segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Novo modelo de jogo minimiza importância de Damião


Nas vitórias contra o Juan Aurich e o Caxias na última quinta-feira e domingo respectivamente, ficou definitivamente constatada uma alteração no modelo de jogo do time do Internacional, caracterizado pelo toque de bola incessante no campo de ataque, além de jogadas de aproximação e muita movimentação por parte do setor ofensivo, que acaba deixando o time menos dependente de individualidades, como o goleador Damião.

Este novo modelo de jogo “lembra” o que é praticado pelo Barcelona. Grafei o lembra para não se dizer erroneamente que o esquema colorado é uma cópia-espelho em relação ao time Catalão, o que soaria na prática como uma inverdade, visto que há diferença cultural e tática entre os dois países, que acaba inviabilizando uma cópia-total do que é muito bem exercido pelo melhor time do mundo há pelo menos três anos.



Porém algumas as características semelhantes, que mencionei no primeiro parágrafo, criam consequências parecidas com as que o time Catalão presenciou nas últimas temporadas, e que servirá como parâmetro para uma má fase de Leandro Damião, principal goleador do futebol brasileiro em 2011, e que até agora não se reencontrou na temporada 2012.

O centroavante teve uma lesão muscular em meio ao Campeonato Brasileiro do ano passado, que acabou lhe custando a sequencia de bons jogos que o levou para a Seleção Brasileira, e desde então, tem a sua importância reduzida no time Colorado.  Até agora, a má fase de Damião é referida com o fato de estar fora de forma, e como é um finalizador, precisa de ritmo de jogo para entrar em sua velha forma.  A sua qualidade técnica também já é colocada em dúvida, tanto que li e ouvi comentários de torcedores e até de jornalistas esportivos, que acham que o centroavante estava de “aniversário” durante 2011, e que a sua realidade é de um rendimento bem menor ao que foi praticado no ano anterior. 

Em 2011, podia se afirmar que o time jogava em função de Damião, enquanto que em 2012, é notável um distanciamento do centroavante em relação às demais peças ofensivas, o que deixa uma sensação de que Damião está fora de sintonia, e por consequência, estaria sobrando no time colorado.

Eu apenas abraço a ideia da má fase por condição física e falta de ritmo de jogo por ser início de temporada, porém a visível mudança de estilo de jogo do Inter, que fora intensificada pela chegada de Dagoberto (e Dátolo), permite ao time um jogo coletivo mais forte, rápido e envolvente, com a qualidade técnica de cada jogador aparecendo juntamente com a criatividade e posicionamento de cada um, formando um conjunto consistente e que permite que o time possa realizar jornadas convincentes e encantadoras, como fora visto contra o Caxias.

Damião não tem a mesma destreza e habilidade que Dagoberto, Dátolo, Oscar e D’Alessandro.  Por outro lado, o centroavante é goleador e marca gols, porém outro grande centroavante finalizador sofreu com este Barcelona de Messi. Trata-se de Zlatan Ibrahimović, que fora contratado pela bagatela de 60 milhões de euros (hoje R$ 136,3 mi) junto a Internazionale ao fim da temporada 2008/09, e que durou apenas uma temporada e meia no time catalão, saindo pela porta dos fundos como a pior contratação da história do time espanhol.

A qualidade técnica de Ibrahimović é inquestionável, porém o centroavante não se adequou ao estilo de jogo rápido praticado por Messi, Pedro e posteriormente por Villa, que acabaram formando este encaixe ofensivo que vemos hoje no time Catalão, tanto que Guardiola abdicou de contratar outro centroavante, investindo somente em Afellay e Sanchéz, jogadores rápidos e que se enquadram na característica atual do time catalão.


O que poderá acontecer com Damião é o centroavante perder a vaga no time titular para Dátolo, que assumiria a função de Dagoberto e este ficaria centralizado no comando de ataque. Porém a questão legal do limite de estrangeiros nas competições nacionais impediria esta experiência.  


Outra solução seria Dorival Jr. aperfeiçoar e personalizar ainda mais o seu sistema, criando uma mecânica de jogo que acionasse de forma mais intensa Damião, para que este esteja sempre em condições de marcar gols, enquanto os meias Dagoberto, D’Alessandro e Oscar se movimentariam para criar os espaços de criação de jogadas que seriam posteriormente finalizadas por Damião.

É um problemão e tanto para Dorival Jr. resolver nos próximos jogos....

City vence e coloca tudo no seu devido lugar


O Manchester City foi até Birmingham enfrentar o Aston Villa. Os Citizens estavam pressionados pela vitória do rival United, e precisavam pelo menos do empate para voltar à ponta do Campeonato. 

Porém enfrentar o Aston Villa no Villa Park é sempre uma tarefa complicada, apesar da má fase do time do contestado treinador Alex McLeish, que vinha com uma sequencia de apenas uma vitória nos últimos cinco jogos e, devido a isso, teve sua saída pedida em coro pela torcida dos Lions.  

Mancini abdicou de ter um atacante de oficio ao deixar Dzeko no banco, além de não contar com o suspenso Balotelli. A tática foi trancar o jogo no meio-campo, para que em alguma individualidade ou em lance de bola parada construísse o escore positivo, apesar de um empate não ser um mal negocio.

O excesso de zelo por parte do City, somado a um ataque pesado do Aston Villa, que ressentia de armadores mais bem qualificados, deixou o jogo truncado, com os poucos lances lúcidos da primeira etapa surgindo pelo lado do time de Manchester. O Mais perigoso foi aos 26 minutos, com um chute de Adam Johnson de fora da área na trave esquerda do goleiro Given, que até o ano passado era jogador do City.

Porém o gol da vitória veio na segunda etapa, em um escanteio cobrado por David Silva, que fora escorado no segundo pau por Berry, e que sobrou para Lescott de dentro da pequena área completar para o gol. No mais, o City conseguiu manter a posse de bola, administrando o resultado que lhe deu de volta a primeira colocação com 60 pontos, contra 58 do rival United. O Tottenham que vem de um bom jogo contra o Newcastle é o terceiro com 53. 

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Desorganizado Chelsea perde e se afunda


Pela continuação da 25ª Rodada da Premier League, o Chelsea foi até Liverpool enfrentar o Everton no Goodison Park, e voltou com a primeira derrota no ano de 2012, que somada com os três últimos empates, tiraram o time do G4, já que o Arsenal venceu no mesmo horário o Sunderland e ultrapassou o rival de Londres nos critérios de desempate.

Sem contar com Ramires e ainda com a dupla Drogba e Kalou, Villas-Boas montou um meio campo com Essien, Meireles e Lampard, postando Mata e Sturridge como atacantes ao lado de Torres, em um esquema 4-3-3.  Para que a formação funcionasse, era imprescindível uma boa jornada do meio-campo, o que não acabou ocorrendo, e que somado com as falhas defensivas, ocasionaram na derrota dos Blues.

A vantagem para o time da casa foi conquistada logo aos 4 minutos de jogo, em um lateral mal cobrado por Bosingwa no campo de defesa, e que somado com uma desatenção geral do setor defensivo permitiu que Pienaar fosse lançado em velocidade e chutasse forte na saída de Cech para abrir o placar. 

O Chelsea começou a dominar a posse de bola, porém a inoperância do meio-campo não permitia jogadas de infiltração e muitas conclusões, deixando o time dependente de chutes de fora da área. Villas-Boas tentou mudar o panorama com a entrada de Malouda no lugar de Essien já na metade da segunda etapa, porém nova falha defensiva acabou originando um contra-ataque rápido puxado pelo norte-americano Donavan, que serviu o argentino Stracqualursi para fechar o placar.

O Chelsea em nenhum momento mostrou organização para reagir na partida, parecendo um time juvenil de colégio, caracterizado por uma parte de defensores, enquanto a outra parte se mantinha no ataque. Para complicar, o treinador português perdeu o lateral esquerdo Ashley Cole lesionado em uma dividida com Neville, no lance em que originou o segundo gol do time de Liverpool já aos 26 da segunda etapa.

Em situação delicada na Premier League, com grande ameaça de não classificação para a próxima edição da Champions League, o Chelsea terá que se preparar para o jogo de ida desta edição da competição continental, onde enfrentará  o bom time do Napoli na Itália. Uma eliminação, e a temporada do time de Roman Abramovich estará totalmente comprometida. 

Evra ri por último em um ebulido clássico


Depois de ficar algumas rodadas sem assistir jogos pela Premier League, volto a postar nesta rodada, 25ª, que começou de cara com o maior clássico inglês, envolvendo Manchester United e Liverpool, e que somados ostentam 37 títulos do concorrido campeonato.

Tamanha rivalidade entre os times de cidades vizinhas já deixaria a atmosfera quente para o confronto, porém este ainda reservara o primeiro confronto entre o lateral esquerdo do Manchester Patrice Evra e o atacante Luis Suárez do Liverpool, após um suposto crime de racismo cometido pelo uruguaio do Red, e que lhe custou uma punição de oito jogos nas competições inglesas.

Logo de início, o uruguaio tratou de deixar o clima do jogo ainda mais hostil, depois de evitar cumprimentar o lateral francês do United, mostrando deselegância. Logo em um dos primeiros lances do jogo, Suárez apareceu novamente ao empurrar o zagueiro Ferdinand contra Evra, para as vaias do torcedor “Red Devil”, que venerava, com maior intensidade, cada toque de bola de seu lateral esquerdo.

No mais, Suárez só iria aparecer novamente na partida aos 35 minutos da segunda etapa, quando a bola lhe apareceu em condições para marcar o que seria o gol de desconto o Liverpool, depois desta esbarrar em Ferdinand. Naquela altura,  o Liverpool já era derrotado por 2x0 e com as modificações desesperadas do treinador Kenny Dalglish não resultarem em nada positivo, a não ser uma esculhambação no meio-campo, que fora ofuscada pelo gol do uruguaio.

Tirando os minutos de reação após o gol e a iniciativa inicial do Liverpool, o Manchester dominou toda a partida, e só não saiu em vantagem no final da primeira etapa em virtude de muitas chances de gols desperdiçadas. Porém o United aproveitou  um clima de instabilidade da equipe rival no inicio da segunda etapa para construir o escore aos 1 e 5 minutos, onde ambos foram marcados por Rooney.

No primeiro, o Shrek aproveitou um escanteio cobrado por Giggs e desviado no primeiro pau por um adversário, para pegar de primeira já na pequena área. No segundo, recebeu em velocidade um passe açucarado de Valência, que havia roubado a bola de Spearing como se fosse um doce de uma criança. 

No fim das contas, Suárez pode ter fritado ainda mais o clima de confusão, porém foi Evra que vibrou após o apito final de Phil Dowd. O Manchester dorme na liderança, porém espera o rival City que amanhã enfrenta o Aston Villa fora de casa, no Villa Park. 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Tranquila vitória abençoada por Jesús


Em um jogo espirita, em função do embrolho envolvendo o FoxSports e a sua não inclusão nas principais operadoras, tive que recorrer a links pela internet para poder visualizar a estreia do Internacional na Libertadores 2012. Felizmente consegui um link camarada, sem travas e que de nada me fez sentir falta da TV, visto que não tenho problemas com o idioma espanhol.

O jogo diante dos peruanos também marcou a estreia do uniforme da Nike, nova fornecedora do time Colorado, em um jogo que foi marcado pela tranquilidade pela qual o time brasileiro conseguiu a vitória, com o placar se tornando enganoso no fim das contas, visto que o Inter perdeu muitas chances de gols, e conseguiu garantir a vitória apenas aos 45 minutos da segunda etapa, nos pés da estrela Jesús Dátolo.

Com a lesão de última hora de Tinga, Dorival Jr. escalou Bolatti, formando a minha dupla preferencial de volantes, ao lado de Guiñazu. Mais a frente, Oscar, D’Alessandro e Dagoberto formavam um trio de meias, cada vez mais entrosado e com várias alternativas de movimentação, sem deixar Damião isolado, este um problema visto nos primeiros jogos do time na temporada, e que aos poucos parece estar sendo solucionado.

No jogo, o Inter teve dificuldades iniciais, devido a postura defensiva do Juan Aurich, que abusava da violência para parar o toque de bola Colorado. Com seis minutos de jogo, o volante Ortiz já havia levado amarelo por ter chegado duas vezes de forma desleal.  Porém  o peruano seguiu abusando da sorte, e foi expulso aos 35, deixando o jogo mais tranquilo ao Inter.  Antes da expulsão, aos 23, Oscar havia marcado um lindo gol para o Inter, depois de tabelar com Damião, que fez o pivô e devolveu para o meia chutar no canto esquerdo do goleiro Penny.

Com a vitória parcial e vantagem numérica, o Inter jogou à la Barcelona, tocando incessantemente a bola,  até achar brechas para concluir. É bem verdade que nem todos os lances originaram conclusões, com o time abusando de errar no último passe, que é aquele que deixa o jogador em condições de finalizar. Porém o time conseguiu várias conclusões, abusando na arte de errar gols, principalmente na segunda etapa. Como destaque, o toque de bola entre os meias e suas inversões de posicionamento, onde Oscar foi o grande nome da partida, marcando um dos gols.

Dorival foi corajoso no segundo tempo, tirando Bolatti para colocar Dátolo, e deixando apenas Guiñazu como volante de oficio. João Paulo também foi colocado no lugar de Dagoberto, alterando a concepção do meio campo, e deixando-o bagunçado, tanto que permitiu que os peruanos conseguissem seus tímidos ataques. Porém o segundo gol, marcado por Dátolo em um rebote originado por um chute de João Paulo defendido parcialmente pelo bom goleiro Penny, acabou atenuando a situação, além de confirmar a vitória do Inter e mostrar a estrela do argentino, autor de dois gols em dois jogos, sendo um em clássico Gre-nal.

Não pode se dizer que o Inter fez um grande jogo, pois não foi muito exigido.  O time dominou as ações durante a maior parte da partida, e só não goleou em função dos erros de finalização. A defesa foi pouco exigida, e ainda contou com a entrada de Bolívar no intervalo, no lugar de Índio, que sentiu um mal estar ao fim da primeira etapa.  

Agora o time jogará novamente somente daqui a um mês, dia 08/03, no confronto contra o Santos, na Vila Belmiro. 

Tímida estreia de fase de grupos


Em meio a um embrolho envolvendo a operadora Fox, detentora dos direitos da Competição, e as operadoras, há problemas de transmissão envolvendo a Libertadores, que acaba prejudicando uma melhor análise deste início de competição.

Como não tinha acesso ao Canal Speed na última terça-feira, vi apenas momentos do jogo do Fluminense contra o Arsenal de Sarandi (Argentina) por links da Internet, porém nesta quarta-feira consegui ver o confronto entre Vasco e Nacional do Uruguai pela velha parabólica, que ainda serve nestes casos.


Quem não viu o desempenho e esforço vascaíno na reta final do Campeonato Brasileiro 2011, deve ter ficado decepcionado com o poderio cruzmaltino na partida contra os uruguaios. O time carioca perdeu ao natural, merecendo o tento negativo em pleno São Januário, contra um time que tinha jogadores veteranos como o argentino Placente e os uruguaios Scotti e Recoba, este que entrou no segundo tempo.

O Vasco jogou somente durante os primeiros minutos em uma natural tentativa de pressão, além dos quinze minutos finais, animado pelo gol de Alecsandro aos 29 que trouxe um ânimo final ao time carioca, somado já com um natural desgaste do elenco uruguaio, em sua maioria composto por “vovôs” do futebol. 

Porém neste intervalo de 70 minutos que o Nacional dominou o jogo, e marcou o primeiro aos 30, com ajuda do zagueiro vascaíno Dedé, que fez contra, e logo no primeiro minuto da segunda etapa com Sánchez, outro veterano, já com os seus 32 anos.   No mais, os uruguaios sentiram-se em casa, apresentando um toque de bola envolvente e, em muitos momentos, colocando o Vasco “na roda”. O time estrangeiro poderia até ter marcado mais gols e matado o placar, porém no final das contas, a vitória de 2x1 ficou de bom tamanho.

Já o Vasco estreia preocupando. Não acompanho o campeonato carioca e não tinha nenhuma referência do clube carioca, a não serem as atuações do Campeonato Brasileiro.  Não tenho nada contra o zagueiro Rodolfo, ex-Grêmio, porém conheço suas atuações abaixo da média no tricolor gaúcho, e ontem foi um dos grandes responsáveis pelos gols sofridos. No primeiro, embolou-se com Dedé, enquanto no segundo perdeu uma bola no campo de defesa, além de mostrar-se mal posicionado em alguns lances, que por pouco não originaram gols uruguaios. 

Ofensivamente, não entendi a não colocação de Bernardo, que ficou os 90 minutos no banco de reservas.  O time mostrou-se previsível nas ações ofensivas, e dependeu muito de Diego Souza, em algumas de suas rápidas escapadas. As vaias de “burro”  para Cristóvão Borges ao fim da partida podem ter sido exageradas por ser em início de temporada, porém o Vasco terá que estudar melhor este embrolho envolvendo Ricardo Gomes e seu “volta ou não volta”, pois a fase de grupos é curta e não permite grandes erros, por mais que os times sejam menor qualificados.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Classificação Copeira em Manizales


Na Colômbia, o Inter usou da experiência e da garra Copeira para conseguir superar os três grandes obstáculos que o aguardava em Manizales: O preparo físico, a altitude e o Once Caldas.

O time de Dorival Jr. não fez uma grande partida em termos táticos, porém destaques individuais foram determinantes para que o time superasse um gol sofrido logo no primeiro minuto, para garantir com certa tranquilidade a classificação para a fase de grupos da competição sul-americana.

Com Dagoberto longe de suas melhores condições físicas devido a uma lesão, o treinador optou por Tinga, reforçando a marcação devido a suas características mais defensivas, porém postando o jogador na mesma posição de Dagoberto, que acabou mantendo o esquema 4-2-3-1. Tinga fez uma boa partida, ajudando os volantes Guiñazu e Bolatti na cobertura, além de cumprir funções ofensivas, chegando a marcar o segundo gol do Inter na partida, depois de um de seus avanços. 

Outros destaques colorados foram D’Alessandro e Oscar. O argentino mostrou o porquê de tanto esforço da direção e da torcida em mantê-lo no elenco, já que lançou brilhantemente Oscar para que o meia sofresse o pênalti, que o próprio gringo converteria para empatar o jogo aos 10 minutos, que acabou mudando a história da partida, visto que o time perdia até então o jogo, devido a uma chegada imprudente de Nei em Beltran com o cotovelo, e com o juiz interpretando pênalti, além de uma bola na trave dos colombianos aos 7, que poderia ter originado o segundo gol.

Além de sofrer o pênalti, Oscar teve boa participação na segunda etapa, ao mostrar folego para puxar contra-ataques, cuja maioria originou chances claras de gols não convertidas pelos atacantes. O número de chances claras desperdiçadas foi  muito alto, e que poderiam ter feito falta caso a partida não tivesse mais dois destaques pelo lado colorado: Guiñazu e Índio.

El Cholo comandou o meio-campo, tendo que cobrir constantes falhas de Bolatti, além de ter folego para chegar ao ataque e até arriscar um chute a gol, bem defendido pelo goleiro Martínez. Já Índio jogou pela defesa inteira, visto que o zagueiro cobria sucessivos erros de Nei e de Moledo. Foi no setor direito defensivo Colorado a origem das principais jogadas do Once Caldas. 

O time colombiano parecia desacreditado em uma classificação, tanto que o seu torcedor não compareceu em bom número.  O time chegou, em grande parte pelos flancos, exagerando na bola aérea, e nas raras vezes em que tentava uma jogada de aproximação e tabelamentos, conseguiu o gol que deu o empate de 2x2 aos 24 minutos de jogo.  Não teve mais sorte pelo afobamento de seus atacantes, apesar de a defesa Colorada e do goleiro Muriel darem muita sorte ao azar. 

Falei muito em nomes, mas foram eles, individualmente e tecnicamente, que determinaram a classificação colorada para a fase de Grupos. Dorival Jr. teve mais sorte que juízo, pois a entrada de Tinga, apesar de todo o seu esforço e colaboração, diminuiu o poderio ofensivo, além de o treinador retrancar bastante o time na segunda etapa com as entradas de Élton e Fabrício.  

Aos poucos o preparo físico começa a entrar em níveis satisfatórios e deixa de ser um agravante que serve como desculpa para más atuações. O Inter novamente não fez um grande jogo, levando a classificação mais pelo seu poder copeiro e pela experiência de jogadores com garra latina e que já tem taças no curriculun. Está na hora de o time mostrar uma atuação similar a do primeiro tempo contra o Once Caldas no Beira-Rio, que simplesmente massacrou o adversário.

Na próxima semana, o Inter estreia na fase de grupos contra o Juan Aurich do Peru. Antes terá o Gre-Nal pelo Gauchão. Será que Dorival escalará um time misto ou reserva no clássico?