O Brasil não fez uma partida exuberante do ponto de vista técnico, porém mostrou mais time que a França e mereceu a vitória por 3x0, gols de Oscar, Lucas e Hernanes. Era a vitória que faltava para que o selecionado de Felipão ganhasse confiança para a Copa das Confederações, além de uma trégua aos olhos dos críticos em virtude dos maus resultados das partidas anteriores. De quebra ainda quebrou tabus, sendo um de não vencer o selecionado francês há 20 anos, além de vencer uma seleção campeã mundial depois de 4 anos.
Na primeira etapa, o Brasil não conseguiu encaixar o meio-campo, além de não mostrar soluções ofensivas, o que facilitou a marcação francesa, que se aproveitou do descontrole emocional brasileiro para dominar a posse de bola e chegar com perigo. Pra falar a verdade, o placar parcial foi justo, tendo em vista que nenhum time fez por merecer entrar no intervalo vencendo.
Felipão não alterou o time no intervalo, e o jogo estava no mesmo panorama, até que aos 8 minutos surgiu o primeiro gol brasileiro, depois de uma roubada de bola (faltosa) de Luís Gustavo em Giroud, que tocou para Fred achar Oscar livre para abrir o placar.
A França até tentou reagir, e por pouco não empatou, porém aos poucos foi reduzindo o seu volume de jogo em virtude do cansaço físico, enquanto que Felipão, remediado com os últimos maus resultados, resolveu colocar Lucas, Fernando e Hernanes, deixando o time com três volantes e com jogadores leves no ataque para jogar recuado explorando os contra-ataques.
E foi em dois contra-ataques que originaram os gols que geraram o confortável placar na Arena gremista: Aos 39, Lucas achou Neymar que serviu Hernanes para marcar o segundo, enquanto que já nos acréscimos, Marcelo conseguiu uma ótima jogada individual e foi derrubado na área, em um pênalti que foi bem cobrado por Lucas: 3x0.
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Hernanes parece ter retomado o seu espaço na Seleção, tendo em vista que chegou a ser escalado como titular, mas em 2011, em um amistoso contra a própria França, se queimou com o então treinador Mano Menezes ao arranjar uma expulsão e contribuir para a derrota da Seleção naquele jogo.
Lucas foi outro que entrou bem na partida, enquanto que Neymar e Fred foram os destaques negativos. O centroavante do Fluminense vem sofrendo de um problema físico, enquanto que Neymar, talvez deslumbrado com toda a mídia e transferência para o Barcelona, vem atuando abaixo da crítica e, a certo ponto, prejudica a Seleção Brasileira no setor ofensivo.
Um dos grandes destaques do time de Felipão foi a compactação em campo, com marcação na saída de bola do adversário. Um dos lances mais evidentes foi a saída errada do goleiro francês Lloris, que por pouco não gerou um gol, se Neymar tivesse uma melhor tranquilidade para definir a jogada.
Porém deve-se ter cautela para analisar a vitória e uma possível evolução da Seleção, já que a França de Deschamps tinha os desfalques de Ribery e Nasri, e até marcou bastante enquanto teve fôlego, porém não estava em clima de competição, o que acabou facilitando o jogo do Brasil na segunda etapa. Na primeira etapa criou dificuldades para o Brasil e isso não pode ser desprezado, apesar do placar amplo a favor do Brasil.










A falta de energia elétrica parecia ser uma forçada atitude em tentar encobrir o deplorável estado do gramado do estádio Nacional D'Angondje Libreville, comparável aos piores campos de várzea gaúchos no auge do inverno.
No primeiro, Sandro entrou de sola e aproveitou um rebote da zaga gabonesa, que queria a todo o custo marcar contra tamanha a falta de qualidade. Já no segundo, Hernanes aproveitou o rebote do goleiro Ebang em um chute de Jonas para marcar de cabeça. Poderia ter sido mais, se o Brasil não desperdiçasse tantas chances principalmente na primeira etapa, já que na segunda pouco fez, assim como o Gabão em todo o jogo. Os africanos, para dizer que não fizeram nada, bateram bastante, e o máximo que conseguiram ao longo do jogo foi uma bola no travessão com Madinda.
Mano Menezes escalou o portista Hulk como companheiro de ataque de Neymar e Lucas, deixando o time em seu 4-3-3 utilizado nos últimos jogos, em que fora marcado pela sobreposição de alguns jogadores pelas suas características, que mais atrapalham do que somam devido ao cacoete de posicionamento de cada um. Um exemplo é Ronaldinho, que de ponta esquerda tem que jogar como articulador para que Neymar jogue na função, o que lhe faz perder posicionamento e o tornar descartável no esquema de Mano. 































