segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Brasileirão 2013 – R33

O Campeonato Brasileiro está chegando à reta final e ainda promete algumas disputas quanto ao G4 (que poderá ser G3 ou G5) para a Libertadores e o Z4, a temida zona de descenso.

O titulo já tem dono desde o início do segundo turno, com a arrancada do Cruzeiro sem que houvesse outro time capaz de acompanha-lo, e provavelmente será confirmado matematicamente nas próximas 2 rodadas, já que não descartaria um insucesso do time contra o bom Vitória para fazer festa em casa diante da Ponte Preta.

Além do Cruzeiro, o Náutico também destoou, só que de forma negativa, já decretando com muita antecedência o seu descenso. No mais, apenas destacaria o Atlético Paranaense. A campanha do time é diferenciada e se não fosse uma má jornada no início do campeonato, provavelmente já teria assegurado o vice-campeonato com uma vantagem mais folgada do que está hoje, mas sem conseguir acompanhar o Cruzeiro por ser tecnicamente inferior ao time mineiro.

No mais, o campeonato reserva muito perde e ganha, o que lhe faz nivelado por baixo. Uma prova é o terceiro colocado (Grêmio) ter apenas 54,5% de aproveitamento enquanto que o 16º (Vasco) tem 37%.

Grêmio e Botafogo ainda estão na zona da Libertadores, isto se contabilizarmo-la  como G4, já que o Brasil colocará uma equipe na final da Copa Sul-Americana, cujo campeão ganhará uma vaga para a Libertadores e tirará uma vaga do Brasileirão. Por outro lado, o Atlético-PR está na final da Copa do Brasil, e caso seja campeão, abrirá uma vaga via Campeonato Brasileiro para a Libertadores.  

A dupla só ainda está em 3º e 4º respectivamente devido a gordura acumulada ao longo do primeiro turno, que fez com que outros clubes tenham chegado, mas ainda sem conseguir ultrapassá-los. Enquanto Botafogo e Grêmio fizeram 36 e 34 pontos no primeiro turno em 2º e 3º lugares respectivamente, ambos fazem apenas campanhas modestas neste segundo turno, onde o Grêmio é o 9º com 20 pontos e o Botafogo é o 11º com 17 pontos. Para efeito de comparação, Vitória e Goiás marcaram 27 e 28 pontos nestes últimos 14 jogos, reduzindo a distancia que parecia definida entre os times que formavam o G4.
  
Vários são os motivos para explicar a queda drástica dos times. No Botafogo posso elencar como o acúmulo de jogos, que fez o elenco pouco numeroso do time carioca sentir com as lesões, suspensões e saídas, além do desgaste dos seus principais jogadores. O Grêmio teve uma impressionante ascensão com o esquema de três zagueiros de Renato Portaluppi, porém o esquema-surpresa tinha validade, e ao invés de aperfeiçoá-lo, o treinador acabou modificando constantemente o seu esquema de jogo para acomodar Vargas, e hoje vê o seu time em crise técnica e sem um esquema definido que possa convencer nesta reta final de campeonato. O time perdeu a consistência defensiva e não marca gols, e se não conseguir um fato novo, acabará apenas esquentando a vaga para outra equipe.

Vitória e Goiás me surpreenderam com as campanhas deste segundo turno, pois não botava fé nos seus times. O time baiano até começou surpreendendo, porém caiu drasticamente de produção e chegou e ficar perto da zona de descenso. Porém faz um grande segundo turno e está na luta para a vaga na Libertadores, apesar de considerar mínimas as suas chances. Já o Goiás eu tenho uma maior convicção que possa conquistar o feito. O time conseguiu desenvolver-se tendo o gorducho Walter como referência. O jogador se machucou, e a sua ausência impactou negativamente ao time nas semifinais da Copa do Brasil, onde o clube foi eliminado pelo Flamengo com duas derrotas. Não sei sobre as condições físicas do atacante, mas o seu retorno é imprescindível para que o time possa ultrapassar Grêmio e Botafogo.

Na luta contra o rebaixamento, temos sete equipes tentando fugir das três vagas para a série B. Coritiba, Portuguesa, Bahia, Vasco, Criciúma, Fluminense e Ponte Preta deverão lutar até o final para escapar da queda. O time de campinas parece estar condenado, sobrando duas vagas onde Fluminense e Vasco tentam evitar o maior fiasco da história do futebol carioca, com dois clubes grandes rebaixados no mesmo campeonato. A tarefa é dura para ambos, porém Criciúma, Bahia e Portuguesa poderão facilitar a permanência dos cariocas. Eu sinceramente não acredito em uma queda do Coritiba, apesar do time paranaense estar próximo ao olho do furacão.

Em função do esvaziamento da Copa Sul-Americana e tendo a Libertadores e Copa do Brasil como concorrentes nas etapas inicial e final respectivamente, somado com a paralisação em virtude da Copa das Confederações, o Campeonato Brasileiro não gerou a mesma empolgação pelos admiradores do futebol e ficou relegado a um segundo plano, fato que pode ser comprovado pelas baixas audiências, apesar da emissora detentora dos direitos de transmissão focá-lo em Corinthians e Flamengo como os protagonistas.


Vejo a fórmula dos pontos corridos como consolidada, não sendo o real motivo pelo desinteresse. O que está acontecendo é que quem comanda o futebol brasileiro (CBF e emissoras de TV) ainda não conseguiram transformá-lo em produto que traga retorno financeiro a todos, maximizando a arrecadação potencial, audiência e presença de público nos estádios.  O Brasileirão sofre por estar em meio a outros campeonatos, sem ter um ritmo de evolução definido. Se começasse em Fevereiro ou Março, com uma melhor distribuição dos outros campeonatos, não haveria a polarização em outros campeonatos, o que acabaria valorizando o nacional brasileiro.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário