Mostrando postagens com marcador Amistosos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amistosos. Mostrar todas as postagens

domingo, 9 de junho de 2013

Brasil vence e alenta o torcedor

O Brasil não fez uma partida exuberante do ponto de vista técnico, porém mostrou mais time que a França e mereceu a vitória por 3x0, gols de Oscar, Lucas e Hernanes. Era a vitória que faltava para que o selecionado de Felipão ganhasse confiança para a Copa das Confederações, além de uma trégua aos olhos dos críticos em virtude dos maus resultados das partidas anteriores. De quebra ainda quebrou tabus, sendo um de não vencer o selecionado francês há 20 anos, além de vencer uma seleção campeã mundial depois de 4 anos.

Na primeira etapa, o Brasil não conseguiu encaixar o meio-campo, além de não mostrar soluções ofensivas, o que facilitou a marcação francesa, que se aproveitou do descontrole emocional brasileiro para dominar a posse de bola e chegar com perigo. Pra falar a verdade, o placar parcial foi justo, tendo em vista que nenhum time fez por merecer entrar no intervalo vencendo.

Felipão não alterou o time no intervalo, e o jogo estava no mesmo panorama, até que aos 8 minutos surgiu o primeiro gol brasileiro, depois de uma roubada de bola (faltosa) de Luís Gustavo em Giroud, que tocou para Fred achar Oscar livre para abrir o placar. 

A França até tentou reagir, e por pouco não empatou, porém aos poucos foi reduzindo o seu volume de jogo em virtude do cansaço físico, enquanto que Felipão, remediado com os últimos maus resultados, resolveu colocar Lucas, Fernando e Hernanes, deixando o time com três volantes e com jogadores leves no ataque para jogar recuado explorando os contra-ataques. 

E foi em dois contra-ataques que originaram os gols que geraram o confortável placar na Arena gremista: Aos 39, Lucas achou Neymar que serviu Hernanes para marcar o segundo, enquanto que já nos acréscimos, Marcelo conseguiu uma ótima jogada individual e foi derrubado na área, em um pênalti que foi bem cobrado por Lucas: 3x0.

Terra
Hernanes parece ter retomado o seu espaço na Seleção, tendo em vista que chegou a ser  escalado como titular, mas em 2011, em um amistoso contra a própria França, se queimou com o então treinador Mano Menezes ao arranjar uma expulsão e contribuir para a derrota da Seleção naquele jogo.  

Lucas foi outro que entrou bem na partida, enquanto que Neymar e Fred foram os destaques negativos. O centroavante do Fluminense vem sofrendo de um problema físico, enquanto que Neymar, talvez deslumbrado com toda a mídia e transferência para o Barcelona, vem atuando abaixo da crítica e, a certo ponto, prejudica a Seleção Brasileira no setor ofensivo.

Um dos grandes destaques do time de Felipão foi a compactação em campo, com marcação na saída de bola do adversário. Um dos lances mais evidentes foi a saída errada do goleiro francês Lloris, que por pouco não gerou um gol, se Neymar tivesse uma melhor tranquilidade para definir a jogada. 

Porém deve-se ter cautela para analisar a vitória e uma possível evolução da Seleção, já que a França de Deschamps tinha os desfalques de Ribery e Nasri, e até marcou bastante enquanto teve fôlego, porém não estava em clima de competição, o que acabou facilitando o jogo do Brasil na segunda etapa. Na primeira etapa criou dificuldades para o Brasil e isso não pode ser desprezado, apesar do placar amplo a favor do Brasil. 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

E a Resistência apagou...


Depois de muito tempo sem comentar nada no blog por pura falta de tempo, volto a atualizá-lo com um dos maiores micos de 2012. 

O Superclássico das Américas, uma competição que envolve Brasil x Argentina com times formados por jogadores que atuam em seus respectivos países, não foi realizado em virtude de uma insuficiência de energia elétrica no acanhado estádio Centenário, que abriga um clube da quarta divisão argentina.  

A competição é tida no Brasil, pela emissora promotora do evento, como um espetáculo que vale Taça/Título, porém na Argentina não goza do mesmo prestígio, já que razões políticas forçaram a realização do jogo na província de Chaco, que é governada por um dos principais aliados políticos da presidente argentina Cristina Kirchner, que vem dando uma grande mão aos clubes argentinos, assolados por enormes dívidas. 

Segundo informações extraoficiais o problema de energia elétrica foi causado por um choque do ônibus brasileiro em um dos postes de energia elétrica nas proximidades do estádio, que comprometeram a geração de energia do local da partida. O árbitro da partida esperou sem sucesso por cerca de uma hora a possibilidade de restabelecer a energia, o que o levou a cancelar o confronto, completando o grande mico desta noite em Resistência.

Mano Menezes escalaria um time “sem pé e sem cabeça”, composto por três volantes e tendo apenas Lucas e Neymar como figuras mais ofensivas, já que o centroavante do Internacional Leandro Damião ficaria no bando de reservas. Esta formação tinha tudo para dar errado, porém pode-se dizer que o Motorista do ônibus da seleção o salvou ao causar o incidente na chegada do Brasil.

Não importa se é apenas um selecionado alternativo de Brasil x Argentina. É um clássico que chama a atenção da imprensa mundial, e que certamente será noticiado negativamente nos principais jornais mundiais. São fatos como estes que mostram a disparidade entre o futebol sul-americano com o praticado na Europa. 

Sou contra a realização deste “Superclássico das Américas” pelo fato de já haver um número grande de jogos no calendário nacional, ainda mais com a tentativa desesperada dos promotores em transformá-lo em um grande evento, já que é necessário justificar o investimento. 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Péssima atuação “presenteada” com vitória


Na estreia da temporada 2012, o Brasil voltou a mostrar o mais do mesmo, com uma atuação digna de dar sono ao telespectador. Porém foi presentado com uma vitória no fim do jogo, com um gol contra, que pelo menos dará pontos para que a Seleção suba do inconveniente, mas real sétimo lugar do Ranking da FIFA.

Mano começou o jogo com uma surpresa chamada Hernanes, enfiado bem na ponta direita de um esquema 4-2-3-1 torto, que era facilmente confundível com um meio em losango,  visto que Sandro ficava centralizado, Fernandinho mais para a esquerda, enquanto Ronaldinho Gaúcho ficava centralizado bem no meio-campo, melhor posição possível para se assistir a um jogo, como fez o atual ex-jogador em atividade, que parecia nem ligar que estava defendendo a Seleção Brasileira, fazendo apenas número para a Súmula até aos 18 do segundo tempo, quando Mano Menezes se deu conta de sua (in)existência. 


Até estes primeiros 62 minutos de jogo, o Brasil havia aberto o placar logo aos 3 minutos em uma jogada de laterais. Primeiro Daniel Alves, que recebeu de Neymar, trombou à vontade com um zagueiro bósnio, levando vantagem e conduzindo em direção ao meio até encontrar a penetração de Marcelo para chutar cruzado e marcar. Pode-se dizer que esta jogada foi uma das raras jogadas do Brasil em todo o jogo. 

O Brasil dominou desde o início a posse de bola, porém era aquele toque intermediário improdutivo, que pouco perigo oferecia ao adversário. A Bósnia mostrava maior organização, e quando queria, chegava fácil ao ataque, conseguindo o empate na primeira jogada, aos 12 minutos, quando Ibišević recebeu na entrada da área, foi conduzindo sem resistência de David Luiz, que deu todo o espaço para o meia-atacante concluir rasteiro e contar com frangaço de Júlio César, que perdeu o tempo da bola e deixou ela passar sobre o seu corpo.

A Bósnia poderia ter virado o jogo ainda na primeira etapa, em conclusões perigosas de Misimovic e Pjanic, enquanto que o Brasil limitou-se a duas conclusões de Damião em cima do goleiro, sendo que em uma delas quase que Hernanes marcou no rebote. No mais, era o toque improdutivo, e quando a bola chegava à Neymar, ou o atacante levava vantagem e era caçado sem piedade, ou acabava desarmado e armava o contra-ataque do adversário.

O Brasil mostrou alguma evolução somente após as entradas de Elias e Ganso nos lugares de Sandro e Ronaldinho Gaúcho aos 12 e 18 minutos da segunda etapa. O toque de bola ficou mais consistente no campo de ataque, com o time conseguindo chegar com maior facilidade à área adversária.  Depois o treinador colocou Hulk e Lucas nos lugares de Hernanes e do sumido Damião, que teve uma atuação condizente ao que vem atuando no Internacional. À rigor, em toda a segunda etapa, o Brasil teve apenas uma finalização de Neymar nas mãos do goleiro, oriunda de uma jogada individual do atacante já dentro da grande área, e quando o jogo parecia que iria terminar empatado, o zagueiro Papac escorou um chute cruzado de Hulk contra seu próprio patrimônio, dando um presente de grego ao seu torcedor a ao Brasil, já que esta vitória mascará a péssima atuação na Suíça.

Entra e sai temporada, e segue o dilema na Seleção Brasileira. Mano Menezes conseguirá resistir até a Copa do Mundo? O treinador tem o direito de se lamentar em não ter jogadores afirmados, com exceção de Thiago Silva, Neymar e Marcelo, porém parece não se esforçar para tentar formar um time, com um esquema tático definido e utilizando os melhores jogadores do momento. 

Já não havia compreendido a não convocação de Oscar e Kaká, além de Ganso ser preterido e lembrado apenas em meio ao segundo tempo. Ronaldinho gaúcho teve quase 65 de jogo para enganar e conseguir arrancar vaias dos frios suíços em sua saída. O contestado Robinho, que voltou a gastar a bola no Milan não é sequer lembrado em seu melhor momento, enquanto era bancado quando está em má fase. A defesa preocupa, visto que Thiago Silva ainda não ganhou um companheiro à altura, enquanto o meio-campo é muito burocrático, fazendo a inexpressiva seleção Bósnia fazer frente ao Brasil.

Vitória mais para se lamentar do que para ser celebrada, visto que a visível falta de evolução será mascarada por um gol contra, que deu a quinta vitória consecutiva da Seleção Brasileira. Alguém se lembra quem eram os outros quatro adversários? 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Um brinde à harmonia do Grupo


Nesta terça-feira, Mano Menezes convocou a Seleção Brasileira que enfrentará a Bósnia e Herzegovina no próximo dia 28, em St. Gallen, na Suíça.

O treinador brasileiro buscou manter a base de suas últimas convocações, mesmo que nela constem atletas que estão em má fase em seus clubes, além de se esquecer de outros bons jogadores que merceariam uma vaga por estar em melhor situação.


O meio-campo é o setor que contém o maior número de jogadores em má fase, e que Mano Menezes teria outras boas opções para chamar. Lucas não começou bem o ano no tricolor paulista, assim como Ganso e Ronaldinho vêm de má fase desde o fim da última temporada em seus respectivos clubes, o que acaba trazendo preocupação contra a Bósnia, que por pouco não se classificou para a Eurocopa, e tem no atacante Džeko do Manchester City a principal referência. Por que não Oscar (Internacional), Thiago Neves (Fluminense) e/ou Kaká (Real Madrid)?

Há outros nomes que poderiam ser questionados como Sandro, que vem de lesão no Tottenham e Alex Sandro, que não tem atuado regularmente no Porto. O treinador deve ter convocado o ex-santista em função do projeto olímpico, assim como o goleiro Rafael do Santos, que poderá ser o titular nas olimpíadas. Já para volantes, Mano não pode contar com Lucas, Anderson e Ramires lesionados, e optou por não chamar ninguém do Corinthians, além de o mercado Brasileiro não oferecer nenhum nome indiscutível para ser chamado na função, o que a deixou com nomes que não empolgam à primeira vista.

No mais, não há muito o que se discutir. O país mostra não ter grandes nomes no cenário internacional, além de possuir algumas incógnitas jogando no país. Hoje, pode-se dizer que apenas Neymar está afirmado, apesar de ainda não estar em um nível top no cenário mundial. Não foi atoa que, uma vez apertado o cinto no mercado europeu, poucos jogadores brasileiros rumaram ao velho continente. 

Milagre econômico no Brasil? Me engana que eu gosto, pois alguns clubes não tem dinheiro sequer para pagar os salários dos jogadores em dia.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Precisava ter passado por isso?

Seria irracional e uma perda de tempo tentar caracterizar o que foi o amistoso entre Gabão e Brasil desta quinta-feira. Mais fácil dizer que não houve jogo, pois não havia adversário, não havia gramado e por pouco nem houve a partida, devido à falta de luz que a atrasou em 18 minutos.

A falta de energia elétrica parecia ser uma forçada atitude em tentar encobrir o deplorável estado do gramado do estádio Nacional D'Angondje Libreville, comparável aos piores campos de várzea gaúchos no auge do inverno.

Para completar a “festa”, um Brasil desconhecido, formado por jogadores em ascensão e que jogam futebol europeu, deixando o publico africano desinteressado em não poder ver jogadores como Neymar, Ronaldinho Gaúcho e Kaká em campo, sendo que este último chegou a ser convocado, mas não pôde atuar. Os poucos que se aventuraram a assistir o que se pode chamar de jogo, puderam ver jogadores como Sandro, Hernanes e Elias, que se destacaram na primeira etapa, onde saíram os gols da vitória brasileira.

No primeiro, Sandro entrou de sola e aproveitou um rebote da zaga gabonesa, que queria a todo o custo marcar contra tamanha a falta de qualidade. Já no segundo, Hernanes aproveitou o rebote do goleiro Ebang em um chute de Jonas para marcar de cabeça. Poderia ter sido mais, se o Brasil não desperdiçasse tantas chances principalmente na primeira etapa, já que na segunda pouco fez, assim como o Gabão em todo o jogo. Os africanos, para dizer que não fizeram nada, bateram bastante, e o máximo que conseguiram ao longo do jogo foi uma bola no travessão com Madinda.

No mais, apenas lamentações à CBF, que protagonizou uma #vergonhaalheia do Brasil no cenário Internacional, mostrando que a decadência da seleção nacional não passa apenas por aspectos técnicos. O Fim de jogo foi um “Deus nos acuda” em virtude de eminentes lesões, devido ao estado do gramado e também da predisposição dos africanos em bater.

No fim das contas, entre mortos e feridos, salvaram-se todos.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Mais sorte do que juízo

Em um jogo que a Seleção Brasileira deveria convencer para reduzir a ferocidade das criticas sobre o trabalho de Mano Menezes, o time conseguiu uma vitória histórica de virada com um jogador a menos e depois de ter defendido um pênalti. Mesmo assim, seguiu sem jogar bem, dependendo das individualidades de Jefferson, Ronaldinho Gaúcho e Marcelo para conseguir a vitória.

Mano Menezes escalou o portista Hulk como companheiro de ataque de Neymar e Lucas, deixando o time em seu 4-3-3 utilizado nos últimos jogos, em que fora marcado pela sobreposição de alguns jogadores pelas suas características, que mais atrapalham do que somam devido ao cacoete de posicionamento de cada um. Um exemplo é Ronaldinho, que de ponta esquerda tem que jogar como articulador para que Neymar jogue na função, o que lhe faz perder posicionamento e o tornar descartável no esquema de Mano.

Outro exemplo especifico nessa partida foi Lucas, que se sobrepôs à Neymar e Hulk, já que ambos tendiam a cair pelos flancos, sobrando só o meio ao leve jogador, que também não tinha o cacoete de jogar de costas para o gol, tornando-se outra figura descartável.

Com quatro jogadores ocupando o espaço perfeitamente exercível por dois atletas, faltaram jogadores em outras posições importantes como a articulação, que fez com que o Brasil tivesse enormes dificuldades contra os mexicanos. Foram os adversários que dominaram a primeira etapa, chegando ao gol logo aos 9 minutos, quando Barrera cruzou na ponta direita e o zagueiro David Luiz ao tentar cortar fez um gol contra. Para piorar, pênalti de Daniel Alves em Giovani dos Santos e com o lateral direito sendo expulso por reclamação.

Bastaria ao México marcar o segundo gol e definir a partida, já que contaria toda a segunda etapa com um jogador a mais e um escore de dois gols, porém os ares começavam a mudar para o Brasil, já que Jefferson buscou no canto direito a cobrança de Guardado, levando o Brasil com apenas um gol de desvantagem para a segunda etapa.

Mas a tarefa de uma reação era difícil, pois nada taticamente faria com que o mais otimista torcedor brasileiro acreditasse em uma virada, pois a equipe não funcionava no ponto de vista coletivo. Menos mal que o México se contentou com a vitória parcial, e o Brasil começou a atacar na base do fórceps, e a individualidade salvaria a Seleção Canarinho de mais um fracasso.

Primeiro saiu o empate com Ronaldinho Gaúcho cobrando falta na gaveta do goleiro Sánchez aos 33, e quatro minutos depois, o ex-relegado lateral esquerdo Marcelo arrancaria da intermediária, tabelando com Neymar e se livrando de quem lhe aparecesse pela frente para virar a partida para o Brasil. Já lá atrás, quando foi preciso, Jefferson apareceu novamente, fechando o gol para a heroica vitória do Brasil.

O Brasil conquista o seu quinto jogo de invencibilidade, porém sem um futebol que o credencie a alçar altos voos na Copa de 2014. Os problemas são muitos, e a cada jogo tornam-se mais acentuados, com o time de Mano Menezes dependendo de lances de individualidades, que nem sempre irá salvá-lo. Quanto à hoje, destaques para Marcelo, Hulk e o goleiro Jefferson. Ambos parecem ter consolidando o espaço no grupo de Mano.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Brasil vence desafio com lapsos de bom futebol

Nesta quarta-feira, a Seleção Brasileira foi campeã (?) do superplástico das Américas, que consistiu em um duelo de ida e volta contra a Argentina no ressuscitamento da antiga Copa Rocca, com o critério estabelecendo apenas a utilização de jogadores que atuam em atuam nos dois países.

Jogo muito fraco no primeiro tempo, com o 4-3-3 brasileiro tendo o mesmo problema de ligação visto no jogo de Córdoba, já que Ronaldinho Gaúcho sempre se destacou na ponta esquerda, cedendo seu lugar preferido à Neymar, enquanto Lucas ficou na direita e Borges centralizado.,

A seleção jogava para o torcedor com algumas jogadas de efeito, porém viveu toda a primeira etapa apenas de um único lance, provido da habilidade de Lucas, que serviu Borges na direita e este cruzou para seu companheiro de Santos Neymar, que livre de marcação furou na bola e desperdiçou a chance de colocar o Brasil na frente.

Na segunda etapa o panorama do jogo era igual, até ocorrer o lance do gol brasileiro com Lucas aos 8, curiosamente logo após o primeiro grande lance de ataque dos argentinos. O mérito foi do lateral direito Danilo, que lançou o são-paulino em velocidade, com este tendo toda a calma para deslocar o goleiro.

O gol fez a Argentina abrir, e então o Brasil ganhou tranquilidade e pôde fazer o seu jogo voltado ao contra-ataque, arma que Mano Menezes tem desde os tempos de Grêmio, quando pude analisar melhor a sua esquematização. O Brasil começou então a atacar mais, porém sem concluir a gol, tanto que a segunda conclusão foi aos 30 minutos, no segundo gol marcado por Neymar após cruzamento do recém-promovido Diego Souza.

Depois, foi um espetáculo de jogadas individuais de Neymar e Ronaldinho Gaúcho para que os mais de 35 mil pagantes pudessem gritar “Olé”, e “é Campeão” após o apito final do arbitro uruguaio Jorge Larrionda.

Mano Menezes acabou salvando por mais um tempo o seu emprego, que a CBF nunca teve como ameaçado, além de ganhar um tempo de tranquilidade para trabalhar e testar no grupo principal jogadores que se destacaram neste desafio.

Porém não fico tão eufórico com essa vitória, pois o Brasil ganhou de quem?

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Pitacos: Duas convocações em uma

Como fora compromissado, Mano Menezes anunciou nesta quinta-feira a convocatória para o jogo da volta do Superclássico das Américas diante da Argentina, além de uma segunda lista para os amistosos contra a Costa Rica e México, com esta podendo constar jogadores que atuam no exterior, por se tratar de uma data FIFA.

Eis a lista para o Superclássico das Américas:


Mano Menezes manteve a base, apenas alterando alguns nomes como na saída do lesionado Damião, além dos flamenguistas Renato e Thiago Neves e do palmeirense Henrique, que não estão em boa fase. Em seus lugares, foram chamados Emerson, Elkeson e Diego Souza, destaques de Coritiba, Botafogo e Vasco respectivamente, além de chamar Borges, o goleador do Campeonato Brasileiro com 18 gols.

Ainda tenho ressalvas a esta lista, como a do lateral esquerdo Kléber, enquanto estou de olho no atacante Fred, que voltou a jogar bem no Fluminense, porém ainda considero um exagero insistir tanto no nome do jogador, que vem de passagens ruins pela Seleção, além de ainda não ter uma sequência regular no próprio clube carioca.

Já a lista para os amistosos contra Costa Rica e México



Mano Menezes seguiu a sua linha de convicção, mantendo a base das últimas convocatórias, além de promover experiências com jogadores em idade olímpica, como o atacante Kléber do Porto, o lateral Fábio do Manchester United e o goleiro Neto da Fiorentina.

Kléber e Jonas ocuparam os lugares dos lesionados Pato e Damião, além de Oscar ocupar o lugar de Ganso. Hernanes finalmente voltou a ser convocado, enquanto o treinador premiou Réver com esta convocatória “internacional”, devido a suas grandes atuações com a camisa do Atlético-MG, e também por ter sido uma “cria” do treinador na época do Grêmio.

Imagino que o intuito desta convocatória fora na tão clamada renovação, pois neste aspecto a imprensa pega pesado com o treinador, já que este em um ano de trabalho ainda não conseguiu construir uma base sólida para 2014 que faça o povo acreditar em uma boa Campanha na Copa.

Vale ressaltar que os convocados que jogam em clubes brasileiros deverão perder duas rodadas do Campeonato Brasileiro, por este não seguir o calendário da FIFA.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Pobre jogo, que foi resumido a uma jogada

O primeiro, de um total de dois duelos entre Brasil e Argentina pela Copa Rocca, não cairá totalmente no ostracismo por uma jogada espetacular de Leandro Damião aos 31 minutos da segunda etapa, que aplicou uma lambreta desconcertante em Emiliano Papa, acertando a trave direita do goleiro Orion.

Esta foi a grande jogada da partida e merecedora de créditos e repercussão, ficando apenas a lamentação de não ter transcorrido em gol. Leandro Damião acertaria a trave mais uma vez, aos 12 da primeira etapa, na que talvez tenha sido a única boa jogada de Neymar em toda a partida.


No mais, o jogo foi um marasmo total. Mano Menezes escalou alguns jogadores muito experientes como Kléber e Renato Abreu, que participaram ativamente do fracasso coletivo que fora o selecionado brasileiro. Para acomodar Neymar, Ronaldinho e Damião, o treinador escalou um tripé de volantes, que transformou o trio ofensivo em habitantes da ilha de Lost!.

Pouco funcionou ofensivamente além das tais jogadas citadas, e para piorar, a seleção hermana, composta basicamente por desconhecidos jogadores do financeiramente pobre futebol argentino, explorava suas jogadas nas costas do lateral direito Kléber, que conseguiu ficar abaixo dos demais mesmo em um universo de mediocridade.

Do lado argentino, apenas mereceram destaque algumas conclusões de Boselli, este conhecido por sua vitoriosa passagem pelo Estudiantes, que saiu prematuramente aos 25 minutos de jogo com uma lesão muscular, mas que enquanto esteve em campo aterrorizou a zaga brasileira. Sem Riquelme e Veron machucados, não houve quem desse uma referência ao time argentino, que esperava ser batido facilmente pelo Brasil, e comemorou o empate em casa, com direito a saudação de sua torcida pelo esforço apresentado.

Já o Brasil saiu psicologicamente derrotado, pois tirando a defesa composta pelo goleiro Júlio César, Maicon e Lúcio da Inter, além de Thiago Silva do Milan, Marcelo do Real Madrid e Lucas do Liverpool, poucas outras opções são titulares indiscutíveis no time de Mano Menezes, cujo sistema ofensivo é formado por jogadores que atuam no país.

Enquanto o Brasil tem convocado metade de sua seleção com valores de clubes nacionais, poucos jogadores seriam lembrados por Alejandro Sabella para compor a Seleção Argentina principal, visto que a maioria das revelações já atua no futebol europeu.

Com todas estas informações, atuações e projeções, conclui-se que a vida de Mano Menezes, tida como tranquila por todo o ambiente formado pela Seleção Brasileira e seus valores, contra o famigerado futebol local argentino. Somente uma vitória com boa atuação tiraria das costas de Mano Menezes o mal estar formado nesta noite, enquanto que um tropeço deixará sua situação de comandante da Seleção Brasileira insustentável.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Mano ganha tranquilidade nos pés de Damião

Jogando no modesto Cravern Cottage, construído em 1896, e que, convenhamos, é superior a grande parte dos estádios do Brasil, a Seleção Brasileira voltou a vencer graças ao oportunismo de Damião, autor do único gol na magra vitória sobre Gana.

Tecnicamente não foi um bom jogo, com o Brasil tendo enormes dificuldades desde o principio da partida. Mano colocou o que o país tem de melhor do meio para frente, porém o quarteto formado por Ganso, Neymar, Ronaldinho e Damião só jogou junto por oito minutos, pois o meia santista sofreu uma lesão muscular logo no inicio do jogo, obrigando o treinador a colocar Elias em seu lugar.

O que era um 4-2-3-1 virou um 4-3-3, com a utilização de três volantes e com Ronaldinho e Neymar se juntando à Damião no ataque. No jogo, era uma correria de ambos os lados, porém com os africanos mostrando maior perigo na primeira parte do jogo, controlando a partida até perder em uma exagerada expulsão o jogador Opare aos 33 da primeira etapa, fruto das chegadas duras do time africano e que estavam marcadas pelo árbitro Mike Dean.

O Brasil chegava esporadicamente, e até poderia ter aberto o placar com Damião aos 26, se o goleador colorado não estivesse milimetricamente impedido ao receber a bola na entrada da área e com categoria encobrir o goleiro Kwarasey. Menos mal que Damião receberia em velocidade um lançamento de Fernandinho, e na segunda chance real não desperdiçaria, ao chutar cruzado no canto do goleiro africano.

No segundo tempo, Mano testou Hulk no lugar de Fernandinho, deixando a Seleção em uma espécie de 4-2-4. O Brasil perdeu mobilidade, já que faltava articulação, o que acabou deixando o jogo chato e monótono pelas poucas chances, onde todas foram do Brasil.

Damião poderia ter feito o seu segundo se o goleiro Kwarasey não tivesse salvo com o pé. Ronaldinho Gaúcho poderia ter marcado em duas cobranças de falta, onde uma o goleiro africano buscou no canto direito e ainda contou com a ajuda da trave, enquanto que Alexandre Pato, que entrara na segunda etapa em lugar de Damião, teve duas grandes chances para marcar, onde em uma, recebeu livre na sua cabeça um lançamento de Ronaldinho, e à queima-roupa exigiu um milagre do goleiro.

Resultado e atuação coletiva fraca, porém a atuação individual de alguns jogadores trazem esperanças à Seleção, que agora obriga Mano Menezes a manter a sequencia do quarteto ofensivo, que poderá formar a base do Brasil para 2014. Porém algumas questões ficam em aberto, como o aproveitamento de Hernanes e Anderson no meio-campo, além da volta de Maicon na zaga.

É o que temos de melhor.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Mano Menezes acusa golpe e reformula Seleção Brasileira

Eis a convocação da Seleção Brasileira para o amistoso do próximo dia 5 de setembro diante os africanos de Gana.



Constatações
Destaque para as convocações de Marcelo, Ronaldinho Gaúcho, Leandro Damião e Hulk, que há tempos vêm tendo boas atuações e mereciam uma nova chance na Seleção Brasileira.

Satisfeito com as não convocações de Ramires, André Santos e Victor, sendo que os dois primeiros vêm de atuações constrangedoras com a camisa amarela, enquanto o goleiro do Grêmio está em má fase.

Porém Mano Menezes insiste em jogadores que estão em má fase, como Ganso e Robinho, que estão pedindo “um tempo” pelas dificuldades técnicas a que se encontram.

Marcelo há tempos merecia ser novamente chamado, e a sua não convocação era uma punição técnica à Seleção.

Já que o amistoso é encarado como teste de novos jogadores e que Danilo do Santos foi corretamente convocado, senti a falta de jogadores como Oscar do Inter e Casemiro do São Paulo, que também mereceriam ser testados em detrimento de Fernandinho e Ralf, que pouco tem a acrescentar.

Ainda falta a convocação de Hernanes (Lazio-ITA) para completar a onda de testes de bons jogadores que merecem uma chance.
A convocação de Mano Menezes é às vésperas de Corinthians X Flamengo, com a CBF preparando toda a logística para que Ronaldinho Gaúcho e Ralf não desfalquem suas respectivas equipes no clássico do dia 07/09, válido pela 22ª rodada e que poderá ser decisivo para o Campeonato Brasileiro. Caso não consiga, certamente haverá muitas reclamações por parte dos rubro-negros, até pelos laços que Mano Menezes tem com o Corinthians.
A impressão que fica, é que Mano Menezes deixou as vaidades de lado e buscou convocar os melhores ou aqueles que poderão trazer uma melhor resposta, o que dá mostras que o treinador tem medo de perder o seu emprego.

Fica a expectativa para o dia 05 de Setembro, que poderá marcar o fim de uma era na Seleção.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Que o duelo de Stuttgart sirva como aprendizado

O amistoso da ultima quarta-feira contra a Alemanha em Stuttgart ligou o sinal de alerta para a Seleção Brasileira. O sinal amarelo já está se transformando em vermelho, com o placar de 3x2 soando com uma vitória, perto da diferença entre os dois times.

Pode-se dizer que foi uma aula tática e de renovação que os alemães deram ao Brasil, mostrando o quanto atrasado e fracassado anda o planejamento do país para a Copa de 2014. Enquanto Mano Menezes apresentava Ralf (27 anos) e Fernandinho (26 anos) como titulares, em um processo de “renovação”, Joachim Löw apresentava jogadores jovens, que jogam no país, tanto em quantidade e qualidade como: Hummels, Träsch, Gotze, Schürrle, além de outros que já tem uma Copa do Mundo na bagagem como Kroos, Badstuber, Neuer, Müller. Löw se deu ao luxo de não contar com Khedira e Özil do Real Madrid, a pedido do clube espanhol.

Como comparação, entre os 21 convocados por Mano que se apresentaram, apenas seis possuem até 23 anos, casos de Alexandre Pato, Neymar, Robinho, Dedé, Renato Augusto, Ganso e Lucas. Já Löw convocou 11 jogadores da mesma faixa etária, que seriam 12 caso Özil tivesse sido convocado, e o que corresponde à meia seleção. Foi todo um trabalho de preparação da Alemanha, que começou em 2005, quando Klinsmann era o técnico, tendo justamente Joachim Löw como auxiliar, e que viraria técnico a partir de 2007, permanecendo após a Copa de 2010 em dois ciclos de Copa do Mundo e de Eurocopa.

Joachim Löw implantou uma eficiente formação tática, que utiliza o esquema 4-5-1, e que pode ser desmembrado em um 4-2-3-1 ou um 4-1-4-1 (caso do jogo contra o Brasil), conforme o adversário. Contra o Brasil, o 4-1-4-1 serviu para marcar a saída de bola da Seleção Brasileira, que acabou transformando o losango de meio-campo em um tripé com três volantes, como forma de conter as jogadas pelos lados da Alemanha.



O treinador alemão fixou o lateral direito Träsch mais posicionado na defensiva, liberando Lahn para atacar pela esquerda. A linha vertical de meio-campo foi formada da esquerda para a direita por Podolski, Kross, Gotze e Müller. Schweinsteiger ficava entre a linha defensiva e a de meio-campo, enquanto Mario Gomez ficava como a referencia ofensiva, completando o 4-1-4-1 como pode ser visto na figura do Analisador Tático.

A armação era composta por Gotze, que tinha liberdade para se movimentar, enquanto Kroos ficava mais posicionado, buscando efetuar a cobertura de Lahm, além de surgir como um homem surpresa para finalizar de fora da área. Löw conseguiu implantar um padrão de jogo, com a equipe trocando passes pela intermediária até abrir espaços para armar uma jogada mais aguda ou finalizar de fora da área. A equipe chegou a ter expressivos 81% de posse de bola, o que caracteriza a eficiência da metodologia do treinador, mas que teve pouca continuidade devido a eficiente marcação da meia cancha brasileira.

Pelo lado Brasileiro, Mano Menezes escalou uma Seleção Brasileira “retrancada” para os padrões do futebol no país, com uma recuada escalação de três volantes, buscando neutralizar o poderio ofensivo do adversário. Por isso, abriu mão de um padrão tático que vinha utilizando e que havia fracassado na Copa América, além de subutilizar Paulo Henrique Ganso, que desta vez ficou no banco de reservas.



A equipe tinha basicamente o contra-ataque, puxado por Robinho, Neymar e Daniel Alves, que tinha toda a liberdade pela direita. Mas foram poucas oportunidades, com a equipe ficando pouco com a bola. Ramires e Fernandinho acabaram se juntando a Ralf como volantes, conseguindo desarmar as jogadas de ataque, porém pouco produtivos ofensivamente.

Não foi atoa que depois deste confronto, que a CBF deverá adiar confrontos mais fortes contra a Itália e Espanha para 2012, deixando para este ano confrontos contra Egito, Costa Rica, México, Gabão e Suiça ou Inglaterra, além dos dois jogos contra a Argentina, que na minha visão, deverá selar a continuidade ou não de Mano Menezes, apesar de todo o suporte que o treinador vem ganhando da CBF e da Rede Globo.

O Brasil mostra estar em uma entressafra de jogadores, com aqueles que deveriam comandá-la estar em má fase, como Kaká, Robinho e Adriano, e com Ronaldinho Gaúcho reerguendo o seu futebol, apesar de ser uma incógnita em relação aos padrões internacionais. Soma-se a isso, a inexperiência de Ganso, Neymar e Lucas, que vivem em uma nova realidade nacional, dotada pelo tietismo da mídia e pelo enriquecimento rápido, que acaba afetando suas pretensões de carreira e de Seleção. Para complicar, o nível técnico dos jogadores no país caiu vertiginosamente, apesar dos recursos terem aumentado exponencialmente.

É hora do pais aprender e rever conceitos, pois as atuações e os resultados demonstram que o futebol praticado no país está obsoleto. Dinheiro não falta, porém falta estrutura e organização, para se adequar às mudanças do esporte, que tomaram um rumo inevitável na qual quem deseja disputar uma competição para ganhar deve tomar. Talvez o país tenha acordado tarde demais para 2014, porém há de se pensar no futuro, para que o Brasil volte a ser o Melhor Futebol do Mundo, algo que não é há um bom tempo.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Surra juvenil em Stuttgart

Os cerca de 54mil que foram a Mercedes-Benz Arena viram um bom jogo em Stuttgart, dentro do que o inicio de temporada europeia poderia oferecer.



Puderam ver uma jovem seleção alemã dobrar a nem tão jovem brasileira, apesar do rotulo de renovação que buscam enquadrar, mas que na pratica não é bem assim, vide Fernandinho e Ralf com 27 anos começando como titulares. Quem se deparou apenas pelo placar final de 3x2 para a Alemanha, pode ter considerado um jogo disputado e que fora vencido no detalhe, porém o placar soou como um consolo à tamanha discrepância técnica entre Brasil e Alemanha.

Sem o suspenso Lucas Leiva, Mano Menezes promoveu a estreia do corintiano Ralf, que formou um tripé defensivo com Ramires e Fernandinho, buscando conter as principais jogadas dos alemães que passavam pelos lados.

A equipe alemã não tinha pressa para atacar, e buscou valorizar a posse de bola, que chegou a expressivos 81%, e a cadenciar as jogadas até abrir espaços, que na primeira etapa foram escassos, e que não geraram muitas conclusões.

Ao Brasil sobrou apenas o contra-ataque, que entrou em determinados momentos da primeira etapa, porém foi no inicio da segunda, que Alexandre Pato perderia o gol mais feito da partida, ao receber de Fernandinho e, livre, tentar encobrir Neuer. Para complicar, Neymar se ressentia de dor de garganta, e a moléstia o tornou facilmente anulado pela defensiva alemã.

Aos poucos a Alemanha se impunha na partida, vindo a abrir o placar aos 13 minutos, em uma penalidade discutível de Lucio em Schürrle, que Schweinsteiger bateu com categoria para colocar os alemães na frente. O Esquema de Mano Menezes preparado para conter os germânicos estava inutilizado, e enquanto o treinador preparava a entrada de Paulo Henrique Ganso, que inexplicavelmente estava no banco, a Alemanha faria o segundo com Götze, após uma bela jogada trabalhada que envolveu Kross, Klose e Schweinsteiger, que serviu o jovem atacante, que teve toda a tranquilidade para driblar Júlio Cesar e marcar o segundo.

O Brasil viria a reagir em mais um pênalti polemico que supostamente fora cometido por Lahn em Dani Alves, mas que fora marcado pelo arbitro Viktor Kassai. Robinho descontou, reanimando a Seleção, que via Fred entrar no lugar de Pato. Porém, logo depois, em um lançamento despretensioso para a área brasileira e que fora bem interceptado por André Santos, o lateral, de confiança de Mano, tentou driblar Schweinsteiger, perdendo a bola, e vendo o versátil meio-campista servindo o jovem Schürrle, que tocou no ângulo direito de Júlio César e buscando estabelecer justiça no placar.

Ainda houve tempo de Neymar acertar um chute da intermediária no canto de Neuer já nos descontos, para descontar e estabelecer o placar final, quando os alemães já achavam que o jogo havia acabado e estava sob controle.

Fim de papo com 3x2, resultado bom e que não condiz com o chocolate alemão que foi o jogo. Mais uma derrota contra uma seleção forte, mostrando que o país não está preparado para a Copa de 2014, que a cada dia se aproxima mais.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

O Importante não foi competir e sim aprender

Nesta última semana, o Internacional enfrentou Barcelona e Milan, duas das principais potencias futebolísticas europeias. A visibilidade oriunda de três títulos continentais, mais um titulo internacional possibilitou o convite para a Copa Audi, onde o Internacional pode-se considerar vencedor em disputar o torneio.

Exigir ou não vitória neste torneio depende do grau de cada torcedor, pois na minha visão o foco não deveria ser competir para ganhar a Copa Audi, e sim aprender, obter know-how da estrutura, organização e cotidiano dos principais clubes no mundo, para buscar implementar no Colorado.

Os dois empates em 2x2 contra Milan e Barcelona ficaram em segundo plano, não havendo grandes lamentações dos colorados e nem cornetas por parte dos gremistas em relação ao terceiro lugar, originando um sentimento de orgulho por ver o clube jogar contra os principais esquadrões da Europa, e sem sair derrotado no tempo regulamentar.

A valia de torneios como este é de conhecer de perto a organização com que os clubes Europeus se preparam para os eventos, jogos, ações de marketing e sua forma de jogar dentro de campo, como padrão de jogo e esquema tático. Não há como negar que na parte estrutural e organizacional, os clubes sul-americanos têm muito que aprender com os Europeus, com estes apenas se interessando pelos talentosos jogadores do continente, cuja maioria é formada por brasileiros ou argentinos.

O Brasil não tem mais o melhor jogador do mundo e nem o melhor futebol, precisando dissipar a cortina de fogo que existe com o velho continente. O país emerge economicamente, empurrando o futebol junto, e ainda tem a errônea visão que são apenas os jogadores que fazem o esporte, onde o foco de tudo está voltado aos clubes, e não às competições propriamente ditas.

O futebol evoluiu, transformando-se em um espetáculo, e para isso necessita-se de uma estrutura adequada, com palcos moldados para os novos “espectadores”, além de oferecer uma gama de opções os consolidem em um vinculo comercial com os clubes, trazendo um retorno financeiro para estes.

O modelo organizacional do futebol brasileiro é bastante obsoleto e antiquado, o que acaba refletindo na atual Seleção Brasileira que parece ter ficado no tempo, além de tornar as competições nacionais desinteressantes para o publico estrangeiro.

Para isso, é necessário mudar o foco que hoje está nos clubes para a competição num todo, profissionalizando o evento e todos os seus participantes, e driblando possíveis consequências que algumas peças deverão ter neste processo.

Com quatro competições intercontinentais nos últimos cinco anos, o Inter encaminha-se para ser o pioneiro em profissionalizar a gestão do clube. Porém para isso é necessário ter a vontade de pôr em pratica o conhecimento adquirido nestes eventos, nem que para isso sejam necessárias revoluções internas.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Retorno da Alemanha invicto e com o terceiro lugar

O Colorado terminou nesta quarta-feira a sua participação na Audi Cup com mais um empate em 2x2, na decisão do terceiro lugar contra o Milan, porém desta vez ganhando nos pênaltis dos italianos e ficando com a medalha de bronze do torneio.

No inicio do jogo, tudo se encaminharia a um passeio Rossonero. Primeiro pela escalação reserva do Colorado preservando seus principais jogadores e deixando de titulares apenas Bolivar e Damião. Segundo pelo gol italiano logo no inicio, marcado de letra por Ibrahimovic, depois de uma grande jogada envolvendo Seedorf e Robinho.

Porém a meninada Colorada não sentiu o gol, vindo a equilibrar a partida, e até dominar a posse de bola na maior parte da primeira etapa. Boa parte desta evolução do Inter era em decorrência do baixo volume do Milan, que parecia estar sentindo o inicio de temporada.

Mas faltava o gol de empate, para efetivar este equilíbrio, e ele ocorreu aos 22 minutos com Leandro Damião, recebendo na pequena área uma grande assistência de Gilberto, oriunda de uma jogada individual pela direita, e que seria sua última na partida, visto que logo depois sairia para a entrada de Lucas Roggia, em decorrência de uma lesão muscular.

O Time B do Inter fazia o Milan não se sentir Milan, apesar de ter em campo praticamente toda a formação titular, com Thiago Silva, Gattuso, Seedorf, Pato, Robinho e Ibrahimovic. A equipe Rossonera só melhoraria na segunda etapa, apesar de ter trocado no intervalo só o goleiro.

Em poucos minutos, os Rossoneros chegaram quatro vezes, exigindo boas intervenções de Renan. A bola passaria pelo goleiro apenas duas vezes na segunda etapa, onde na primeira Pato acertaria a sua trave direita, enquanto na segunda o ex jogador colorado iria por os italianos na frente novamente.

Quando o jogo parecia estar sob controle por parte dos Rossoneros, que trocavam passes e chegava ao ataque, Osmar Loss resolveu mudar o panorama com alterações, colocando titulares como Andrezinho, Nei, D’Alessandro e Kléber. O Colorado ainda buscaria o empate no oportunismo D’Alessandro aos 34,e por pouco não garantiu o terceiro lugar nos 90 minutos, em duas grandes chegadas com D’Alessandro e Andrezinho.

Porém foi nos pênaltis em que se deu a consolidação da disputa, com o Colorado marcando duas cobranças com D’Alessandro e Nei, além de perder com Glaydson, enquanto o Milan perderia todas as suas quatro cobranças, com Renan pegando as cobranças de Valoti, Cassano e Alexande Pato, enquanto Oddo ainda acertaria a trave.

Dois empates, quatro gols marcados e um terceiro lugar invicto. Este é o saldo positivo do Internacional na Alemanha. Mais tarde publicarei um post sobre esta competição, que vale mais pelo know-how e possibilidade de negócios do que uma competição propriamente dita em virtude de ser um torneio pré-temporada. Porém sempre é bom ver uma equipe brasileira disputando de igual para igual com as equipes top europeias, além de podermos visualizar alguns jogadores da camada jovem que nunca recebem chances.