sábado, 13 de outubro de 2012

Mais um vexame e Go 2013!


Neste sábado, no Serra Dourada, o Inter despediu-se virtualmente e moralmente da Libertadores 2013 ao perder de virada por 3x1 para o Atlético-GO, lanterna do campeonato e virtual rebaixado, sob os olhares de 1.476 pagantes, cuja maioria era composta por colorados.

Qualquer sinônimo referente a vexame, vergonha poderia caracterizar a atuação e resultado do jogo de Goiânia. O Inter foi inferior ao time mandante do inicio ao fim da partida, porém teve a sorte de sair na frente com um gol de Fred na primeira etapa, após um lançamento primoroso de Ygor para a jovem revelação apenas desviar do goleiro Márcio. 

Esse lance foi o único motivo de alegria para o torcedor Colorado na partida, visto que no primeiro tempo time goiano teve maior posse de bola, volume ofensivo e conclusões. O time não conseguia segurar a bola na frente e pouco ameaçava o gol goiano. 

Rafael Moura, Dátolo e principalmente Bolatti fizeram uma péssima partida, sendo que este último quase entregou um gol de graça ao time goiano no primeiro tempo em um de seus vários passes errados. Dátolo não justificou o fato de ter começado como titular e ter deixado D’Alessandro no banco, produzindo muito pouco e saindo no intervalo para a entrada de seu compatriota, enquanto que Rafael Moura visivelmente fora de forma não conseguiu acertar uma jogada no ataque, chegando sempre atrasado ou adiantado, nos seus constantes lances de impedimento.

Apesar dos problemas, o primeiro tempo ainda deu para o gasto, pois o grande problema foi no segundo, quando o time levou a virada, com os gols de Adriano, Ricardo Bueno e Luciano. O primeiro foi com sorte, pois o meia chutou e a bola desviou no zagueiro Jackson e no rosto do atacante Felipe, enganando Muriel. No segundo, falha defensiva dos laterais colorados que deram espaços para o lateral Carlos surgir na direita e cruzar para Ricardo Bueno aparecer livre na esquerda para completar para as redes, enquanto que no terceiro, Luciano aproveitou um chutão do goleiro Márcio e com liberdade desviou de Muriel. 

Fernandão tentou colocar Dagoberto no lugar de Moura na segunda etapa e Otavinho no lugar de Bolatti, porém na prática não surtiu efeito algum. Na minha visão, Dagoberto deveria ter iniciado o jogo como titular no lugar do He-man, enquanto que não culpo a troca de D’Alessandro por Dátolo promovida por F9, já que este não estava bem. Porém a forma como o time perdeu mostra que o furo com o vestiário é bem maior que o imaginado, pois os poucos medalhões que ainda restaram no time foram os que apresentaram as piores atuações.  

Um momento emblemático da partida foi quando o áudio do Pay-Per-View captar uma bronca dada pelo goleiro Muriel no lateral Kléber, que além de não acatar, ainda respondeu com palavras de baixo calão, no sentido de Muriel ser jovem e que por isso teria que ficar quieto. Já não é a primeira do lateral esquerdo, que há poucos dias esteve envolvido em uma confusão com um torcedor em uma chegada do time do aeroporto após uma de suas más atuações. Kléber é um dos que precisam ser dispensados no final da temporada.

No mais, penso que esta derrota foi emblemática para se verificar que nenhum medalhão merece continuar no grupo para a próxima temporada. A reformulação terá que ser total, com apenas os jovens permanecendo, enquanto que outros jogadores deverão ser contratados para completar o grupo. 

O vestiário atual mostra-se viciado, e qualquer tentativa de manter um destes caros e experientes jogadores será um erro, pois muitos são da geração Mazembe, que já deveriam ter sido dizimados do grupo, mas que por uma estratégia diretiva acabaram permanecendo, além de ganhar outros jogadores experientes e sem ambição como companheiros, o que acabou caracterizando a “Zona de Conforto” anunciada por Fernandão. 

Ao contrário do Brasil, Argentina mostra a sua cara para 2014


Enquanto o Brasil de Mano Menezes engana o torcedor brasileiro ao golear Chinas e Iraques da vida, a Argentina de Alejandro Sabella mostrou a sua força ao vencer com naturalidade o Uruguai por 3x0 no Estádio das Malvinas, com direito a dois gols de Messi. 

Na partida, o time de Sabella não deu chances à Celeste uruguaia, se impondo desde o início da partida e ganhando com naturalidade. Destaque para a movimentação ofensiva da equipe, sobretudo do trio Di Maria, Agüero e Messi. O trio mostra um entrosamento capaz de fazer o time argentino jogar por música e aumentar a cotação da Seleção para a Copa de 2014. Enquanto isso, Sabella parece ter encontrado soluções para a sua defesa, setor mais deficiente da Argentina nos últimos anos, e que agora dá razoável segurança para a equipe, principalmente com os guardiões Mascherano e Fernando Gago. 

Recentemente o time argentino venceu o Brasil por 4x3 e a Alemanha por 1x0, em uma mostra de força de um trabalho de pouco mais de um ano, mas que já é mais efetivo que todo o processo de Mano Menezes, que se iniciou após a derrocada do Brasil na Copa de 2010. Além da participação nas eliminatórias sul-americanas, o time argentino conseguiu encaixar no período amistosos contra seleções mais fortes, o que vem consolidando o amadurecimento da seleção para a Copa do Mundo.

A Argentina encaminha-se como a mais forte seleção sul-americana para a Copa do Brasil na figura de Messi, atual melhor jogador do mundo pelo terceiro ano consecutivo e que com Sabella finalmente encontrou seu futebol na seleção. O Uruguai, melhor seleção do continente em 2010 e atual campeã da Copa América , está na fase decadente e ainda é uma incógnita para 2014, apesar de ter praticamente os mesmos nomes da última Copa. Colômbia e Equador mostram-se como surpresas, deixando o próprio Uruguai e o Chile para trás nas eliminatórias. 

O Brasil também é uma incógnita. Mano Menezes aposta em uma formação sem um centroavante de ofício, promovendo a volta de Kaká para o grupo e para o time titular como companheiro de Oscar, deixando Hulk e Neymar mais avançados. Contra o Iraque deu certo, porém só me convencerei em um confronto de mais respeito, uma palavra que parece não existir para o Brasil, que se submete a adversários medíocres e a situações constrangedoras como a de Resistência em troca de mil-réis.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Querendo ou não, um novo Inter está surgindo


Na última quarta-feira, o Internacional goleou o Atlético-MG no Beira-Rio por 3x0, gols de Jackson, Fred e Cassiano. Três nomes da nova geração e que ganharam espaço com a imposição do destino, que fez com que o agora treinador Fernandão necessitasse de soluções para os constantes desfalques do time ao longo do Brasileirão.

A boa vitória contra o então vice-líder do certame trouxe a ideia de um novo Inter, fruto de um necessário processo de renovação na qual as figuras clássicas e caras deverão (ou, pelo menos, deveriam) dar lugar a jovens jogadores, que ainda tem um longo caminho a trilhar e, que por isso, mostram muita vontade, disposição, qualidade e maturidade, este um elemento necessário para tornarem-se base no processo de renovação para 2013. 

Geralmente sou muito cético para avaliar um time conforme um jogo, porém posso afirmar que o confronto contra o Galo poderá ser considerado um “marco” do processo de renovação, necessário desde a derrocada contra o Mazembe, no Mundial FIFA de 2010, e que fora varrida para debaixo do tapete pela então direção do clube, que dramatizou ainda mais a situação ao negociar os jovens valores do grupo e repor com jogadores experientes, sem grande ambição no futebol. Não é atoa que Fernandão foi pontual ao caracterizá-los como membros de uma “Zona de Conforto”, com uma baixa relação de custo x benefício, já que oneram a milionária folha salarial do clube. 

O time de F9 terá uma sequencia contra os dois piores times do campeonato, além da oportunidade dar continuidade para Jackson e Cassiano, além de poder contar com Lucas Lima, outra grata surpresa deste grupo. Faltando 9 rodadas, o time está há 5 pontos do G4, o que ainda lhe dá alguma possibilidade de sonhar com a vaga para a Libertadores. Para isso, é necessário que Fernandão mostre o seu pulso firme e mantenha a formação mais renovada nesta reta final. 

Para 2013, além de promover a renovação definitiva do time titular com a saída de alguns jogadores do clube e algumas contratações pontuais, é necessário ao Internacional investir em um treinador experiente, que possa retomar a sequencia de títulos do clube.

sábado, 6 de outubro de 2012

Mais um empate no Brasileirão


Neste sábado, pela 28ª Rodada do Campeonato Brasileiro, o Internacional conquistou seu 12º empate na competição, desta vez contra o Santos na Vila Belmiro. 

Fernandão montou uma escalação mais ofensiva, comparado com os outros jogos fora de casa, com Dátolo e Fred no meio e Rafael Moura como companheiro de Forlán, já que tanto Damião quanto D’Alessandro estavam lesionados e não puderam atuar. Neste jogo, desfalque não era desculpa para o Inter, visto que o Santos também estava desfalcado, inclusive da principal peça ofensiva, Neymar, que é o melhor jogador em atividade no futebol brasileiro. 

O jogo começou morno, com o Inter tomando a iniciativa, mas sem ter grandes chances. Aos 15 minutos, na primeira grande chegada do Santos, o time da vila abriu o placar em uma tabela envolvendo Miralles e André, que sobrou para Bernardo chutar colocado e abrir o marcador, apesar de Muriel ter tocado na bola e quase conseguiu evitar o gol. 

O Santos passou a criar situações e quase marcou o segundo. Muriel teve muito trabalho e evitou um escore maior. Já o Inter desandou com os espaços dados pelo sistema ofensivo, além da baixa volúpia ofensiva, dependente da movimentação de Fred, já que Rafael Moura era uma peça nula, enquanto que Dátolo e Forlán se movimentavam pouco , o que facilitava a marcação santista.  

O time até terminou o primeiro tempo com maior posse de bola, porém era muito pouco produtivo. De registo, apenas algumas chegadas nos últimos minutos da primeira etapa em um momento de pressão, que chegou a ter um chute sem pulo de Ygor na trave direita do goleiro Rafael.

Para a segunda etapa, o treinador colorado colocou o atacante Cassiano, porém retirou Fred, que até então era o jogador mais produtivo do time colorado. Não compreendi a opção, pois F9 poderia ter retirado qualquer outro elemento ofensivo. Apesar desta divergência, a alteração surtiu efeito, pois Cassiano trouxe uma melhor movimentação e viria a marcar o gol de empate aos 5 minutos, após cruzamento de Dátolo.   

A melhora foi tão satisfatória que Dátolo e Forlán passaram a se movimentar mais, e o time empilhava chances para virar a partida, obrigando Muricy a mexer no time. Uma das mexidas foi a entrada do argentino Pato Rodríguez, que também entrou bem no jogo, melhorando o Santos e deixando o duelo aberto. Porém foi o Inter que tentou a pressão final, mas sem sucesso, pois o time não teve nenhuma grande chance para marcar o gol da vitória.

O Inter até tentou, mas não conseguiu vencer o limitado time do Santos. Cassiano foi o destaque do time, e pelo menos evitou mais uma derrota jogando fora de casa. No mais, o time não fez um grande jogo, rendendo um misto de aplausos e vaias dos torcedores colorados presentes na Vila Belmiro. Como Vasco e São Paulo venceram na rodada, o time praticamente deu adeus à vaga para a Libertadores e já deve começar a projetar o seu 2013 sem a competição. 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

E a Resistência apagou...


Depois de muito tempo sem comentar nada no blog por pura falta de tempo, volto a atualizá-lo com um dos maiores micos de 2012. 

O Superclássico das Américas, uma competição que envolve Brasil x Argentina com times formados por jogadores que atuam em seus respectivos países, não foi realizado em virtude de uma insuficiência de energia elétrica no acanhado estádio Centenário, que abriga um clube da quarta divisão argentina.  

A competição é tida no Brasil, pela emissora promotora do evento, como um espetáculo que vale Taça/Título, porém na Argentina não goza do mesmo prestígio, já que razões políticas forçaram a realização do jogo na província de Chaco, que é governada por um dos principais aliados políticos da presidente argentina Cristina Kirchner, que vem dando uma grande mão aos clubes argentinos, assolados por enormes dívidas. 

Segundo informações extraoficiais o problema de energia elétrica foi causado por um choque do ônibus brasileiro em um dos postes de energia elétrica nas proximidades do estádio, que comprometeram a geração de energia do local da partida. O árbitro da partida esperou sem sucesso por cerca de uma hora a possibilidade de restabelecer a energia, o que o levou a cancelar o confronto, completando o grande mico desta noite em Resistência.

Mano Menezes escalaria um time “sem pé e sem cabeça”, composto por três volantes e tendo apenas Lucas e Neymar como figuras mais ofensivas, já que o centroavante do Internacional Leandro Damião ficaria no bando de reservas. Esta formação tinha tudo para dar errado, porém pode-se dizer que o Motorista do ônibus da seleção o salvou ao causar o incidente na chegada do Brasil.

Não importa se é apenas um selecionado alternativo de Brasil x Argentina. É um clássico que chama a atenção da imprensa mundial, e que certamente será noticiado negativamente nos principais jornais mundiais. São fatos como estes que mostram a disparidade entre o futebol sul-americano com o praticado na Europa. 

Sou contra a realização deste “Superclássico das Américas” pelo fato de já haver um número grande de jogos no calendário nacional, ainda mais com a tentativa desesperada dos promotores em transformá-lo em um grande evento, já que é necessário justificar o investimento. 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Tudo igual e decisão no RJ


No primeiro jogo das oitavas-de-final entre Inter x Fluminense, a rede não balançou, deixando o confronto em aberto para o duelo do Rio de Janeiro daqui a 15 dias, onde quem vencer se classifica, com o Inter tendo a vantagem do empate com gols e um novo 0x0 levaria aos pênaltis.

Pode-se dizer que foram dois jogos dentro de um, visto que o primeiro tempo contrastou com o segundo. Na primeira etapa, não houve jogo, visto que o Inter tinha seus crônicos problemas de articulação e não conseguia evoluir da intermediária ofensiva, perdendo facilmente a jogada. O Fluminense de Abel parecia postado para segurar o 0x0 até o fim do jogo, pois o time não agrediu o adversário e não se esforçou para tentar marcar gols fora de casa, apesar de ter tido algumas chances importantes, principalmente na primeira etapa.

O Inter, que já estava desfalcado, veio a perder Kléber ainda no primeiro tempo com uma lesão muscular, e Dagoberto no intervalo, também por problemas físicos. Entraram Fabrício e Jajá, que trouxeram uma nova dinâmica ao segundo tempo, quando  o Inter agrediu o Fluminense no início da etapa final, tendo os seus melhores momentos na partida. Damião teve uma chance de ouro para marcar cara-a-cara com Cavallieri, porém não conseguiu desviar do goleiro, e logo após, o centroavante foi  derrubado por Edinho, em uma penalidade que Dátolo desperdiçou, ao bater no canto adivinhado pelo goleiro fluminense. 

Depois de cerca de 15 minutos de pressão do Inter, o jogo caiu, voltando ao patamar da primeira etapa, onde o Fluminense controlava com certa tranquilidade o jogo no meio-campo. Dorival promoveu a ultima cartada com a entrada de Jô, fazendo com que o Inter utilizasse o modo abafa nos últimos minutos. O atacante até teve a melhor chance do fim do jogo, porém acertou a trave esquerda de Cavalieri, não impedindo o empate em 0x0.

Para o jogo da volta, resta ao Inter tentar recuperar D’Alessandro, apesar desta hipótese ser praticamente descartada. Sem o argentino e Oscar, o Inter fica muito previsível no meio-campo, o que acabará dificultando ainda mais as coisas para o jogo da volta , onde uma rápida jogada de contra-ataque poderia ser decisiva contra o Fluminense, que deverá se arriscar mais em busca de gols.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Bayern confirma final alternativa


Se na primeira semifinal o Chelsea surpreendeu o Barcelona e se transformou na zebra desta edição da Champions League ao eliminar o time espanhol e se classificar para a final, a mesma coisa não pode ser dita no outro confronto, onde o Bayern eliminou o favorito Real Madrid, porém sem zebras, afinal o time alemão mostrou a sua qualidade e jogou de igual para igual com os merengues em pleno Bernabéu.

O jogo da volta marcou um regresso do Bayern a um passado não tão distante, quando perdeu para a Internazionale de Mourinho a final da Champions League 2009/10 que fora disputada no Bernabéu, e teve a chance de se redimir no palco contra o treinador que evitou o pentacampeonato, mas para isso teria que manter a vantagem contra uma equipe superior, que é capaz de fazer frente ao Barcelona. 

E o time bávaro não conseguiu manter a vantagem por muito tempo, pois passou por um período inicial turbulento, e quando efetivamente se acordou para a partida, já estava perdendo por 2x0 em gols de Cristiano Ronaldo aos 5 de pênalti e aos 14 em uma falha defensiva alemã. O Bayern perdera duas grandes chances, porém na sua terceira chegada forte, viria a ser beneficiado por um pênalti cometido por Pepe em Mario Gómez, que Robben tratou de cobrar no canto direito de Casillas para descontar.

O Bayern tomou conta do jogo, mostrando soluções ofensivas contra o insosso Real, que parecia ter jogado tudo que prometia para a partida nos primeiros 15 minutos, levando pouca vantagem no sistema defensivo alemão, que ainda vazava no primeiro tempo e oferecia espaço para o time espanhol, enquanto que na frente o Bayern assustava o Real Madrid, exigindo boas defesas de Casillas.

O panorama do jogo ao longo do primeiro tempo, segundo e boa parte da prorrogação foi com o domínio de posse de bola do Bayern de Munique, enfrentado um Real Madrid cada vez mais cansado em decorrência do esforço que foi a batalha do último final de semana contra o Barcelona no Camp Nou, e que parecia querer que o tempo passasse para que a disputa de pênaltis chegasse, o que acabou ocorrendo, apesar de todas as chances que o time bávaro teve ao longo da segunda etapa, e que pela incompetência de seus atacantes poderiam ter custado a tão sonhada classificação. 

O Real Madrid notou a satisfação do Bayern pelo resultado que levava a uma disputa de pênaltis e apertou na prorrogação, porém a falta de perna evitou que o time tivesse alguma possibilidade de liquidar o confronto, pois um gol alemão seria letal em virtude do incompreensível critério de gol qualificado fora de casa. Como ambos pareciam satisfeitos e resignados com os pênaltis, o desempate foi necessário.

Nas cobranças, muitos erros de ambos os lados. Foram cinco cobranças desperdiçadas em nove cobradas, onde o herói Cristiano Ronaldo virou vilão, ao telegrafar uma cobrança que Neuer buscou no canto direito. O brasileiro Kaká, que entrara na segunda etapa, também cobrou no mesmo canto do português, e Neuer defendeu sem nenhum problema. O Bayern parecia querer colocar tudo a perder com duas cobranças displicentes de Kross e Lahm que Casillas defendeu, porém quando o time merengue esteve na eminencia de empatar o confronto, Sérgio Ramos bateu como Elano, isolando a grande chance e a classificação, que foi formalizada por Schweinsteiger 

Bayern e Chelsea. Se algum apostador tivesse montado esta final, provavelmente estaria fazendo festa com os dividendos obtidos pelo seu jogo de azar, que hoje foi de sorte. Na final, não há como negar o favoritismo do Bayern, que tem um time mais equilibrado e qualificado que o Chelsea, além de jogar em casa, visto que a decisão de 2012 será na Allianz Arena, casa do Bayern em Munique. Para a dupla da Espanha, além de estancar o choro pelas doloridas eliminações, fica a reflexão por esta dupla derrocada, que transformou um grande sonho em um terrível pesadelo.