terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Banho de bola do Napoli assistido de camarote


Napoli e Chelsea começaram no Stadio San Paolo, na Itália, o duelo pelas oitavas-de-final da Champions League. Vitória do Napoli por 3x1, em um resultado, de certa forma, injusto para a equipe italiana, que jogou muito mais bola, enquanto o adversário falhou bastante defensivamente, mostrou pouco poderio ofensivo, e ainda foi presenteado com um gol, que ainda lhe dá esperanças de classificação com uma vitória por 2x0 em Stamford Bridge. 

O mais do que ameaçado André Villas-Boas tinha plena convicção que a sua continuidade no comando técnico do Chelsea passaria por este confronto de dois jogos, que poderia ser apenas um, caso o time levasse uma goleada irreversível do bom ataque do Napoli, formado pelo tripé Hamsik, Lavezzi e Cavani, que mete medo em qualquer defesa, quanto mais na desorganização “em forma de setor” que é a marca defensiva do time londrino nesta temporada.

Para reforçar a minha afirmação, Villas-Boas escalou o lateral direito Bosigwa na esquerda, no lugar do ainda baleado Ashley Cole, que estava no banco, ainda sem 100% de condições, e deslocando o zagueiro Ivanovic para a lateral direita, onde o sérvio hora ou outra atua.  Não foi atoa que a primeira jogada do Napoli foi pela na sua direita ofensiva, com Cavani aproveitando-se de uma “ratiada” de Bosigwa para exigir uma grande defesa de Cech com o pé.

Villas-Boas ganhou uma chance divina com a lesão de seu improvisado lateral esquerdo logo depois, tendo que colocar Ashley Cole, esse sim, nativo da função. Porém era o Napoli que continuava apertando e Cech salvou uma conclusão à queima-roupa de Maggio, mostrando a força do ataque italiano, porém com a defesa não inspirando a mesma confiança. Foi em uma grande falha defensiva que os Blues abriram o marcador com Juan Mata aos 27, após uma rosca indescritível de Paolo Canavarro, que serviu de assistência para o espanhol inaugurar o marcador, mostrando a total sorte que parecia estar pairando sobre o time londrino. 

Só parecia, pois dez minutos de um total domínio do Chelsea pós-gol, o Napoli finalmente estabeleceria justiça no placar, após um tabelamento entre Cavani e Lavezzi, não devolvido pelo argentino, que preferiu carregar a bola e aproveitar-se da desatenção de Meireles e dos demais defensores que foram atrás de Cavani, para concluir no cantinho de Cech para empatar. Exatamente dez minutos depois, o Napoli viraria o jogo com Cavani ganhando na imposição da defesa inglesa, e empurrando com o ombro um cruzamento de Inler. 

O Chelsea tentou reagir na segunda etapa, mostrando maior ação na intermediaria ofensiva, porém abria espaços para o mortal contra-ataque do Napoli, deixando o jogo aberto e com chances de os ingleses buscarem o empate ou dos italianos ampliarem. E quem levou a melhor foi o Napoli, após mais uma falha defensiva do Chelsea, desta vez de David Luiz, que perdeu o tempo da bola e deixou Cavani se projetar após um lançamento da intermediária, para servir novamente Lavezzi para marcar o terceiro. 

Villas-Boas tentou reagir com os já batidos Malouda e Lampard, porém só o que conseguiu foi salvar o emprego nesta jornada, depois de uma tocada rápida de Cavani com Hamsik, que achou Maggio que concluiu rasteiro para o gol, porém em cima de Ashley Cole, que de carrinho evitou o que seria o quarto gol napolitano, que simbolizaria em uma classificação virtual do time italiano.

No fim das contas, show do Napoli assistido de camarote pelo Chelsea, que pode comemorar um gol ganho de presente e que ainda não inviabilizou totalmente uma classificação para as quartas-de-final, mantendo ainda o emprego de Villas-Boas. Um placar de 2x0 no Stamford Bridge não é nenhum absurdo, porém se for levado em conta o que o time inglês vem jogando, há poucas esperanças devido à desorganização do time e de uma defesa que não inspira nenhuma confiança tendo que se defrontar com um time que detém um contra-ataque mortal. 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Queda de Caio e o "planejamento" visando o torcedor

48 dias, 8 jogos e 54% de aproveitamento. 

Esse foi o tempo disponível para o treinador Caio Júnior teve trabalhar no Grêmio, bem como a quantidade de jogos necessária para que o clube rasgasse o planejamento (?) para a temporada 2012, abdicando do treinador e de seus reforços pedidos às vésperas de um clássico Gre-Nal decisivo, que vale a eliminação prematura de um dos times no primeiro turno do Gauchão.

A saída (e a chegada) do treinador dá-se em meio a um manancial de erros diretivos, presentes desde a tentativa frustrada de Ronaldinho Gaúcho no início de 2011, e reforçada pela contratação de vários treinadores neste período, entre eles o próprio, por onde suas características e métodos de trabalho não parecem ter sido levados em conta, em comparação com o desejado pela direção.

Caio Júnior não conseguiu impor um modelo de jogo satisfatório para o time do Grêmio, onde seu esquema tático de um ortodoxo 4-4-2 inglês, com uma linha de meios vertical, não condizia com as características dos jogadores do grupo, e que acabava deixando os atacantes Kléber e Marcelo Moreno órfãos de uma jogada de aproximação qualificada. Para complicar, a defesa também ficava desprotegida, o que aumentou o número de gols sofridos na primeira fase em comparação com anos anteriores, sendo muitos deles em jogos no Olímpico.

Nestes 48 dias de trabalho, o treinador presenciou o desmantelamento do esqueleto gremista de 2011, dado pela saída de jogadores como Douglas e Fábio Rochemback, além da perda dos contestados zagueiros Rodolfo e Rafael Marques, cujos substitutos apresentam um menor potencial técnico. Para o meio, Caio ficou refém de Marco Antônio e Marquinhos como suas melhores opções, sem ter nenhum outro jogador experiente e qualificado para escalar, já que ganhou apenas bons reforços para o ataque em condições de titularidade. 

A sua imediata saída reflete em uma desesperada tentativa gremista em criar um fato novo, para que desta forma consiga uma classificação milagrosa dentro do Beira-Rio, além de dar ao torcedor esperança de melhora com uma nova comissão técnica e dos reforços que estão sendo contratados, cuja maioria tem o aval do demitido treinador, por terem as características de utilização do esquema de jogo de Caio Júnior, o que complica ainda mais uma assimilação do termo “planejamento” da direção gremista.

O ex-jogador Roger deverá ser o treinador interino para o Gre-nal, enquanto que Luxemburgo é o nome mais forte para assumir o comando técnico, com os nomes de Dunga e Adilson Batista ficando em resguardo, caso não haja um acerto com o folclórico treinador.  

Restará saber se Odone terá com o novo treinador a paciência que não teve com Renato Gaúcho, Julinho Camargo, Celso Roth e Caio Júnior. Em pouco mais de um ano, são quatro treinadores utilizados, sendo que três foram contratados já na gestão Odone. 

Em busca de seu prestígio político, o dirigente procura não contrariar o torcedor, buscando rasgar suas convicções e atender todos os anseios dos gremistas, que não comemoram títulos relevantes desde a Copa do Brasil 2001. Foi assim com a dispensa dos contestados Fábio Rochemback e Douglas, ganhando pouco dinheiro em troca de jogadores com relativa importância, e que foram responsabilizados pela escassez de títulos em 2011.

Sem títulos, convicções e sem ter um planejamento sólido, que busca jogadores e treinadores sem ter um critério a ser seguido, o Grêmio da Gestão Odone perde a sua identidade,  ficando refém apenas da esperança de sua torcida, que ainda faz a direção agir em forma de atitudes impensadas como a contratação de jogadores caros e de forma descriteriosa, bem como a contratação e demissão de treinadores assim que haja o primeiro sinal de descontentamento da torcida.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Futebol inglês em choque de realidade

O sinal amarelo, acesso nas precoces eliminações das equipes de Manchester na primeira fase da Champions League, ganhou coloração vermelha, após a constrangedora goleada de 4x0 aplicada pelo Milan no Arsenal no jogo de ida, e que virtualmente sacramentou o confronto.

 Na primeira fase, a dupla de Manchester havia ficado pelo caminho, com o United mostrando incompetência no Grupo C ao perder a vaga para o Benfica (Portugal) e o Basel (Suíça), enquanto que o rival City mostrou imaturidade na competição ao ficar pelo caminho no Grupo A, contra o bom time alemão do Bayern Munich e os italianos do Napoli, coincidentemente o adversário do Chelsea nas oitavas-de-final, que é o único inglês ainda virtualmente vivo, e que tem grandes chances de ficar pelo caminho.

Mas foi a humilhante derrota do Arsenal que transformou o que seria um fato isolado em um choque de realidade, mostrando uma tendência de regressão técnica por parte do futebol inglês, que pela primeira vez, desde a temporada 1995/96, tem chances reais de não ter nenhum representante entre os oito melhores, quando na época apenas o campeão nacional (Blackburn) participou por uma questão de regulamento, sendo eliminado na fase de grupos.

Entre as edições 2006/07 e 2008/09, o país colocou três entre os quatro semifinalistas, chegando a protagonizar a final de 2007/2008 em Moscou com Manchester United e Chelsea. Porém nas duas edições seguintes, apenas o Manchester United conseguiu ir longe, chegando ao vice-campeonato da edição 2010/11. 

Paralelo a isso, a Seleção Inglesa não conseguiu se classificar para a Eurocopa 2008, e quando parecia estar arrumando a casa com classificações para o Mundial 2010 e Euro 2012 com facilidade, além de vencer amistosos importantes, viu a saída do técnico Fabio Capello, depois de perder a queda de braço com o então capital Terry. Apesar de crescer com Capello, a Seleção continua não empolgando, ainda mais com a má fase de Gerrard e Lampard, que encaminham-se para o fim de suas carreiras sem que hajam nomes prontos para substituí-los no posto de referência técnica.

Em meio a uma grave crise econômica no continente, os clubes mostram-se incapazes para buscar soluções criativas, tendo que recorrer à pausa da Major League Soccer para buscar nomes como Donovan, Robbie Keane e Henry, além de o Manchester United chegar  a “desaposentar” (perdão da palavra) o meia Paul Scholes, no lugar de contratar outro jogador para a função. 

Dos elencos, os times de Manchester mostram pela vantagem na ponta da tabela da Premier Legue um poderio técnico maior, porém na competição europeia não conseguiram se sobressair a adversários que não apresentavam um histórico vencedor recente na liga. O City tem tecnicamente o melhor elenco da Inglaterra, porém ainda tem um time sem sal, dependente das individualidades de Agüero e David Silva, enquanto que o United está em uma fase de envelhecimento acentuado do elenco, precisando contratar jogadores prontos para vestir imediatamente a camisa titular e cobrir a lacuna da geração Giggs/Scholes, que ainda é muito útil tamanha a situação, além de ter substitutos a altura de Ferdinand e Vidic, que estão fadados as lesões. 

O Chelsea apresenta um desgaste de elenco, que fora “galáticamente” montado por Abramovich no meio da década passada, e que hoje necessita renovação.  O time alterna altos e baixos na temporada, com o trinador André Villas-Boas não justificando os 15 milhões de euros depositados ao Porto para a rescisão de seu contrato junto ao clube português, para treinar o Chelsea. Os blues perderam a identidade de Mourinho, e só uma volta do treinador português poderia retomar o rumo de crescimento que o clube vinha tendo, e que fora paralisado pela falta de paciência de Abramovich.

Já para o Arsenal, a solução mesmo seria terminar o casamento de mais de 15 anos com o treinador Arséne Wenger. A direção dá aval para o treinador contratar, porém Wenger prefere nomes ainda pouco conhecidos no cenário internacional, servindo como uma espécie de barriga de aluguel de jogadores, desenvolvendo-os para que estes quando estiverem no auge, resolvam deixar o clube em busca de títulos, salário e maior prestígio internacional. A tática vem reduzindo a cada ano o poderio do Arsenal, que chegou a ser campeão invicto da Premier League em 2003/04.

O Tottenham surge como a grande surpresa do futebol local, porém não conseguiu se classificar para esta edição da Champions, e provavelmente garantirá uma vaga para a fase de grupos da próxima temporada. Os Spurs têm um time equilibrado e um elenco numeroso, e se não perder o treinador Harry Redknapp e o craque Gareth Bale ao fim da temporada, poderão fazer um belo papel na próxima edição do torneio continental. 

Neste cenário atual, será difícil ver alguma equipe inglesa conquistar a Liga pelos próximos anos, visto que a diferença para Real Madrid e Barcelona é absurda, além de no continente haver outros times mais organizados, como Milan e Bayern Munich, que pela grandeza em seus países, poderão manter a base, ao contrário do Napoli, que parece estar apenas em uma grande fase. Ou os ingleses se reciclam, revendo conceitos e procurarem montar times em condições de vencer um torneio europeu, ou a fila será longa para os times do país do futebol. 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Classificação virtual Rossonera com sabor de chocolate


O Milan precisou apenas de 90 minutos para garantir uma classificação virtual para as quartas-de-final da Champions League. Precisará apenas de mais 90 minutos no Emirates Stadium para formalizar a condição, a menos que o Arsenal consiga a proeza de vencer por cinco gols de diferença no jogo da volta.


O time italiano comandado por Massimiliano Allegri aplicou uma verdadeira surra no Arsenal, que viu uma grande atuação de Robinho, autor de dois gols, além de Ibrahimovic, que marcou um e deu assistência para mais dois. Já pelo lado Gunner, Arsène Wenger optou por um sistema de pontas que não funcionou, além de deixar o prodígio Oxlade-Chamberlain no banco, e só coloca-lo quando já estava 3x0 a favor dos italianos.

O Arsenal até conseguiu ter uma maior posse de bola ao longo de grande parte do jogo, porém era o tipo de domínio inútil, já que o time tinha dificuldades para ultrapassar a linha intermediária. O Milan jogava mais recuado, buscando o seu jogo de contra-ataques rápidos, e desde o início da partida mostrou perigo. 

Nos dez primeiros minutos, o time Rossonero havia chegado duas vezes com perigo, e nem a lesão muscular de Seedorf aos 10 minutos prejudicou o time, já que logo depois aos 14, Prince Boateng receberia na entrada da área um lançamento primoroso de Nocerino, dominando a bola no peito e acertando o ângulo de Szcesny em um chute “sem-pulo”. 

O gol desnorteou ainda mais o Arsenal, e a má jornada defensiva dos ingleses o tornavam presa fácil ao Milan. Aos 37, Ibrahimovic levou vantagem na esquerda e cruzou na cabeça de Robinho para marcar o segundo, na segunda finalização em direção ao gol do time italiano na primeira etapa, mostrando 100% de aproveitamento. Se alguma outra das demais oito conclusões tivessem ido em direção ao gol, o Milan provavelmente teria definido o confronto ainda no primeiro tempo.

Wenger  perdeu ainda na primeira etapa Koscielny por lesão, logo seu melhor defensor, e ainda apostou na entrada de Henry no intervalo, para que o atacante mostrasse o estrelismo de oito temporadas atrás e buscasse uma reação.  Não só não deu resultado, como atrás a zaga continuou vazando, e Ibrahimovic em uma jogada pela esquerda tocou para Robinho chutar no canto direito e marcar o seu segundo, ao olhar desesperado de Vernaelen, que escorregou no lance e deixou caminho aberto para o brasileiro. 

Diante de tanta superioridade ainda cabia o quarto aos 33, depois de mais uma dentre tantas saídas erradas do sistema defensivo do time inglês,  que permitiu a liberdade para Ibrahimovic invadir a área e cavar um pênalti à lá brasileira, pois a meu ver não foi nada no lance. O sueco que não tem nada a ver com isso bateu e marcou o seu primeiro e fechou o constrangedor placar de 4x0 contra o Arsenal. 

Além do Barcelona, o Milan também garante a classificação virtual para a segunda fase. Ambos estavam no Grupo H na primeira fase, onde celebraram dois bons duelos, sendo um 2x2 no Camp Nou e um 3x2 a favor do Barcelona no San Siro. O Milan mostrou futebol e organização para chegar longe na liga. Precisa ter a sorte de não pegar um Barcelona, Real Madrid ou Bayer Munich logo de cara, pois chegando a uma eventual final, teria condições de disputar de igual para igual o titulo da liga contra os espanhóis. 

Zenit e Benfica esquentaram a fria São Petersburgo


Em meio aos -10 graus do Estádio Petrovsky, em São Petersburgo, Zenit e Benfica iniciaram o duelo por uma vaga nas quartas-de-final da UEFA Champions League.

Atmosfera fria, porém quente dentro de campo, visto que russos e portugueses fizeram um jogo bastante disputado. Por ironia do destino, os encarnados comandados por Jorge Jesus não iniciaram com nenhum jogador português, enquanto que a equipe russa tinha o ex-portista Bruno Alves no comando da defesa.

O time encarnado conseguiu impor o seu jogo ofensivo de toque de bola e marcação adiantada no campo de ataque, tomando a iniciativa da partida, enquanto que o Zenit, inicialmente recuado, passou a jogar mais adiantado e equilibrou a partida, terminando com o principio de superioridade portuguesa, deixando o jogo truncado no meio-campo e sem grandes chances de gols.

A primeira grande chance da partida ocorreu somente aos 20 minutos de jogo, justamente com o Benfica, que viria a abrir o placar com Maxi Pereira, após uma cobrança de falta rasteira de Cardozo próxima à área, e que sobrou para o uruguaio marcar após uma falha do goleiro Zhevnov, que bateu roupa. 

O gol sofrido acordou o Zenit, que conseguiu igualar o marcador seis minutos mais tarde, quando Shirokov pegou de primeira na pequena área um cruzamento de Hobocan. O período entre os gols foi o melhor da primeira etapa, com a partida caindo de ritmo após o gol de empate dos russos, que mesmo assim ainda tiveram uma grande chance de marcar ao fim da etapa com Kerzhakov.

O treinador do time russo Luciano Spalletti modificou o time para a segunda etapa, com a entrada de Semak no intervalo, e de Bystrov aos 21 minutos, quando o Benfica detinha o controle da partida, e por pouco não retomou a vantagem no marcador com Cardozo. Porém a dupla de substitutos do time russo fez a diferença, e aos 25 Bystrov recebeu dentro da grande área um passe de calcanhar de Kerzhakov, cruzando de primeira para Semak marcar de letra um golaço, que ficará registrado como um dos mais bonitos desta edição.

O jogo, que era tranquilo para o Zenit, voltou a ficar tenso, após o goleiro Zhevnov se atrapalhar e falhar novamente em uma tentativa de finalização de Nolito, e permitindo que Cardozo empatasse o jogo. Menos mal que dois minutos depois Shirokov marcaria o seu segundo gol na partida, ao receber livre e de graça uma boal de Maxi Pereira, driblando o goleiro do time português e marcando o gol da vitória do Zenit.

Resultado bom para ambos os times. Para os russos, que contaram com vários desfalques e estão sem ritmo de jogo, visto que o campeonato russo parou em dezembro em função do frio, enquanto que para os portugueses, a derrota por apenas um gol de diferença e com gols marcados fora de casa ficou de bom tamanho, com um resultado simples de 1x0 bastando para que o Benfica se classifique para as quartas-de-final no Estádio da Luz.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Expressiva vitória com bom segundo tempo


Jogando em Leverkusen pelo jogo de ida válido oitavas-de-final da Liga dos Campeões, o Barcelona garantiu virtualmente a classificação ao bater o Bayer por 3x1, com dois gols de Alexis e um do gênio Messi. 

O jogo não foi de encher os olhos dos admiradores do futebol plástico praticado pelo time Catalão. Apesar de ter uma média de 72% de posse de bola, o time atacou pouco, principalmente na parte final da segunda etapa, quando acabou construindo o escore favorável. 

Sem Piqué e Xavi lesionados, Guardiola montou o time no 4-3-3, com Mascherano formando a dupla de zaga com Puyol, enquanto Dani Alves e Abidal comportavam-se como laterais. No meio-campo, Busquets fazia a primeira função, enquanto Fábregas e Iniesta compunham o setor. No ataque, Messi ganhou a companhia de Alexis pela direita e do lateral esquerdo Adriano, desta vez bem adiantado, ocupando a ponta esquerda.

Para o primeiro tempo, o treinador alemão Robin Dutt montou uma fortaleza defensiva, com um 4-1-4-1 que deixava 9 jogadores de linha atrás da linha da bola, ficando apenas Schürrle isolado no ataque. A tática funcionou parcialmente, pois o Barcelona dependia de suas individualidades, que bem marcadas, não conseguiam levar vantagem, enquanto que o toque de bola era improdutivo na região da intermediária ofensiva, chegando a incríveis 80% de posse de bola. 

Porém bastou um vacilo para que Messi pudesse mostrar toda a sua genialidade e tirar um coelho da cartola. O argentino lançou de trivela Alexis Sanchez, que se projetava em velocidade, e com um toque sutil desviou do goleiro Leno, abrindo o placar. Desmontava-se oficialmente a muralha alemã, visto que o time precisaria atacar, para não ficar em desvantagem logo de cara.

Dutt alterou o posicionamento de alguns jogadores, como do brasileiro Renato Augusto, que não foi nada produtivo pela direita na primeira etapa, e passou a curtir a função mais adiantada na referência do ataque. Por outro lado, o treinador adiantou a marcação e possibilitou o time atacar com um maior número de jogadores, e como prêmio ganhou o empate logo aos 6 minutos, quando o lateral direito Corluka aproveitou-se de um erro defensivo de Busquets, e cruzou para o lateral esquerdo Kadlec fechasse no meio, e marcasse de cabeça o gol.

Os alemães se empolgaram e foram para o ataque em busca da virada, porém esqueceram-se que um time rápido como o do Barcelona tem um contra-ataque mortal, e três minutos depois Sanchez marcava o seu segundo gol na partida ao receber de Fábregas em velocidade na entrada da área, deslocando o goleiro alemão e colocando novamente os catalães na frente.

O Bayer não estava morto, e se não fosse o goleiro Valdés em um chute perigoso de Renato Augusto aos 11 e uma cabeçada de Kiessling   aos 32, além da trave direita amiga em chute de Castro aos 18, poderia ter até virado o marcador.  Porém cedia espaços ao Barcelona, que ficou mais consistente defensivamente com as alterações de Guardiola na segunda etapa, que colocaram Abidal como um terceiro zagueiro e Pedro e Thiago Alcântara em campo. 

O Barcelona fez um jogo de Barcelona nos últimos minutos, e passou a apertar os alemães, vindo a conseguir o terceiro gol aos 43, em um tabelamento entre Messi e Dani Alves, onde o brasileiro devolveu cruzando para a pequena área, onde estava o argentino para desviar e marcar o seu gol no jogo e o seu 37º na temporada.

Com dois gols de vantagem e o segundo confronto no Camp Nou, a sensação é de um abraço para o Bayer, que deverá apenas formalizar a sua condição de eliminado. Já o Barcelona deverá dar total prioridade para a competição, visto que está há 10 pontos do Real Madrid na Liga Espanhola, e mesmo tendo ainda um confronto direto, não tem esperanças que o rival perca vários pontos contra times bem menos qualificados. 

Um brinde à harmonia do Grupo


Nesta terça-feira, Mano Menezes convocou a Seleção Brasileira que enfrentará a Bósnia e Herzegovina no próximo dia 28, em St. Gallen, na Suíça.

O treinador brasileiro buscou manter a base de suas últimas convocações, mesmo que nela constem atletas que estão em má fase em seus clubes, além de se esquecer de outros bons jogadores que merceariam uma vaga por estar em melhor situação.


O meio-campo é o setor que contém o maior número de jogadores em má fase, e que Mano Menezes teria outras boas opções para chamar. Lucas não começou bem o ano no tricolor paulista, assim como Ganso e Ronaldinho vêm de má fase desde o fim da última temporada em seus respectivos clubes, o que acaba trazendo preocupação contra a Bósnia, que por pouco não se classificou para a Eurocopa, e tem no atacante Džeko do Manchester City a principal referência. Por que não Oscar (Internacional), Thiago Neves (Fluminense) e/ou Kaká (Real Madrid)?

Há outros nomes que poderiam ser questionados como Sandro, que vem de lesão no Tottenham e Alex Sandro, que não tem atuado regularmente no Porto. O treinador deve ter convocado o ex-santista em função do projeto olímpico, assim como o goleiro Rafael do Santos, que poderá ser o titular nas olimpíadas. Já para volantes, Mano não pode contar com Lucas, Anderson e Ramires lesionados, e optou por não chamar ninguém do Corinthians, além de o mercado Brasileiro não oferecer nenhum nome indiscutível para ser chamado na função, o que a deixou com nomes que não empolgam à primeira vista.

No mais, não há muito o que se discutir. O país mostra não ter grandes nomes no cenário internacional, além de possuir algumas incógnitas jogando no país. Hoje, pode-se dizer que apenas Neymar está afirmado, apesar de ainda não estar em um nível top no cenário mundial. Não foi atoa que, uma vez apertado o cinto no mercado europeu, poucos jogadores brasileiros rumaram ao velho continente. 

Milagre econômico no Brasil? Me engana que eu gosto, pois alguns clubes não tem dinheiro sequer para pagar os salários dos jogadores em dia.