usuários. Já o Internet Explorer apresenta melhorias desde a versão 8, porém o fracasso da sétima versão e as falhas da sexta lhe deixaram com nome sujo, continuando com a preferencia em função de já vir instalado no Windows, o que acaba gerando uma comodidade por parte dos usuários em usá-lo.

Por fim, como profissional da área, recomendo a utilização do Google Chrome, pois o considero o navegador mais estável e confiável dentre os três. Apesar de ter que utilizar todos como ambiente de testes para os meus desenvolvimentos, como uso pessoal utilizo o navegador da Google, que a cada mês recebe grandes atualizações.

domingo, 7 de novembro de 2010

Gmail agora une suas contas de e-mail em uma só

Desde a semana passada noto este recurso novo no Gmail que vou relatar, porém sem tempo de fazer posts acabei deixando para depois. O serviço de e-mail da Google acabou melhorando seu projeto de importação de contas, que diga de passagem já existia, tornando-o um eficiente sistema para este fim.

Agora é possível unificar todas as contas de e-mail (para quem tem mais de uma) numa conta do Gmail. Também é possível utilizar conjuntamente dois e-mails Gmail, porém com a lista de contatos devendo ser adicionada manualmente.


Agora aparecerá para o usuário bem em cima e destacado em vermelho a opção “Importar e-mails e contatos”, que leva à tela de configuração do sistema. Nela há as opções de importação de mensagens e contatos, Enviar e-mail como, Verificar e-mail usando POP3, além de outras configurações para o uso do Gmail no trabalho e compra de mais espaço na conta.


O recurso de Importar mensagens e contatos funciona com qualquer serviço de e-mail, exceto de outra conta Google. Serão importados todos os dados do e-mail em questão via POP3. O tempo para a sincronização dependerá do número de mensagens contidas no serviço de e-mail a ser importado, podendo levar até mais de um dia para que isto ocorra. Como tenho duas contas no Gmail, quis também colocar na conta que eu considero a principal. Isto é possível através da opção Adicionar POP3 na conta de e-mail, terceira opção nesta tela de importação. Neste caso, só há a importação dos e-mails e não a dos contatos, fato que é possível de ser feito manualmente, na tela de contatos/Mais Ações/exportar (no caso do e-mail que deseja ser transferido) ou importar (no caso do e-mail que deseja receber a lista). O serviço aceita até 5 contas POP3.



Entre estas duas opções ainda há o recurso de “Enviar e-mail como:”. Sua utilidade está em colocar os vários endereços de remetente, deixando-os disponíveis para enviar e-mails com um determinado endereço, seja ele diferente ou não do principal da conta. Esta opção é independente das outras duas, bastando clicar no botão “Enviar e-mail de outro endereço”, preenchendo os dados cadastrais, e confirmando no outro e-mail a disponibilidade para utilizar o recurso. Um exemplo de utilidade está no caso do usuário ter uma conta de e-mail profissional e outra pessoal, podendo configurar para responder o e-mail com o mesmo endereço que fora destinado.


É um post grande e de certo modo chato de ler, porém é interessante. Podemos dizer que acabou aquela ideia de ter que acessar varias contas de e-mail. Agora pode ser centralizada tudo em uma conta só, organizada por marcadores e com a possibilidade de resposta como se fosse o e-mail original que recebeu a mensagem.

Fica a dica.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Google Buzz: A rede social dentro do Gmail

Nesta semana, a Google lançou mais uma novidade chamada Buzz. A ferramenta, integrada ao serviço de e-mail Gmail, também pertencente à companhia, terá como funcionalidades a criação de uma rede social entre os contatos do e-mail, com a possibilidade de trocas de mensagens públicas e privadas, além do compartilhamento de outros serviços do Google como o Picasa (fotos), Gtalk (mensageiro instantâneo), Youtube (vídeos), Reader (leitor de feeds), Blogspot (blog) e até de serviços externos, como o Flickr e o Twitter.

Com o Buzz, o usuário poderá escolher dentro da sua lista de contatos quem vai seguir, podendo ler as mensagens postadas pelos usuários a serem seguidos, assim como poderá ser seguido por outros usuários, com estes podendo ler as mensagens enviadas por quem o seguem, exatamente como funciona no Twitter. Só que a diferença é que estes contatos já estão previamente cadastrados na base do Gmail, com os usuários que trocam constantemente mensagens de e-mail e bate-papo aparecendo como seguidores automáticos.

Quanto às postagens, o Usuário poderá escolher a privacidade, que vai entre postar para todos os seguidores (público), ou apenas para um grupo de contatos (privado), estes configurados a partir da opção Contatos do Gmail. Não há limite de caracteres como o Twitter (140), e a ferramenta aceita o envio de fotos e links junto com a postagem.

Quanto ao acesso, o Buzz é um link logo abaixo da Caixa de Entrada (levando-se em conta a configuração default do Gmail) onde aparece a tela de postagem, juntamente com as suas opções e as mensagens recebidas pelos contatos. Quando há novas mensagens, o número de novidades aparece entre parênteses ao lado do link Buzz, assim como é feito com os outros menus do Gmail.

Já em relação à configuração da ferramenta, o Usuário poderá selecionar quais serviços Google (mais Flickr e Twitter) que gostaria de compartilhar as atualizações com seus amigos, adicionando ou removendo conforme for seu gosto e configurando o nivel de privacidade. Como default, o Buzz vem com o Picasa e o Google Reader já conectados com a privacidade pública.

É uma ferramenta simples, que promete integrar na interface os serviços que o Google oferece, assim como o Google Wave prometia, só que este pela sua complexidade e dificuldade de uso para os usuários finais, acabou não caindo no gosto popular, ficando reservado apenas para quem já tenha noções avançadas de informática e pequenas comunidades.

O Buzz já vem ainda com portabilidade mobile, oferecendo recursos adicionais para quem possua celular ou smartphone com GPS.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Twitter: uma utilidade inútil ou uma inutilidade útil?

Alguém já lhe perguntou o seu endereço no Twitter, e você, que nunca ouviu falar na ferramenta, pergunta: O que é o Twitter? Pra que ele serve?

Pois bem, a ferramenta é uma rede social e servidor para Microblogging, onde o usuário posta pequenas mensagens de até 140 caracteres, chamadas “tweets” para seus contatos, e também recebe as atualizações de seus contatos. Os contatos não são como outras redes sociais, onde tem que haver um consenso entre quem adiciona com quem é adicionado para que haja uma ligação entre ambos. Posso adicionar (no caso específico da ferramenta, chama-se seguir) um determinado usuário que tenho interesse de saber as suas atualizações de mensagens, porém este usuário pode optar por não me seguir, assim não recebendo as minhas atualizações.

O fato é que a ferramenta vem ganhando a cada dia mais adeptos, e vem se tornando uma nova febre. Mas o que faz a ferramenta ser útil ou inútil? Simplesmente a visão que o usuário tem sobre ela, e o que o mesmo entende ser útil ou inútil. Mas e como lidar com a informação gerada por ela?

Segundo a pesquisa Pear Analytics, 40,5% das mensagens no Twitter são inúteis. A pesquisa classificou as mensagens em seis categorias: notícias, spam, auto-promoção, conversação, informações úteis e bobagem, sendo que esta última foi a vencedora.

Como quem decide o que seguir, e ter acesso as atualizações é o usuário, basta este classificar estes usuários e seguir apenas aqueles que possam ter alguma informação que o interesse. Não é nenhuma falta de respeito não seguir aquele amigo ou contato que está toda hora escrevendo “Que dia ensolarado” ou “Estou com dor de Barriga”. Caso haja alguma insistência, a opção “block “ não foi criada por enfeite. Cabe ao usuário também evitar de tecer comentários que considera desagradável, pois assim como você, outros seguidores também odeiam inutilidades.

O Twitter não é nenhuma utilidade inútil e muito menos uma inutilidade útil, basta apenas você seguir os princípios fundamentais da ferramenta, e manter uma boa vizinhança, para que ela se torne uma utilidade útil para você.

Caso você ainda não tem seu endereço, faça-o e bom proveito da ferramenta, ela poderá ser muito útil para você!