Pelo menos nas últimas três temporadas, Barcelona e Real Madrid foram considerados os melhores times do mundo, devido a todo o poderio financeiro e a presença de Messi na equipe catalã e Cristiano Ronaldo na merengue, melhores jogadores disparados e únicos concorrentes reais ao título de melhor do mundo.
Ao longo destes anos, uma inédita final de Champions League disputada pelos espanhóis foi esperada, e só não ocorreu em 2010/11 devido ao enfrentamento entre os times na semifinal. Na temporada 2011/12 ambos os times vacilaram e ficaram pelo caminho, porém nesta temporada não se pode atribuir única e exclusivamente ao azar a eliminação de ambos nas semifinais da UCL, onde os alemães do Borussia Dortmund e do Bayern München mostraram um futebol diferenciado, e merecem protagonizar a final do próximo dia 25 de maio em Wembley.
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É evidente que um grupo aguerrido e organizado dificilmente chegaria longe se não tivesse qualidade, e tanto o Bayern de Jupp Heynckes quanto o Borussia de Jürgen Klopp mostraram ao longo da temporada e, principalmente, contra Barcelona e Real Madrid respectivamente, quebrando o reino absolutista dos espanhóis na competição europeia. Os dois times alemães formam a base da sua seleção nacional.
Algumas constatações ficam deste histórico acontecimento. Uma é a qualidade da Seleção alemã, que chegará favorita para a Copa do Brasil de 2014.
Outra, e mais importante, é o êxito no processo de reformulação no futebol alemão, iniciado com a Copa de 2006 no país e que foi capaz de resgatar a paixão do torcedor local pelo futebol, além de estimular o desenvolvimento das categorias de base nos times. Houve uma maior competitividade no futebol local influenciada por quotas de TV mais bem divididas entre os clubes, além do surgimento de vários jogadores, que acabaram contribuindo para o ressurgimento da seleção.
Outra, e mais importante, é o êxito no processo de reformulação no futebol alemão, iniciado com a Copa de 2006 no país e que foi capaz de resgatar a paixão do torcedor local pelo futebol, além de estimular o desenvolvimento das categorias de base nos times. Houve uma maior competitividade no futebol local influenciada por quotas de TV mais bem divididas entre os clubes, além do surgimento de vários jogadores, que acabaram contribuindo para o ressurgimento da seleção.
O futebol ainda é o grande entretenimento, o que exige um maior cuidado em relação à capitalização dos clubes. É inadmissível que dois clubes fiquem com mais de 50% das quotas de TV, o que acaba polarizando a disputa e deixando os campeonatos cada vez mais pobres e menos atraentes.
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