sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Antes tarde do que... (tarde demais)


Nesta sexta-feira, a alta cúpula da CBF surpreendeu ao anunciar uma reunião extraordinária que culminou na demissão do treinador Mano Menezes da Seleção Brasileira, que em dois anos de trabalho não conseguiu montar um time que empolgasse para a Copa do Mundo de 2014.

Mano deixa o comando da Seleção com aproximadamente 70% de aproveitamento, um número satisfatório, mas que fora construído diante de adversários fracos, pois no embate contra Seleções de primeira linha como Alemanha, Argentina (completa com Messi), Holanda e França, o selecionado brasileiro não conseguiu vencer, além de perder a Copa América de 2011 para o Uruguai e a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de 2012 para o México. 

Até a temporada passada eu ainda o defendida, tendo em vista que o país vivia em uma entressafra de jogadores e não tinha grandes referências, o que efetivamente dificultava o trabalho do treinador que precisava mostrar seu trabalho e criar um grupo. Porém ao decorrer deste tempo muitos jogadores evoluíram, como Oscar, Lucas e o próprio Neymar, enquanto que o treinador não fez a sua parte, não conseguindo montar um time competitivo em nível de Copa do Mundo.

A sua demissão não se dá pelos resultados, já que em 2012 o seu selecionado teve 9 vitórias, um empate e três derrotas, estas contra o México e duas vezes contra a Argentina, sendo uma a do Superclássico das Américas e outra do show de Messi no 4x3 argentino. Mas as vitórias foram contra Bósnia, Dinamarca, Estados Unidos, África do Sul, China, Iraque, Japão e o jogo de ida contra a Argentina no Superclássico, que apesar de carregar a clássica camisa alviceleste, em nada se assemelhava ao selecionado composto por Messi, Aguero, Di Maria, etc. 

Nem o seu escudeiro, Andrés Sanches, conseguiu lhe segurar, mostrando a queda de prestígio do ex-presidente do Corinthians na CBF, que agora é comandada por Marin e Marco Polo del Nero, sendo o primeiro um são-paulino de carteirinha, o que também traz conotações políticas para a saída do treinador. 

A frase que resume a saída de Mano é a que faz o título desde post. Se ontem seria o ideal e hoje já é tarde, amanhã poderia ser tarde demais, tendo em vista que um novo Maracanazo seria o desastre dos desastres, que acabaria marcando a definitiva despedida do público brasileiro com a sua Seleção, que há anos não se relacionam de forma entusiasmante.  

Para substituí-lo, são especulados pela mídia em geral os nomes de Tite (Corinthians), Muricy (Santos) e Felipão. Tite e Muricy estão em melhor momento e ambos teriam capacidade para fazer um bom trabalho nesta reta final. Eu até tenho preferência por Muricy, que por pouco e devido a sua escolha não esteve no lugar de Mano Menezes desde 2010. Outra saída é Felipão, que também entrou às pressas para a Copa de 2002 e conseguiu o pentacampeonato, exigência parecia com o momento atual, porém sabendo que não contará com Roberto Carlos, Ronaldo Fenômeno, etc. 

Estou na expectativa, sabendo que quando mais cedo o novo treinador for anunciado por Marin, maior tempo haverá para a montagem de um planejamento de tiro curto para a Copa de 2014. Se mano teve 33 jogos, o novo treinador terá apenas seis datas para realizar jogos antes da Copa das Confederações, onde já há a definição de dois adversários: França e Inglaterra. 

Obs: A CBF anunciou que o novo treinador será contratado apenas em janeiro de 2013.

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