sábado, 25 de maio de 2013

Chegou a hora de dizer adeus

Nas próximas horas, Neymar deverá anunciar o seu futuro, ou no Real Madrid ou no Barcelona. A transferência para o futebol espanhol é iminente, tanto que o Santos já anunciou, na noite desta sexta-feira, que aceitou as duas propostas e deixou a decisão nas mãos do jogador.

A proposta do time catalão é conhecida: 28 milhões de euros, enquanto o valor que o time merengue está disposto a investir no jogador é maior, o que lhe fez balançar na escolha, mas seu destino deverá ser realmente o Barcelona, tendo em vista que o jogador já havia assinado um acordo prévio com o time catalão.

A transferência é ótima para Neymar e boa para a Seleção Brasileira, tendo em vista que o jogador terá um ano de time catalão e tende a crescer no futebol europeu. Talento o jogador mostrou que tem, e o clube catalão poderá lhe aperfeiçoar, além de ter um maior contato com o modelo de jogo europeu e se ambientar com os fortes e compactos sistemas defensivos do velho continente. 

Ao ir para o futebol espanhol, Neymar não sentirá uma abrupta diferença, tendo em vista que dos principais mercados do continente, o espanhol é o que melhor vislumbra o talento e o jogo bonito, além do futebol ofensivo praticado pelas “potências” caseiras Barça e Real, oferecendo a possibilidade de lapidá-lo.

Já para o Santos, é melhor ficar com alguns milhões dos 55% do passe do jogador a que tem direito na conta, do que perdê-lo de forma gratuita na próxima temporada, tendo em vista que o contrato de Neymar com o clube santista era válido até a Copa do Mundo. Porém mostra que o projeto da sua permanência acabou falhando, tendo em vista que o clube não conseguiu  atingir os seus objetivos, apesar de o jogador ter arrecadado muitos milhões com a sua imagem.

A tão sonhada permanência de Neymar no Brasil era vislumbrada pelo clube como uma oportunidade para crescer, arrecadando mais, aumentando a torcida e conquistando um maior prestigio frente à televisão, que ainda é a mina de ouro do futebol brasileiro. 

De fato a arrecadação santista aumentou, devido a participação em alguns contratos publicitários envolvendo o jogador e do programa sócio torcedor, enquanto que o número de admiradores do clube santista também cresceu, contudo não se sabe se a maioria destes novos fãs irá acompanhar Neymar no seu novo clube ou continuarão vinculados ao Santos como sócios.

Porém o grande objetivo do clube não foi atingido, que era um espaço maior na televisão, que hoje se restringe basicamente a Flamengo e Corinthians. A televisão ainda é a principal fonte de receitas para os clubes e uma maior exibição, além de projetar uma maior verba frente à detentora dos direitos de transmissão, ainda é capaz de atrair investimentos mais voluptuosos de patrocinadores e atrair novos torcedores. 

Durante o período de permanência de Neymar, o Santos teve uma exposição bem menor na TV aberta que o esperado, tanto que sempre foi preterido pelos times da capital, ou na falta destes, até por filmes direcionados ao público paulista. A campanha do time na Libertadores de 2011, o grande titulo conquistado pela geração Neymar,  foi praticamente fantasma em termos de TV aberta, e que ajudou a vincular a imagem do craque mais a Seleção Brasileira do que ao Santos.

Para o jogador a permanência foi ótima no ponto de vista financeiro e artístico, pois jamais um jogador faturou tanto atuando em solo brasileiro, além de ganhar notoriedade na Seleção Brasileira, principalmente pela necessidade de uma maior identificação da Seleção com os brasileiros. Soma-se a isso, gols espetaculares que rodaram o mundo, a ponto de Neymar já chegar ao continente europeu com status de menino prodígio, que pode escolher o clube que deseja e que certamente terá um acompanhamento diferenciado em relação a maioria dos brasileiros que se arriscam, e acabam não engatando no futebol europeu devido a falta de ambientação.  

Para se esforçar e manter o jogador, o Santos viu um time promissor ser desmontado, sobrando apenas Neymar, que virou nos últimos anos a única individualidade capaz de criar algo diferente no time da baixada. Agora o presidente Luis Álvaro Ribeiro terá a ingrata missão de montar um time forte com os milhões da transferência, pois o futuro do clube sem Neymar preocupa o torcedor santista.

Barcelona ou Real Madrid. Não importa. O que importa é que a saída de Neymar deixará o futebol brasileiro mais pobre.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Projeto não mostra a sua identidade e Grêmio sucumbe mais uma vez


O Grêmio sucumbiu diante dos colombianos do Independiente Santa Fe e deu adeus a Libertadores 2013. O gol de Medina acabou com o grande projeto da temporada do clube, que pretendia o título da competição sul-americana para iniciar uma nova era de títulos ao comando de seu presidente mais vencedor da história: Fábio Koff.

Motivações não faltaram para um 2013 diferente. Primeiro foi toda a apoteose criada pela nova casa, uma moderna Arena que pretendia uma nova forma de relação entre torcedor e o jogo do seu clube. Depois, a vitória de Fábio Koff nas eleições presidenciais, que esteve no comando do clube durante as conquistas das duas Libertadores do clube, um mundial, além de vários títulos nacionais.  Por último, um elenco milionário montado pelo presidente e sua direção, que se aproveitou de negócios de ocasião e montou um time caro e invejável no papel, devido à trajetória mundial de vários jogadores como André Santos, Cris, Vargas, Welliton, etc...

Apesar da vontade em ter Felipão no comando técnico, Koff manteve Luxemburgo, respaldado por 99,9% dos gremistas que queriam a permanência do treinador, após uma boa campanha no Brasileirão do ano anterior, e que renovou o contrato por dois anos com uma razoável valorização salarial. 

Tamanho esforço fez o mandatário gremista adiantar receitas e proporcionar um temerário endividamento que, somado com as obrigações relativas a Arena, chegou aos R$ 28 milhões no primeiro trimestre.  Tudo era válido para ver o clube conquistar um título relevante depois de 12 anos. 

Porém nem tudo saiu como planejado. Uma série de questões internas e externas impediu que o tricolor pudesse ir longe ao seu principal objetivo da temporada. Começou com a dificuldade de transição para a Arena, que além de ser inaugurada antes do tempo, não teve todas as questões contratuais devidamente esclarecidas no momento do acordo, e cujos vultosos valores envolvidos e não devidamente planejados até hoje exige trabalho de negociação do clube, e que contribuiu para tirar o foco do time na competição. Depois entrou no futebol quando o atacante Marcelo Moreno foi preterido pelo treinador e, por meio de seu pai, não poupou críticas ao clube. 

Neste meio tempo, o clube havia preterido o Campeonato Gaúcho em detrimento de uma preparação total para a Libertadores. Durante praticamente todo o campeonato regional, o Grêmio não utilizou força máxima, chegando a escalar um time reserva em todo o primeiro turno da competição, quando as esparsas datas da Libertadores permitiam a escalação do time titular para ganhar entrosamento e ritmo de jogo. 

Luxemburgo não aproveitou como deveria todo o tempo que teve a disposição para treinar o time, pois o Grêmio não evoluía em campo. Tirando os confrontos contra o Fluminense e o Caracas na primeira fase, o time gremista jogou apenas o suficiente para não ser eliminado, tanto que por pouco não ficou na pré-Libertadores além de ter terminado a fase de grupos com a 15ª melhor campanha entre os 16 classificados.

A eliminação para o Juventude na Taça Farroupilha e, por consequência no campeonato, foi sentida, apesar deste não ser prioridade, e o clube se despediu da competição sem chegar a uma final de turno, algo inédito no formato do campeonato. O presidente gremista chegou a utilizar o seu prestigio perante os dirigentes da Conmebol para adiar o segundo jogo das oitavas-de-final contra o Santa Fé para que o clube pudesse disputar a final da competição gaúcha em um provável Gre-nal, além de recuperar jogadores lesionados.

Diante da eliminação sumária no Gauchão, a direção fez todo um planejamento para o jogo da volta, onde o grupo ficou por oito dias em Bogotá para se ambientar com os 2600 metros de altitude da cidade.  Mas o esforço foi em vão, pois o time entrou medroso, querendo desde o primeiro minuto que o jogo acabasse 0x0.

O Grêmio pouco produziu e não foi capaz de suportar a forte pressão do tímido ataque colombiano, que de tão pobre tecnicamente, precisava de falhas explicitas da defesa gremista para ter chances reais de gol.  De tanto insistir, o Santa Fe acabou chegando ao seu gol com Medina, após passar com facilidade por Werley e Bressan para apenas deslocar de Dida. Mesmo com 15 minutos para tentar fazer alguma coisa e com alterações que lhe tornaria mais ofensivo, o Grêmio aceitou a derrota e pouco lutou em campo. 

Os jogadores mostraram um total descomprometimento, cujo lance mais flagrante foi a isolada de Vargas, que estava livre na pequena área e com o goleiro batido, terminando com qualquer chance gremista. Descomprometimento é a palavra que define o time gremista na temporada, algo totalmente diferente do que a história impôs como filosofia para o clube nos seus momentos de glória.

Foi-se o sonho e aparece uma realidade cheia de dívidas e problemas para serem resolvidos. A questão de parceria com a OAS ainda é tema de discussão, e o futuro é muito nebuloso para o clube em termos financeiros. Luxemburgo está a perigo, e o que lhe salva são as minguadas opções do mercado e a sua milionária multa, que se especula atingir os R$ 7 milhões em caso de rescisão. Alguns jogadores vieram com contratos curtos e é provável que deixem o clube no meio do ano, até como forma de aliviar a folha de pagamento.

Os fracassos só se acumulam no clube, que não sabe mais o que é levantar uma taça. Não há mais uma identidade e o único elo do torcedor com o clube vitorioso está em Fábio Koff, um senhor de 82 anos e que mostra as fragilidades oriundas de sua idade avançada. Koff está fazendo o possível e o impossível para reconduzir o clube aos tempos de glória, porém até agora todo o esforço está sendo em vão. 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Inesperada final alemã celebra o fim de uma era no futebol europeu


Pelo menos nas últimas três temporadas, Barcelona e Real Madrid foram considerados os melhores times do mundo, devido a todo o poderio financeiro e a presença de Messi na equipe catalã e Cristiano Ronaldo na merengue, melhores jogadores disparados e únicos concorrentes reais ao título de melhor do mundo.  

Ao longo destes anos, uma inédita final de Champions League disputada pelos espanhóis foi esperada, e só não ocorreu em 2010/11 devido ao enfrentamento entre os times na semifinal. Na temporada 2011/12 ambos os times vacilaram e ficaram pelo caminho, porém nesta temporada não se pode atribuir única e exclusivamente ao azar a eliminação de ambos nas semifinais da UCL, onde os alemães do Borussia Dortmund e do Bayern München mostraram um futebol diferenciado, e merecem protagonizar a final do próximo dia 25 de maio em Wembley.

O Barcelona foi o precursor, na temporada 2008/09, com a chegada de Guardiola no comando técnico, dispensando medalhões e montando um time basicamente formado pelas categorias de base, ofensivo, organizado e comandado por Messi, menino prodígio que se consagraria e viria a ganhar quatro prêmios de melhor jogador do mundo. O Real Madrid buscou imitar o modelo e trouxe Cristiano Ronaldo e Kaká, ambos premiados com o titulo de melhor do mundo em 2008 e 2007 respectivamente, sob o comando de Mourinho, com a promessa de evitar um amplo domínio catalão. Missão fracassada, pois o time merengue não foi páreo para o Barcelona, que ganhou praticamente todos os títulos que disputou na era Guardiola.

Porém este domínio caseiro espanhol inflacionado pelo faturamento milionário de ambos os times teve fim nesta edição da Champions League, pois ambos foram batidos pelos alemães Bayern e Borussia, que mostraram os seus recursos e estabeleceram um futebol diferenciado, composto por um conjunto de bons jogadores, muito bem organizados em um esquema e que se contagiam pelo espírito “torcedor” de seus adeptos, mostrando um algo a mais em campo que nós brasileiros chamamos de raça ou garra.

É evidente que um grupo aguerrido e organizado dificilmente chegaria longe se não tivesse qualidade, e tanto o Bayern de Jupp Heynckes quanto o Borussia de Jürgen Klopp mostraram ao longo da temporada e, principalmente, contra Barcelona e Real Madrid respectivamente, quebrando o reino absolutista dos espanhóis na competição europeia. Os dois times alemães formam a base da sua seleção nacional.

Algumas constatações ficam deste histórico acontecimento. Uma é a qualidade da Seleção alemã, que chegará favorita para a Copa do Brasil de 2014. 


Outra, e mais importante, é o êxito no processo de reformulação no futebol alemão, iniciado com a Copa de 2006 no país e que foi capaz de resgatar a paixão do torcedor local pelo futebol, além de estimular o desenvolvimento das categorias de base nos times. Houve uma maior competitividade no futebol local influenciada por quotas de TV mais bem divididas entre os clubes, além do surgimento de vários jogadores, que acabaram contribuindo para o ressurgimento da seleção.

O futebol ainda é o grande entretenimento, o que exige um maior cuidado em relação à capitalização dos clubes. É inadmissível que dois clubes fiquem com mais de 50% das quotas de TV, o que acaba polarizando a disputa e deixando os campeonatos cada vez mais pobres e menos atraentes. 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Milionário Grêmio sucumbe e Luxemburgo tem cabeça a prêmio


O projeto Grêmio 2013 ruma ao fracasso. O primeiro sinal da sucumbência foi a precoce eliminação no Campeonato Gaúcho contra o Juventude nos pênaltis, repetindo uma sequencia de atuações burocráticas que faz com que o time não consiga demonstrar em campo a superioridade técnica contra adversários, em grande parte, muito inferiores.

O treinador Vanderlei Luxemburgo ganhou um milionário elenco para tentar tirar o time gremista de uma seca de títulos importantes, que perdura desde a Copa do Brasil de 2001. Nomes como Dida, Cris, André Santos, Adriano, Vargas, Welliton e Barcos vieram a peso de ouro, sendo muitos destes indicados pelo próprio comandante, onerando demasiadamente a folha salarial do clube. 

Estes nomes, somados com o retorno do presidente multicampeão Fábio Koff e o fator “casa nova”, proporcionado pela primeira temporada na Arena, inflamaram o torcedor gremista, que passou a sonhar alto com o retorno de títulos importantes, e que até chegou a sair do papel com a estupenda atuação do tricolor gaúcho contra o Fluminense no Rio de Janeiro pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores.

Com exceção a poucos jogos no início da temporada, Luxemburgo não conseguiu dar forma ao time, e sequer consegue dar indícios de soluções que possibilitem um acréscimo ao futebol apresentado pelo Grêmio. O tricolor se classificou para a fase eliminatória da Libertadores no limite, e poderia ter sido eliminado do Gaúchão na própria Arena contra o São Luiz, quando empatou no tempo normal e conseguiu se classificar somente nas cobranças de pênaltis.

O time gremista não passa de um emaranhado de jogadores, dependentes de lances individuais para conseguir alguma coisa nas partidas. Soma-se a isso a morosidade do time, que apesar de técnico, não mostra qualquer poder de indignação e aguerrimento, ingredientes importantes no glorioso passado de títulos gremista.

O confronto das oitavas-de-final da Libertadores contra o Independiente de Santa Fé poderá ser o divisor de águas do Grêmio na temporada. Um fracasso não só simbolizará o fim da permanência de Luxemburgo no comando técnico, como o fim do projeto do clube para este ano e a entrada de um futuro nebuloso cheio de contas para pagar. 

terça-feira, 19 de março de 2013

Grêmio X OAS - Blefe ou Realidade?


As notícias a respeito da relação Grêmio x OAS ganharam uma conotação de novela, pois muito se especula e pouco se esclarece ou se soluciona. Pela movimentação, é sábio que há divergência na parceria, principalmente em relação aos valores oriundos dos encargos previstos no contrato. 

Recentemente, o jornalista Hiltor Mombach publicou em seu blog uma cópia do contrato da parceria Grêmio x OAS além dos aditivos que o complementa. Apesar de não ter formação jurídica para interpretar com maestria os dizeres do contrato, li o material e o classifiquei como ousado e de alto risco, devido a grande margem de lucro ou prejuízo que poderá causar ao clube. Quanto a ser ruim ou bom depende do critério de cada um, pois um visionário poderá acha-lo excelente, enquanto que um conservador poderá rotulá-lo como péssimo.

O grande problema está nos efeitos financeiros que as cláusulas estariam trazendo ao Grêmio, principalmente na relação do sócio torcedor com a nova casa gremista. O programa, na qual o torcedor se fideliza ao clube do coração e pagando uma mensalidade tem acesso gratuito aos jogos ou desconto na compra dos ingressos, ajudou a impulsionar o faturamento da dupla Gre-nal, pioneira no projeto no país, e que agora se alastra aos grandes clubes brasileiros. Porém este projeto só funciona em estádios onde o clube tem total gerência, o que não é o caso da Arena gremista, onde foi montada uma Pessoa Jurídica para administrar o empreendimento, na qual o próprio Grêmio faz parte.

Para viabilizar a parceria, ficou definido no contrato que a totalidade da receita dos jogos fica a cargo desta PJ, denominada Superficiária ou Sociedade de Propósito Específico (SPE). Como os sócios são do Grêmio e a gestora do empreendimento nada ganharia com a entrada free destes associados, foi necessário um acordo para alocação de espaços, na qual gerou um grande encargo ao clube e que torna os especulados R$ 41 milhões anuais como ponto da discussão contratual, mas que deveria ter sido mais bem planejado no momento da elaboração do mesmo. 

Pelo contrato de parceria, o Grêmio arcaria com este custo, recebendo um valor fixo anual de R$ 9 milhões e depois receberia semestralmente 65% do Lucro Liquido Ajustado do empreendimento, que nada mais é que o resultado da soma das receitas subtraída pela soma dos encargos operacionais, amortização do financiamento, impostos e reservas inerentes à atividade empresarial.  Na prática, principalmente neste início de parceria, pouco retornaria ao clube, pois a receita do empreendimento está voltada principalmente às bilheterias, onde o valor dado pelo clube para alocar o seu sócio tem um peso significativo.

O grande “x” da questão é o que está efetivamente ocorrendo entre clube e parceria, pois muito é questionado publicamente e pouco é esclarecido. O Grêmio reclama do seu alto encargo obtido e fala em inviabilização financeira, porém ao mesmo tempo gasta fortunas com uma leva de jogadores “medalhões” que vieram a peso de ouro para a disputa da Libertadores e oneram demasiadamente a folha salarial do clube, cuja especulação já ultrapassa R$ 10 milhões mensais e que a colocaria como a mais cara do país. 

Imagino que se a questão financeira estivesse extremamente delicada, a atual diretoria encabeçada por Fábio Koff não estaria cometendo tamanha irresponsabilidade de contratar  uma significativa leva de caros jogadores, apesar de todo o aporte financeiro recebido através de negociações contratuais, adiantamentos de receitas e investidores. Ainda acredito na hipótese de Koff querer um maior poder de barganha na questão de valores. 

Porém se eu estiver errado, e houver ali adiante um colapso financeiro, a conta negativa não poderá ficar somente no nome da antiga diretoria encabeçada por Paulo Odone, pois a ousadia de Koff em trazer estes jogadores se transformaria em irresponsabilidade, e nem o maior presidente da história do clube estaria imune a críticas e responsabilidade pelos seus atos.

Não sei o que esta ocorrendo no tricolor, e acredito que a grande maioria também não saiba. Está na hora de ambos os lados colocarem as cartas na mesa publicamente, ou parar de acionar a imprensa para condicionar o outro lado e resolver o que tiver que ser resolvido de forma interna.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Definidas as cadeiras do Beira-Rio


Nesta sexta-feira, o Internacional anunciou em seu site oficial a definição dos assentos que serão utilizados no novo Beira-Rio. Trata-se da marca do modelo Integra da fornecedora Nöra Bluecube, que presta serviços para grandes palcos esportivos mundiais, como: London Olympic Stadium, Soccer City em Johanesburgo, Estádio Olímpico de Kiev, Estádio de Wembley, Estádio Castelão, dentre outros.

O modelo, rebatível e resistente, será utilizado na cor vermelha. Fonte: NoraBr
As obras de modernização do estádio colorado seguem intensas, com previsão de conclusão para dezembro. O gramado foi plantado no início deste mês, enquanto que as arquibancadas do anel inferior foram concluídas no mês passado, restando apenas o acabamento interno.

Fotos: AI Inter
 Agora a grande frente da obra está na revitalização da arquibancada superior e a colocação da cobertura, cujas primeiras peças já chegaram ao complexo.  

Vídeo com vista da nova área de circulação do estádio

segunda-feira, 11 de março de 2013

Dunga consegue mostrar a sua cara no Inter


O titulo da Taça Piratini, primeiro turno do Campeonato Gaúcho, com uma expressiva goleada por 5x0 em Ijuí contra o São Luiz mostrou que Dunga conseguiu organizar a equipe Colorada, criando um padrão de jogo e recuperando jogadores importantes que não vinham em boa fase.


Fotos: AI Inter
 Até agora, Dunga treinou sete vezes o time titular e obteve seis vitórias e um empate. Os resultados respaldam o seu trabalho, embora a qualidade dos times enfrentados (inclui-se o reserva do Grêmio) só serve de parâmetro relativo, tendo em vista que ainda não dá para se ter uma real noção do poder de fogo do Internacional para as competições maiores como Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro.


O que posso afirmar é que Dunga conseguiu definir um time titular, solidificando o sistema defensivo e criando opções de aproximação ao ataque, através de tabelamentos envolvendo jogadores-surpresa que, em temporadas anteriores, não tinham uma presença massiva ao ataque. O esquema 4-4-2, o bom aproveitamento de Gabriel pela direita, a confirmação de Moledo como o grande zagueiro do time, o melhor futebol apresentado por D’Alessandro e Forlán e a volta dos gols de Damião são méritos do trabalho do treinador.


A qualidade do grupo colorado ainda não foi posta à prova, porém a necessidade de enxugar despesas fez o clube se livrar de alguns jogadores importantes para o grupo, enquanto que os reforços são meras apostas. O campeonato Brasileiro exige um grupo forte e esse é o grande desafio do Internacional para 2013, pois Dunga tem um time que pode disputar os campeonatos nacionais, porém a reposição ainda é uma incógnita. 


Reforços serão bem vindos para que o clube possa almejar algo maior nesta temporada.